Novo Supergrupo na área? Doogie, Iggy, Appice e Marco
O baterista Vinny Appice confirmou sua saída do Kill Devil Hill, que já efetivou Johnny Kelly (Type O Negative, Danzig, Pale Horse Named Death), sendo o motivo principal, segundo ele, para concentrar-se em seus outros projetos, e um desses projetos é o WAMI, cujo nome é formado pelas iniciais dos integrantes.
O grupo é formado por Vinny (bateria), Doogie White (vocais), Marco Mendonza (baixo) e o jovem guitarrista polonês Iggy Gwadera.
O jovem guitarrista Iggy impressionou Marco Mendonza durante a passagem do Thin Lizzy na Polônia, em 2012, que ficou ainda mais surpreso quando descobriu que o excelente instrumentista tinha somente 16 anos.
Vinny descreve o som da banda como sendo "Heavy Rock de alta qualidade, melódico e muito bem tocado". Destaca ainda que o som é pesado, mas não "dark" como o Sabbath, por exemplo.
O debut, batizado "Kill the King", será lançado em maio pela Metal Mind, e o tracklist e uma das faixas (Wild Woman) você confere logo abaixo.
Pela amostra que ouvi em "Wild Woman", e pela formação, com exceção do jovem Iggy, de músicos conhecidos e com um mesmo know-how, espero um som mais clássico, mais a cara do Appice.
No fim de 2013, supergrupo lança 2º trabalho estabelecendo identidade
Supergrupos com grandes nomes da música pesada sempre atraem atenção mesmo antes de soltar a primeira canção. Isso aconteceu com o Kill Devil Hill, trazendo Rex Brown no baixo (Pantera) e Vinnie Appice na bateria (Dio, Black Sabbath, Heaven and Hell), causando alvoroço que se materializou no ótimo debut álbum homônimo de 2012.
Passados quase dois anos e agora que já estamos familiarizados com o até então desconhecido vocalista Dewey Bragg e o guita Mark Zavon, o supergrupo (que ainda precisa cativar maior número de headbangers) chega com “Revolution Rise” (2013) que, apesar do nome, não revoluciona, mas qualifica ainda mais a personalidade do grupo.
Dewey canta de forma mais melódica em boa parte das músicas
Se o disco anterior trazia mais faixas rápidas e com certa aceleração, embora com passagens aqui e acolá mais arrastadas (afinal, estamos falando de um ex-Sabbath nas baquetas), neste novo trabalho a banda parece ter quisto segurar o som na maior parte das faixas, deixando-o mais arrastado, pesado e sombrio. O que não ocorre na faixa de abertura “No Way Out”, que traz certa velocidade, ótimos riffs de Mark e o baixo marcante de Rex (mas não é uma “War Machine”), nem em “Crown of Thorns” com a batera com algumas quebras do grande Appice e um vocal de Dewey que chega a remeter a fase James Hetfield (Metallica) no fim dos anos 90.
Dispensado do Sabbath com a volta de Ozzy, Vinnie investe com sucesso na nova banda
Há melodia nos vocais, o que tirou um pouco aquela agressividade que alguns pontos lembravam Phil Anselmo (Pantera, Down), com grandes momentos melódicos (Dewey está mais preocupado em cantar bem do que em gritar) como “Wake Up the Dead” e “Long Way From Home”.
A melhor faixa, disparada, é a própria música de trabalho do disco, “Leave It All Behind”, trazendo uma sonoridade inspirada e que recebeu um baita vídeo clipe (confira abaixo).
Rex considera "Revolution Rise" um de seus melhores trabalhos. Será?
Individualmente, cada músico mostra sua qualidade, indiscutível, sobretudo quando falamos dos mundialmente famosos Rex e Vinnie, mas a verdade que é como um grupo que o quarteto mostra sua grande força e ainda mais neste disco, fica evidente que não vivem nas sombras de sua história, mas estão pavimentando seu caminho passo a passo, disco a disco, como uma nova banda, claro que parcialmente impulsionada pela fama de seus integrantes.
“Revolution Rise” é um novo passo, o que não quer dizer que é melhor que a estreia (pois não é), mas mostra um amadurecimento como banda desse grupo. Quem sabe num próximo disco o grupo venha com músicas um pouco mais rápidas, mas sem esquecer essa identidade própria formada nos dois álbuns já lançados. Para quem não conhece, fica a dica: ouça o primeiro álbum e depois parta para este lançamento.
Duas verdadeiras entidades do Metal chamaram atenção da mídia e dos fãs quando, em 2011, anunciaram que uma nova banda havia surgido, a Kill Devil Hill. E quais seriam essas entidades?
Falo de Vinny Appice, lendário baterista que fez história junto ao Black Sabbath (gravou os clássicos “Mob Rules” e “Dehumanizer”), Dio e, mais recentemente, Heaven and Hell; e Rex Brown, cuja trajetória com o Pantera dispensa comentários e, após deixar o Down (do seu ex-colega de Pantera, Phil Anselmo), pouco antes do show no Brasil, chega à banda que ainda conta com os “desconhecidos” (se formos comparar o grau de importância destes dois) Marc Zavon (Ratt) na guitarra e Dewey Bragg no vocal.
Quarteto lança álbum homônimo e energiza a cena
Esse quarteto trouxe à luz o disco “Kill Devil Hill” (2012), mostrando uma banda que caminha pelo Heavy Metal, com um pé no Stoner e Groove Metal ou, na própria definição de Vinny Appice, é como se Black Sabbath e Alice in Chains tivessem dado à luz a um filho e este fosse Kill Devil Hill.
Falando em Appice, o cara mostra que mesmo com seus 55 anos tem muita energia e estrada para enfrentar antes de pensar que sua história já está completa. Rex volta à sua melhor forma, embora sua entrada na banda tenha acontecido tardiamente, quando uma boa parte das composições já estavam prontas, mas é inevitável perceber que há aquele velho baixo característico do Pantera.
Appice e Brown: trabalhos históricos em bandas como Black Sabbath e Pantera
Citando tanto Vinny e Rex, até parece que a banda se limita à dupla. Ledo engano. O grande destaque fica por conta do vocalista Dewey Bragg, com um estilo que lembra o próprio Phil Anselmo, mais em sua aparência do que propriamente no som. O vocal arrastado e a postura “foda-se” dão personalidade ao frontman da Kill Devil Hill.
Bragg, desconhecido faz bonito ao lado de mestres
Mas, e os riffs? Bom, aí a conversa é com Marc Zanon, “quebra-galho” da banda de Hard Rock Ratt, que se encontrou nessa sonoridade mais suja e arrastada da banda, mostrando riffs e solos simples, diretos, com bastante distorção, fazendo o ritmo para o headbanging.
Ouça “Voodoo Doll”, começa empolgante, para intercalar com momentos que chegam a lembrar a boa fase do Grunge (não à toa Alice in Chains é citada). “War Machine” tem agradado muito ao vivo e é a melhor do disco, pois não deixa o ritmo cair e inicia o álbum mostrando a força dos vocais de Bragg, aliado ao baixo de Rex, que se sobressai.
Ainda posso destacar “We’re All Gonna Die” (encontro entre Pantera e Black Sabbath), “Strange” (que é o vídeo clipe do álbum), “Time & Time Again” com riffs que nos remetem ao Heaven and Hell, ajudado muito pela bateria cadenciada e pesada de Appice. “Misterious Ways” destoa do álbum, por ser acústica e trazer mais calmaria ao disco, mas não foge do clima Rock & Roll, estrada, aventura, etc., algo que parece emanar de cada canção do álbum.
Infelizmente, é difícil não fazer comparações, pois a bagagem histórica dos membros e sua originalidade irão acompanha-los para sempre e, assim, vai demorar mais algum tempo para que tenhamos a Kill Devil Hill como uma banda com personalidade própria. Até lá, eu que não vou reclamar do jeito que está.