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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Resenha de Shows: 9º Edição do Obscure Faith Festival em Santa Maria/RS (12/01/13)


Para começar 2013 com muito Metal pulsando nas veias, estivemos conferindo o Obscure Faith Festival IX, tradicional festival que destaca a arte negra da música pesada, sempre com muito peso e atrações de alta qualidade.

Human Plague foi a responsável por aquecer o público na abertura do festival
Uma semana antes do evento acontecer, problemas interditaram o antigo local onde aconteceria o show em Santa Maria/RS e, mesmo correndo o risco de ser adiado, a organização conseguiu um novo local para manter o evento de pé e, o mais louvável, sem mudança nos preços dos ingressos, nem no cast das bandas.

Human Plague
E foi no Centro Desportivo Municipal (também conhecido como Farrezão), que Human Plague, banda da cidade, iniciou o massacre no grande palco, em uma estrutura de som e luz poucas vezes já vista em eventos underground. Embora ainda com um público tímido (em número e empolgação), a banda local não decepcionou, apresentando seu Death Metal Melódico (sem soar forçado, como muitas bandas por aí) em composições próprias, como “Under God’s Life”, “Tears”, “Lost” e a cantada em português “Sem Deuses nem Demônios”, para também brindar o público, que aos poucos ia se soltando (a cerveja de qualidade estava no ponto e barata!), agitou muito nos covers de Venom (“Countess Bathory”) e Amon Amarth (“The Pursuit of Vikings”).


Dyingbreed fez um show enérgico divulgando sua primeira demo

Sem demora e com uma sonzeira rolando solta no som ambiente, a banda de São Leopoldo/RS, DyingBreed, vinha divulgar seu recente trabalho, a demo "Killing the image of your god" e, se nessa altura um maior público (que ainda chegava, pois contava com grandes atrasos) já estava presente, a banda recebeu mais resposta positiva que a anterior, desfilando seu Death Metal certeiro, muito profissional, com grande presença de palco, fruto da experiência de seus músicos que já passaram por outras bandas e trazem uma bagagem que reflete nas ótimas composições e execução.

Músicas como “Kill the Betrayer”, “Psychotic” e “Crazy Human Experiences” são apenas alguns dos destaques do grupo que, em faixas certeiras e diretas, fez muita gente botar os pescoços pra funcionar, também detonando em ótimas versões para “Dead Embryonic Cells” (Sepultura) e “Grotesque Impalament (Dying Fetus), que fechou o enérgico set.


Postmortem prepara EP para lançamento em breve e o executou na íntegra

Postmortem
A terceira banda veio de Pelotas/RS, Postmortem, e também merece destaque especial, tocando 11 faixas de pura agressividade sonora, todas composições próprias (incluindo futuro EP "Atra Mors" na íntegra), mostrando porque é um dos grandes nomes da cena gaúcha extrema, provando, para quem ainda não acredita, que o interior do estado possui bandas de alta qualidade. Certamente, quem presenciou o massacre no palco poderia ir embora após a apresentação do quarteto, pois já teria valido o festival todo. Mas, claro, mais duas grandes bandas ainda tocariam e o público manteve-se até o fim.

E caminhando mais para o término, a Mental Horror, banda que já havia se apresentado na edição anterior (que também conferimos de perto, em 2011), era uma das mais esperadas como banda experiente que é com turnê internacional e um nome bastante forte na cena, fez o show que já era esperado, muito peso e técnica aliado à agressividade do gênero, incluindo aí a participação de Bruno, vocalista da Postmortem, que voltou ao palco cantar com a banda em "Denying the Scars".

Mental Horror apresentou-se mais uma vez no Obscure Faith Festival
Músicas do aclamado álbum “Blemished Redemption” (2006) tiveram destaque, como “Observe the Martyr”, “Gods of the Pest and Flies” e “Sentenced to Believe”, mostrando a força certeira do Death Metal cru e reto da banda, com direito a versão matadora de “Arise” (Sepultura). A exemplo da edição anterior, Mental Horror fez valer seu nome que é referência no Metal extremo nacional.


Hate Handles fechou essa histórica edição do Obscure Faith Festival

Já relativamente tarde, a agressão sonora final ficou a cargo da banda Hate Handles, que se incumbiu de arrancar as últimas energia das mais de 200 pessoas que estavam lá presenciando essa histórica edição. A banda de Caxias do Sul foi a que mais intercalou músicas próprias com ótimas versões cover, tocando seis músicas próprias (como as pauladas “Bring You Back”, que abre o show, “Deceived” e “Respect By Fear”), além de versões pesadas e fiéis de clássicos como “South of Heaven” (Slayer) e “Mouth for War” (Pantera), esta uma grata surpresa, afinal, quem não curte a banda do finado Darrel?

Hate Handles
Diante das dificuldades inerentes à cena underground, Obscure Faith Festival, edição 2013, mostrou que possui tradição e, mais uma vez, não decepcionou, pelo contrário, agradou a todos (não ouvi nenhuma reclamação) e trouxe grandes bandas, desde grupos renomados na cena, quanto aqueles que ainda buscam mostrar seu som. Agradecemos à organização, especialmente ao Zé Neto, por firmar parceria e nos permitir apoiar o evento. Que venham os próximos!



Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Road to Metal (fotos das bandas Postmortem e Mental Horror), Marcel Jacques (fotos Human Plague), Alinne Zucolotto (fotos da banda Dyingbreed), Hate Handles (fotos concedidas pela banda).

Assista há alguns vídeos da apresentação (créditos nos vídeos)

Hate Handles - "Die in Hands of Believers"

Mental Horror - Denying the Scars

Dyingbreed - Psychotic

Dyingbreed - Crazy Human Experiences

domingo, 30 de dezembro de 2012

IX Obscure Faith Festival: Para Abrir as Portas do Inferno em Satan Maria

9º edição acontece dia 12 de janeiro de 2013

Os Maias podem ter errado a previsão, mas se o mundo fosse acabar com certeza a data seria 12 de janeiro em Satan Maria (Santa Maria/RS) que irá receber o IX Obscure Faith Festival, evento já tradicional na região que sempre se destaca por trazer bandas das vertentes mais extremas do Metal. E o Road to Metal não poderia ficar de fora como apoiador deste histórico evento underground. 

Na sua nona edição o festival irá contar com as seguintes bandas: 

Dyingbreed traz músicos experientes da cena extrema

Dyingbreed: Banda de Death Metal de São Leopoldo/RS que, por mais que seja nova, tem na sua formação criaturas que já passaram por hordas como Unmaker, Hateworks e Decimator, ou seja, só banda “leve” e é claro que essa experiência conta a favor da banda que despeja doses cavalares de Metal extremo, tendo como referências grupos como Morbid Angel, Cannibal Corpse  e Slayer, prova disso você encontra na demo “Killing the Image of Your God", que apresenta uma fusão muito saudável de Death com Thrash Metal. Guarde esse nome, um grupo que ainda vai arrebentar muitos pescoços por ai.

Banda de Death Metal de Pelotas/RS promete ser uma das mais extremas da noite

Postmortem: Para quem acompanha o undeground nacional esse nome não é nenhuma novidade. Banda batizada em homenagem ao Slayer, teve no seu início uma forte tendência para o Thrash, mas foi no Death Metal que eles encontraram sua essência. Após algumas mudanças de formações e terem acrescentado a sua massa sonora uma segunda guitarra, a banda lançou em 2007 a demo “Out of Tomb”, e é provavelmente baseado nesse material que a banda irá executar pertados como “Decomposition On High Degree” e “Possession Of Spirit And Flesh”.

Hate Handles vem direto de Caxias do Sul/RS para tocar no Obscure Faith


Hate Handles: Os Manuseadores do Ódio vem trazendo para o fest toda agressividade do Thrash Metal com uma veia mais moderna, abusando do groove com um grande trabalho de senso de melodia. Possuem na bagagem o trabalho intitulado “Die In Hands of Believers”, trazendo 9 faixas com destaques para as arrasa quarteirão “Deceived, Keep to the Disease” e “Bring You Back”. Atualmente a formação do grupo é Maicon Dorigati (guitarra), Jonatan Mazzochi (bateria), Matheus Dalalba (baixo) e Charles Magnabosco (vocal).

Human Plague é a banda mais nova e garante muita energia no palco


Human Plague: A caçulinha do festival e prata da casa, formada no final de 2011, a Human Plague vem ganhando espaço cada vez maior com sua fusão de Death/Thrash e Black Metal, principalmente com uma presença de palco brutal que vem ganhando rasgados elogios, seja nas suas composições próprias ou executando os mais variados covers. A Human Plague conta com a seguinte formação: André Corrêa (vocal), Cássio F. Lemos (baixo), Carlos Armani (bateria) e Marcelo Martins (guitarra). 



Mental Horror: Aqui não tem muito o que dizer, afinal de contas, esse é um dos maiores representantes da cena extrema nacional. O que dizer de obras primas como “Proclaiming Vengeance” ou “Blemished Redemption” (leia a resenha aqui)? A banda está voltando a ativa e promete mostrar o porque são conhecidos como mestres do brutal Death Metal. Assista e descubra porque os europeus se renderam perante a destruição sonora provocada por esses gaúchos.

Outro grande diferencial do festival é que, além das bandas de eximia qualidade, o público ainda terá a chance de presenciar a exposição dos artistas Fran Cullau e Dayvison Zambiazi.

Então, um evento imperdível para começar o ano da maneira mais extrema possível. Todos os caminhos levam para Satan Maria! Hail Obscure Faith!

Texto: Harley
Revisão e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


Informações
Evento: IX OBscure Faith Festival
Data : 12 de janeiro 22horas 
Cidade: Santa Maria/RS
Local: DCE – UFSM
Endereço: Rua professor Braga número 79 

Obtenha mais informações via Facebook

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Clássicos Brasil: "Blemished Redemption" - Um Divisor de Águas no Death Metal Nacional

Álbum é um marco no Death Metal nacional

Já fazem quase 7 anos que o Metal extremo nacional ganhou uma obra prima gravada pela horda gaúcha Mental Horror. “Blemished Redemption” não é apenas um CD de Death Metal e sim um divisor de águas, isso porque em poucos casos é possível ver uma banda sendo extrema, mas incorporando elementos do Metal tradicional,:riffs brutais e memoráveis, um trabalho que a cada audição é imperativo o rótulo de clássico.

Atente primeiramente a capa e ao encarte. A arte de Marcos Miller é um primor. O uso das cores, os detalhes da cidade sendo destruída são impressionantes. Já ganha o respeito dos bangers pela capa e já te prepara para o apocalipse que vai comer solto.

A formação da banda na época contava com Adriano Martini (guitarra e  vocal, ou melhor dizendo, urros), Marcos Seixas (guitarras),  César China (baixo) e Sandro Moreira (bateria). Aqui vale um adendo: acompanho a carreira do Mental Horror há algum tempo e na época fiquei meio receoso com a saída de Robles Dresh, pois a velocidade que ele colocava na batera da banda era impressionante, porém após o anúncio da entrada de Sandro fiquei mais tranquilo, pois conhecia bem o trabalho desse monstro das baquetas, afinal de contas, ele tocou no não menos bestial Rebaelliun.

Banda é uma das atrações da nona edição do Obscure Faith Festival em Santa Maria/RS (12/01/13)

Time completo, é hora de gravar e, como disse acima, já acompanhava a obra do Mental através de trabalhos como “Abyss of Hypocrisy” e “Proclaiming Vengeance”, mas o que eles fizeram aqui é um absurdo. Poucas vezes pudemos conferir a evolução de uma banda de forma tão gradativa.

Claro que o que você encontra aqui é Death Metal com influências de Nile, Morbid Angel, Krisiun, mas o mais legal são os riffs vindos diretamente do Metal Tradicional, bem naquela veia anos 80, lado a lado de blast beats bem encaixados, ou seja, um massacre.

A arte externa completa; imagens refletem o massacre sonoro do álbum

É até uma heresia apontar destaques, mas “Observe the Martyr”, com um toque de Slayer nas suas guitarras, “Setra Achra", que já tem uma pegada de Metal tradicional no meio da música e depois desaba para a brutalidade, assim como a desgraçada “Haunted” e “God of the Pest and Flies", que tem  a participação de Sebastian Suarez (ex-Karkadam). Além das presenças de Leonardo Schneider (ex-vocalista da Decimator) na faixa “Denying the Scars".

Ao final temos a faixa “Outro” com uma viagem na guitarra que cria uma calmaria após a tempestade. Assim, é logo tempo de correr para colocar o CD para repetir e preparar o pescoço. 

Sem dúvida um marco que ao lado de álbuns como “Ageless Venomous” (Krisiun) coloca o Brasil no pódio de bandas do Death Metal mundial.

Texto: Harley
Edição/revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda:  Mental Horror
Álbum: Blemished Redemption
Ano: 2006
País: Brasil
Tipo: Death Metal

Formação
Adriano Martini (Vocal/Guitarra)
Marcos Seixas (Guitarras)
Cesar Meireles (Baixo)
Sandro Moreira (Bateria)

Tracklist
1. Observe the Martyr
2. Denying the Scars
3. Haunted
4. Tears of God
5. Sentenced to Believe
6. God of the Pest and Flies
7. Setra Achra
8. I Walk for Eternity
9. Corrupting the Immaculate
10. Enuma Elish
11. Outro

Acesse e conheça mais sobre a banda


Evento conta com apoio Road to Metal

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Resenha de Shows: Obscure Festival 2011




Já de começo devo pedir desculpas à organização do evento e a você leitor do blog pela falta de fotografias do festival. Infelizmente, a câmera fotográfica que levei para registrar o evento que aconteceu no dia 08/10 não funcionou, o que impossibilitou registrar fotos. E pelo que percebi, poucas pessoas levaram máquinas para o Macondo Lugar nessa noite.

Mas enfim, o que importa é que as 4 bandas da noite fizeram seu trabalho colocando para tremer o centro do Rio Grande do Sul, na cidade de Santa Maria/RS.

Para iniciar a noite, a banda paulista Infector Cell se apresentou, bastante direta, agradando os poucos bangers que já estavam na casa de shows. A impressão que tínhamos era de que o público estava muito abaixo do esperado, o que mudou quando chegou a hora do próximo show.

A Infector Cell, prejudicada pelo pouco público e por ser a abertura, acabou fazendo seu trabalho de forma concisa, somente isso, e o público nem ensaiou pedir bis.

Chegada a hora de uma das atrações mais esperadas: Distraught. O grupo de Porto Alegre/RS voltou à cidade três anos depois (um dos primeiros shows que resenhamos) e encontrou um público, pelo menos, duas vezes maior do que no show da Infector Cell, o que já mostrou que os caras tem uma legião fiel de fãs (muito comum ouvir da galera que a Distraught era a banda principal do festival).

O show também marcou a volta da banda aos palcos, já que ficaram meses concentrados na composição e gravação do novo disco. E os caras estavam com sangue nos olhos para detonar em cima do palco!


Distraught voltou aos palcos e com muita energia!

A banda liderada pelo vocalista André Meyer (único remanescente da formação original) veio divulgar seu mais recente disco “Unnatural Display of Art” (2009), às vésperas do lançamento de seu sucessor, que deve sair ainda este ano.

Com uma introdução macabra, o palco do Obscure ficou pequeno para tanta energia e qualidade. Thrash Metal como o que a Distraught faz é sempre de se admirar e posso dizer que eles foram os responsáveis por deixar meu pescoço dolorido, já que o headbanging comia solto ao longo das músicas destruidoras do quinteto.

Do novo disco, canções como “The End of Times”, “Killing in Silence” e “Reflection of Clarity” mostraram que boa parte dos presentes conheciam o novo disco que é, certamente, o melhor da carreira de mais de 20 anos da banda.

Obviamente, muitos esperavam clássicos como “The Order”, que jamais podem faltar. Aqui dá para ter uma ideia da história da banda.

Mais para o final do show, André anuncia que a próxima música é o novo vídeo da banda, fazendo com que todos os presentes cantem “Hell...Hell...Hell...Hellucinations!”. Então, talvez a música mais esperada da noite, toda a galera cantou a plenos pulmões “Hellucinations”. Sensacional!

Ainda deu tempo de apresentarem a inédita (e pela primeira vez ao vivo) “Borderline”, que estará no novo disco do grupo. Finalizando, “Overkill” pôs abaixo o Macondo, com todos os presentes agitando nesse clássico absoluto do Motörhead, numa versão Thrash animal!

Era chegada a vez da atração internacional Climatic Terra. Não foi a primeira vez do grupo argentino no Brasil, mas com certeza levarão boas lembranças do show, já que este foi matador e o público agitou com o Death Melódico do quinteto.

Não a toa podendo ser chamado de “o Arch Enemy das Américas”, a Climatic Terra apresentou canções de seu primeiro disco, o ótimo “Earth Pollution” (2011), fazendo tremer as paredes do Macondo.

Impressionante a performance da vocalista Nadia El Shobkshy que se de físico pouco lembra Angela Gossow (Arch Enemy), na performance e no alcance de voz (ou melhor, gritos!) não fica devendo nada para a musa alemã. Detonou!

Entre as várias músicas do CD de estreia, certamente a mais esperada foi “Liars”, música de trabalho e que poderia ser considerada um cover do Arch Enemy, tamanha a qualidade do grupo, principalmente da vocalista e da dupla de guitarristas Frederico Rodrigues e Ezequiel Catalano, que são feras em executarem riffs rápidos e certeiros.

Ainda restava um pouco de fôlego e de sobriedade (!?) para assistir a Mental Horror. O grupo gaúcho ficou responsável por fechar a noite. E se na sua cidade natal tem reconhecimento, infelizmente na noite poucos foram os bangers que continuaram curtindo a banda. Pouco a declarar, apenas que a Mental Horror fez jus ao vivo o nome que carrega na cena underground gaúcha há muitos anos, mostrando que o Death Metal gaúcho é um dos melhores do mundo (só para lembrar que o Krisiun, por exemplo, é daqui!).

Findo, então, mais uma edição do Obscure que, se teve um público abaixo do esperado (ouvi de pessoas da cidade de que em outra casa de show haviam bandas tocando na mesma hora, o que pode ter diminuído a presença do público), mostrou porque é um dos festivais mais tradicionais do interior gaúcho. Parabéns aos organizadores que escolheram um local com ótima acústica e atendimento.

Aguardamos a próxima edição (e dessa vez com uma câmera que funcione,rs).


Texto: Eduardo Cadore

Foto: Mariel Oliveira (valeu pela foto)

Assista a Climatic Terra ao vivo no Obscure aqui

domingo, 2 de outubro de 2011

Obscure Festival Abalando o Centro do Rio Grande do Sul

A cidade de Santa Maria/RS é conhecida pelo espaço que oferece às suas bandas e de outras cidades semanalmente em pequenos shows e festivais, para a alegria dos rockers e headbangers de lá.

Mas é lá também que acontece um dos mais tradicionais festivais de música extrema do estado, o Obscure Festival, que nesta edição de 2011 está, mais uma vez, caprichando no cast das bandas.

No dia 08 de outubro, se apresentam no Macondo Lugar 4 nomes de peso da cena nacional e argentina, sendo as bandas Distraught (Thrash Metal de Porto Alegre/RS), Infector Cell (Thrash Metal de São Paulo/SP), Mental Horror (Death Metal de Porto Alegre/RS) e a atração internacional Climatic Terra (Buenos Aires/ARG).

Preparando novo disco, Distraught se apresenta novamente em Santa Maria

Esse quarteto de bandas irá, definitivamente, por abaixo o Macondo Lugar e conta com a presença dos bangers sedentos por Thrash/Death Metal de qualidade.

Uma das atrações mais esperadas é a volta à cidade da Distraught, provavelmente o maior nome do Thrash Metal do Rio Grande do Sul. O grupo ainda divulga seu último disco, o aclamado “Unnatural Displayer of Art” (2009), e mostrará ao vivo o que o Thrash Metal pode fazer, enquanto prepara novo álbum. Confira o convite da banda para o show aqui.

Também da capital gaúcha, a Mental Horror volta a tocar no Obscure seu Death Metal brutal, rápido e agressivo, que os colocam entre os grupos mais pesados do estado.

Direto de São Paulo/SP, a Infector Cell vem ao estado e se apresenta com seu Death Metal tradicional, executado com precisão e violência.

Climatic Terra (ARG) trará seu Death Metal Melódico na linha de bandas como Arch Enemy para o Brasil

Para marcar o festival com atração internacional, a banda Climatic Terra, da Argentina, se apresenta no festival (dois dias após, divide novamente o palco com a Distraught em Porto Alegre) e traz seu Death Metal Melódico, sendo bastante comparada com o Arch Enemy, tamanha a qualidade de seus integrantes, além da presença feminina de Nadia El Shobkshy, que não deixa devendo em nada a musa europeia Angela Gossow. Inclusive, foi a banda de abertura da única apresentação do Carcass na Argentina.

Os argentinos vem divulgar seu disco “Earth Pollution” (2011) que ainda não é devidamente conhecido aqui no Brasil, mas história que deve mudar com a passagem da banda por aqui.

Mesmo para quem não mora em Santa Maria, o deslocamento até lá para conferir ao vivo esta nova edição do Obscure Festival já se justifica pela qualidade das bandas, especialmente em se tratando de som extremo, tão presente no país, mas muitas vezes difícil de conferir bandas ao vivo com qualidade.


Texto: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Informações adicionais

Ingressos antecipados ao valor de R$ 10,00 e na hora R$15,00.


Local: Macondo Lugar - Serafim Valandro, 643 Santa Maria/RS

Infos: evandromaccoletivo@gmail.com ou zeneto.qmc@gmail.com e fones (55)99267900 ou (55)96512048



Conheça o quarteto de bandas que fará tremer o centro do RS


Distraught

Myspace
A banda tocando ao vivo “Killing in Silence”


Climatic Terra

Myspace


Vídeo clipe de “Liars”

Montagem com “Someday”


Mental Horror

Myspace

Banda ao vivo em outra edição do Obscure
Vídeo não oficialmente lançado


Infector Cell

Myspace