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terça-feira, 7 de julho de 2026

Black Label Society: O Peso da Despedida (Also In English)

MNRK Heavy (Imp.)

Por Michelle F. Santana (@mii.santanna)

Raras são as bandas que conseguem cruzar quase trinta anos de estrada, preservando uma assinatura musical tão autêntica quanto o Black Label Society. Criado em 1998 pelo guitarrista, cantor e compositor Zakk Wylde, o projeto moldou sua discografia ao redor de acordes gigantescos, groove metal, nuances de doom, southern rock, blues e, prioritariamente, a herança do Black Sabbath. Ladeado por Dario Lorina, John DeServio e Jeff Fabb, Wylde apresenta em Engines of Demolition um registro que resume perfeitamente os elementos que transformaram o conjunto em um pilar do heavy metal moderno, mas injeta um teor sentimental incomum em seu histórico. Editado em março de 2026, o álbum surge também como o trabalho inaugural de estúdio após a partida de Ozzy Osbourne, mentor e parceiro de longa data do líder da banda, um acontecimento que molda profundamente o clima da obra.

Logo nos primeiros instantes, fica claro que a produção técnica prioriza o impacto sonoro sem sacrificar a definição do áudio. As guitarras se apresentam encorpadas, as frequências baixas ganham enorme destaque e cada componente encontra seu devido posicionamento na mixagem. O produto final é um disco vigoroso, natural e dotado de grande vivacidade, hábil em mesclar momentos avassaladores a trechos melancólicos sem romper a unidade do projeto. O trabalho de estúdio exalta os traços estilísticos do Black Label Society, retendo o aspecto rústico tradicional do quarteto ao mesmo tempo em que joga luz sobre sutilezas instrumentais que ornamentam cada composição.

A faixa de abertura, "Name in Blood", dita o rumo do trabalho sem rodeios. Funciona como uma verdadeira declaração de princípios do Black Label Society: riffs demolidores, cadência envolvente e um refrão marcante que a consolida como um dos pontos altos do catálogo. A fusão de groove, agressividade e linhas melódicas potentes qualifica a música como uma forte candidata a integrar a lista de hinos atemporais da banda.

Em seguida, "The Hand of Tomorrows Grave" adota uma perspectiva mais obscura e reflexiva. As guitarras transitam entre o peso bruto e harmonias nostálgicas, enquanto Wylde exibe um canto carregado de sentimento, acentuando o ambiente denso que domina boa parte das canções.

A faceta mais terna desabrocha em "Better Days & Wiser Times", uma das composições lentas mais inspiradas da produção recente do conjunto. Bebendo das fontes do blues e do rock sulista, a canção atesta o talento de Wylde para edificar melodias comoventes sem apelar para o sentimentalismo barato. Trata-se de uma pausa necessária que enriquece a dinâmica do álbum.

Por sua vez, "Broken and Blind" resgata a rispidez habitual do grupo. Acordes cortantes, percussão massiva e uma rítmica contagiante fazem desta faixa um prato cheio para os entusiastas do lado mais extremo do Black Label Society. Novamente, a virtuosidade de Wylde surge sob medida: suas intervenções individuais impressionam pelo senso musical, evitando o exibicionismo técnico vazio.

Contudo, qualquer análise sobre Engines of Demolition seria incompleta sem focar em "Ozzy's Song", o encerramento da jornada. Estruturada no início apenas sob piano e violão, a peça ganha corpo gradualmente até desaguar em um solo tocante, servindo como uma despedida poética para Ozzy Osbourne. A entrega vocal de Wylde expõe uma fragilidade real, tornando a música um dos tributos mais honestos já feitos ao eterno Príncipe das Trevas. Longe de ser apenas uma homenagem, a faixa discute a perda de forma ampla, permitindo a conexão imediata de qualquer ouvinte com seu tema.

No aspecto técnico, Engines of Demolition comprova os motivos que mantêm Zakk Wylde no topo do escalão dos guitarristas mais admirados do metal. Suas criações seguem inconfundíveis, os solos fundem precisão e paixão, enquanto a seção rítmica capitaneada por John DeServio e Jeff Fabb entrega um alicerce robusto e massivo. A atuação de Dario Lorina agrega novas camadas harmônicas, sofisticando os arranjos sem desvirtuar o espírito da banda.

À frente do microfone, Wylde exibe o que talvez seja uma de suas marcas vocais mais expressivas em anos. Seu timbre permanece áspero e potente, mas ganha um amadurecimento cênico perceptível, em especial nos momentos mais intimistas.

Frente a registros como Order of the Black, Catacombs of the Black Vatican e Doom Crew Inc., Engines of Demolition funciona como uma antologia refinada de todas as eras do Black Label Society. O disco mescla a agressividade dos primeiros tempos, o polimento das criações recentes e uma carga afetiva sem precedentes. O objetivo não é reconstruir os pilares do grupo, mas lapidá-los de forma formidável, provando que ainda existe muito vigor em sua conhecida fórmula. Parte expressiva da crítica especializada e dos entusiastas já o classifica como o principal petardo do grupo em muito tempo, motivado exatamente pelo equilíbrio entre solidez, peso e sensibilidade.

Engines of Demolition entrega com precisão tudo o que se busca em um grande registro do Black Label Society: guitarras colossais, solos marcantes, refrões que colam na mente e um vigor emocional raramente visto na história do conjunto. É uma obra que honra o próprio passado ao mesmo tempo em que extrai novos propósitos por meio da saudade, do companheirismo e da exaltação ao legado de Ozzy Osbourne. Para os seguidores de Zakk Wylde, configura-se como um item obrigatório; para o cenário do heavy metal atual, firma-se como um dos grandes marcos de 2026.

Divulgação

***ENGLISH VERSION***

Few bands have managed to endure for nearly three decades while preserving such a distinctive musical identity as Black Label Society. Founded in 1998 by guitarist, vocalist, and songwriter Zakk Wylde, the band has built its discography around colossal riffs, groove metal, touches of doom, southern rock, blues, and, above all, the enduring legacy of Black Sabbath. Joined by Dario Lorina, John DeServio, and Jeff Fabb, Wylde delivers Engines of Demolition, an album that perfectly encapsulates everything that has made Black Label Society a cornerstone of modern heavy metal while introducing an uncommon emotional depth to the band's catalog. Released in March 2026, it also stands as the group first studio album following the passing of Ozzy Osbourne, Wylde longtime mentor and musical brother—an event that profoundly shapes the album's atmosphere.

From the opening moments, it becomes evident that the production prioritizes sheer sonic impact without sacrificing clarity. The guitars are massive and full-bodied, the low end is thunderous, and every instrument occupies its own space in the mix. The result is a powerful yet organic record that seamlessly balances crushing heaviness with moments of heartfelt melancholy without ever losing its cohesion. The production embraces Black Label Society's trademark sound, preserving the band's raw edge while highlighting subtle instrumental nuances that enrich every composition.

The opening track, "Name in Blood" immediately sets the tone. It serves as a bold statement of intent: crushing riffs, an irresistible groove, and a memorable chorus that firmly establishes it as one of the album's standout moments. Its blend of groove, aggression, and soaring melodies makes it a strong contender to join the band's timeless anthems.

Next comes "The Hand of Tomorrows Grave" which embraces a darker and more introspective approach. The guitars shift effortlessly between crushing heaviness and mournful harmonies, while Wylde delivers one of his most emotionally charged vocal performances, reinforcing the somber atmosphere that permeates much of the record.

The album's softer side emerges with "Better Days & Wiser Times" one of the finest ballads Black Label Society has written in recent years. Rooted in blues and southern rock influences, the song showcases Wylde's remarkable ability to craft deeply moving melodies without slipping into sentimentality. It offers a welcome moment of reflection while enhancing the album's dynamic flow.

Meanwhile, "Broken and Blind" brings back the band's signature intensity. Razor-sharp riffs, thunderous drumming, and an irresistible groove make it a highlight for fans of Black Label Society's heavier side. Once again, Wylde's guitar work strikes the perfect balance between virtuosity and musicality, delivering technically brilliant solos that always serve the song rather than becoming mere displays of skill.

However, no discussion of Engines of Demolition would be complete without "Ozzy's Song" the album's deeply emotional closing track. Beginning with little more than piano and acoustic guitar, the composition gradually builds into an unforgettable guitar solo, serving as a heartfelt farewell to Ozzy Osbourne. Wylde vocal performance is remarkably vulnerable, making this one of the most sincere tributes ever dedicated to the Prince of Darkness. More than just a tribute, the song explores grief in a universal way, allowing listeners to connect with its message on a profoundly personal level.

From a technical standpoint, Engines of Demolition reaffirms why Zakk Wylde remains one of heavy metal's most respected guitarists. His unmistakable riffs remain as powerful as ever, while his solos combine technical precision with genuine emotion. The rhythm section, anchored by John DeServio and Jeff Fabb, provides a massive and unwavering foundation, while Dario Lorina adds fresh harmonic textures that enrich the arrangements without compromising the band's unmistakable identity.

Behind the microphone, Wylde delivers what may well be his most expressive vocal performance in years. His signature gritty voice retains all of its power but reveals a newfound emotional maturity, particularly during the album's more intimate moments.

Compared to albums such as Order of the Black, Catacombs of the Black Vatican, and Doom Crew Inc., Engines of Demolition feels like the definitive culmination of every era of Black Label Society. It combines the raw aggression of the band's early years, the refined songwriting of its more recent releases, and an unprecedented emotional resonance. Rather than reinventing the band's formula, the album perfects it, proving that there is still plenty of creative fire left within Black Label Society's signature sound. It stands as one of the band's strongest and most emotionally compelling releases in years.

Engines of Demolition delivers everything one could hope for from a great Black Label Society album: colossal riffs, unforgettable guitar solos, instantly memorable choruses, and an emotional weight rarely heard in the band's history. It is a record that honors its own legacy while discovering new meaning through loss, brotherhood, and the enduring spirit of Ozzy Osbourne. For longtime fans of Zakk Wylde, it is an essential listen; for the modern heavy metal landscape, it firmly establishes itself as one of 2026's defining releases.

Divulgação 


terça-feira, 2 de julho de 2024

Cobertura de Show: Best of Blues and Rock – 22/06/2024 – Parque do Ibirapuera/SP

O verão fora de época levou o público paulistano para o anfiteatro (ao ar livre) do Ibirapuera, situado na zona sul de São Paulo, para mais uma edição do tradicional Best of Blues And Rock. O festival, que este ano voltou ao formato de um dia, tem como regra juntar os maiores nomes da guitarra elétrica e bandas de diferentes estilos dentro do cenário roqueiro. Outras capitais do Brasil, como Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte, também tiveram a chance receber o evento, só que com o line-up distinto do de São Paulo.

Vale sempre ressaltar o cuidado no que tange a organização, respeitando o horário da abertura dos portões e do cronograma dos shows, que começaram pontualmente no horário. Aqueles que chegaram cedo aproveitaram o clima ensolarado para se bronzear, visitar os stands dos patrocinadores, tomar aquela gelada, rever os amigos e adquirir os produtos das atrações e do próprio festival, ou seja, um pacote completo para um dia incrível, e o Best Of Blues..., mais uma vez, superou as expectativas. 

A 11º edição teve as participações dos guitarristas Zakk Wylde, Joe Bonamassa e Eric Gales ao lado dos brasileiros Di Ferrero (vocalista do NX Zero) e CPM 22. As atrações nacionais renderam performances até que interessantes, que agradou principalmente os fãs mais jovens e o público da faixa dos 25 e 30 anos com hits que fizeram sucesso nos anos 2000 nas principais rádios. Os mais velhos relevaram ambos os shows, alguns deles aproveitaram para fazer as famigeradas piadas e gestos emotivos durante a primeira atração, mas de maneira descontraída e sem maldade.

Assim que encerrou sua participação na coletiva de imprensa, Eric Gales correu diretamente para o palco para mostrar as suas habilidades para o público, que já era grande nesse momento. Com uma carreira extensa e diversos álbuns lançados, o guitarrista – também conhecido como Raw Dawg – encantou os fãs de longa data quanto aqueles que nem se quer tinha ouvido falar, especialmente, com o seu energético Blues Rock.

Demonstrando grande alegria por estar mais uma vez no Brasil, Eric incentivava incessantemente o público para aproveitar cada momento do show, principalmente na hora que executou Put That Black, que foi precedida por uma empolgante jam com influências de capoeira e a galera balançando as mãos no estilo hip-hop. A música está presente no disco mais atual, “Crown”, que dominou boa parte do setlist; Steep Climb, famosa por ter a colaboração de Zakk Wylde, também foi um dos destaques. Porém, infelizmente, a esperada participação não aconteceu.

Além das composições autorais, teve também a presença das marcantes Voodoo Child (Jimi Hendrix) – seguida de uma emenda com Für Elise (Beethoven) –, Kashmir (Led Zeppelin) e Back in Black (AC/DC), que encerrou o show de forma arrebatadora. Após essa nova visita ao Brasil, Eric conquistou novos admiradores não apenas pelo seu invejável talento na guitarra, mas também por sua simpatia e humildade, vinda também dos músicos Nick Hayes (bateria) e LaDonna Gales (percussionista e esposa do Eric). Após o término do espetáculo, Eric fez questão de circular pelos arredores e posar para fotos com aqueles que o abordavam.

Em seguida, foi a vez de Joe Bonamassa embelezar o início da noite com toda a graciosidade de um verdadeiro Blues Man. O ilustre guitarrista, que também é famoso por fazer parte do Black Country Communion ao lado do Glenn Hughes, Derek Sherinian e Jason Boham, vem revolucionando o Blues contemporâneo. Da primeira a última música, o nova iorquino – que não vinha ao Brasil há onze anos – cativou todos com sua técnica impecável e estilo único de tocar, demonstrando ser o nome mais respeitado do gênero nos últimos tempos. Acompanhado por sua talentosa banda, Joe proporcionou um espetáculo e tanto.

O repertório foi focado nas músicas de seu mais recente trabalho, “Blues Deluxe Vol. 2” (2023), que conta com apenas duas composições próprias, uma delas é Hope You Realize It (Goodbye Again), que começou o show em grande estilo, destacando os excelentes vocais de apoio de Jade McCrae e Danielle De Andrea. Ainda deste álbum, também foram apresentadas Twenty Four Hour Blues e Well, I Done Got Over It, trazendo um mix perfeito de elegância e diversão à noite.

Self Inflicted Wounds e Double Trouble foram as mais aclamadas durante a metade do show. A primeira, retirada do excelente álbum “Redemption” (2018), destacou-se pela beleza em seus solos e vocais magníficos de Joe, sendo o ponto alto da noite para mim. Enquanto a segunda demonstrou todo o poder do tecladista Reese Wynans, famoso por ter trabalhado com Stevie Ray Vaughan, com um solo de arrepiar de teclado. Seu ritmo envolvente certamente fez com que a plateia masculina, acima dos 50 anos, relembrasse os tempos frequentados nos tradicionais inferninhos.

O show encerrou com Just Got Paid, do ZZ Top, onde Joe abusou de sua habilidade, que a cada ano se enriquece ainda mais. No meio da música, houve espaço para uma breve interpretação de Dazed and Confused, do Led Zeppelin, e um solo de bateria do Lemar Carter antes de todos deixarem o palco. Joe, claro, foi calorosamente aplaudido e ovacionado ao gritos de “Joe, Joe”.

Na última atração da noite, quem subiu ao palco foi ninguém menos que Zakk Wylde, que já havia se apresentado na nona edição do Best Of Blues..., em 2019, ao lado de Kenny Wayne Sheperd. Desta vez, Zakk veio com o projeto Zakk Sabbath, que homenageia a maior instituição da música pesada do mundo, o Black Sabbath.

A grande maioria, todos vestidos com camiseta do Black Label Society, Pantera e Black Sabbath, tomou conta do local para ver a incomparável performance do Zakk na guitarra desde cedo. Alguns não estavam muito convencidos sobre a proposta de um show tributo, muitos, assim como eu, preferiu um show com músicas originais que o Zakk compôs ao longo da sua carreira, e olha que reportório – incluindo a carreira solo e o pouco lembrado Pride & Glory – ele tem de sobra. Mas graças aos deuses (aludindo ao Viking do Zakk), acabaram se rendendo com a ideia logo nos primeiros minutos de “Supernaut”.

A seleção das músicas é um dos pontos a se evidenciar, que fugiu do tradicional Be a Ba. Poderia ter Iron Man, Paranoid, Sweet Leaf e Black Sabbath? Claro que sim! No entanto, Zakk optou por algo mais audacioso e percebeu que existem faixas tão excelentes quanto as citadas, e algumas delas conseguiram fazer o público aplaudir, se animar e vibrar, como foram os casos de Snowblind, Tomorrow’s Dream, Wicked Sword, Lord Of This World e Hand of Doom.

Outro ponto interessante a ser destacado é a forma como Zakk interpreta essas músicas guitarristicamente (sem tentar forjar uma imitação ao mestre dos riffs Tony Iommi) e vocalisticamente, apesar de haver uma pequena semelhança com a voz do seu antigo patrão. Zakk foi simplesmente Zakk, do início ao fim, trazendo uma nova perspectiva para a obra imortal do Black Sabbath com seu timbre e solos característicos.

E falando em solos, Zakk não poupou as suas energias quanto a isso, chegando a estender certas músicas com extremo malabarismo, deixando alguns irritados com tal façanha. Exemplos disso foi na hora de Under The Sun/ Every Day Comes and Goes e N.I.B. A cozinha, formada pelo baixista John DeServio (Black Label Society) e o baterista Joey Castillo (Queens of Stone Age, Danzig, Eagles of Death Metal, California Breed e etc.), também teve seus destaques. Os dois despojaram todas as suas forças para entregar um som pesado e potente.

O Best Of Blues and Rock desse ano foi um verdadeiro sucesso em todos os aspectos, oferecendo espaço excelente, organização impecável e, sobretudo, atrações musicais de alta qualidade de variados estilos, evidenciando que é possível unir pessoas de diferentes tribos e gostos incomum de forma harmoniosa.

 

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Roberto Sant’Anna

Edição/Revisão: Gabriel Arruda

 

Realização: Dançar Marketing

Mídia Press: FleishmanHillard Brasil

 

Di Ferrero

Um Brinde

Além de Mim

Daqui pra Frente

Intensamente

Só Rezo

Aonde é o Céu

Cedo ou Tarde

Corpo Fechado

Ligação

Hoje o Céu Abriu

Californication (Red Hot Chili Peppers cover)

Polarizado

Outra dose

Pela Última Vez

Razões e Emoções

Sentença

 

Eric Gales

Smokestack Lightning (Howlin’ Wolf cover)

You Don't Know the Blues

Put That Back

Capoeira Jam (Berimbau)

Steep Climb

Too Close to the Fire

Voodoo Child (Slight Return) / Für Elise / Kashmir / Back in Black / Voodoo Child (Slight Return)

 

Joe Bonamassa

Hope You Realize It (Goodbye Again)

Twenty‐Four Hour Blues (Bobby “Blue” Bland cover)

Well, I Done Got Over It (Guitar Slim cover)

I Know Where I Belong

Self-Inflicted Wounds

I Want to Shout About It (Ronnie Earl and the Broadcasters cover)

Double Trouble (Big Bill Broonzy cover)

I Feel Like Breaking Up Somebody's Home Tonight (Ann Peebles cover)

The Heart That Never Waits

Just Got Paid (ZZ Top Cover) / Dazed and Confused (Led Zeppelin Cover) / Drum Solo

 

Zakk Sabbath

Supernaut

Snowblind

Under the Sun/Every Day Comes and Goes

Tomorrow's Dream

Wicked World

Fairies Wear Boots

Into the Void

Children of the Grave

Lord of This World

Hand of Doom

Behind the Wall of Sleep

N.I.B.

War Pigs

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Cobertura de Show - Zakk Wylde: Uma noite Wylde - Capítulo Porto Alegre (23/08/15 - Bar Opinião)


Após a passagem pela cidade de São Paulo, foi à vez de Porto Alegre curtir uma noitada com o Sr. Zakk Wylde (Black Label Society). São Paulo e Porto Alegre foram às únicas cidades brasileiras a receberem a tour do músico. “Uma noite com Zakk Wylde”: algumas vidas seriam poucas ao lado do mestre, mas a família infernal já ficou muito grata pela (uma) noite. Viver, estar, ser e sentir -  por esses momentos vale a pena cada centavo, cada sacrifício, cada quilômetro viajado e cada hora de sono adiada. Dia 23 de agosto de 2015, no Bar Opinião, mais uma marca foi talhada na moldura da história porto alegrense do rock.

Na tarde que antecedia ao show, a movimentação era forte pelas redes sociais e pelo evento oficial do show, no facebook. Alguns fãs se organizando entre amigos combinando encontro na fila, algo em torno das 14 horas, a expectativa era grande (mal sabiam eles). Ao chegar ao local do show, avistamos a fila que alcançava a esquina anterior ao Bar Opinião e estava longe de ser uma surpresa. Enquanto isto, dentro da casa, acontecia o “Meet and Greet” para um público bem restrito. Poucas unidades foram disponibilizadas para a venda (um deles estava sendo comercializado por U$ 1.000 – dava direito ao encontro, e entre muitos outros prêmios, um colete que seria entregue pelas mãos do próprio Zakk. Será que nesse momento há alguém por aí sem janta e almoço, mas muito feliz dentro de um colete especial?). Enquanto na fila, foi possível observar os músicos saírem da casa em suas vans particulares, após o "meet". Hora de tomar posse do interior da casa! Tudo correu dentro (ou muito próximo) da conformidade proposta desde o início, logo após as 18h30m o Opinião abriu para a entrada Hotpass e em seguida foi liberado o acesso ao público em geral. Como o show começaria às 21h, tivemos uma espera musicada eletronicamente. Até às 20h o som (imagem) ficou por conta da equipe do Bar Opinião, no telão vimos de Metallica até Hibria com uma parada pelo velho Steve Ray Vaughan. Após as 20h, como aconteceu em SP e irá acontecer durante toda tour, entrou a trilha sonora da equipe técnica de Zakk Wylde, um set mais calmo que desacelerou o pessoal e preparou o espírito da galera para show. Posso arriscar um palpite de que são músicas que o próprio Zakk curte como, a versão de Joe Cocker para "Little Help from My Friends", Jimmy Hendrix com "Little Wing" e muitas outras.  Nesse momento, como a trilha era somente sonora, a casa aproveitou o espaço para divulgar os próximos eventos. O detalhe é que nenhum clipe ou imagem tinha despertado o alvoroço da turma, até aparecer à divulgação do show da Testament e Cannibal Corpse.


O metal é a lei, e isto ficou bem claro na reação de um público que estava num show acústico, do frontman de uma banda Stoner, ao visualizar a divulgação de um show enraizado no thrash e death metal. Logo após a exibição do filme institucional apresentando as opções de saídas de emergência e locais dos extintores da casa de show, apagam-se as luzes e sobe o telão, pronto, esse era o sinal mais esperado da noite, hora de deixar a adrenalina correr solta pelo corpo. Após três tentativas de total escuridão (inibida pelos flashes de celulares) Sr. Doom Trooper, praticamente, invade o palco.

Posicionado ao palco, Zakk Wylde é recebido fervorosamente! Muito bem acompanhado por Dario Lorina, um teclado mais ao fundo e de uma caneca de "Valhalla Java Odinforce Blend" o multi-instrumentista dá início a uma verdadeira celebração sonora do bom gosto. Lorina teria conteúdo para uma resenha completa, tamanho o condicionamento técnico do guitar hero. Em alguns momentos Zakk e Dario passaram a nítida imagem de uma unidade sonora e não de uma dupla.


A balada noturna começa ao som de “Losin’ Your Mind” e “Suicide Messiah” e desse momento em diante o que se vê é uma sequência desenfreada de maestria. Muito além da musicalidade obvia, há que se cultuar a precisão cirúrgica com que as notas musicais foram despejadas ao público. Riffs e licks perfeitos ligando acordes, transformados com a troca do calor sentimental do momento. Músicas originalmente um pouco mais pesadas e mais rápidas, adaptadas para um palco tranquilo e suave, isto não é novidade, o fator novo era que isto estava acontecendo ao vivo, diante dos nossos olhos.  Após a primeira intro da noite chegou “Road Back Home”, a primeira grande “heart crusher” e um dos momentos fortes da noite (mesmo sabendo que ainda viria pela frente a “In This River” e “Scars”). Zakk não interagiu muito com o público, entre o intervalo de um solo levava a mão ao ouvido como se estivesse dizendo: - Vocês estão mesmo ai? Não escuto nada! A resposta vinha em forma de assobios, palmas e punhos erguidos ao céu. Na sequência do “Sonic Brew” vem a “Spoke in the Wheel” que emenda na “Machine Gun Man”, baladona e que faz a galera acompanhar o ritmo irresistível. O Zakk que nos acompanhou na noite do dia 23 de agosto tinha semblante tranquilo, com raríssimos “Fist to the Sky” entre solos, ao lado de sua cadeira um aparador improvisado trazendo duas garrafas d’água e uma caneca de café, tranquilo sim. Mas durante os solos (“fritura” pura e esperada), momento libertador, ele sonorizava em negrito o instinto verdadeiro, falava alto e forte através das cordas:

- “Ei vocês, não se enganem comigo essa noite, ainda existe um leão indomável dentro da cada riff. Fiquem atentos”!


Estamos atentos Sr. Wylde, estamos atentos. Hora da tríade conhecida como “Alicate de pressão Cardíaco”. Enfileirando suspiros vieram “Sold My Soul”, “In This River” e “Scars” (ufa!). Como de costume, lágrimas eram o mínimo a se esperar e ao final da “In This River”, Zakk sempre manda seu recado ao amado amigo Dimmebag: “Thank You Dimme”!  O set alongou-se trazendo novidades do “Catacombs”, mas em sua grande maioria foram músicas já velhas conhecidas pelo público. Dois atores coadjuvantes que merecem atenção durante o show, são o “Wylde Rotovibe” e o “Cry Baby Wah Wah”. Dois pedais que transformavam o show quando convocados, traziam nova alma para o Violão EMG (com captação externa) e digamos que usou de um “outro conceito” para definir uma noite “acústica”. Estupefato pela emoção estava na hora de receber o choque que traria o público de volta do mundo anestésico, chega o trio “Blessed Hellride”, “My Dying Time” e “Stillborn” para encerrar a apresentação.


O músico fez questão de se despedir de pé, ainda sonorizando a última melodia, cada presente no Bar Opinião, foi aos cantos e ao centro do palco agradecer pela noite. Em pé, pediu com as mãos, para que todos fizessem muito barulho. Logo após cada onda de histeria sonora, Zakk fazia o sinal da cruz e olhava para cima, em sinal de agradecimento. Certamente alguém há de ter notado que Zakk perdeu o controle da garganta por um milésimo de segundo e não conseguiu alcançar alguma nota, alguém há de ter reclamado do alto controle sobre fotos nessa noite, certo que alguém irá dizer que sentiu muita falta do Catanese ou de alguma música.


Bom nem tudo é perfeito e esses detalhes nos trazem à realidade tateável. Mas em 99% do tempo, foi uma grande e perfeita noite. Parabéns à Produtora Abstratti e Bar Opinião por mais essa grande balada, uma noitada inesquecível para muitos.

An Evening With ZAKK WYLDE!

Cobertura por: Uillian Vargas
Fotos: Diogo Nunes
Revisão/edição: Renato Sanson

Setlist:
1 – Losin' Your Mind (Pride and Glory)
2 – Suicide Messiah (Mafia)

Intro
3 – Road Back Home (Book of Shadows)
4 – Spoke in The Wheel (Sonic Brew)
5 – Machine Gun Man (Skullage)

Intro
6 – Sold My Soul (Book of Shadows)
7 – In This River (Dimebag Darrel Tribute – Mafia)
8 – Scars (Catacombs of the Black Vatican)
9 – Empty Promises (Catacombs of the Black Vatican)

Intro
10 – Trowin’ It All Away (Book of Shadows)

Intro
11 – The Blessed Hellride (The Blessed Hellride)
12 – My Dying Time (Catacombs of the Black Vatican)
13 – Stillborn (The Blessed Hellride)


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Zakk Wylde: Retornando a capital gaúcha em formato acústico! (Realização: Abstratti Produtora)


Não há nada mais interessante do que olhar para o passado e perceber a evolução dos tempos traduzida em comportamento. Na maioria das vezes, esse olhar ao passado segue carregado de saudosismo e de curiosidades. Por exemplo, de como seria ter vivido em “tal época”?

- Como teria sido a vida no norte europeu por volta do século IX

Por volta do século VIII e até meados do século XI, o norte da Europa era assombrada diuturnamente por guerreiros e comerciantes nórdicos, conhecidos temerosamente por Vikings. Além de excelentes navegadores, eram conhecidos pela sua força física e bravura em batalha. Dentre os Vikings, ainda existia uma classe especial de guerreiros cuja fama era de entrar em estado de fúria descontrolada (frenesi) enquanto estavam em batalha. Estes eram conhecidos por Berserks e para eles ir para batalha era uma diversão e morrer nela, uma honra. Após longo tempo fora do povoado, quando retornavam para suas casas, a aldeia recebia todos com muita festa, porém os Berserks eram os mais bem recepcionados, pois traziam segurança para a aldeia. Se eles retornassem era sinal que a ameaça, já não era mais uma ameaça.

Desde o dia 09 de junho de 2015 assim estamos em festa, e aldeões que somos, festejamos a volta do nosso Berserk a Porto Alegre. Zakk Wylde anunciou em sua página oficial do Facebook que estaria “Marchando em direção ao sul” em agosto, e que éramos para estar preparados.


Pois bem, estamos preparados, sedentos e aguardando a sua chegada. Desta vez o Frontman da Black Label Society, ao que parece, vem desacompanhado da sua banda e a apresentação será em um clima um tanto “intimista”: A Night With ZAKK WYLDE!

O Bar Opinião será, mais uma vez, o altar onde Mr. Wylde irá sacramentar os velhos clássicos da carreira. Fiquem atentos aos serviços e preste bem atenção aos novos requisitos para a aquisição da MEIA ENTRADA.

Texto: Uillian Vargas
Edição/revisão: Renato Sanson


Zakk Wylde Acoustic Concert em Porto Alegre
Local
Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)

Classificação etária:
14 anos

Quando
23 de agosto de 2015, domingo, 21h

Cronograma
19h – abertura da casa
21h – ZAKK WYLDE

Ingressos

Meia-Entrada

*classe estudantil, classe trabalhadora, idosos ou doadores de agasalho (documentos de estudantes, trabalhadores, idosos e doações são somente necessários na entrada do show, a não apresentação do comprovante do benefício acarretará da não autorização da entrada no evento)

1º lote R$100,00
2º lote R$120,00
3º lote R$140,00

Inteira
1º lote R$200,00
2º lote R$240,00
3º lote R$280,00

Ingresso Promocional
*disponível por tempo limitado
Lote único R$150,00

HotPass
R$ 40,00
*O HotPass dá direito a entrar 30min antes de a casa abrir para os demais clientes. Quem adquirir o passaporte deve estar na entrada do Opinião às 18h (sem necessidade de entrar na fila) para ter acesso liberado às 18h30min.

** A compra do HotPass não vale como ingresso para o show.

Pontos de venda:
Online
www.ticketbrasil.com.br (em até 12x no cartão)

Lojas
Sem taxa de conveniência
Youcom – Bourbon Wallig, 3º piso. Fone: (51) 2118-1186.
Com taxa de conveniência de R$3,00
Youcom – Bourbon Ipiranga, 1º piso. Fone: (51) 3204-5210.
Youcom – Shopping Praia de Belas, 3º piso. Fone: (51) 3206-5530.
Youcom – Barra Shopping, térreo. Fone: (51) 3206-5423.
Multisom – Andradas Rua dos Andradas, 1001 | loja 01/02. Fone: (51) 3931-5283.
Multisom – Shopping Canoas (AV. Guilherme Schell, 6750), loja 69/70 | Centro. Fone: (51) 3941-6211.
Multisom – São Leopoldo (Rua Primeiro de Março, 821), loja 204 | Centro. Fone: (51) 3952-1310.
Multisom – Novo Hamburgo (Av. Nações Unidas, 2001), loja 1002 e 1003 | Centro. Fone: (51) 3951-2212.
*A organização do evento não se responsabiliza por ingressos comprados fora do site e pontos de venda oficiais.
*Será expressamente proibida a entrada de câmeras fotográficas profissionais e semiprofissionais, bem como filmadoras de qualquer tipo.

Informações
Abstratti Produtora
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