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| Shinigami Records (Nac.) / Nuclear Blast (Imp.) |
Khemmis Lança Álbum Homônimo e Consolida Lugar no Doom Metal Contemporâneo
Por Paula Butter
Khemmis, banda formada em 2012 em Denver, Colorado, chega ao seu quinto álbum de estúdio carregando o peso de uma trajetória sólida e uma reputação construída tijolo a tijolo dentro do doom metal contemporâneo. Lançado em 12 de junho de 2026 pela Nuclear Blast Records, o disco homônimo representa um momento de virada: após o introspectivo e denso Deceiver, lançado em 2021, o grupo formado por Ben Hutcherson, Phil Pendergast, Zach Coleman e o novo baixista David Small aposta em uma sonoridade mais direta, urgente e celebratória. Entretanto não abrem mão da escuridão lírica e da profundidade emocional que sempre foram sua marca.
A obra é composta por oito faixas, que surpreendem à medida em que o ouvinte progride, pois mostram uma sonoridade mais enérgica, com nuances variadas, muitos riffs, melodia, peso, e tudo se conecta como uma teia bem construída. É o tipo de álbum que não requer esforço para ser apreciado, você simplesmente aperta o play e segue até o fim, e tranquilamente, volta ao início para mais um pouco.
O ponto de partida é a empolgante “Invocation of the Dreamer” que além de abrir o álbum, também foi o primeiro single com direito a videoclipe. Na sequência, a bela “Corpsebloom Garden”, que já aponta uma direção mais dinâmica de grupo, com riffs marcantes, solos melódicos, bateria forte e vocal alternado do gutural para o lírico. E sem tempo para respirar, chega a pesada e com a identidade da banda bem presente “Grief’s Reverie”. A quarta faixa “Beneath the Scythe” levanta qualquer um da zona de conforto, e com um videoclipe bem peculiar que vale a pena conferir.
Destacam-se também “Tomb of Roses” com variações de tons, entre balada e peso, e a bem trabalhada “Carrion King” com solos de guitarra em destaque, e que também surpreende pela dinamicidade. Para fechar a obra, “Benediction Tones” com um tom bem épico, que vai caminhando para o doom metal, uma música que também carrega muito a identidade da banda.
Além de ser uma álbum para os apreciadores do gênero, também agrada facilmente os ecléticos, pois possui todos os elementos instrumentais para agradar aos ouvidos de todos aqueles que simplesmente gostam de música pesada.
Outro destaque fica para a arte da capa, por Christopher Remmers, bem como dos encartes especiais, belíssimos e ao mesmo tempo bucólicos, para lembrar que ainda existem artistas de carne e osso para transmitir a mensagem dos músicos ao mundo.
Parafraseando um trecho da entrevista que fiz com o guitarrista da banda: “As oito faixas do disco, entre elas os singles "Invocation of the Dreamer" e "Beneath the Scythe", celebram, nas palavras do próprio Ben Hutcherson, "a alegria de criar, experienciar e amar o Heavy Metal". A entrevista está disponível na íntegra no site da Road To Metal clicando aqui.
Por fim, quando a música vem regada de entusiasmo, e é feita por músicos apaixonados pelo que fazem, o resultado nunca desaponta. É a análise de um disco que pode muito bem ser um marco na carreira do Khemmis.
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| Divulgação |


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