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sábado, 6 de janeiro de 2018

Entrevista: Chaos Synopsis - Deuses Mitológicos e Poderosos Death/Thrash




Uma banda que merece ser olhada com muito mais atenção, fundada em 2005 em São José dos Campos (SP), o Chaos Synopsis já possui um currículo bem invejável, tendo já 3 full-lenghts de estúdio e um ao vivo, tendo também vários shows fora do Brasil, alcançando boa repercussão lá fora.  Com o mais recente trabalho, "Gods of Chaos" (2016), onde estreou nova formação,  o grupo recebeu novamente muitos elogios pelo seu Death/Thrash vigoroso, criativo e de muito boa técnica, sendo relacionado em muitas listagens de melhores do ano. No ano passado a banda prosseguiu a tour de divulgação, retornando inclusive ao exterior para 23 shows, passando por 7 países, prosseguindo depois para mais shows pelo Brasil.

Conversamos com o fundador Jairo Vaz Neto para falar sobre "Gods of Chaos", que traz sua temática voltada a deuses antigos de diversas culturas, além de nos contar mais sobre as 4 tours pelo exterior e desse caminho ascendente que o grupo vem percorrendo. Confira a seguir.
              (English Version)

RtM: Saudações Jairo, vamos iniciar já falando sobre o "Gods of Chaos". Bom, nos álbuns anteriores vocês sempre focaram em algum tema central, gostaria então que vocês nos falassem sobre a escolha do conceito do álbum, que fala sobre deuses antigos. Como surgiu a ideia?
Jairo Vaz Neto: Quando fomos convidados para gravar o split“Intoxicunts” (2016), escrevi uma letra sobre o deus do caos egípcio Apep. Quando terminei a letra, me veio na hora o nome do álbum e a temática, que gostei muito.

RtM: Ainda sobre o conceito, a parte lírica dos seus álbuns é sempre muito interessante. Como foi a pesquisa e escolha dessas figuras mitológicas abordadas nas músicas?
Jairo: Costumo fazer as pesquisas e dar uma lida rápido sobre o tema em questão, com isso vão surgindo as figuras escolhidas e então me aprofundo em cada um. No caso em questão, fiz questão de tentar incluir figuras de todos os locais do globo, com um panteão vasto e que remete a várias diferentes eras.

"Todos os instrumentos ouvidos no álbum foram gravados de amplificadores, sem alterações de timbres na mixagem, deixando o mais próximo possível do som que fazemos em shows."
RtM: Uma característica que é notada em seus trabalhos, é a busca por trazer sempre algo diferente a cada álbum.  Em “Gods of Chaos” me parece um álbum mais direto e brutal que seus antecessores. Coincidiu com a escolha do tema “Deuses do Caos” o fato de apresentar uma sonoridade correspondente? Gostaria que vocês comentassem a respeito.
Jairo: Não foi algo muito pensado, geralmente colocamos um prazo final e trabalhamos para que as músicas estejam prontas naquela data, então nos juntamos e vemos o que sai. Acho que trouxemos um pouco do que fazíamos em “Kvlt ov Dementia”, assim como inserimos mais melodias, contribuição essa vinda do Diego Sanctus, que trouxe muito da sua forma diferente de criação.

RtM: A produção me soou também mais crua. Vocês optaram por algo mais cru propositalmente, a fim de ressaltar o peso e brutalidade de “Gods of Chaos”? Gostaria que vocês comentassem um pouco a respeito da produção do álbum.
Jairo: Foi proposital. Queríamos um álbum sem nada além de guitarra, baixo, bateria e vocal, sem inclusão de samplers e tal. Todos os instrumentos ouvidos no álbum foram gravados de amplificadores, sem alterações de timbres na mixagem, deixando o mais próximo possível do som que fazemos em shows.

RtM: O álbum marca a estreia de Luiz e Diego nas guitarras, então gostaria que vocês comentassem sobre essas mudanças de line-up, que critérios são valorizados para a busca de novos membros, até para não comprometer a identidade da banda, e o que a dupla trouxe de novo ao seu som?
Jairo: Os dois são grandes guitarristas, cada um a sua maneira. Diego tem muitas ideias de composições e melodias, contribuindo muito para a criação das músicas. Quanto ao Luiz, além das contribuições nos solos dos álbuns, ele é o cara que vale a pena ter na estrada, além de ser muito divertido, está conosco como roadie desde 2013 e entende bem o que é estar na estrada.O principal pra gente, além de ser responsável, é curtir viajar, se divertir conosco e ter vontade de chegar sempre mais longe.

"Algo bem legal desse som, Raising Hell, é que a letra foi escrita pelo meu avô, em uma antiga poesia dele, chamada ‘A Tríade Satânica’."
RtM: Dentre as músicas do álbum, gostaria que vocês comentassem um pouco mais a respeito da sonoridade e dos temas da abertura com “Raising Hell” e da “Sixteen Scourges”, que, inspiradas em culturas diferentes, mas tratam, digamos, da figura suprema do mal segundo as referidas culturas.
Jairo:“Raising Hell”acho que é a música com a pegada mais Chaos Synopsis de todo o álbum e acredito que traga o tema mais conhecido, Satanás, que em nosso país, trata-se da mais conhecida figura mitológica. Algo bem legal desse som é que a letra foi escrita pelo meu avô, em uma antiga poesia dele, chamada ‘A Tríade Satânica’. “Sixteen Scourges” tem aquela pegada do death metal dos anos 90, brutal e rápida, trazendo Ahriman, o mal encarnado, da primeira religião monoteísta que se tem conhecimento.Os dois tem uma ligação, por tratarem-se basicamente da mesma figura, sendo que boa parte da história do cristianismo é influenciado pelo Zoroastrismo.

RtM: Vocês buscaram temas em diversas culturas, e destaco “Storm of Chaos”, inspirada na mitologia Taino e  “The Beast that Sieges Heaven”, que fala de Typhoon, da mitologia grega, deus da seca, que representa o ar em sua forma mais furiosa. Gostaria que vocês falassem um pouco mais também destas duas músicas.
Jairo: “Storm of Chaos” é uma das músicas mais rápidas da banda, com uma pegada brutal, exatamente para refletir a deusa dos furacões, que destrói tudo que passa pela frente.“The Beast” tem uma boa inspiração na música “Chaos Synopsis”, a primeira composição da banda. Uma pegada destruidora, com riffs fortes e mudanças de andamento, principalmente durante a batalha entre Zeus e Typhoon no Monte Olimpo, na parte lírica.

RtM: A banda este ano foi para sua quarta tour pelo exterior, é isso? Conte-nos como surgiram essas oportunidades, pois muitas bandas ainda somente sonham em tocar fora do país.
Jairo: Após a primeira vez em 2010, na qual fomos na cara e na coragem com 3 shows marcados e chegando lá marcamos mais alguns, conseguimos muitos contatos, que mantemos até hoje, além de termos ganhado cada vez mais fãs pelo velho continente, o que facilita e muito a nossa ida e as negociações de shows. Além disso, nosso manager Xandão, da On Fire Booking, trabalha incessantemente para que as tours sejam cada vez maiores e que sempre passem por novos locais.

"Vendemos cerca de 500 CDs nesta tour, o que para uma banda underground, é um número bem considerável."
RtM: Quais as condições que vocês encontraram nessas tours lá fora, em termos de infraestrutura? E o que agregou à banda também em termos de experiência, retorno quanto à divulgação da banda e economicamente, foram experiências positivas?
Jairo: O que facilita muito em excursionar pela Europa é que as distâncias são menores, as estradas melhores e é comum ao pessoal ir em shows dia de semana. Tocar todos os dias traz muita experiência quanto ao business, compromissos com horários, seguir regras e conviver com um monte de pessoas diferentes.A cada tour temos um retorno maior, economicamente falando, pois os números de vendas sempre aumentam a cada tour. Vendemos cerca de 500 CDs nesta tour, o que para uma banda underground, é um número bem considerável.

RtM: O Nervochaos passou por alguns problemas em sua recente tour lá fora, especificamente em Bangladesh, onde não puderam se apresentar, ficando detidos no aeroporto. Vocês chegaram a passar por alguma situação desconfortável em alguma tour? Seja aqui ou lá fora?
Jairo: No geral somos muito bem recebidos por todos os promoters, tanto aqui quanto lá, o que mais pega em uma tour é mesmo a condição física. Esse ano mesmo, tínhamos um show em Praga na República Tcheca, estávamos vindo de um show em Berlin na noite anterior que o frio estava extremo e não conseguimos tocar devido a febre e dor no corpo de dois integrantes. Nem sempre temos hotel pra dormir, muitas vezes devido a distância dormimos na van enquanto viajamos e chega uma hora que o corpo não aguenta.

RtM: Mesmo o Metal Extremo brasileiro tendo boa representatividade e reconhecimento, o que vocês acham que falta para mais bandas aqui do Brasil conseguir uma exposição maior, e ter, por exemplo, condições receber um suporte como recebeu o Sepultura, que está com a Nuclear Blast lá fora, e um Krisiun, e até um Nervosa, que estão em selos porte, como Century Media e Napalm Records?
Jairo: basicamente, como a maioria das bandas não ganha grana, fica difícil investir em propaganda. Selos grandes investem em bandas que trarão retorno financeiro e para isso uma banda precisa aparecer muito pela via independente ou ter um padrinho que faça as vias. Trata-se de muito trabalho acompanhado de um pouco de sorte. Além de tudo, estamos muito distantes dos grandes polos do metal, Europa e EUA, o que dificulta que o som chegue até as pessoas certas.

"Tenho um pensamento de que não importa o fim, mas sim a caminhada."
RtM: E os planos para o futuro imediato, quanto a divulgação do álbum, e também quis os passos que vocês entendem que a banda precisa dar a partir de agora, a fim de evoluir em todas as áreas?
Jairo: Estamos a toda marcando shows para a divulgação de “Gods of Chaos”, porém já temos planejado tudo que faremos até 2020, mas foquemos no agora, além dos shows, devemos gravar alguns sons para o lançamento de um 7 EP para 2018. Se tem algo que gostamos, é gravar! Continuamos passo a passo, fazendo com que todos os shows sejam excelentes e divertidos para nós e público, independente de quantos estejam nos assistindo. Tenho um pensamento de que não importa o fim, mas sim a caminhada.

RtM: Pessoal, obrigado pela atenção, que venham muitas conquistas para a banda, fica o espaço para sua mensagem final, lembrando que estamos disponibilizando a entrevista também em inglês, a fim de atingir os sues fãs lá fora, e também apresentar a banda a mais pessoas.
Jairo: Eu que agradeço pelo espaço, por estudarem a história da banda e se aprofundarem nos temas pra criar a pauta, isso é muito importante e demonstra um respeito muito grande pela banda.Agradeço a todos que apoiam a banda e espero encontrar todos na estrada qualquer hora dessas.


Entrevista: Carlos Garcia
Fotos: Arquivo da banda
Assessoria: Rômel Santos

Line-up
Jairo Vaz - Voice of Command and Heavy Attack
Friggi - Mad Beats
Luiz Ferrari - Deadly Arrows
Diego Santos - Tormentor

Chaos Synopsis Facebook
Youtube





Interview - Chaos Synopsis: Ancient Gods and Powerful Death/Thrash


Founded in 2005 in São José dos Campos (SP), the band Chaos Synopsis already has a very enviable curriculum, having already 3 full-lenghts of studio and one live album, also having several shows outside Brazil, reaching good repercussion out there. With the most recent work, "Gods of Chaos" (2016), where they debuted a new lineup, the band again received a lot of praise for their vigorous, technical and creative Death/Thrash, wich was pointed out by several publications and sites as one of the best albums of 2016. Last year the band continued the "Gods of Chaos Tour", returning again to Europe for 23 shows, going through 7 countries, then going on to more shows in Brazil.

We talked with the founder Jairo Vaz Neto to talk about "Gods of Chaos", which brings its theme to the ancient gods of different cultures, as well as tell us more about the 4 tours abroad and that upward path that the group has been going through. Check it out.    (Versão em Português)



RtM: Greetings Jairo, let's start already talking about the "Gods of Chaos". Well, in the previous albums you always focused on some central theme, I would like you to tell us about the concept of the album, which talks about ancient gods. How did the idea come about?
Jairo Vaz Neto: When we were invited to record the split "Intoxicunts" (2016), I wrote a letter about the Egyptian chaos god Apep. When I finished the lyrics, I was immediately given the name of the album and the theme, which I liked a lot.


RtM: Still on the concept, the lyric part of your albums is always very interesting. How was the choice and the research of these theme, about mythological figures and ancient gods?
Jairo: I usually do the research and give a quick read on the subject in question, with this the figures chosen come up and then I dig deeper into each one. In the case in question, I made a point of trying to include figures from all over the globe, with a vast pantheon that refers to several different ages.


" All the instruments heard on the album were recorded to sound as close as possible to the sound we make at concerts."

RtM: One characteristic that is noticed in your albums, is the quest to always bring something different to each one. In "Gods of Chaos" it seems to me a more direct and brutal album than its predecessors. Coincided with the choice of the theme "Gods of Chaos" the fact of presenting a corresponding sonority? I would like you to comment on it.
Jairo: It was not much of a thought, we usually put a deadline and we worked to get the songs ready by then, so we got together and we saw what came out. I think we brought some of what we did in "Kvlt ov Dementia", as we inserted more melodies, a contribution that came from Diego Sanctus, who brought much of his different form of creation.


RtM: The production sounded even more raw. Have you opted for something more raw purposely in order to highlight the weight and brutality of "Gods of Chaos"? I would like you to comment a little about the production of the album.
Jairo: It was intentional. We wanted an album with nothing but guitar, bass, drums and vocals, without the inclusion of samplers and such. All the instruments heard on the album were recorded from amplifiers, with no change of timbres in the mix, leaving as close as possible to the sound we make at concerts.


RtM: The album marks the debut of Luiz and Diego on guitars, so I would like you to comment on these line-up changes, what criteria are valued for searching new members, not to compromise the band's identity, and what the duo brought back to the band's sound?
Jairo: Both are great guitar players, each in his own way. Diego has many ideas of compositions and melodies, contributing a lot to the creation of the songs. As for Luiz, besides the contributions in the solos of the album, he is the guy worth having on the road, besides being a lot of fun, he has been with us as a roadie since 2013 and understands well what it's like to be on the road, besides being responsible, is to enjoy traveling, to have fun with us and to want to go ever further.

 "Something very cool about the song 'Raising Hell' is that the lyrics were written by my grandfather, in an old poem of his, called 'The Satanic Triad'."

RtM: Among the songs on the album, I would like you to comment a little more about the sonority and opening themes with "Raising Hell" and "Sixteen Scourges", which, inspired by different cultures, but deal, say, with the figure supreme evil according to these cultures.
Jairo: "Raising Hell" I think it's the music with the most Chaos Synopsis footprint of the whole album and I believe it brings the best known theme, Satan, which in our country is the best known mythological figure. Something very cool about this sound is that the lyrics were written by my grandfather, in an old poem of his, called 'The Satanic Triad'. "Sixteen Scourges" has that death metal footprint of the '90s, brutal and fast, bringing Ahriman, the incarnate evil, of the first known monotheistic religion. The two have a connection, since they are basically the same figure, being that much of the history of Christianity is influenced by Zoroastrianism.


RtM: You have looked for themes in different cultures, and I highlight "Storm of Chaos", inspired by Taino mythology and "The Beast that Sieges Heaven", which speaks of Typhoon, from Greek mythology, drought god, which represents air in its form more furious. I would like you to say a little more about these two songs as well.
Jairo: "Storm of Chaos" is one of the band's fastest songs, with a brutal footprint, just to reflect the goddess of hurricanes, which destroys everything that goes by. "The Beast" has a good inspiration in the song "Chaos Synopsis ", The band's first composition. A destructive footprint, with heavy riffs and changes of tempo, especially during the battle between Zeus and Typhoon on Mount Olympus in the lyric part.


 "We sell about 500 CDs on this tour, which for an underground band is a very considerable number."

RtM: The band this year went to their fourth tour abroad, is that it? Tell us how these opportunities came about, because many bands still only dream of playing outside the country.
Jairo: After the first time in 2010, in which we went in the face and the courage with 3 marked shows and getting there we scored a few more, we got a lot of contacts, which we still have, and we have won more and more fans around the old continent. which facilitates and a lot of our going and the negotiations of shows. In addition, our manager Xandão, of On Fire Booking, works ceaselessly so that the tours are getting bigger and that they always go through new places.


RtM: What conditions did you find on these tours out there in terms of infrastructure? And what added to the band also in terms of experience, return on bandwidth and economically were positive experiences?
Jairo: What makes it a lot easier to tour around Europe is that the distances are smaller, the roads better and it is common for people to go on weekday shows. Play every day brings a lot of business experience, schedule appointments, follow rules and live with a lot of different people. Each tour has a bigger return, economically speaking, because sales numbers always increase with each tour. We sell about 500 CDs on this tour, which for an underground band is a very considerable number.


RtM: The Nervochaos went through some problems on their recent tour outside, specifically in Bangladesh, where they could not introduce themselves, being detained at the airport. Did you ever go through any uncomfortable situation on a tour? Here on Brazil or in another country?
Jairo: Overall we are very well received by all the promoters, both here and there, the most catch in a tour is even the physical condition. This year, we had a concert in Prague in the Czech Republic, we were coming from a concert in Berlin the night before that the cold was extreme and we could not play due to fever and pain in the body of two members. We do not always have a hotel to sleep in, often due to the distance we sleep in the van while we travel and an hour arrives that the body can not handle.

"We continue step by step, making all the shows excellent and fun for us and the public..."

RtM: Even the Brazilian Metal Extreme have good representation and recognition, what do you think is missing for more bands here in Brazil to get a bigger exposure, and to have, for example, conditions to receive a support like bands as Sepultura, which is with Nuclear Blast now, and even Krisiun and Nervosa, who are in labels such as Century Media and Napalm Records?
Jairo: Basically, since most bands do not make money, it's difficult to invest in advertising. Large labels invest in bands that will bring financial returns and for this a band needs to appear a lot independently or have a sponsor who makes the tracks. It's a lot of work and a bit of luck. Besides, we are very far from the big poles, Europe and the USA, which makes it difficult for the sound to reach the right people.


RtM: And the plans for the immediate future? And also the steps that you understand what the band needs to give from now on in order to evolve in all areas?
Jairo: We are all marking more shows for the release of "Gods of Chaos", but we have already planned everything we will do until 2020, but we focus on now, besides the concerts, we should record some sounds for the launch of an EP for 2018. If we have something we like, it's to record! We continue step by step, making all the shows excellent and fun for us and the public, regardless of how many are watching us. I have a thought that it does not matter the end, but all the way travelled.


RtM: Jairo, thank you for the attention, hope many achievements come to the band, and i let the final space for your message to the readers, remembering that we are also making the interview available in English, in order to reach your fans outside, and also introduce the band to more people.
Jairo: I thank you for the space, to study the history of the band and to deepen the themes to create the agenda, this is very important and shows a great respect for the band. I thank all who support the band and I hope to meet everyone on the road anytime.


Interview: Carlos Garcia
Press Management: Rômel Santos

Line-up
Jairo Vaz - Voice of Command and Heavy Attack
Friggi - Mad Beats
Luiz Ferrari - Deadly Arrows
Diego Santos - Tormentor

Chaos Synopsis Facebook
Youtube








quinta-feira, 16 de junho de 2016

Terrordome/Chaos Synopsis (Split): União Em Nome do Peso e Agressividade


A capa já entrega. Estamos diante de um álbum onde o peso, agressividade e energia do metal estão presentes. A união entre as bandas TERRORDOME (Polônia) e CHAOS SYNOPSIS (Brasil) neste split, comprova mais uma vez, que a força do heavy metal não tem fronteiras. Enquanto os poloneses mandam ver num crossover bem equilibrado entre o thrash metal e o hardcore, os brasileiros capricham num death metal de forma brutal e bastante técnica.


Abrindo o play, o TERRORDOME nos apresenta 5 faixas, rápidas, diretas e agressivas, numa linha onde podemos identificar que, apesar do estilo thrash/crossover do grupo, temos muito de bandas tradicionais do estilo na sonoridade (Slayer, Exodus, Nuclear Assault, entre outros). Formado por Uappa Terror (vocal e guitarra), Paua Siffredi (guitarra), The Kapitzator (baixo e vocal) e Murgrabia Mekong (bateria), a banda formada em 2005 transborda aquela aura do thrash anos 80, mas incorporando elementos atuais, fazendo algo próximo ao que grupos como o Toxic Holocaust fazem. riffs certeiros, bateria na bate estaca e aquele baixo “gordo”, além de um vocal “raivoso” mostram do que a banda é capaz.

Após a rápida introdução “Reflux”, a velocidade segue ditando o ritmo em “Polidicks” (com um refrão que, com toda certeza, seria cantado á plenos pulmões por todos os brasileiros...). Mais porradaria em “Nothing Else Fuckers” (referências ao Metallica?) e no bem sacado cover do Evildead, “The ‘Hood”. O encerramento com “Beerbong Party”, é onde a veia mais atual fica mais evidente.

Clique e confira do que a banda é capaz: https://www.youtube.com/watch?v=XrYBR6gBp0Q


Já o CHAOS SYNOPSIS participa com três faixas.  Jairo (vocal e baixo), JP (guitarra), Luiz Ferrari (guitarra) e Friggi Mad Beats (bateria), coincidentemente, estão em atividade também desde 2005. Mas, diferentemente dos poloneses, praticam um death metal com forte influência do thrash metal. Contando com três álbuns em sua discografia (Kult ov Dementia - 2009, Art of Killing - 2013 e Seasons of Red -2015), o grupo traz muita brutalidade e densidade nas composições apresentadas aqui. Produzido pelo baterista Friggi Mad Beats, tendo a engenharia á cargo de Fabiano Penna (Rebaelliun) e masterizado por Neto Grous no Absolute Master, pode-se dizer que a parte que competiu aos brasileiros, ficou melhor, em todos os sentidos.

“Serpent of the Nile” é uma faixa grandiosa. Com riffs inspirados no thrash, mas com uma pegada mais brutal e intensa, característicos do death metal, a banda soube explorar muito bem essa variação. Na seqüência, “Fire on Babylon”, carrega consigo toda a brutalidade do death metal praticada pelo grupo. O solo dessa música ficou muito bem encaixado. O vocal de Jairo, foge um pouco dos vocais do estilo, pois tem, além da agressividade, um timbre mais “thrash”. A terceira faixa e, que encerra o trabalho, é o cover de “Damage Inc”, do Metallica. E a banda soube transportar para a música, todas suas características, pois a versão apresentada aqui, não foi simplesmente um cover, mas uma interpretação toda própria, o que demonstra mais uma vez, uma personalidade forte do grupo.

Confira o poder do Chaos Synopsis: https://www.youtube.com/watch?v=j4GN3OIOmQ0

Este split é indicado aos fãs da brutalidade e agressividade que são comuns aos estilos apresentados aqui. Tanto o TERRORDOME quanto o CHAOS SYNOPSIS fazem valer o investimento. E como diriam o bom e velho Bobby “Blitz” Elsworth: IN UNION WE STAND!

Resenha por: Sergiomar Menezes
Revisão/edição: Renato Sanson

INTOXICUNTS (SPLIT)
TERRORDOME  (POL) / CHAOS SYNOPSIS (BRA)
DEFENSE RECORDS

Faixas:
01 – Reflux
02 – Polidicks
03 – Nothing Else Fuckers
04 – The ‘Hood (Evildead cover)
05 – Beerbong Party
(TERRORDOME)

06 – Serpent of the Nile
07 – Fire on Babylon
08 – Damage Inc (Metallica cover)
(CHAOS SYNOPSIS)


Links Relacionados:


domingo, 12 de julho de 2015

Chaos Synopsis: Derramamento de sangue em nome do Metal extremo


São dez anos de história e lançamentos relevantes e com grande evolução para o Metal nacional. Sendo assim o Chaos Synopsis coloca no mercado seu 3° disco, sob o nome de “Seasons in Red” (2015).

Se em seu segundo trabalho “Art of Killing” a banda trouxe os seriais killers, em “Seasons in Red” o Chaos Synopsis traz os massacres sangrentos que ocorreram em toda história.

Um disco forte e impactante, mostrando que seu Death Metal está cada vez mais afiado, e com uma ótima evolução sonora e técnica.

As guitarras são o carro chefe do álbum, riffs em profusões ferozes, assim como os solos que apresentam melodias mais sombrias. Mas a cozinha não fica para traz, sendo um rolo compressor e esmagando tudo a sua frente. E as vocalizações dão o tom certo, pois o gutural de Jairo está mais grave e soturno, e entendível como sempre.


A produção da bolacha ficou a cargo do próprio baterista Friggi, que contou com a engenharia de som de Fabiano Penna e masterização de Neto Grous, onde deixaram um trabalho bem esmerado e com ótimos timbres, além da boa clareza em cada instrumento. A parte gráfica não poderia ser menos que fantástica, já que abordam um tema forte, então o artista Rafael Tavares fez uma verdadeira obra de arte, que se entrelaça perfeitamente com as letras.

A influencia Thrash deu um bom equilíbrio a “Seasons in Red”, já que o mesmo apresenta feeling e empolgação de sobra, além de alguns elementos diferenciados que o disco apresenta, como na faixa de abertura “Burn Like Hell” que traz um som acústico dirigido por castanholas, mas que não demora muito para o sangue ser derramado, onde alterna momentos velozes com a cadencia.


E essa boa alternância deixou o disco mais dinâmico e intenso, como é o caso de “Gods Upon Mankind” (que conta com a participação do músico Gledson Gonçalves tocando Darbuka, instrumento tradicional da música árabe) e a técnica “The Scourge of God”. Que mantem o alto nível sem perder a violência de costume do Chaos Synopsis.

Um grande álbum, que afirma mais uma vez que o Chaos Synopsis tem condições de conseguir seu lugar entre os grandes do estilo no Brasil. Altamente recomendado!

Resenha por: Renato Sanson


Links de acesso:



Tracklist:
01 Burn Like Hell
02 Gods Upon Mankind
03 The Scourge of God
04 Red Terror
05 Brave New Gold
06 Incident 228
07 State of Blood
08 Like a Thousand Suns
09 Four Corners of the World


Formação:
Jairo (Baixo/Vocal)
JP (Guitarra)
Luiz Ferrari (Guitarra)
Friggi (Bateria)


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Chaos Synopsis: A Arte de Matar


A arte de matar. Isto mesmo: a arte. É inegável a influência de assassinos em série na cultura mundial, pois muitos serial killers influenciam a arte, música e até mesmo o modo de pensar de muitas pessoas. O quarteto paulista de Thrash/Death Metal Chaos Synopsis, mostra bem essa ligação com a "Arte de matar" em seu 2° full lenght, o poderoso "The Art of Killing", que retrata em seu tema lirico diversos serial killers.

Em termos de sonoridade a banda esbanja brutalidade, feeling e técnica, fazendo uma excelente mescla entre o Thrash e o Death, ora temos vocais urrados, ora guturais, riffs "navalhados", outros mais climáticos, cozinha intensa, pesada e veloz, um prato cheio de brutalidade.

A parte gráfica do trabalho é muito bela, a bolacha vem embalada em um Slipcase branco com o logo da banda bem evidente, e ao tirar o CD do pacote você se depara com uma capa animalesca, que retrata bem o tema lirico do álbum, além de ser rica em detalhes. A produção do trabalho feita por Vagner Alba é outro ponto de destaque, ficando bruta, agressiva e bem dosada, sendo que o trabalho ainda teve a masterização do mestre Andy Classen.


Ao apertar o play de "The Art of Killing" cuidado para não perder seu pescoço, pois a trinca inicial com "Son of Light", "Vampire of Hanover" e "Rostov Ripper" é de quebrar ossos, riffs potentes, vocais insanos e uma cozinha destruidora.

Em "Bay Harbor Butcher" e "Zodiac" temos momentos mais cadenciados, mas não menos agressivos, riffs pegajosos e duas composições feitas para o headbanging. "Monster of the Andes" também apresenta seu momento cadenciado, mas não demora muito para explodir e se tornar um verdadeiro furacão, que abre portas para climática e instrumental "The Art of Killing", que encerra os trabalhos de forma mais "densa", com belos momentos de violinos e com partes acústicas fantásticas.

Um dos melhores discos de 2013, certamente irá figurar em muitas listas neste ano. Não perca tempo e corra para descobrir este mundo doentio e fascinante do Chaos Synopsis.


Resenha por: Renato Sanson
Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Chaos Synopsis 
Álbum: The Art of Killing
Ano: 2013
Pais: Brasil 
Tipo: Thrash/Death Metal
Assessoria: Metal Media

Formação:
Jairo (Vocal e Baixo)
JP (Guitarra, Guitarra acústica, Baixo, Violino (em 'Art of Killing'))
Marloni Santos (Guitarra)
Friggi MadBeats (Bateria)



Tracklist:
01. Son of Light
02. Vampire of Hanover
03. Rostov Ripper
04. Bay Harbor Butcher
05. Demon Midwife
06. Red Spider
07. Zodiac
08. B.T.K. (Bind, Torture, Kill)
09. Monster of the Andes
10. Art of Killing


Acesse e conheça mais a banda