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terça-feira, 17 de junho de 2025

Cobertura de Show: Kiko Loureiro – 05/06/2025 – Bar Opinião/RS

 Cobertura e fotos por: Vinny Vanoni

O show abriu com a banda Phornax, já mencionada na matéria do show do Hibria, porém, vale acrescentar que os caras estão arrebentando! Abrindo para o Hibria e agora para Kiko Loureiro logo após uma reformatação dos integrantes da banda? Sim! Mil vezes sim! Novamente a Phornax apresentou um show espetacular, com os integrantes extremamente afinados entre si! Com esta nova formação, o Phornax veio para ficar.

O segundo show de abertura foi realizado pelo guitarrista colombiano radicado americano Andy Addams, que está acompanhando Kiko em sua turnê “A Theory of Mind 2025”. Addams acompanhado por dois excelentes músicos, o jovem Luigi Paraventi na bateria e David Sánchez no baixo apresentou um verdadeiro espetáculo musical para o público, recheado de técnica e carisma que levaram os fãs de Kiko a loucura. Detalhe, Andy Addams faz um som instrumental, sem voz! Sim, o cara é muito foda! Não só na música, mas também na vida, Em 2011 abriu para Ozzy Osbourne em sua única apresentação no país de origem de Addams, Colômbia, época que foi de grande felicidade e também perrengue para Andy, pois logo depois, devido a um investimento mal sucedido e ter sido passado para trás por um antigo sócio, perdeu tudo, fazendo com que se mudasse para os Estados Unidos onde trabalhou alternando entre construção civil e faxina. Nesta época Addams lutou muito para sobreviver, enfrentou inúmeras dificuldades e quase desistiu de sua verdadeira paixão, a música. Mas igual a uma Fênix, Andy Addams ressurgiu das cinzas, se tornou diretor musical e guitarrista principal do show de rock mais aclamado da indústria de cruzeiros (não, não é a antiga moeda brasileira, é cruzeiro de navios gigantes que levam gente com grana para passear ao redor do mundo), show este produzido por ninguém menos que os criadores do musical Rock of Ages!

Devido a esta volta por cima e sua experiência na indústria musical de cruzeiros, Addams se reinventou, absorvendo elementos até mesmo teatrais em suas apresentações, como uma “armadura” luminosa bem ao estilo do filme “Tron”, e uma guitarra com led’s nas escalas, juntamente com David que também utiliza um baixo no mesmo estilo, o que faz com que ao tocar, ofereça um espetáculo, em todos os sentidos da palavra, aos seus fãs e público. E posso afirmar com certeza total, foi umas das três vezes na minha vida que curti e vibrei tanto com uma banda instrumental, foi simplesmente, e estou repetindo muito esta palavra por motivo de não conseguir pensar em uma melhor, um verdadeiro espetáculo técnico, visual e musical que superou até mesmo a apresentação do Kiko (Desculpa K.L.)!

E por falar no nosso saudoso Kiko Loureiro, ex-integrante (porém sempre será um dos originais) da banda Angra, ex-integrante do Megadeth (o cara só se mete em banda boa né?) e com uma carreira solo extremamente bem fundamentada, reconhecida e aclamada pela crítica especializada nacional e internacional, tanto que é considerado um dos senão o melhor guitarrista de rock e metal do Brasil e um dos melhores do mundo, também ofereceu ao seu público um show fantástico! Junto ao ex-colega de banda, porém eterno amigo, Felipe Andreoli no baixo, e outros monstros da música como Bruno Valverde na bateria, que atualmente integra o Angra e também a banda de Kiko, além de já ter tocado com diversos gigantes como Richie Kotzen, Smith/Kotzen e Sonic Symphony Orchestra, Luiz Rodrigues, mais conhecido como “Luizinho” na guitarra base, além da participação do lendário ex-integrante da consagrada banda de thrash metal Megadeth (inclusive eu gostava mais do Megadeth do que do Metallica uma época, me julguem) e verdadeiro mestre do rock e metal instrumental, Marty Friedman e de outro gigante dos vocais, Alírio Netto, vocalista do “Queen Estravaganza”, tributo oficial do Queen produzida por Brian May e Roger Taylor, além de ter sido o vocalista da banda Shaman de 2019 a 2023, após o falecimento de nosso eterno Maestro do metal, Andre Matos, e ter lançado com a banda o álbum “Rescue” produzido por Sascha Paeth. Netto também atuou como vocalista em musicais, como o famoso “Jesus Cristo Superstar” onde interpretou Judas Iscariotes.

Com esse lineup simplesmente avassalador e com um setlist que revisitou diversos sucessos de sua carreira no Angra, Megadeth, carreira solo e algumas músicas surpresas, juntamente a músicas de Friedman, não havia possibilidade de qualquer coisa dar errada, e não deu! O show meus amigos, foi sensacional, espetacular, grandioso e como dizia meu falecido padrasto, “RE-PE-TÁ-CU-LÊ”! O público, ansioso com a entrada de Kiko no palco, já havia curtido e quebrado, metaforicamente, alguns pescoços com as duas apresentações anteriores da Phornax e de Andy Addams, mas quando Kiko, acompanhado de sua banda entrou aos palcos, minha gente! 

Que sensação esmagadora de felicidade e ansiedade que a galera que lotou o Bar Opinião sentiu. Foi uma mistura entre silêncio por falta de ar de ver este gigante, no sentido musical e literal de altura, ao vivo na frente de nossos olhos que a terra há de comer, e o som ensurdecedor dos gritos de “KIKO! KIKO! KIKO!” que explodiram e ecoaram junto aos aplausos que devem ter danificado a estrutura do bar! Foi algo surreal, ver tantos músicos que admiro e cresci escutando, tocando ao vivo, na minha frente, alguns como Alírio, Bruno e Friedman, foi a primeira vez o que tornou a emoção maior, mas que não apagou de forma alguma a grandiosidade de Kiko, Felipe e Luiz. As músicas foram tocadas e cantadas a perfeição, gravando na mente e corações de todos os presentes um show memorável por eras a vir, e lembrando aos fãs brasileiros, antigos e novos, que o Brasil também é a casa e produtor de excelentes músicos, reconhecidos mundialmente!

 

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Cobertura de Show: Hibria – 09/05/2025 – Bar Opinião/RS

Por: Vinny Vanoni

Fotos: Vinny Vanoni


O Cara do Metal

Ian Garbinato, mais conhecido como O Cara do Metal, começou a criar conteúdos para Instagram, Youtube, TikTok, dentre outras plataformas em 2020, durante a pandemia, conteúdos estes que englobam coberturas de show, entrevistas e criação de músicas. 

Considerado hoje como sendo um dos maiores comunicadores do segmento Rock e Metal na internet ao cobrir diversos shows e festivais do gênero, tais como o Rock In Rio de 2022 ao lado de Supla e a convite do TikTok e o KnotFest, além de ter sido parceiro na divulgação do lineup do Monsters of Rock de 2023, e de já ter entrevistado algumas das maiores feras do Rock e Metal tanto nacionais quanto internacionais.

E com a banda O Cara do Metal, não deixa de ser menos bem sucedido... Com um lineup recheado de talentos como Luana Cruz nos vocais femininos e que além de mandar bem nos gritedos é a maior influenciadora de Metal feminino do Brasil, o baixista Gabriel Martens e o baterista Diego Marinho e do próprio Ian nos vocais principais e na guitarra. Porém, não para por ai, devido as temáticas diversas, e atuais, inseridas nas letras das músicas em português, como por exemplo, cancelamento digital, empoderamento das mulheres headbangers, narrativas de contos de religiões, uma música criada junto com fãs no TikTok e um Metal em inglês que contou com a participação do baterista Aquiles Priester (Ex-Angra), O Cara do Metal já foi convidado pelo festival Samsung Best of Blues and Rock para abrir o show de Joe Perry, guitarrista da lendária banda Aerosmith, para mais de 6 mil pessoas e já realizou seu próprio festival. 

Com toda essa qualidade, O Cara do Metal foi uma das duas bandas de abertura, sim meus amigos, DUAS bandas de abertura para o Hibria em sua turnê de aniversário dos 20 anos de lançamento, e nascimento, do álbum “Defying the Rules”! E não fizeram feio não, conseguiram animar o público do Bar Opinião em Porto Alegre a tal ponto, que havia pessoas pulando no ar durante as rodas punk. Sensacional.

Phornax

Seguindo a comemoração em forma de espetáculo sonoro, a banda gaúcha Phornax sobe ao palco para animar ainda mais o público. Saindo de um hiato de 10, 11 anos, logo após o lançamento de seu primeiro EP “Silent War”em 2012, a banda formada em 2009 por Cristiano Poschi (vocal) e Maurício Dariva (bateria), seguidos logo após a entrada de Deivid Moraes (guitarra), a banda de Heavy/Power Metal conta com duas novas adições que além de terem sido muito bem recebidas pelo público, são duas figuras já bem conhecidas no cenário gaúcho.

Sfinge Lima, um dos mais consagrados baixistas do cenário Rock e Metal de Porto Alegre, ex-integrante de uma das bandas que ajudaram a pavimentar e consolidar o Heavy Metal dentro não só no Rio Grande do Sul, mas no Brasil, (a Crossfire), também tendo integrado o projeto Le Bizarro e ter feito parte da banda Metal Warhead, obviamente no baixo elétrico (esperavam o que? Que ele fosse tocar gaita de boca?) e outra figura de igual peso, Eduardo Martinez na guitarra. Martinez que também não é pouco conhecido na cena gaúcha, participou das bandas Panic e Hangar, onde contribuiu ativamente com linhas de guitarra sensacionais, elevando o nível musical das duas bandas.

E como era de se esperar, e superar expectativas, a Phornax arrasou no show, tocando com maestria as músicas do EP que inclusive dá nome à turnê de retorno da banda, “Silent War Tour”, além de outras que estão para serem lançadas, com diversos shows Brasil afora inclusive com agenda para abrir shows para Tim “Ripper” Owens, Kiko Loureiro, Edu Falaschi e MasterPlan!  Sejam muito bem vindos de volta e que seu retorno seja tão espetacular quanto suas músicas!


Hibria:

Ao final do show de retorno da Phornax, o momento que os fãs que ocupavam a totalidade do Opinião estavam esperando, ansiando e desejando com todas as forças de cada fibra de seu ser. O Hibria sobe ao palco para tocar na íntegra as músicas de um de seus álbuns mais consagrados, senão o mais consagrado, tanto pelos fãs, quanto pela mídia especializada. “Defying the Rules”. Contando com uma nova formação, a banda formada em 1996 e completando 30 anos de existência no ano que vem 2026, mostrou o porquê de ainda continuar na ativa e com qualidade e fôlego renovados, a banda conta no seu lineup integrantes de altíssima qualidade e técnica.

Com Abel Camargo, único integrante original a permanecer, na guitarra principal (solo) e Vicente “Velles” Telles na guitarra de apoio/solo, William Schuck (bateria), Ângelo Parisotto (Vocal) e Tiago Assis (baixo) vieram para complementar e elevar o nível da musicalidade, que sempre foi sensacional e agora está ainda mais! Iniciando com a música que os fez alcançar sucesso e reconhecimento nacional e internacional “Steel Lord on Wheels”, o Hibria arrebentou do início ao fim, relembrando aos fãs mais antigos e com dores nas pernas e costas como eu, e mostrando aos novos que ainda não chegaram em sua fase “crocante” a razão fundamental e primordial de ainda serem uma das maiores bandas de Heavy e Power Metal não só do Brasil, mas do mundo.

Tocando “Defying the Rules”em sua totalidade, o público foi a loucura, cantando junto, pulando, bangeando até quebrarem o pescoço (inclusive acho que alguém quebrou mesmo de tanto girar a cabeça como se fosse a hélice de um helicóptero) e perderem a voz ao acompanharem do início ao fim o novo vocalista que simplesmente arrebentou nos vocais, não deixando absolutamente nada a desejar e provando ao vivo que conseguirá tanto honrar o legado que Sanson e Emeka construíram, quanto contribuir ativamente com os futuros projetos da banda. O show ainda contou com mais uma surpresa e um grande presente para os fãs mais antigos, a participação especial durante a penúltima música do baixista original do Hibria, o grande não só em habilidade, técnica e talento, mas também em altura, Marco Panichi!

Esse foi um dos ápices para mim, que estava fotografando e ainda fazendo anotações para escrever esta matéria. Ao invés de sair do palco para dar lugar à Panichi, Assis continuou no palco e os dois tocaram JUNTOS, ao mesmo tempo as linhas da música. GURIZADINHA DO MAL! Imagino que eu e grande parte do público quase tivemos um ataque cardíaco. JURO! Se o público estava quase colocando o Opinião abaixo antes, nessa hora eu tenho certeza, fecharam para reformas estruturais! Esse foi um dos acontecimentos mais sensacionais que já presenciei em um show! Tocando juntos, ao mesmo tempo sem errar uma nota e com um toque a mais, Panichi simplesmente não parava no palco! Jogava o baixo para cima, dava voltas no corpo, girava, pulava, interagia com o público.

MEUS SENHORES, SENHORAS, JOVENS, RAPAZES E SENHORITAS!

Chegou um momento em que eu estava alucinado na frente do palco fotografando. Eu estava assistindo ao vivo o filho baixista de Axl Rose com Bruce Dickinson indo de um lado para o outro no palco, sem parar nem para respirar, enquanto destruía as linhas de baixo de uma música que nem lembro o nome, de tão vidrado que eu estava. Foi simplesmente... Não há palavras para descrever o que eu e todos que estavam no local estávamos presenciando. Se alguém tinha alguma dúvida de que o Hibria iria conseguir manter a qualidade de sempre, ela foi obliterada com esse show. O Hibria com a nova formação está melhor do que nunca e provou que irá continuar “desafiando as regras” por mais 30 anos!

 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Entrevista: Phornax - Mais Maduros e Sem Perder a Essência

 



Formado em 2009, depois de um hiato de 10 anos fora dos palcos, o grupo está de volta com sua nova formação que é composta por Cristiano Poschi (vocal e co-fundador), Mauricio Dariva (baterista e co-fundador), Deivid Morais (guitarra) e Uesti Papée (baixo), e teve um 2024 com vários compromissos no palco, entrosando a banda cada vez mais. Além disso, o primeiro full-lenght está em processo final de composição e deverá ser lançado já no primeiro semestre de 2025.


1. Como você pode descrever o trabalho de composição do EP?
A sonoridade de Silent War reflete nossa busca por intensidade, técnica e emoção. Cada música foi composta como um capítulo de uma história maior, unindo influências de metal clássico e moderno, mas sempre com a nossa identidade. O processo foi intenso, envolvendo muita experimentação até chegarmos ao equilíbrio ideal entre peso e melodia.


2. Vi alguns feedbacks que falam sobre a necessidade de ouvir mais vezes o trabalho para absorver e entender melhor a proposta da banda. Comente a respeito.
O EP foi pensado para ser uma experiência profunda, então é natural que alguns ouvintes levem tempo para captar todas as nuances. Mas temos recebido muitos feedbacks positivos, especialmente de fãs que gostam de se aprofundar nas letras e arranjos. Essa profundidade é intencional e faz parte do que queremos transmitir.


3. Existem planos para o relançamento de “Silent War” através da MS Metal Records, atual gravadora de vocês?
Sim, nossa ideia é relançar todas as músicas do Silent War em um formato atualizado, incorporando nossa visão e maturidade atuais. Queremos revisitar essas faixas com uma abordagem que reflita nossa evolução como banda, tanto musical quanto criativamente.


4. Trabalhar com o inglês não pode vir a atrapalhar vocês no mercado nacional?
O inglês é uma escolha estratégica e artística. Queremos que nossa música ultrapasse fronteiras e dialogue com fãs do mundo inteiro. Sabemos que pode limitar o alcance nacional, mas o público brasileiro de metal é muito receptivo a bandas que cantam em inglês, e isso tem funcionado bem para nós até agora.


5. Como estão rolando os shows em suporte ao disco? A aceitação está sendo positiva?
Os shows têm sido incríveis! É muito gratificante ver a reação do público ao vivo. Cada apresentação é uma oportunidade de conectar nossa energia com a dos fãs, e a aceitação tem sido muito positiva. Estamos ansiosos para levar essa experiência para mais cidades.

6. Quem assinou a capa do CD? Qual a intenção dela e como ela se conecta com o título?
A capa foi assinada pelo João Duarte. Ela simboliza o conflito interno e silencioso que todos enfrentamos em algum momento da vida. É uma metáfora visual para as batalhas que muitas vezes travamos em silêncio, mas que moldam quem somos.


7. “Silent War” foi todo produzido pela banda, isso? Foi satisfatório seguirem por este caminho?
Sim, foi uma decisão desafiadora, mas também muito recompensadora. Produzir o álbum nos deu total controle criativo sobre o resultado final, e o aprendizado foi imenso. Foi uma experiência que nos uniu ainda mais como banda.


8. Vocês estão trabalhando no full-length, como está se dando o processo e como ele está soando?
Está em estágios avançados de composição. O novo material está mais maduro, mas sem perder a essência que define o Phornax. Estamos experimentando novas ideias e mal podemos esperar para compartilhar mais detalhes com os fãs no futuro.


9. Novamente, parabéns pelo trabalho e vida longa ao PHORNAX.
Muito obrigado pelas palavras e pelo apoio! É um privilégio ter ouvintes como você, que se dedicam a entender nosso trabalho. Vida longa ao metal e à nossa conexão com os fãs. Nos vemos na estrada! Stay Heavy!


Entrevista: Alternative Sound

Edição Final/Revisão: Carlos Garcia 


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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Resenha de Shows: Viper – Revivendo Clássicos do Metal Brasileiro em Porto Alegre/RS

Histórica noite do Metal nacional trouxe aos gaúchos Viper


21/07/2012: uma data para ficar marcada na história de Porto Alegre/RS. Neste dia a capital gaúcha recebeu o último show da turnê “To Live Again Tour” da lendária banda paulista Viper, que comemora o 25° ano do lançamento de seu 1° álbum, “Soldiers of Sunrise” (1987).

Ainda da turnê de comemoração, a banda conta com a volta de seu vocalista original, nada mais nada menos que Andre Matos (carreira solo, ex-Angra, ex-Shaman) e, para abrilhantar ainda mais está turnê, além de executarem o 1° álbum na íntegra, também executam seu álbum de maior sucesso, o clássico “Theatre of Fate” (1989).

Apesar do baixo e apático público de início da noite, Phornax deu um show de energia


A abertura do show ficou por conta da banda gaúcha Phornax que está em plena divulgação de seu 1° lançamento, o EP “Silent War”.

Com um Heavy Metal pesado e agressivo, após a intro “Smell Of Death” a banda abre seu show com a já conhecida “Silent War”. Era notável a tensão dos músicos em palco, mas em nenhum momento desapontaram, executando fielmente as músicas. “Final Beat” dá continuidade, com um refrão forte e marcante, sendo destaque o baterista Mauricio que sentou o braço (literalmente) e também da participação especial da dançarina Aline, fazendo a dança do ventre, que fizeram muitos se perguntar qual seria o real sentido da ligação da dança com a música.
Para fechar a curta apresentação do quarteto, “Dare Of Destruction”, que foi o primeiro single da banda, com muita precisão a banda encerra sua apresentação, um ponto que se deve destacar, foi que a banda disponibilizou via Bluetooth uma música inédita que pertence ao seu 1° disco que saíra em breve.

Era hora dos convidados da noite subirem ao palco. Estamos falando dos gaúchos do Scelerata que estavam fazendo o show de lançamento de seu 3° álbum de estúdio “The Sniper” (resenha em breve).
Scelerata no seu primeiro show de divulgação de "The Sniper"

Após a intro “Money Painted Red”, a banda executa logo de cara duas composições novas, com a dobradinha “Rising Sun” e “In My Blood”, que mostrou a nova cara da banda, o que nos surpreendeu positivamente, pois a banda esta mais afiada do que nunca, e soando muito pesada e agressiva.

Renato Osório, também guita da Hibria
Fabio Juan (vocal) instiga a galera, perguntando se aquilo era realmente um show de Metal e pede para todos se levantarem (show num Teatro intimida parte do público) e “Run to the Hills” (Iron Maiden) é executada, o que animou os presentes e na sequência um dos clássicos da banda é executado “Enemy Within”.

A banda ainda executaria mais cinco músicas, mas o grande destaque fica para “Must Be Dreaming”, canção composta e cantada por Andi Deris (Helloween), que foi interpretada toda por Juan, mostrando que o grupo possui uma qualidade ímpar e marcando esse momento da banda com essa apresentação nesta noite histórica.

Eis que o momento mais esperado da noite se aproximava e passando das 22h, Felipe Machado (guitarra), Guilherme Martin (bateria), Pit Passarell (baixo) e Hugo Mariuti (guitarra) entram em cena com “Knights of Destruction” e para iniciar a festa, Andre Matos entra em palco, deixando todos ensandecidos.

Viper finalizou sua "To Live Again Tour" na capital gaúcha

E podemos dizer que a banda está afiadíssima, executando fielmente o clássico e Andre Matos cantando muito. Sem tempo para respirar “Nightmares” com todos cantando seu refrão grudento.

Pit Passarel
O que tínhamos em palco era realmente uma banda se divertindo, um Andre Matos carismático e muito comunicativo com o público, sem contar a figura da noite Pit Passarel (tá certo o cara tinha tomado todas, rsrsrs...) brincando o tempo, conversando com o público e contando diversas histórias do Viper, fazendo do show não apenas uma celebração da música, mas da história do Metal nacional.

Dando continuidade, as melódicas “The Whipper” e “Wings of the Evil” mostraram como Felipe e Hugo estão entrosados, sem contar a presença contagiante de Felipe, mostrando muito feeling e uma felicidade em estar ali que era mais do que visível.
Felipe Machado

Tivemos um momento especial no show, quando Andre Matos demonstra o quanto gosta de tocar em Porto Alegre, falando também que em São Paulo eles gravaram o show para um futuro DVD, mas devido estarem muito a vontade em Porto Alegre este show também estava sendo gravado, e se realmente sair o DVD nós estaríamos nele, levando todos aos gritos de “Viper” e ganhando o público literalmente.

Mas a banda estava só na metade do “Soldiers...”, executando o restante da apresentação de maneira muito fiel ao material original. 

Banda afiadíssima executou dois discos na íntegra e mais alguns bônus

Chegando ao fim da primeira parte do show, em um telão improvisado, temos cenas do DVD “Living for the Night – 20 Years of Viper” aliado a depoimentos atuais feitos pelo guitarrista Hugo Mariuti. Foi praticamente um longa metragem, trazendo as histórias da banda, deixando bem claro a real importância do Viper para cena nacional, o que foi muito bacana dando um clima mais do que especial.

Andre Matos
Após este grande momento de descontração e risadas, era hora do álbum “Theatre of Fate” e após a intro “Illusions” a euforia da galera sobe e “At Least a Chance” abre os caminhos e mostra como o Viper está bem, uma banda feliz com músicos emocionados em cima do palco e Andre Matos simplesmente impecável.

“To Live Again” vem na sequência, para deixar todos sem pulmões, cantando junto seu refrão marcante. Vale ressaltar o baterista Guilherme Martin, que sentou a mão literalmente, mostrando um feeling absurdo e, claro, Pit Passarel, que fez com que todos se sentissem a vontade e era notável a emoção deles em tocar esses hinos do Metal nacional.

Então era hora de uma das melhores músicas que o Power Metal já criou: “A Cry from the Edge”. Arranjos perfeitos e uma sintonia e entrosamento genial, esta música representa muito bem o que é o Viper: forte, melódica e grudenta. Faço menções honrosas a Andre Matos nesta música, pois jamais imaginaria que ele cantasse ela praticamente igual a versão de estúdio e na hora dos agudos mais altos, ele não se intimidou e os fez com grande maestria. 

Assim como na primeira parte, a banda estava impecável e, mesmo que alguns pequenos erros (observados apenas por músicos da platéia), a festa rolou solta, especialmente com Pit, que literalmente fazia a festa no palco. 

Hugo Mariuti (esq.) acompanha Matos desde Shaman e carreira solo do vocalista
Aliás, um momento muito emocionante foi aquele em que Andre Matos pede para a plateia cantar o hino do Rio Grande do Sul, a ponto de Pit dizer que foi a coisa mais linda que ouvira (tá certo, ele estava um tanto emotivo, mas realmente foi de arrepiar aquelas centenas de pessoas cantando juntas a bela letra).

Guilherme Martin
Destaque para o maior clássico da banda, “Living For the Night”, com Andre deixando para o público cantar boa parte da canção. Momento emocionante e onde também houve a apresentação dos membros da banda (como se fosse preciso!).

“Theatre of Fate” veio em seguida (que canção épica!) e “Moonlight”, numa interpretação sensível de Matos aos teclados e vocais.

Emocionante momento de "Moonlight"
A pedidos incessantes, Pit começou a cantar “Evolution”, mas a canção não terminou de ser executada. Para compensar, a banda toca a belíssima “The Spreading Soul”, num dueto entre Pit e Andre que, dentre outros momentos, foi o ponto alto da apresentação. 

Ao final, muitos começaram a gritar “everybody,  everybody, everybody...” pois já sabiam que a saideira seria “Rebel Maniac”, clássico de 1992 e que foi gravada no disco pelo Pit e, ali, ouvi-la na voz de Matos foi animal. Ainda rolou o cover “We Wil Rock You” (Queen) antes do encerramento do show.

Infelizmente a banda não atendeu aos fãs ao fim da apresentação, apenas quem havia garantido entrada (paga) pro Meet & Greet. Esse foi o único “porém” da noite, afinal, muitas pessoas esperavam poder tirar fotos com seus ídolos, ainda mais no teatro intimista como o CIEE. 

O "festeiro" da noite após término do show: muita satisfação pelo grande sucesso da tour


Noite histórica, com os fãs saindo surpreendidos positivamente (houve um encontro de gerações, com muita presença de jovens que viam, pela primeira vez, Viper ao vivo), um serviço organizado e de ótimo atendimento dos funcionários do CIEE e da equipe da Abstratti Produtora que também recebeu à equipe Road to Metal com profissionalismo e cordialidade (aliás, a segurança também está de parabéns).

Agora é torcer para que realmente imagens do show tornem-se parte do aguardado DVD e que, desse sucesso que foi a tour, o grupo possa voltar a gravar e excursionar juntos. Sempre é tempo de viver novamente!

Texto: Renato Sanson e Eduardo Cadore
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Road to Metal (proibido uso sem citar a fonte)

Veja dezenas de outras fotos do show clicando aqui.

Público lotou o Teatro do CIEE para ver Viper


Selist Viper
01 Knights of Destruction
02 Nightmares
03 The Whipper
04 Wings of the Evil
05 Signs of the Night
06 Killera (Princess of Hell)
07 Soldiers of Sunrise
08 Law of the Sword
09 H. R.
10 Illusions
11 At Least a Chance
12 To Live Again
13 A Cry from the Edge
14 Living for the Night
15 Theatre of Fate
16 Moonlight
17 Prelude to Oblivion
18 Evolution
19 The Spreading Soul
20 Rebel Maniac
21 We Will Rock You

Magnus (esq.) e Juan, agitando a galera no Teatro do CIEE


Setlist Scelerata
01 Money Painted Red (intro)
02 Rising Sun
03 In My Blood
04 Run to the Hills (cover Iron Maiden)
05 Enemy Within
06 Breaking the Chains
07 Must Be Dreaming
08 Spell of Time
09 Unmasking Lies
10. Leave Me Alone

Banda fez bonito divulgando seu primeiro EP

Setlist Phornax
01 Smell Of Death (intro)
02 Silent War
03 Final Beat
04 Ghosts From The Past
05 Dare Of Destruction

domingo, 15 de julho de 2012

Entrevista: Phornax & Scelerata - Unindo Forças em Prol do Metal Nacional


Em um gesto de unir e fortalecer a cena Metal, Scelerata e Phornax unem forças para mostrar que não ha barreiras, mas sim união e persistência. Conversamos como baterista da Scelerata Francis Cassol e o vocalista da Phornax Cristiano Poschi, onde os dois comentam a oportunidade de abrirem o show do Viper na capital gaúcha, sobre o cenário underground e sobre o projeto Arena Metal idealizado por ambos, que promete sacudir o cenário nacional com uma proposta ousada, mas não impossível, que com certeza ira abrir muitas portas para as bandas nacionais.

Então chega de enrolação, com vocês Francis Cassol e Cristiano Poschi: 



RtM: Scelerata e Phornax serão responsáveis pela abertura deste show histórico do Viper na capital gaúcha, quais são as expectativa de vocês em relação a esta apresentação?

Francis Cassol: A expectativa é a melhor possível! Para mim pessoalmente será um prazer fazer esse show, porque sou um grande fã do Viper, em especial dos 3 primeiros discos. 


Cristiano Poschi: Pra nós do Phornax a expectativa é enorme!!! É um imenso prazer realizar a abertura do show desses dinossauros do Heavy Metal aqui no Brasil. Se os caras não tivessem feito o que fizeram, não sei se estaríamos aqui fazendo e curtindo música pesada. Além disso, estamos preparando algumas surpresas para este show e acredito que os bangers irão curtir bastante.



RtM: Como surgiu o convite para realizarem este show juntamente com o Viper?

Francis Cassol: O Scelerata tem uma relação muito forte com a Abstratti Produtora graças às tours com o Paul DiAnno. No momento que o Viper confirmou a vinda pra Porto Alegre, fomos convidados pelo Ricardo Finocchiaro para apresentar nosso novo disco nesse show.


Cristiano Poschi: Estamos com alguns planos juntos. Assim que o Francis confirmou a presença do Scelerata para tocar junto com o Viper, surgiu à oportunidade do Phornax também participar dessa festa. Para nós é uma honra!!


Cristiano Poschi (vocal - Phornax)

RtM: Como será uma apresentação especial para ambas as bandas, em termos de setlist, teremos alguma surpresa para os fãs?

Francis Cassol: O Scelerata manterá o foco no disco novo, o que não poderia ser diferente. Temos um belíssimo novo trabalho, e queremos que as pessoas o escutem. Apresentaremos 6 músicas do disco novo e também clássicos dos dois primeiros álbuns. Estamos muito ansiosos e na expectativa de sentir o retorno do público!


Cristiano Poschi: O Phornax lançou no inicio do ano o EP Silent War, então vamos tocá-lo na integra e a única coisa que podemos prometer é que vamos nos esforçar ao máximo para detonar. Tenho certeza que será um show inesquecível para todos nós.



RtM: O Scelerata se prepara para lançar seu 3° álbum de estúdio “The Sniper” e a Phornax está na divulgação do primeiro lançamento o EP “Silent War” após está apresentação com o Viper, quais são os próximos passos de vocês?

Francis Cassol: Com certeza divulgar o disco através de shows e workshops. O Scelerata e o Phornax estão unindo forças pra movimentar o mercado do Metal no sul do Brasil, e temos certeza que colheremos belos frutos dessa parceria. Os headbangers sulistas têm que ficar ligados, pois vêm novidades por aí!


Cristiano Poschi: Depois dessa apresentação, a ideia é realizar mais shows a fim de divulgar ao máximo o EP Silent War e começar a preparar material novo para o lançamento do nosso primeiro álbum.


Capa do 3° álbum do Scelerata "The Sniper"

RtM: Gostaria que vocês nos contassem um pouco do projeto Arena Metal que envolve as bandas Scelerata e Phornax, pois pelo que já ouvimos falar é uma proposta bem interessante de trazer bandas para o RS, certo?

Francis Cassol: O Arena Metal é um projeto idealizado pelo Cristiano e por mim. Nos encontramos algumas vezes em shows e até na rua, e sempre que conversávamos tínhamos boas ideias! Então achamos que deveríamos conversar mais seriamente e ver o que poderíamos fazer pra alavancar e movimentar a nossa cena.

Cristiano Poschi: E graças a isto montamos o Arena Metal, quem quiser saber mais sobre o projeto poderá acessar o www.arenametal.com.br, o site ainda está em construção, mas já da pro pessoal ter uma ideia da dimensão da nossa proposta.


RtM: Falando em shows, como está atual cena da capital gaúcha? Temos visto muitos shows internacionais, inclusive algumas vezes na mesma data. Como ficam as bandas locais?

Francis Cassol: A cena Metal de Porto Alegre é muito forte. Temos muitas bandas de grande qualidade em diferentes vertentes dentro do estilo. Sempre é bom assistir a bons shows internacionais, mas isso não significa que as bandas locais não sejam boas. O grande azar dessa leva de grandes músicos e bandas é de estarmos no Brasil, onde tudo é mais difícil.

Cristiano Poschi: Neste ponto de vista, concordo com o Francis. Às vezes parece que o povo joga contra o próprio time. Acho que tá na hora da galera valorizar de verdade o que é daqui. Por outro lado nós músicos precisamos nos valorizar, trabalhar a marca da banda e principalmente o som, para então assim o publico se dar de conta de que aqui no Brasil tem banda de muita qualidade. Também acho que o povo precisa parar de ser preconceituoso e procurar ouvir e conhecer mais as bandas locais.


RtM: As produtoras tem dado espaço para bandas da cidade tocarem ou ainda poderíamos dizer que as bandas locais deveriam ser mais valorizadas?

Francis Cassol: Não acho que as produtoras prejudiquem as bandas locais. O fato é que as produtoras investirão nos artistas que elas acreditam que darão retorno financeiro. Acredito muito no trabalho, e se ele for bem feito os frutos serão colhidos.


Cristiano Poschi: Concordo com o Francis. Porém também acho que as bandas locais deveriam ser um pouco mais valorizadas, pois como citamos antes, muitas fazem um bom trabalho.


Francis Cassol (bateria - Scelerata)

RtM: Para finalizar gostaríamos de agradecer pela entrevista e deixo o espaço final a vocês.

Francis Cassol: Em nome do Scelerata gostaria de ‘convocar’ todos a comprarem e escutarem nosso novo disco ‘The Sniper’, que estará à venda no show. No nosso site (www.scelerata.com) lançamos duas músicas novas, com participação do Andi Deris (Helloween) e do Paul DiAnno (ex-Iron Maiden) pro pessoal chegar no show cantando as músicas. Esperamos ver todos lá no Teatro do CIEE pra bater cabeça com o Viper, Scelerata e Phornax! IMPORTANTE: cheguem cedo, pois a quebradeira começa às 20hs com o Phornax! Abraços a todos do Road to Metal!


Cristiano Poschi: É isso aí galera. Estejam lá cedo embora esteja divulgado 22h a hora certa é 19:30 – 20h. Quero convidar também quem não conhece o nosso som para entrar no nosso site www.phornax.com.br. Nele, quem quiser pode adquirir nosso EP, que será vendido no dia do show.  Vemos vocês nos shows! Um abraço para todos e STAY HEAVY!!!!



Entrevista por: Renato Sanson / Eduardo Cadore
Revisão & Edição: Renato Sanson  
Introdução: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Serviço do Show:

Produção: Abstratti


Local: Teatro CIEE (Rua Dom Pedro II, 861 - Bairro: Higienópolis)
Dia: 21/07/2012

Cronograma

19h abertura da casa
20h Phornax
20h50min Scelerata
22h Viper

Ingressos:

Platéia Alta/Platéia Baixa
1º lote R$80
2º lote R$90

Mezanino/Camarote
1º lote R$50
2º lote R$60

Pontos de venda

Compra Online: Ticket Brasil (em até 12x no cartão)

Lojas:

A Place (Rua Voluntários da Pátria 294/150)
Back in Black (Shopping Total – 2º andar)
Zeppelin (Rua Marechal Floriano, 185 – loja 209)


Conheça mais as bandas

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