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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Cobertura de Show: The Sisters Of Mercy – 26/09/2025 – Tokio Marine Hall/SP

Em sua sétima passagem pelo Brasil, a banda britânica The Sisters of Mercy levou cerca de 4 mil fãs ao delírio em uma apresentação única, no último dia 26 de setembro, no Tokio Marine Hall, em São Paulo. A turnê All Wires Red South America 2025 reforça o legado gótico e pós-punk do grupo, que estreou no país ainda nos anos 1990.

Mas antes, o público foi recepcionado por uma apresentação intensa do 3Pipe Problem, banda que já havia feito a abertura do The Sisters of Mercy em 2023. Com um set rápido, a banda cumpriu bem seu papel de preparar o terreno, criando uma atmosfera condizente com a estética sombria da noite. Além do material autoral, o trio incluiu no repertório uma versão de “Save A Prayer”, clássico do Duran Duran, que trouxe um respiro nostálgico e fez boa parte do público cantar junto. 


Com uma atmosfera carregada de fumaça, luzes indiretas e sombras intencionais, o The Sisters Of Mercy começou o show pontualmente às 22hrs, convidando o público a mergulhar na experiência. Desde os primeiros acordes de “Don’t Drive On Ice”, ficou claro que o objetivo da banda não era ser “vista”, mas sentida. O vocalista Andrew Eldritch, figura central e enigmática, manteve sua tradicional postura contida, praticamente sem interações com o público — marca registrada de suas performances ao longo das décadas.

O repertório misturou clássicos como “More”, “Lucretia My Reflection”, “Temple of Love” e “This Corrosion” — todos entoados em coro pela plateia — com faixas mais recentes e outras menos conhecidas, como “Here”, “Quantum Baby” e o cover “Giving Ground”, da The Sisterhood. A sequência de músicas soou mais pesada ao vivo, com guitarras densas e batidas eletrônicas bem encaixadas.


Os guitarristas Ben Christo e Kai foram os mais animados no palco, demonstrando sintonia com o público. Já a percussão ficou por conta da icônica caixa de ritmos Doktor Avalanche, operada por Chris Catalyst, quase invisível em meio à névoa que dominava o palco.

Apesar de o setlist ter poucas novidades em relação à última visita da banda em 2023, a entrega foi fiel à proposta: transportar os fãs para uma balada gótica dos anos 80 e 90. A sensação de nostalgia foi reforçada por um público que não buscava inovação, mas sim reviver momentos e mergulhar na ambientação sombria que só o The Sisters of Mercy sabe criar.


O encerramento, com “Never Land (A Fragment)”, “Lucretia My Reflection” e “This Corrosion”, selou a noite com intensidade e emoção. Para os fãs de longa data, missão cumprida. A banda entregou o que prometeu: uma noite intensa de rock alternativo/ pós-punk com a veia gótica bem representada. Transformou o Tokio Marine Hall numa grande balada gótica digna de Madame Club (famosa casa noturna de São Paulo especializada no estilo). 




Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Top Link Music


The Sisters Of Mercy – setlist:

Don’t Drive on Ice

Crash and Burn

Ribbons

Doctor Jeep / Detonation Boulevard

More

I Will Call You

Alice

Dominion / Mother Russia

Summer

Giving Ground (The Sisterhood cover)

Marian

But Genevieve

Eyes of Caligula

Here

Quantum Baby

On the Beach

When I’m on Fire

Temple of Love

Bis

Never Land (A Fragment)

Lucretia My Reflection

This Corrosion

terça-feira, 19 de agosto de 2025

THE 69 EYES: CINCO RAZÕES PARA VER O SHOW NO BRASIL

Marek Sabogal

Direto da Finlândia, os ícones do Gothic Rock desembarcam esse mês no Brasil

Por Fernando Queiroz

Quando se trata de música acessível a várias tribos, o The 69 Eyes é um exemplo a ser seguido. Você vai encontrar fãs góticos, headbangers e até pessoas do rock mais casual possível! Na sua quarta passagem pelo país, o show no final de agosto é uma oportunidade perfeita para assistir a uma das mais icônicas bandas finlandesas. Listamos aqui cinco razões para você ver o show!

1) Gothic Rock para todos! O The 69 Eyes pode se considerar uma banda que passeia por vários gêneros perfeitamente, indo do gothic rock ao metal. Você vai encontrar, à primeira ouvida, uma clara influência de The Sisters of Mercy, em especial pela voz de Jerky 69, mas também um som mais pesado e flertando com o metal finlandês dos anos noventa.

2) Clima de balada! Quem já foi ou conhece a famosa casa Madame (antigo Madame Satã) em São Paulo está acostumado com o conceito de “balada gótica”, e o show do The 69 Eyes te proporciona essa sensação. Ambiente escuro, gelo seco, o clima “dark” é o diferencial do que você veria em um “típico show de metal”.

3) Formação mais sólida e longeva possível! Quem vê o show do The 69 Eyes percebe o entrosamento perfeito entre eles. Não para menos, desde seu primeiro álbum, a banda nunca trocou um integrante, então o que se tem em shows é exatamente a imagem que você tem da banda em qualquer ocasião! Aliás, uma banda passar mais de trinta anos sem trocar membros só pode querer dizer o quão bons são no que se propõe, não?

4) Setlist variado! São treze álbuns de estúdio, desde 1992, então o que não falta é música para apresentarem. Diga-se de passagem, eles têm uma discografia sólida, embora em tempos mais recentes tenham ido para um lado mais “eletrônico” — que também vale ser ouvido!

5) Destaques quando vieram! Duas das vezes que a banda esteve no Brasil foi em festivais, a última no Summer Breeze Brasil de 2024, e a primeira no Live n Louder, em 2005. Em ambos os casos, a mídia especializada sempre os colocou como destaques ou, no mínimo, gratas surpresas.

Todas as informações desse show imperdível em São Paulo, único no país, para diversos públicos podem ser vistos aqui!

SERVIÇO

Data: 31 de agosto de 2025 (domingo)
Abertura das Portas: 17h
Local: Fabrique Club
Endereço: R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo – SP

Ingressos:
Meia Entrada / Solidária: R$ 200,00
Inteira: R$ 400,00

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Cobertura de Show – The Mission + Gene Loves Jezebel – 30/10/2022 (Carioca Club/SP)


Após uma série de shows na América latina, a banda The Mission (The Mission UK) desembarcou em São Paulo com sua turnê 'Deja Vu Tour' – turnê que se deu início em março de 2022. E mesmo após 8 anos sem pisar em terras brasileiras, e também após a pandemia global, voltaram com tudo nos entregando seis shows pelo Brasil.

A banda britânica se apresentou com set's recheados de seus 'greatest hits', e levou muita gente ao choro com músicas clássicas da banda e do movimento Gótico oitentista: canções como 'Severina', 'Wasteland' e 'Like a Child Again' foram reproduzidas na noite quente de outubro com maestria.


A abertura da noite de shows ficou nas mãos de DJ's, na recepção dos fãs e profissionais, seguindo a mesma linha das duas bandas que se apresentariam na mesma noite, rolando clássicos como Joy Division, The Cure, The Sisters of Mercy, Siouxsie and the Banshees e Echo & the Bunnymen – bandas que fizeram sucesso nos anos 80' juntamente ao The Mission e ao Gene loves Jezebel.

Posteriormente a plateia se sentia ansiosa, não só pelo show, mas também pelas eleições que estariam rolando no mesmo dia. E no mesmo horário dos espetáculos, não havia uma pessoa que não estivesse apreensiva, todos sempre abrindo seus smartphones pra dar uma olhada nos resultados que se apuravam a cada minuto. E o resultado veio, alguns festejavam, outros vaiavam, mas logo o alvoroço se deu por finalizado, após as luzes do palco se acenderem e a microfonia invadir o espaço.


Gene Loves Jezebel entrou no palco, e com eles uma energia enorme. Michael – com suas dancinhas e brincadeiras ao microfone –, sempre muito interativo com o público, vibrava ao som de 'Heartache'.


Na sequência, claro, seus hits foram apresentados, canções como 'Bruises', 'Always a Flame', 'Downhill Both Ways', 'Beyond Doubt' e 'The cow' não ficaram de fora do set. Michael (com sucesso) sempre instigava o público a cantar junto consigo.


Com sua postura a lá Iggy Pop com Xuxa, esquentou o início da noite com eficiência, animando quem estivesse ali para o próximo show. 

A banda desembarcou no Brasil a primeira vez em 1988, com a tour de divulgação do álbum “The House of Dolls”. Michael Aston e Jay Aston, em conjunto, fundaram Gene loves Jezebel, mas como nem tudo são flores, a banda teve seu fim e foram criadas duas vertentes para subirem aos palcos, uma com Michael Aston nos vocais e a outra com Jay Aston, após um rompimento não amigável dos irmãos.


O set foi chegando ao fim e as músicas que costumávamos ouvir nas rádios 'Desire' (Come and Get it) e 'The Motion of Love' foram almejadas pelos fãs da banda, fechando show com chave de ouro e de choro também.


The Mission

Um intervalo curto de aproximadamente 20 minutos foi suficiente para os ajustes finais, com muitos gritos e câmeras miradas, Wayne Hussey (vocal e guitarra), Simon Hinkler (guitarra), Craig Adams (baixo) e Alex Baum (bateria) chegam ao palco para o último show do 'Deja Vu Tour' tocando grandes clássicos, a começar com 'Beyond the Pale’, emocionando os fãs da banda logo no início do show, e como de costume, a banda (sempre muito interativa e brincalhona) tirava os intervalos das músicas e tentava arriscar um português como 'obrigado' e no fim um 'até breve' de Hussey.


Com uma presença e melodias muito características das bandas de Gothic Rock e pós punk, The Mission mostra porque permanece agrupando e juntando pessoas de todas as tribos em seus concertos musicais, fãs das mais variadas idades cantavam as músicas e se surpreendiam cada vez mais ao assistir os quatro artistas no palco.


A banda seguiu como de costume, fazendo duas versões das músicas 'Hands a Cross the Ocean’ e ‘Into de Blue', surpreendendo (mais uma vez) os presentes.

O Set seguiu com 'Met Amor Phosis', 'Garden of Delight' e 'Swoon', em seguida as mais almejadas canções invadiram os ouvidos: 'Severina', com certeza uma das mais esperadas, foi interpretada pela banda, e dali seguiram com seus hits:  'Like a Child Again' (1994), 'Butterfly on a Wheel' (1990) e, chegando ao fim, com 'Wasteland' (1987).


Durante a última música, Michael Aston dava uma volta na casa de shows e recepcionava calorosamente seus fãs, para fotos, vídeos e autógrafos.

Após um breve intervalo de tempo, The Mission volta ao palco trazendo três músicas (bis), surpreendendo com 'Tomorrow Never Knows', do The Beatles, seguindo com 'Naked and Savage', que levou os fãs dos álbuns clássicos a loucura; e por fim 'Deliverance', que fechou o set com entusiasmo e uma plateia inteira cantando alto e em uníssono.


Hussey ao microfone declarou ser a última tour do The Mission na América do Sul, o que levou muita gente à insatisfação, indagando a falta de clássicos como 'Sacrilege', 'Blood Brother' e 'And the dance Goes On', que pelo visto, não serão mais apresentadas por aqui.

Texto: Mayara Dantas | Instagram: @tmoonnnvvitch_

Fotos: Victor Costa Nunes | Instagram: @vitorcostanunes

Edição/Revisão: Gabriel Arruda/Carlos Garcia 


Produção: Dark Dimensions | Instagram @darkdimensionsbrasil

Assessoria de Imprensa: JZ Press | Instagram @jzpressassessoria

Genes Love Jezebel 

Heartache

Bruises

Downhill Both Ways

Cow

Loving You Is the Best Revenge

Beyond Doubt

Suspicion

Twenty Killer Hurts

Gorgeous

Desire (Come and Get It)

***Encore***

The Motion of Love 


The Mission

Beyond the Pale

Hands Across the Ocean

Into the Blue

Met-Amor-Phosis

Garden of Delight 

Swoon

Severina

Like a Child Again

Afterglow

Like a Hurricane (Neil Young cover)

Butterfly on a Wheel

Wasteland 

Tomorrow Never Knows (The Beatles cover)

Naked and Savage

Deliverance

***Encore***

Tower of Strength