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sábado, 1 de agosto de 2020

Três clássicos que mudaram a história do Heavy Metal


Matéria por: Renato Sanson


Segundo os cientistas a idade entre 30 – 39 anos é considerado o auge de um ser humano, pois nesta etapa muitos já conseguiram sua estabilidade financeira e profissional, galgando passos maiores para demais conquistas e sucesso.

Chegando nesta faixa de idade temos três clássicos atemporais do Heavy Metal mundial, são eles: “Kill ‘Em All” (37 anos), “Ride the Lightning” (36 anos) e “Cowboys From Hell” (30 anos).

Venho aqui expressar a minha opinião de o porquê esses grandes discos do Metallica e Pantera mudaram o rumo do som pesado, trazendo novas perspectivas e esperanças a esse estilo que tanto amamos.  Mas não só isso, mas a minha visão como fã e o quanto me impactou musicalmente ao ouvi-los com os meus saudosos 15/16 anos (já me sinto o velho hehehehe).

Renato Sanson com as três perólas que revolucionaram o Heavy Metal

O ano era 2003 e a estava na reta final do Ensino Médio, nessa época já me debandava para o mundo do Heavy Metal, o Rock em si pouca coisa me atraia, mas o som mais extremo me caia muito bem aos ouvidos. Não sei se era por questão da idade e toda aquela vibe de “true”, que todos passam, mas neste período o som mais melodioso que eu escutava era Iron Maiden e Rush.

Já conhecia o Metallica e tinha em minha coleção – pasmem – o “ReLoad” (presente da minha querida Vó em um dos meus aniversários) que por mais que eu goste muito desse álbum, eu o escutava e ficava aquele gosto de “esses caras podem fazer melhor que isso”, e obviamente o deixava de lado, até o momento em que escutei diretamente de uma fita k-7 o grandioso “Kill “Em All” e ali tive aquele misto de sentimento, onde a agressividade se entrelaçava com boas melodias e vocais extremamente esganiçados, além da bateria (que acabou transformando o Lars em meu baterista preferido, hahaha, hoje nem anto), tínhamos as linhas de baixo monstruosas de Cliff Burton fazendo minha cabeça explodir com tanta informação em um único disco.

Acabou não sendo diferente com “Ride The Lightning”, pois após aquele choque de realidade eu fui atrás de todo o passado do Metallica, e ao escutar o disco da “cadeira elétrica” – como eu e meus amigos o batizamos – tive o primeiro contato com a evolução de um estilo e banda, o Thrash continuava ali, mas as melodias mais sofisticadas e acessíveis se faziam presentes, com uma maturidade musical estupenda.

O início de uma nova era

Os anos 70/80 estavam tomados pelo Hard Rock, Heavy Metal Tradicional e a onda Punk continuava crescendo, porém em San Francisco viria a tomar conta do mundo com a chamada Bay Area, e o primeiro nome a se destacar foi o Metallica que de fato junto ao Exodus (sim, vocês gostem ou não) criavam um novo estilo, mais agressivo e rápido que o Metal Tradicional, letras acidas e um estilo visual simples, mas que causava impacto.

25 de julho de 1983 nascia o primeiro álbum de Thrash Metal da história – isso tudo porque o Exodus não tinha grana e nem apoiadores para lançar o “Bonded By Blood” que estava pronto bem antes – mudando para sempre os caminhos do Heavy Metal e consolidando um novo movimento que mexeu eternamente nas estruturas musicais.

A evolução musical que já mostrava que seriam um dos maiores nomes do Metal

Mas lembra aquela vibe “true” que muitos bangers ficam? O Metallica mostrou que não ficariam nessa e evoluir seria necessário, então no dia 27 de julho de 1984 o mundo recebia “Ride the Lightning” e a consolidação que os americanos se tornariam um dos maiores nomes da história do estilo, pois a maturidade musical foi latente e o equilíbrio entre agressividade e melodia se encontraram de forma sublime, o resto é história...

Se com 15 anos me impressionava com o Metallica, com 16 tive uma nova perspectiva ao pegar em mãos o disco “Cowboys From Hell”, em uma época de muitas descobertas e entendimentos sobre evolução e estagnação de estilos. Por si só, o nome da banda já me atraia e me remetia a um som violento sem ao menos ter escutado.


Se entendi a evolução de uma banda com os dois primeiros álbuns do Metallica, com o Pantera entendi o que seria revitalização de um estilo, é verdade que nos anos 90 o Thrash Metal estava sucumbido pelo o Grunge e as muitas das bandas de Thrash estavam “suavizandoa sua musicalidade em busca do mainstream e de grandes contratos financeiros com gravadoras.

Mas aí o Pantera resolveu reescrever essa história, até então não pensada lá nos idos dos anos 80, pois nessa época a sonoridade do grupo era voltada ao Glam Metal, mas uma mudança brusca foi iniciada após a entrada do vocalista Phil Anselmo, para no dia 24 de julho de 1990 nascer o animalesco “Cowboys From Hell” e ganhar o mundo de todas as formas possíveis.

Revitalizando um estilo e mostrando novas alternativas para o mesmo

Se minha cabeça quase explodiu com as diversas informações contidas em “Kill “Em All”, em “Cowboys From Hell” fiquei meses pensando naquelas linhas de bateria, riffs, solos enigmáticos, vocais insanos e melodiosos e um som de baixo que se cruzava enquanto Darrel solava sem pensar que algum adolescente estivesse querendo tocar guitarra e desistindo no mesmo momento ao escutar suas linhas (risos).

Três álbuns que mudaram a história de formas diferentes, o Metallica criando um estilo e evoluindo em cima do mesmo, já o Pantera, revitalizando o Thrash Metal e mostrando que é possível agregar outras vertentes a sonoridade sem perder peso, agressividade e melodia.


Ambos ganharam o mundo com suas ousadias musicais, e quem saiu ganhando com tudo isso foram os fãs, pois penso, se o Metallica não tivesse lançado o “Kill ‘Em All” certamente eu não estaria aqui escrevendo essas linhas, assim como o Pantera não existiria e não teria a chance de mostrar as novas alternativas para o Thrash Metal sem se vender e continuar agressivo, inquieto e crítico.


Só tenho a dizer muito obrigado Metallica e Pantera.

sábado, 29 de março de 2014

Hellyeah: Promessa de "Volta à Melhor Forma" e Liberação de 2 Músicas do Novo Álbum


Após as baixas sofridas com as saídas de Greg Tribbett e Bob Zilla (guitarra e baixo), Vinnie Paul, Tom Maxwell e Chad Gray recrutaram Kyle Sanders (Bloodsimple, e irmão de Troy Sanders, do Mastodon) para assumir o baixo, ficando a banda agora um quarteto, e já trabalham na divulgação do sucessor de "Band of Brothers",  liberando vídeos e músicas do novo álbum "Blood for Blood", com data marcada de lançamento para dia 10 de junho, pela Eleven Seven Music.

O álbum recebeu a produção de Kevin Churko, no The Hideout Recording Studios, em Las Vegas. O músico, produtor e engenheiro de som canadense, já assinou trabalhos com Ozzy, Rob Zombie e In This Moment.
Muito peso e Groove já sabemos que vai ter, mas vamos ver o que Churko pode acrescentar.

Para as apresentações ao vivo, a banda contará com um segundo guitarrista, ainda não anunciado. Também filmou um vídeo para a faixa título, dirigido por Rob Sexton, que realizou trabalhos para bandas como Cavalera Conspiracy, Soulfly, Death Angel e outros.

Vinnie Paul , eterno batera do Pantera, desce a mão como sempre!
O press release crava o álbum como um bem-vindo retorno à melhor forma, com a banda "recarregada"!
Esta semana a banda liberou 2 músicas do novo álbum, que são "Sangre por Sangre" (Blood for Blood) e "Cross to Bier" (Cradle of Bones),  para os fãs irem conferindo e já tirando alguma conclusão do que vem por aí. Confira nos vídeos logo no final da matéria!


O track list de "Blood for Blood" também já foi divulgado:

Sangre por Sangre (Blood for Blood)
Demons in the Dirt
Soul Killer
Moth
Cross to Bier (Cradle of Bones)
DMF
Gift
Hush
Say When
Black December


Texto/Edição: Carlos Garcia

Site Oficial






domingo, 23 de setembro de 2012

Kill Devil Hill: Gigantes Mostrando Novamente Sua Força





Duas verdadeiras entidades do Metal chamaram atenção da mídia e dos fãs quando, em 2011, anunciaram que uma nova banda havia surgido, a Kill Devil Hill. E quais seriam essas entidades? 

Falo de Vinny Appice, lendário baterista que fez história junto ao Black Sabbath (gravou os clássicos “Mob Rules” e “Dehumanizer”), Dio e, mais recentemente, Heaven and Hell; e Rex Brown, cuja trajetória com o Pantera dispensa comentários e, após deixar o Down (do seu ex-colega de Pantera, Phil Anselmo), pouco antes do show no Brasil, chega à banda que ainda conta com os “desconhecidos” (se formos comparar o grau de importância destes dois) Marc Zavon (Ratt) na guitarra e Dewey Bragg no vocal.

Quarteto lança álbum homônimo e energiza a cena

Esse quarteto trouxe à luz o disco “Kill Devil Hill” (2012), mostrando uma banda que caminha pelo Heavy Metal, com um pé no Stoner e Groove Metal ou, na própria definição de Vinny Appice, é como se Black Sabbath e Alice in Chains tivessem dado à luz a um filho e este fosse Kill Devil Hill.

Falando em Appice, o cara mostra que mesmo com seus 55 anos tem muita energia e estrada para enfrentar antes de pensar que sua história já está completa. Rex volta à sua melhor forma, embora sua entrada na banda tenha acontecido tardiamente, quando uma boa parte das composições já estavam prontas, mas é inevitável perceber que há aquele velho baixo característico do Pantera.

Appice e Brown: trabalhos históricos em bandas como Black Sabbath e Pantera

Citando tanto Vinny e Rex, até parece que a banda se limita à dupla. Ledo engano. O grande destaque fica por conta do vocalista Dewey Bragg, com um estilo que lembra o próprio Phil Anselmo, mais em sua aparência do que propriamente no som. O vocal arrastado e a postura “foda-se” dão personalidade ao frontman da Kill Devil Hill.

Bragg, desconhecido faz bonito ao lado de mestres
Mas, e os riffs? Bom, aí a conversa é com Marc Zanon, “quebra-galho” da banda de Hard Rock Ratt, que se encontrou nessa sonoridade mais suja e arrastada da banda, mostrando riffs e solos simples, diretos, com bastante distorção, fazendo o ritmo para o headbanging.

Ouça “Voodoo Doll”, começa empolgante, para intercalar com momentos que chegam a lembrar a boa fase do Grunge (não à toa Alice in Chains é citada). “War Machine” tem agradado muito ao vivo e é a melhor do disco, pois não deixa o ritmo cair e inicia o álbum mostrando a força dos vocais de Bragg, aliado ao baixo de Rex, que se sobressai.

Ainda posso destacar “We’re All Gonna Die” (encontro entre Pantera e Black Sabbath), “Strange” (que é o vídeo clipe do álbum), “Time & Time Again” com riffs que nos remetem ao Heaven and Hell, ajudado muito pela bateria cadenciada e pesada de Appice. “Misterious Ways” destoa do álbum, por ser acústica e trazer mais calmaria ao disco, mas não foge do clima Rock & Roll, estrada, aventura, etc., algo que parece emanar de cada canção do álbum.

Infelizmente, é difícil não fazer comparações, pois a bagagem histórica dos membros e sua originalidade irão acompanha-los para sempre e, assim, vai demorar mais algum tempo para que tenhamos a Kill Devil Hill como uma banda com personalidade própria. Até lá, eu que não vou reclamar do jeito que está.

Stay on the Road

Texto e Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Kill Devil Hill
Álbum: Kill Devil Hill
Ano: 2012 
País: EUA
Tipo: Stoner/Groove Metal/Heavy Metal
Gravadora: SPV/Steamhammer

Marc, Vinny, Rex e Dewey


Formação
Dewey Bragg (Vocal)
Marc Zavon (Guitarra)
Rex Brown (Baixo)
Vinny Appice (Bateria)





Tracklist
01 – War Machine
02 – Hangman
03 – Voodoo Doll
04 – Gates Of Hell
05 – Rise From The Shadows
06 – We’re All Gonna Die
07 – Time & Time Again
08 – Old Man
09 – Mysterious Ways
10 – Up In Flames
11 – Revenge
12 – Strange (iTunes bonus)
Acesse e conheça mais sobre a banda

Assista ao clipe oficial “Strange”


Confira a banda ao vivo em "War Machine"


domingo, 6 de junho de 2010

Mais Uma Coletânea do Pantera


Talvez seja apenas isso que devamos esperar: que bandas com finais trágicos como Pantera sejam relembradas pelos fãs e que material inédito nunca mais será possível.

Assim, mais ma coletânea da banda é lançada. Absolutamente nenhuma novidade. A maioria dos clássicos, especialmente aqueles de singles, estão ali.


O álbum, com o pertinente título “Pantera 1990-2000: A Decade Of Domination” (2010), abrangendo o disco que os colocou no Thrash Metal “Cowboys From Hell” (1990) (confira resenha no blog), ao último trabalho “Reiventing Steel” (2000) antes da separação, que culminaria com o assassinato em 2004 de Dimebag Darrel (Guitarra) por um suposto “fã” na sua nova banda Damage Plan.

A gravadora Rhino Records solta mais esse caça níquel, que aos fãs interessa mais pela arte de capa e encarte do que em si pelos sons, pois estes são exatamente os mesmo de discos como “Reinventig Hell” (2003), ainda com apenas 10 faixas.


Mas aqui estão “Cawboys From Hell”, maior clássico da banda e um dos maiores do Thrash Metal de todos os tempos, “5 Minutes Alone”, outro clássico de peso, “Cemetery Gates”, a balada por excelência da banda, assim como “Revolution is My Name”, último single da banda e que já mostrava um som muito mais trabalhado que antes.


Aos fãs, a compilação apenas tenta fazer jus e arrecadar uma grana no trabalho de Dimebag Darrel (Guitarra), Vinnie Paul Abbot (Bateria), Phil Anselmo (Vocal) e Rex Brown (Baixo), mas acima de tudo, não permite que a banda seja esquecida na indústria fonográfica, já que poucas foram tão revolucionárias como esses texanos.


Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica
Banda: Pantera
Álbum: Pantera 1990 – 2000: A Decade of Domination
Ano: 2010
Tipo: Thrash Metal
País: EUA

Formação
Dimebag Darrel (Guitarra)
Vinnie Paul (Bateria)
Phil Anselmo (Vocal)
Rex Brown (Baixo)




Trcklist

1.Cowboys From Hell
2.Psycho Holiday
3.Cemetery Gates
4.Mouth For War
5.Walk
6.This Love
7.5 Minutes Alone
8.I’m Broken
9.Drag The Waters
10.Revolution Is My Name

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Clássicos Ao Vivo: 101 Proof O Único Registro Oficial do Pantera


Estreando a sessão de álbuns que marcaram a história do Heavy Metal, só que, diferente da sessão Clássicos já existente, nesta trata-se dos discos ao vivo.

São inúmeros, assim como os de estúdio. Mas com certeza o único registro oficial da lenda Pantera merece aparecer por aqui, afinal os caras revolucionário o Metal e nunca mais teremos um disco ao vivo com a banda, pelo menos não oficial e com a formação clássica, devido à injusta morte do guitarrista insubstituível Dimebag Darrel.

Este álbum simples (apenas um cd), além dos maiores clássicos da banda englobando sua fase Thrash Metal (de “Cawboys From Hell” de 1990 em diante), traz duas músicas inéditas que mantém a qualidade dos trabalhos desses texanos e além disso é um atrativo à mais para os fãs da época, como conta no site oficial da banda o falecido guitarrista.

“101 Proof Official Live” saiu em 1997, pouco antes da banda se apresentar no Ozzfest e faz parte da turnê do quarto álbum da banda (da fase Thrash), “The Great Southern Trendkill” (1996).

Ao longo de suas 14 faixas ao vivo, a banda toca seus clássicos como “Cawboys From Hell”, “Walk”, “5 Minutes Alone”, “This Love” e “Cemetery Gates”. Em nenhum momento a banda deixa de passar a sensação de que os fãs estão “quebrando seus pescoços”, como diz Phil Anselmo (vocal) ao anunciar a faixa “Dom/Hollow”, misturando trechos da “Domination” e da “Hollow”, a primeira de 1990 e a segunda de 1992.

A sensação que este disco nos passa (e esse é o motivo de eu curtir ele muito) é que você pode sentir-se como se estivesse no show dos caras, pois a energia é tanta, que não ficamos sem uma puta raiva de não poder ver a banda ao vivo nunca mais. Além disso, é um ótimo meio de apresentar a banda à novos fãs. Se você gostar desse ao vivo, gostará de Pantera.

Stay on the Road

Texto:EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Pantera
Álbum: 101 Proof Official Live
Tipo: Thrash Metal
Ano:1997
País: EUA



Formação

Phil Anselmo (vocal)
Dimebag Darrel (guitarra e backing vocals)
Vinnie Paul (bateria)
Rex Brown (baixo e backing vocals)

Tracklist


1-New Level
2- Walk
3- Becoming
4- 5 Minutes Alone
5- Sandblasted Skin
6- Suicide Note Pt 2
7- War Nerve
8- Strength Beyond Strength
9- Dom/Hollow
10- This Love
11- I'm Broken
12- Cowboys From Hell
13- Cemetery Gates
14- Hostile
Bonus estúdio:
15- Where You Come From
16- I Can't Hide

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Clássicos: Cawboys From Hell e a Revolução do Metal



Em 1990 sairia um disco que iria iniciar uma revolução no jeito de se fazer Heavy Metal, especialmente o Thrash Metal, estilo que não estava trazendo muitas novidades, com bandas lendárias como Exodus e Antrahx paradas ou numa atividade mais lerda.

A banda era Pantera, vinda do estado do Texas (EUA), a banda mais parecia ter vinda do Inferno realmente (perdoem o trocadilho pobre), com riffs matadores, som empolgante do inicio ao fim, um verdadeiro petardo. E não demoraria para a banda se tornar uma referência no Heavy Metal, excursionando e tornando-se amiga de mestres como o Black Sabbath e Judas Priest.

Mas este álbum em questão é o inicio (a banda lançou três álbuns anteriores, mas estavam mais voltados ao Power/Glam Metal) de uma revolução, embora a banda hoje, com seu fim e a morte trágica (e injusta, com certeza) de Dimebag Darrel (Guitarra) seja mais aclamada ainda (mas é outra história).

Além do lendário guitarrista, a banda contava com a fera dos vocais Phil Anselmo (que depois montou a banda Superjoint Ritual, que está inativa no momento devido aos seus problemas de saúde), Rex Brown no baixo (que foi tocar em uma banda gospel) e o irmão de Darrel Vinnie Paul, que com o irmão montou a banda Damageplan, que também acabou.

Iniciando com a faixa título, simplesmente perfeita e talvez o maior clássico da banda (até versão orquestrada já foi feita desse petardo), não há como descrever o riff matador na guita de Dimebag que inicia essa música e todo o resto do disco. Essa é uma canção divisora de águas no Metal, com absoluta certeza. Está no Hall de clássicos Omo “Paranoid” (Black sabbath”, “The Number of the Beast” (Iron Maiden) e “Breaking the Law” (Judas Priest).

Logo outra pedrada com “Primal Concrete Sledge” (ver a banda tocando esse som no Monsters of Rock na Rússia em 1991 é detonante demais). Depois, “Psycho Holiday” é mais cadenciada, com riffs mais arrastados. “Heresy” vem manter o peso e a velocidade, com um pedal duplo de dar inveja.

A quinta faixa é a clássica balada da banda, que nada de leve tem: “Cemitery Gates”, uma faixa muito original e marcante. Depois da calmaria, “Domination” vem quebrando tudo, como uma das melhores faixas do disco, assim como “Shattered”.

Talvez a faixa menos representativa do restante do disco seja “Medicine Man”, mas mesmo assim possui uma sonoridade daquela forma que o Pantera sempre soube fazer e que repetiria em outros discos.


Um marco, simplesmente, na história do Heavy Metal, principalmente por surgir no inicio dos anos 90, época onde o som perdeu muito em originalidade, m,as ganhando em quantidades de bandas.

Stay on the Road

Texto: EddieHead





Tracklist:

1) Cowboys From Hell
2) Primal Concrete Sledge
3) Psycho Holiday
4) Heresy
5) Cemetery Gates
6) Domination
7) Shattered
8) Clash With Reality
9) Medicine Man
10) Message In Blood
11) The Sleep
12) The Art Of Shredding

Link da comunidade Pantera do orkut: http://www.easy-share.com/1903449686/Pantera