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| Frontiers Records (Imp.) |
Por Silvia Kucek
Joel Hoekstra's 13 mantém a originalidade do guitarrista em novo álbum
Joel Hoekstra é um dos guitarristas de maior relevância e originalidade em seus riffs atualmente. Suas participações longevas no Whitesnake e Trans-Siberian Orchestra mostram como ele merece ter a atenção pelo talento que carrega e, agora, mais do que nunca em seu projeto solo, Joel Hoekstra’s 13, em um redesenho de hard rock bem feito no novo álbum “From The Fade”, que conta com um time de peso em sua gravação: o baterista Vinny Appice (Dio, Black Sabbath), o baixista Tony Franklin (Blue Murder, The Firm), o tecladista Derek Sherinian (Dream Theater, Sons of Apollo) e o vocalista em ascensão do momento, o indiano Girish Pradhan (Girish and The Chronicles, The Nail).
Esse disco é feito para aqueles entusiastas do hard rock farofa do final dos anos 80, começando com um riff marcante e explosivo, pesado. “You Can Give” carrega toda a aura de hino do rock, um vocal divertido e perfeito para tocar em qualquer momento do dia.
“The Fall”, uma power ballad que mostra todo o potencial e coloca o público para conhecer Girish Pradhan, mostrando como é um nome promissor dentro do ocidente. Enquanto isso, “Lifeline” já tem uma sonoridade mais pop, mais moderna, aquelas músicas que dá vontade de levantar da cadeira e dançar - ela como single e ao vivo é algo que apostaria para ver.
Da mesma forma que um bom disco de hard rock, a balada “Will You Remember Me” chega e nos lembra que Joel Hoekstra faz parte do Trans-Siberian Orchestra. A rouquidão de Pradhan também é muito característica, confortável, como se a música servisse como uma luva.
A seguir, temos um punch com o riff de "Misunderstood", que em certos momentos lembram “Time” do Angra - pode ser loucura minha? Não sei explicar, mas o sentimento gostoso de querer cantar junto é o mesmo.
Um pouco mais sombria, “Start To Fight” soa como uma trilha sonora de filme de ação, com os backing vocals se destacando - trabalho esse que ficou na mão de Jeff Scott Soto. Ela segue na mesma linha que “All I’d Do”, que possui teclados virtuosos no começo e um refrão mais tranquilo que a música. Um pouco filler, “Free To Be” mostra seu potencial no solo após a metade da música, com uma mistura divertida da guitarra em conjunto ao teclado.
Tendo um pouco mais de seis minutos, “The End of Me” merece um parágrafo só dela. A música também traz uma lembrança de Trans-Siberian Orchestra muito forte que, assim como a faixa seis, contém uma atmosfera mais obscura, pesada, tendo solos de teclado e de guitarra, sendo uma ótima favorita por ter altos e baixos, nos fazendo querer que dure mais.
A romântica “Quite the Ride” fecha o disco, música que Vinny Appice tem um protagonismo sútil com a bateria, carregando a música sem você perceber. Esse álbum termina mostrando ser divertido para os fãs dos músicos compositores, por conter bastante da personalidade musical de cada um.
“Como sempre com os álbuns do Joel Hoekstra’s 13, eu compus um estilo de música que me inspirou a pegar a guitarra e tentei focar em MÚSICAS para vocês curtirem, não apenas solos de guitarras autoindulgentes. [...] Um GRANDE abraço para Vinny Appice, Tony Franklin, Derek Sherinian, Girish Pradhan e Jeff Scott Soto por dar vida à essas músicas! Espero que todos gostem do “From The Fade assim como eu gostei de fazê-lo!”
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| Mike Polito |


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