segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pride Of Lions: Empolgante e Moderno Melodic Rock, Altamente Indicado a Fãs de Survivor, Journey e Foreigner!


Journey, Toto, Survivor, Foreigner, são nomes que lhe dizem algo ? Então provavelmente Melodic Rock e  AOR é sua praia (ou, simplesmente curte a boa música), e já deve ter ouvido Pride Of Lions, banda do guitarrista Jim Peterik (Ides of March e Survivor, além de co-escrever o clássico Eye of the Tiger, também é co-autor e colaborador de muitos artistas como Lynyrd Skynyrd, Joe Lynn Turner, Sammy Hagar, Beach Boys...), na qual a voz de Toby Hitchcock foi revelada ao grande público.

"Immortal" é o quarto álbum de estúdio da banda encabeçada pela dupla, novamente lançado pela Frontiers, gravadora italiana que hoje é a meca do Hard/AOR/Melodic Rock, e já era aguardado com ansiedade, pois o último álbum, "Roaring of Dreams", é de 2007,  mas a espera foi recompensada, pois essa pausa um tanto longa (pelo menos para o Pride Of Lions, pois Peterik continuou envolvido em vários projetos e Toby lançou seu solo este ano) parece ter inspirado a dupla Peterik e Hitchcock ainda mais.


Peterik assina praticamente 100% das composições, enquanto que Toby já é uma afirmação, com sua voz poderosa e marcante, herdeiro legítimo dos grandes intérpretes daquela época de ouro nos ano 80, tem um desempenho impecável no álbum. Felizes do fãs, que este ano já tiveram o lançamento do álbum solo do vocalista, também lançado pelo selo Italiano Frontiers.

Cumprindo o que prometeu quando criou o Pride of Lions em 2003, o álbum traz o melhor daquele AOR/Melodic Rock "oitentista", mas com uma sonoridade moderna e atual, com grandes vocais, os teclados muito bem colocados, sempre imprescindíveis neste estilo, e melodias irresistíveis.

A faixa de abertura, "Immortal", é um hit imediato e excelente cartão de visitas, com melodias límpidas e marcantes, ponte perfeita e refrão daqueles que grudam na hora, além de um grande trabalho vocal, com Peterik dividindo várias partes com Toby, aliás, quando este abre a boca ganha a cena, pois realmente é incrível a voz deste cara! Se julgar alguém pela aparência e olhar uma imagem do Toby confesso que é difícil imaginar que aquele cara com visual simples, praticamente com nada que indique ser um músico de AOR ou Hard Rock, e seja dono de uma inacreditável voz!


Continuando com as faixas do álbum, "Delusional", que também foi escolhida para ser o clip, tem todos os elementos prometidos por Jim desde o início da banda, nos remetendo ao Melodic Rock dos anos 80. Uma empolgante semi-balada, destacando a voz madura e competente de Jim, belas melodias e mais um refrão perfeito, com show de Toby, mostrando a extensão de sua bela voz; "Tie Down the Wind", com um andamento mid-tempo, também possui melodias sensacionais, com mais um show de Toby, um vocalista que canta com a alma e o coração, fechando uma trinca de abertura de alto nível! Veja bem, na terceira faixa os caras já ganharam o jogo!!


Desnecessário comentar faixa por faixa, o que temos é um álbum de qualidade alta, com Peterik mostrando mais uma vez que é um grande compositor e criador de hits, criando melodias e refrãos marcantes e de extremo bom gosto. "Vital Signs", pra citar mais um exemplo, e que tem uma curiosidade sobre ela, pois era para ter sido a faixa título do álbum homônimo do Survivor, lançado em 1984, porém não estava totalmente pronta, e somente 25 anos depois, aqui está ela, e é mais uma daquelas músicas que possuem aquela aura estilo clássicos do AOR ou, como também era chamado, "Rock de Arena", tão popular nos anos 80, que nos deu clássicos como a citada "Eye of the Tiger", "Love Ain't no Strangers", "If Looks Could Kill" e outros hinos (Relembre, ou conheça, aqui neste link). Pode parecer exagero, mas o Pride of Lions traz muito dessa mágica de volta, e Peterik se mostra bem mais inspirado que outros remanescentes daquela cena, como Journey, que lançou um álbum um tanto morno.


Dentre canções bombásticas, grandes baladas, ótimas melodias e refrãos, o Pride of Lions mostra mais uma vez ao que veio, esbanjando classe e melodias incríveis, tudo valorizado pela excelente produção e a grande interpretação vocal desta "descoberta" de Peterik, chamado Toby Hitchcok. Fica difícil parar de ouvir um álbum como este!

Texto e edição: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: Pride of Lions
Álbum: Immortal
Ano: 2012
Selo/gravadora: Frontiers
Estilo: AOR/Melodic Rock
Site Oficial

Formação:
Toby Hitchcock: Vocais
Jim Peterik: Guitarra e vocais




Tracklist:
01 – Immortal
02 – Delusional
03 – Tie Down The Wind
04 – Shine On
05 – Everything That Money Can’t Buy
06 – Coin Of The Realm
07 – Sending My Love
08 – Vital Signs
09 – If It Doesn’t Kill Me
10 – Are You The Same Girl
11 – Ask Me Yesterday




sábado, 24 de novembro de 2012

Devon: Revelando-se Um Bom Nome do Power Metal Nacional

Promessa da cena Heavy/Power Metal nacional


Com pouco mais de 4 anos de trajetória, desde os tempos em Campo Belo (Minas Gerais/Brasil), chegando até São Paulo capital, a Devon lançou em 2012 o álbum “Unreal” (2012), marcando a estreia do grupo que tem tudo para agradar fãs do gênero Power/Heavy Metal.

Banda de Minas Gerais, hoje tem São Paulo como lar, lança em 2012 seu debut álbum
Isso porque o quinteto é bastante profissional, não poupando esforços em oferecer material de alta qualidade. A arte gráfica (feita por Carlos Fides da Artside), por exemplo, está entre as mais belas que vi este ano, com uma capa perfeita, encarte com as letras, em material de luxo, além da qualidade sonora arranjada e assinada por Thiago Bianchi e que tem mostrado seu bom trabalho como produtor. Aliás, Bianchi também participou da composição do álbum e foi quem apresentou o atual vocalista da banda, o que faz a Devon ser uma perfeita pedida aos admiradores do Shaman, sua atual banda, por exemplo.

Tendo no quinteto o vocalista Alex Gardini, os guitarristas Rafael Greco e Breno Viana, o baixista Rafael DM (que também toca na Panzer), o baterista Gabriel Trianni, que já tocou com as bandas Tempestt e Wizards, além da participação especial de James Freitas nos teclados, a Devon tem em suas mãos um ótimo cartão de visitas, já que “Unreal” do início ao fim.

Músicas como “Streets Ain’t the Same”, que abre o álbum com muita velocidade (após a clássica intro de alguns segundos), passando por “Turning”, que segue o ritmo rápido, muito Power Metal (agradando aos fãs de bandas nacionais do gênero), para chegar no hino Heavy Metal “Call The Brothers” (que te prende na primeira audição).
Em se tratando de um disco predominantemente Power, coube o espaço para baladas, composições mais cadenciadas e lentas, primando pela beleza harmônica, como as belas “Forgetting You” e “Innocence Degrees”, que mostram um show de Alex, que, como todo vocalista do gênero, em alguns momentos do álbum soa repetitivo, mas que aqui brilha demais, com certeza muita influência de Bianchi, já que nos lembra as atuais baladas da banda Shaman.

“Unreal”, não à toa, desde seu lançamento, tem arrancado altos elogios tanto da crítica especializada, como dos fãs do Power Metal, gênero esse em decadência, que tem passado por uma reciclagem, caminhando por outros gêneros, algo que encontramos nesta banda, que, melhorando alguns pontos aqui e ali (mesmo não sendo uma cópia, ainda precisa definir e investir em passagens mais ousadas e inovadoras).


Prato cheio para quem quer ouvir um disco que, se não inova, está de bom tamanho para uma estreia, já que grandes músicos, produção e composição, a Devon já tem. Ouça sem medo.

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Devon
Álbum: Unreal
Ano: 2012 
País: Brasil
Tipo: Power/Heavy Metal
Distribuição: Voice Music
Assessoria: MS Metal Press


Formação
Alex Gardini (Vocal)
Breno Viana (Guitarra)
Rafael Greco (Guitarra)
Rafael DM (Baixo)
Gabriel Trianni (Bateria)
James Freitas (Teclados)



Tracklist
1. Crash of Reality 
2. Streets Ain´t the Same 
3. Turning
4. Call the Brothers 
5. The Sunset Rider 
6. Forgetting You 
7. The Sentence 
8. Running Out of Luck 
9. Face Myself 
10. On the Road 
11. Innocence Degrees 

Acesse e conheça mais sobre a banda

Brutalidade Gratuita

Disco de estreia "Mundo Destruído" agrada quem quer pancadaria sonora


Um disco para se curtir de olhos fechados, ou para não querer ouvir de novo. Essa é a impressão que “Mundo Destruído” (2011), da banda brasileira de Gama/DF Bruto.

A verdade é que os caras já tem anos de experiência e sabem, certamente, fazer um som pesado, que caminha entre o Tharsh/Death Metal e o Hardcore, com muitos riffs ora rápidos, ora arrastados, além da bateria monstra, que quebra tudo.


Banda é um dos nomes do underground do centro do Brasil

Méritos para Kbça (!?) (vocal), Rodrigo e Leo (guitarras), Henrique (baixo) e Sávio Américo (bateria) que lançaram o disco de forma independente, contendo canções desde a época de seu surgimento, em 2004. 

Um instrumental bastante empolgante, com a banda mostrando algumas quebras de ritmos, que não torna a audição cansativa, pois sempre tem algo novo no próximo verso.

Entretanto, duas ressalvas para coisas que, de alguma forma, tiram um pouco do brilho desse lançamento. Primeiro, a qualidade da gravação, que está muito abafada. Entendemos que o underground não poupa ninguém e as bandas tem que se virar com o que tem, mas, se compararmos com a maioria das bandas que lançam material próprio, vemos que este disco da Bruto poderia ter saído com maior qualidade, já que a arte é bem interessante. 

Outra ressalva, é para músicas como “Vai Se Fuder” e “PQP Que Porra é Essa!”. Tá certo que a quebradeira corre solta, nos moldes do que muitas bandas de Thrash/Death fazem por aí, mas, um título que realmente não atrai (o que não precisa ser necessariamente ruim). Agora, se você gosta de brutalidade gratuita e está nem aí para as letras, pode conferir sem medo. Vale dar uma passada nos ouvidos “Mundo Destruído” (veja o clipe abaixo), “Igrejas” (a melhor do álbum), “Obscuro” e “Cidade Adormecida”.

Texto e edição: Eduardo Cadore 
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Bruto
Álbum: Mundo Destruído
Ano: 2011
País: Brasil
Tipo: Hardcore/Thrash Metal
Selo: Independente
Assessoria: Island Press

Formação
Kbça (Vocal)
Rodrigo (Guitarra)
Léo (Guitarra)
Henrique (Baixo)
Sávio Américo (Bateria)



Tracklist
01. Intro
02. Mundo Destruído
03. Igrejas
04. Paraíso Quitado
05. Vai se Fuder
06. Obscuro
07. Porrada
08. Ilustração
09. Cidade Adormecida
10. PQP Que Porra é Essa!
11. Brutality (faixa bônus)

Acesse e conheça mais sobre a banda
Facebook

Assista "Mundo Destruído"

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

JackDevil: Enérgico, Poderoso e Instigante

Direto de São Luís/Maranhão, o JackDevil mostra que não está para brincadeira


Após este "revival" que o Thrash Metal teve com o surgimento de novas bandas e a volta de gigantes adormecidos, o estilo se mostra cada vez mais forte, mostrando sua influência sobre as bandas que surgem pelos quatro cantos do mundo. Em meio a essas diversas bandas, temos os maranhenses do JackDevil, que mesclam em sua sonoridade o Speed e o NWOBHM, deixando seu Thrash mais enérgico e característico.

O JackDevil surgiu em 2010, e após o lançamento do 1° EP "Road To Hell" e as comuns mudanças de formação, eis que em 2012 lançam o EP "Under the Metal Command", e ai, meus amigos, é onde o bicho pega, após apertar o play será uma viagem sem volta ao mundo JackDevil, pois o que você vai ouvir é uma "sacolada" de riffs, paradas mortais, cozinha esmagadora e vocalizações no minimo instigantes.

Empolgante, enérgico e cheio de feeling

Se duvida do que estou dizendo, então vamos fazer assim: a banda disponibilizou para download gratuito seu EP (baixe aqui), vai lá, faça o download e volte para continuar lendo a matéria, claro, somente se você conseguir parar de ouvir, pois o material é viciante, com apenas cinco faixas consegue prender sua atenção em cada detalhe, seja nos riffs navalhados ou nos solos precisos com aquele "Q" anos 80 de cair o queixo, como em "Thrash Or Die" e "Violent Invasion".

Já a faixa que dá nome ao EP (que virou o 1° vídeo clipe) dispensa qualquer comentário (o que são essas guitarras?!). E o começo já diz tudo com com André (vocal/guitarra) berrando "Metaaaal Comaaaand!", aí você já tem uma ideia do que vai encontrar, com riffs mais NWOBHM, uma faixa enérgica que com certeza deve abrir muitas rodas em seus shows, sem contar o refrão que é para cantar com o punho erguido no ar.

Dizer que a banda é um dos destaques de 2012, não seria nenhum exagero

Vale destacar a gravação do EP, que foi feita pela própria banda, que está muito coesa e cristalina, não comprometendo em nada o material, instrumentos muito bem dosados e com uma excelente timbragem. 

Para finalizar temos ainda as destruidoras "Road To Hell" e "The Chaos Never Stops", que mantém o alto nível do lançamento, com muita energia e feeling, sem contar a variedade de riffs certeiros que André e Ricardo apresentam.

Dizer que o JackDevil é uma das bandas destaques de 2012 não seria nenhum exagero, mostrando uma competência absurda, além da qualidade de suas composições, fazendo até mesmo o thrasher mais exigente dar o braço a torcer. Guardem este nome, com certeza o JackDevil sera uma das grandes bandas nacionais do estilo.


Texto e edição: Renato Sanson
Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: JackDevil
Álbum: Under the Metal Command
Ano: 2012 
País: Brasil
Tipo: Thrash/Heavy Metal
Assessoria: War Gods Press



Veja  clipe de "Under the Metal Command"



Formação
André Nadler (Vocal e Guitarra)
Ricardo Andrade (Guitarra)
Filipe Stress (Bateria)
Renatão (Baixo)



Tracklist
01 Thrash Or Die
02 Violent Invasion
03 Under the Metal Command
04 Road To Hell
05 The Chaos Never Stops


Acesse e conheça mais a banda
Myspace


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pela Primeira Vez Juntos na Capital Gaúcha: Krisiun, Malevolent Creation & Vital Remains (Realização: Tumba Productions - Coordenação: Branco Produções)

Krisiun, um dos ícones do Death Metal mundial, retorna a Porto Alegre/RS com a turnê Sounds Of Extreme

Dando continuidade a tour européia "Sounds Of Extreme", teremos pela primeira vez juntos em Porto Alegre/RS três gigantes do Death Metal mundial. Estou falando de Krisiun, Malevolent Creation e Vital Remains, que irão dividir o palco no dia 13/12 no bar Opinião.

Enquanto o Krisiun retorna a capital gaúcha dando continuidade na divulgação de seu mais novo álbum "The Great Execution" (confira resenha aqui), teremos a presença dos monstros do Malevolent Creation, que estão promovendo o seu ultimo álbum de estúdio "Individuous Dominium" que foi lançado em 2010, apesar de não terem lançado nada novo desde então, este álbum é o 2° lançamento a contar com a volta do vocalista original Bret Hoffmann, que gravou os três primeiros álbuns da banda, além de ser um dos fundadores.

Com a volta de  Bret Hoffmann, o Malevolent Creation retorna ao seu característico Death Metal técnico e agressivo

Já os americanos do Vital Remains, mesmo não lançando algo inédito desde 2007, quando lançaram o matador "Icones Of Evil", é um dos shows de Metal extremo mais aguardados pelos bangers gaúchos, que tem tudo para ser no minimo avassalador.

Vital Remains, um dos shows mais aguardados pelos bangers gaúchos: Brutal Death Metal técnico e violento, um dos grandes nomes do estilo

Uma chance única de presenciar três ícones do Metal extremo mundial no mesmo palco, se eu fosse você não perderia está oportunidade, ainda mais que o Road to Metal está com uma promoção exclusiva, sorteando um par de ingressos para este show! Acesse aqui e confira como participar da nossa promoção, corre logo, pois o dia do Apocalipse está chegando!


Texto e edição: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Realização: Tumba Productions
Coordenação: Branco Produções

Dia: 13 de dezembro
Horário: 21h
Onde: Opinião (José do Patrocínio, 834 – Porto Alegre )
Ingressos: R$35 (antecipados) e R$40 (no local)

Pontos de Venda: 
Lojas A Place -  Rua Voluntários da Pátria, 294, loja 150 CENTRO SHOPPING
Zeppelin - Galeria Luza, Rua Marechal Floriano, 185 - loja 209 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Resenha de Show: III Profana Aliança Nacional - São Paulo (20/10/2012)

3º edição do festival reúne grande snomes do underground nacional


Fomos gentilmente recebidos nesse evento que já está na sua terceira edição, sentindo-me extremamente bem atendida pelo organizador Flávio da Horda Torqverem e deixo de antemão os agradecimentos.

Começamos a “saga” com a chegada na Fofinho. Com o cast dessa terceira edição estava matadora, estava ansiosa para conferir pessoalmente cada uma das bandas. Acompanhe com expectativa.

Com atraso grande que creio ter sido por conta do público (vindo de vários estados) para entrar no show começa a banda de abertura Eminent Shadows (DF). Fiquei boquiaberta com a qualidade do Death Metal executado brilhantemente pelo grupo divulgando seu último trabalho “In the Fog of the Night... We Burn This Kingdom” (2011). Nem parecia a banda de abertura, sinceramente estávamos diante de um entrosamento e musicalidades fora de sério.

Terminado o show de abertura, pude conferir mais de perto na parte inferior do local (o palco fica localizado na parte de cima) dos materiais à venda e bati um papo informal com alguns expositores como o Chris da Criminal Records e constatei um fato interessante: estamos tendo uma qualidade muito grande de material nacional (CDs, LPs, camisetas, DVDs, fitas K7 e etc.) à disposição. Fiquei sem saber o que adquirir devido à quantia de expositores. Mas vale ressaltar que hoje em dia graças ao esforço de vários guerreiros estamos tendo muito mais facilidade para termos acesso aos materiais.

Público prestigiando desde a primeira banda

No palco entra em poucos minutos, após problemas nos teclados, a banda Eternal Sacrifice (BA) com seu Black Metal furioso. Naberius (vocal) trouxe com seus urros e gutural o público da casa mais próximo do palco para conferir sua apresentação teatral. Show completamente bem estruturado e nota-se que as quase duas décadas de estrada fizeram muito bem para a banda. Procurem conferir a discografia da banda e comprovem por si mesmos.

E quando começou a terceira banda tive o sentimento de estar abrindo o sétimo portal para o inferno... Entra no palco a banda Mythological Cold Towers (SP), veterana banda que iniciou suas atividades em 1994.

Já estabelecida dentro do underground e mesmo sentindo nitidamente uma mudança no estilo musical da mesma (ouçam “Sphere of Nebaddon”, álbum de 1996 e comprovem por si mesmos) notei com bons olhos o refinamento das músicas do álbum “Immemorial” (2011).

Em muitos momentos a camada densa me lembrou Paradise Lost e My Dying Bride. O Show foi basicamente calcado no “Immemorial”. Aprovado! Instrumental fantástico.

Lendário grupo Baiano Headhunter D.C. divulgou seu novo álbum 

Agora entrando novamente na fúria subi ao palco para acompanhar na íntegra e mais de perto o show de uma das lendas do Metal extremo nacional: Headhunter D.C. (BA).

Com vinte cinco anos de estrada e álbuns sensacionais como “Born... Suffer... Die”  (1991), “...And the Sky Turns to Black...(The Dark Ages Has Come)” (2000); os “caçadores de cabeças” entram no palco ao som da intro cavernosa “Funeral March” e já emendam com “Dawn of Heresy”. O caos estava instalado e muitas cabeças balançavam na velocidade máxima... Baloff (vocal) deu uma aula de simpatia e postura mostrando o porquê da banda hoje com seu novo álbum lançado (“In The Unholy Mourning”, deste ano) continuar sendo referência de qualidade no Metal extremo brasileiro.

O show, infelizmente, devido ao horário avançado não pode ser tão extenso, mas os petardos executados como “God Spreading Cancer” e “And The Sky Turns to Black” foram ovacionados e cantados em uníssono por todos os presentes mostrando que a banda caminha sim mais do que nunca para figurar como “essencial” (isso se já não é) quando o termo Death Metal brasileiro for citado por algum banger do Brasil (ou fora dele). 

O encerramento veio com o já proclamado hino do novo álbum “Hail the Metal of Death”. Nessa hora tive a certeza que saíram do palco com a missão cumprida.

Headhunter D.C. 
A única ressalva da noite ficou pelo fato de não só eu, como muitos colegas de imprensa, terem ido embora devido ao horário da apresentação da última banda, Patria (RS); mas pelos comentários que obtive de amigos e amigas presentes no show, a banda fez um set coeso e trouxe amostras de ódio e misantropia com hinos presentes nos seus álbuns já lançados “Hynms of Victory and Death” (2009),  “Sovereign Misantropy” (2010) e “Liturgia Haeresis” (2011).

De modo geral, estou satisfeita com o andor do festival e espero poder acompanhar mais de perto a grande e profana celebração do caótico underground brasileiro.

Hail the Metal of Death!

Edição/revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Road to Metal

Bandas:
Headhunter D.C. (BA)
Mythological Cold Towers (SP)
Eternal Sacrifice (BA)
Eminent Shadow (DF)
Patria (RS)