Quarteto gaúcho soma ao ótimo disco um bom vídeo clipe
Oriunda de Caxias do Sul/RS, o quarteto Hate Handles causou ótimas impressões, tanto na mídia quanto nos fãs do chamado Death Metal Melódico, com o lançamento do seu debut “Die in Hands of Believers” (confira resenha ao fim da matéria).
Para expandir a divulgação do disco, a banda formada por Charles Magnabosco (vocal), Maicon Dorigatti (guitarra), Jonatan Mazzochi (bateria) e Matheus Pezzini (baixo) lançou no fim de agosto o vídeo clipe oficial (primeiro da carreira) para “Nothing Useful”, uma das faixas destaques do álbum.
Vídeo clipe é um dos melhores de 2014 até a presente data
Com direção de Maicon Benato e Leticia Telassi (Nitro Studio), o vídeo casa com a temática da letra que faz uma crítica fundamentada ao besteirol da mídia mainstream no Brasil e seus efeitos “imbecilóides” a que o povo brasileiro se sujeita diariamente, além de cenas da realidade mundial de violência, intolerância e guerra.
O grupo demorou para lançar o vídeo, mas a espera valeu a pena, pois mesmo sem grandes efeitos, a simplicidade mostra sua faceta mais nobre num clipe muito bem produzido e escrito (lembra "Immortal" da ótima fase do Arch Enemy), além de que traz o grupo numa postura idêntica ao que encontramos nos shows ao vivo da Hate Handles, ou seja, os caras foram honestos no clipe que tem tudo para ser lembrado na minha lista de melhores clipes de 2014.
Estreia com álbum completo marca ponta-pé inicial de sucesso
Quando você pensa que já viu tudo de bom que 2013 poderia oferecer, uma galera do Rio Grande do Sul chega com seu álbum de estreia fazendo um estardalhaço absurdo.
A Hate Handles, banda de Caxias do Sul/RS, acaba de lançar o excelente “Die in Hands of Believers”, pelo selo Eternal Hatred Records, fechando o ano como um dos principais lançamentos dos últimos meses, tudo isso apesar do grupo recém estar começando a expandir seu trabalho para fora das terras gaúchas, após passar a trabalhar com a Ms Metal Press.
O disco, com uma das capas mais detalhistas que já vi no país (méritos de Marcus Lorenzet), oferta em suas 9 faixas um som pesado, agressivo, que consegue alguns flertes com melodias, apesar de predominantemente voltar-se ao Metal Extremo, com grande influência, sobretudo nos vocais de Charles Magnabosco, de Amon Amarth, alcançando algo entre o Death e o Thrash Metal.
A dobradinha inicial “Nothing Useful” e “Keep the Disease” já mostra o poderio de Charles, Maicon Dorigatti (guitarra), Jonatan Mazzochi (bateria) e Matheus Pezzini (baixo), que, apesar de estarem em um estúdio, mostram a mesma energia esbanjada nos palcos (tive oportunidade de assistir a dois shows deles).
Apesar de a banda toda ser competente, coesa e trabalhar unida, sem ninguém se sobressair em detrimento dos demais, é inegável que Maicon e Charles chamam atenção logo de cara, com o primeiro sendo responsável por todas as ótimas guitarras ouvidas na bolacha, e Charles, com um vocal que te deixa pensando que o cara deve ter dois metros de altura! Um verdadeiro "monstro". Mas, de nada adiantaria se Jonatan e Matheus não debulhassem seus instrumentos com a mesma gana dos demais e, no fim, você vê que está ouvindo o disco de uma banda real e coesa, não uma competição de egos.
Poucas bandas conseguiram estrear em 2013 com um disco tão coeso e marcante
A melodia mesclada com o peso surge com maestria em “Deceived”, canção que facilmente agradará aos fãs do chamado Death Metal melódico. A faixa-título traz até alguns momentos quase sabbáthicos, com grandes riffs que beiram o Doom Metal, numa canção carregada e bastante forte, digna do título que leva.
A banda gaúcha Hate Handles tem tudo para tornar 2014 o seu ano
Momentos que também se destacam pela velocidade e boa dose de agressividade, estão em “Bring You Back” e “Respect By Fear” (com o baixo de Matheus Pezzini em destaque), apenas reforçando a ótima impressão deixada desde a primeira faixa, pois você está diante de um trabalho bem produzido, com grande força, e se não pode-se dizer que seja algo inovador, possui o principal que é a personalidade, caindo como uma ótima surpresa dentro de um gênero ainda em desenvolvimento no país. Se eu fosse você, não esqueceria este nome: Hate Handles!
A banda gaúcha
de Death/Thrash Metal HATE HANDLES disponibilizou três músicas do álbum
"Die In Hands of Believers", que está sendo gravado no Estúdio Nitro,
com produção da Hate Handles e Roger Fingle (Blood Tears, Seduced by Suicide).
Sobre o disco,
o guitarrista Maicon Dorigatti comentou: "Musicalmente estas 3 músicas são
uma amostra que trazem todos os pontos rítmicos e melódicos que abordamos.
Ideologicamente apresentam nossos ideais que vão contra a repressão religiosa e
política. O trabalho fala por si mesmo, mas enfatizamos que cada riff foi
concebido com o intuito de passar uma energia, inquietação, ou transformação em
cada ouvinte! Cada compasso foi longamente pensado e estruturado para soar com
toda agressividade e musicalidade que a Hate Handles tem a oferecer e agregar
ao cenário metal."
Para conferir
as faixas "Keep The Disease", "Deceived" e "Bring You
Back", acesse a página da HATE HANDLES no SoundCloud em
http://soundcloud.com/hate-handles
Quatro bandas subiram ao palco da Embaixada do Rock celebrar o Metal Extremo nacional
São dezenas de edições com sucesso do Storm Festival em São Leopoldo/RS, tendo como santuário a Embaixada do Rock em São Leopoldo/RS e a edição 42, que aconteceu no dia 06 de abril de 2013, não podia ser diferente
Marcelo Martins (Human Plague)
Com seu tradicional open bar, um ótimo público compareceu para conferir as 4 bandas que massacrariam o pequeno palco da Embaixada, caminhando desde o Thrash chegando ao Black Metal, sempre batendo no peito com orgulho do underground.
A primeira banda a desencadear o ataque foi a Human Plague, jovem grupo de Santa Maria/RS, que já tivemos a oportunidade de conferir em janeiro (confira aqui) e estão preparando seu primeiro CD demo que deve sair ainda este ano.
A banda aposta em um Death Metal técnico, que extrapola os clichês do estilo, sendo notória a capacidade criativa do grupo, que ofereceu um som empolgante aos presentes, algo que é difícil para a primeira banda, já que muitas vezes o público ainda está um pouco tímido (ou não havia bebido o suficiente) (risos).
Recheado de composições próprias como “Tears”, “Save Me”, “Still Alive” e “Silent War”, a banda também levantou o público com dois tributos a bandas bem distintas: “The Pursuit of Vikings” (Amon Amarth) e “Inner Self” (Sepultura).
Depois foi a vez da Hammerfest, banda da casa, também ofertar seu aguardado Death Metal, este mais cru, direto e sem rodeios, levando público a ovacioná-los a cada canção. Notório é a experiência desta banda e sua competência em cima de um palco.
A atração principal e a mais aguardada era a Infamous Glory, de São Paulo/SP, que voltava a se apresentar no estado, sendo um dos grandes e mais tradicionais nomes da cena underground extrema nacional. E a espera valeu a pena, já que não sobraram pescoços parados.
Hate Handles foi a responsável por encerrar os trabalhos pesados da noite
Fechando a noite, a banda de Caxias do Sul/RS, Hate Handles (que também já conhecíamos) foi a responsável por tirar as últimas energias da galera que já havia bebido todas, mas não arredava o pé da Embaixada. E o grupo, assim como seus antecessores, não decepcionou, dando o sangue no palco. Vale destacar que o grupo executou, fechando a noite, uma versão sensacional de
Com o ambiente de muita parceria, bebida à vontade e muito som de qualidade, Stoprm Festival mostra os motivos de já ter se tornado um dos festivais mais tradicionais de todo o Rio Grande do Sul.
Obs: Não conseguimos fotos dos shows das bandas Hammerfest e Infamous Glory. Nossos agradecimentos especiais à Priscilla Zambiazi, pelas fotos da Human Plague.
Para começar 2013 com muito Metal pulsando nas veias, estivemos conferindo o Obscure Faith Festival IX, tradicional festival que destaca a arte negra da música pesada, sempre com muito peso e atrações de alta qualidade.
Human Plague foi a responsável por aquecer o público na abertura do festival
Uma semana antes do evento acontecer, problemas interditaram o antigo local onde aconteceria o show em Santa Maria/RS e, mesmo correndo o risco de ser adiado, a organização conseguiu um novo local para manter o evento de pé e, o mais louvável, sem mudança nos preços dos ingressos, nem no cast das bandas.
Human Plague
E foi no Centro Desportivo Municipal (também conhecido como Farrezão), que Human Plague, banda da cidade, iniciou o massacre no grande palco, em uma estrutura de som e luz poucas vezes já vista em eventos underground. Embora ainda com um público tímido (em número e empolgação), a banda local não decepcionou, apresentando seu Death Metal Melódico (sem soar forçado, como muitas bandas por aí) em composições próprias, como “Under God’s Life”, “Tears”, “Lost” e a cantada em português “Sem Deuses nem Demônios”, para também brindar o público, que aos poucos ia se soltando (a cerveja de qualidade estava no ponto e barata!), agitou muito nos covers de Venom (“Countess Bathory”) e Amon Amarth (“The Pursuit of Vikings”).
Dyingbreed fez um show enérgico divulgando sua primeira demo
Sem demora e com uma sonzeira rolando solta no som ambiente, a banda de São Leopoldo/RS, DyingBreed, vinha divulgar seu recente trabalho, a demo "Killing the image of your god" e, se nessa altura um maior público (que ainda chegava, pois contava com grandes atrasos) já estava presente, a banda recebeu mais resposta positiva que a anterior, desfilando seu Death Metal certeiro, muito profissional, com grande presença de palco, fruto da experiência de seus músicos que já passaram por outras bandas e trazem uma bagagem que reflete nas ótimas composições e execução.
Músicas como “Kill the Betrayer”, “Psychotic” e “Crazy Human Experiences” são apenas alguns dos destaques do grupo que, em faixas certeiras e diretas, fez muita gente botar os pescoços pra funcionar, também detonando em ótimas versões para “Dead Embryonic Cells” (Sepultura) e “Grotesque Impalament (Dying Fetus), que fechou o enérgico set.
Postmortem prepara EP para lançamento em breve e o executou na íntegra
Postmortem
A terceira banda veio de Pelotas/RS, Postmortem, e também merece destaque especial, tocando 11 faixas de pura agressividade sonora, todas composições próprias (incluindo futuro EP "Atra Mors" na íntegra), mostrando porque é um dos grandes nomes da cena gaúcha extrema, provando, para quem ainda não acredita, que o interior do estado possui bandas de alta qualidade. Certamente, quem presenciou o massacre no palco poderia ir embora após a apresentação do quarteto, pois já teria valido o festival todo. Mas, claro, mais duas grandes bandas ainda tocariam e o público manteve-se até o fim.
E caminhando mais para o término, a Mental Horror, banda que já havia se apresentado na edição anterior (que também conferimos de perto, em 2011), era uma das mais esperadas como banda experiente que é com turnê internacional e um nome bastante forte na cena, fez o show que já era esperado, muito peso e técnica aliado à agressividade do gênero, incluindo aí a participação de Bruno, vocalista da Postmortem, que voltou ao palco cantar com a banda em "Denying the Scars".
Mental Horror apresentou-se mais uma vez no Obscure Faith Festival
Músicas do aclamado álbum “Blemished Redemption” (2006) tiveram destaque, como “Observe the Martyr”, “Gods of the Pest and Flies” e “Sentenced to Believe”, mostrando a força certeira do Death Metal cru e reto da banda, com direito a versão matadora de “Arise” (Sepultura). A exemplo da edição anterior, Mental Horror fez valer seu nome que é referência no Metal extremo nacional.
Hate Handles fechou essa histórica edição do Obscure Faith Festival
Já relativamente tarde, a agressão sonora final ficou a cargo da banda Hate Handles, que se incumbiu de arrancar as últimas energia das mais de 200 pessoas que estavam lá presenciando essa histórica edição. A banda de Caxias do Sul foi a que mais intercalou músicas próprias com ótimas versões cover, tocando seis músicas próprias (como as pauladas “Bring You Back”, que abre o show, “Deceived” e “Respect By Fear”), além de versões pesadas e fiéis de clássicos como “South of Heaven” (Slayer) e “Mouth for War” (Pantera), esta uma grata surpresa, afinal, quem não curte a banda do finado Darrel?
Hate Handles
Diante das dificuldades inerentes à cena underground, Obscure Faith Festival, edição 2013, mostrou que possui tradição e, mais uma vez, não decepcionou, pelo contrário, agradou a todos (não ouvi nenhuma reclamação) e trouxe grandes bandas, desde grupos renomados na cena, quanto aqueles que ainda buscam mostrar seu som. Agradecemos à organização, especialmente ao Zé Neto, por firmar parceria e nos permitir apoiar o evento. Que venham os próximos!
Fotos: Road to Metal (fotos das bandas Postmortem e Mental Horror), Marcel Jacques (fotos Human Plague), Alinne Zucolotto (fotos da banda Dyingbreed), Hate Handles (fotos concedidas pela banda).
Assista há alguns vídeos da apresentação (créditos nos vídeos)
Os Maias podem ter errado a previsão, mas se o mundo fosse acabar com certeza a data seria 12 de janeiro em Satan Maria (Santa Maria/RS) que irá receber o IX Obscure Faith Festival, evento já tradicional na região que sempre se destaca por trazer bandas das vertentes mais extremas do Metal. E o Road to Metal não poderia ficar de fora como apoiador deste histórico evento underground.
Na sua nona edição o festival irá contar com as seguintes bandas:
Dyingbreed traz músicos experientes da cena extrema
Dyingbreed: Banda de Death Metal de São Leopoldo/RS que, por mais que seja nova, tem na sua formação criaturas que já passaram por hordas como Unmaker, Hateworks e Decimator, ou seja, só banda “leve” e é claro que essa experiência conta a favor da banda que despeja doses cavalares de Metal extremo, tendo como referências grupos como Morbid Angel, Cannibal Corpse e Slayer, prova disso você encontra na demo “Killing the Image of Your God", que apresenta uma fusão muito saudável de Death com Thrash Metal. Guarde esse nome, um grupo que ainda vai arrebentar muitos pescoços por ai.
Banda de Death Metal de Pelotas/RS promete ser uma das mais extremas da noite
Postmortem: Para quem acompanha o undeground nacional esse nome não é nenhuma novidade. Banda batizada em homenagem ao Slayer, teve no seu início uma forte tendência para o Thrash, mas foi no Death Metal que eles encontraram sua essência. Após algumas mudanças de formações e terem acrescentado a sua massa sonora uma segunda guitarra, a banda lançou em 2007 a demo “Out of Tomb”, e é provavelmente baseado nesse material que a banda irá executar pertados como “Decomposition On High Degree” e “Possession Of Spirit And Flesh”.
Hate Handles vem direto de Caxias do Sul/RS para tocar no Obscure Faith
Hate Handles: Os Manuseadores do Ódio vem trazendo para o fest toda agressividade do Thrash Metal com uma veia mais moderna, abusando do groove com um grande trabalho de senso de melodia. Possuem na bagagem o trabalho intitulado “Die In Hands of Believers”, trazendo 9 faixas com destaques para as arrasa quarteirão “Deceived, Keep to the Disease” e “Bring You Back”. Atualmente a formação do grupo é Maicon Dorigati (guitarra), Jonatan Mazzochi (bateria), Matheus Dalalba (baixo) e Charles Magnabosco (vocal).
Human Plague é a banda mais nova e garante muita energia no palco
Human Plague: A caçulinha do festival e prata da casa, formada no final de 2011, a Human Plague vem ganhando espaço cada vez maior com sua fusão de Death/Thrash e Black Metal, principalmente com uma presença de palco brutal que vem ganhando rasgados elogios, seja nas suas composições próprias ou executando os mais variados covers. A Human Plague conta com a seguinte formação: André Corrêa (vocal), Cássio F. Lemos (baixo), Carlos Armani (bateria) e Marcelo Martins (guitarra).
Mental Horror: Aqui não tem muito o que dizer, afinal de contas, esse é um dos maiores representantes da cena extrema nacional. O que dizer de obras primas como “Proclaiming Vengeance” ou “Blemished Redemption” (leia a resenha aqui)? A banda está voltando a ativa e promete mostrar o porque são conhecidos como mestres do brutal Death Metal. Assista e descubra porque os europeus se renderam perante a destruição sonora provocada por esses gaúchos.
Outro grande diferencial do festival é que, além das bandas de eximia qualidade, o público ainda terá a chance de presenciar a exposição dos artistas Fran Cullau e Dayvison Zambiazi.
Então, um evento imperdível para começar o ano da maneira mais extrema possível. Todos os caminhos levam para Satan Maria! Hail Obscure Faith!