sexta-feira, 18 de março de 2011

É Tempo de Celebrar: Grave Digger Lança EP com Regravações e Participações Especiais


A banda alemã de Power/Heavy Metal Grave Digger é uma das que mais tem trabalhado nos últimos anos. Com uma regularidade surpreendente de álbuns em estúdio (um a cada dois anos), lançamentos em DVD, singles e EPs, a banda liderada pelo carismático vocalista Chris Boltendahl, teve um grande ano de 2010 e promete que 2011 será muito especial.

Ano passado, o grupo lançou seu álbum “The Clans Will Rise Again”, retomando novamente a temática medieval bélica envolvendo a Escócia e sua grandiosa cultura e povo (algo curioso, tal homenagem de um grupo de outra naturalidade) e lançou em ???? deste ano mais um DVD oficial, chamado “The Clans Still Marching”, contando com a apresentação da banda no cobiçado Wacken Open Air, na cidade do interior Wacken (Alemanha) em 2010 (dessa vez, no palco principal como um dos headliners).

Na ocasião, o show se mostrou muito especial, contando com grandes participações especiais. Dentre elas, o grupo Van Canto (que executa o Metal à Capela), Doro Pesch (a Rainha do Metal, ex-Warlock) e Hansi Kürsch (Blind Guardian).

Momento do show com Doro Pesch (que canta neste EP) e Van Canto no Wacken 2010

Alguns vídeos das apresentações já são possíveis de encontrar na net. Mas aqui vamos falar de outro lançamento que acompanha esse bom momento do grupo e de retorno a temática que foi a principal nos anos 90 para a banda.

Trata-se do EP “The Ballad of Mary” (2011). Para quem conhece a banda, sabe que é o mesmo título (mas com o subtítulo “Queen os Scots” retirado) de uma das mais belas baladas vindas da Alemanha e presente no disco “Tunes of War” (1996).

A banda, envolta no clima já citado, decidiu regravar a canção e relançá-la com a nova formação em EP próprio. Mas o grande atrativo é a participação de Doro Pesch na canção (Chris participou do DVD 25 Years of Rock da cantora, também ano passado).

Essa que é a verdadeira Rainha do Metal colocou sua alma na canção. Se a mesma já contava com os lindos vocais limpos de Chris, com a participação de Doro, ganhou muita qualidade, beirando a perfeição.

Troca de participações: Chris Boltendahl também participa do DVD da Doro gravado em 2010

Além da versão “comum”, há também uma versão acústica da mesma canção. Talvez apenas para os ouvidos mais atentos seja possível notar a pequena e sem sentido diferença na canção. Tudo se mantem como a versão que abre o EP, e os dedilhados ficam um pouco mais “orgânicos”, mas quase idênticos aos executados pela guitarra de Axel Ritt (ex-Domain) na primeira faixa.

Concorrendo com “The Ballad of Mary”, o clássico absoluto e que até a sua mãe com certeza gostará, também aparece. Claro que falo de “Rebelliun”, música que é a mais esperada nos shows para ser cantada em coro, tamanha a perfeição do refrão.

Aqui, quem dá as caras é Hansi Kürsch (Blind Guardian), dividindo estrofe a estrofe a canção com Chris, numa ótima regravação da banda.

Os vocalistas Chris Boltendahl (Grave Digger) e Hansi Kürsch (Blind Guardian) no Wacken 2010 à caráter!

Hansi dá um show a parte, à exemplo do show no Wacken! Mostra porque é uma das lendas do Power Metal mundial. Grande clássico que merecia ser “revivido” numa ocasião tão especial.

Para completar o EP, duas canções do mais recente trabalho da banda são apresentadas em formato semi-instrumental, mantendo apenas os corais nos refrões. São “Coming Home” e “Highland Farewell”. Está última hit absoluto do álbum e forte candidata a um dos maiores clássicos da banda.

Retorno à temática da Revolução Escocesa: Um dos ápices da carreira da banda

Enfim, este é um lançamento comemorativo a esse grande momento da banda (que não esteve em tanta alta nos últimos anos) e, junto com o DVD/CD citados fecham um belo pacote que os fãs precisam adquirir!


Os Clãs (Realmente) Ainda Marcham!


Texto: EddieHead

Fotos: Divulgação, Dirk Behlau da Rock Hard Magazine

http://www.flickr.com/photos/13452925@N00/3205451297/


Ficha Técnica

Banda: Grave Digger

Álbum: The Ballad of Mary (EP)

Ano: 2011

País: Alemanha

Tipo: Power/Heavy Metal/Epic Metal


Formação

Chris Boltendahl (Vocal)

Jens Becker (Baixo)

Stefan Arnold (Bateria)

Hans Peter "H.P." Katzenburg (Teclados)

Axel Ritt (Guitarra)


Tracklist

01 – The Ballad of Mary 2010 (participação de Doro Pesch)

02 – Rebelliun 2010 (participação de Hansi Kürsch)

03 – The Ballad of Mary Versão Acústica (participação de Doro Pesch)

04 – Highland Farewell (Versão instrumental)

05 – Coming Home (Versão instrumental)


Assista “Rebelliun” no Wacken Open Air 2010

http://www.youtube.com/watch?v=PbzSWcRM9u0

Veja “The Ballad of Mary” no Wacken 2010

Road to Metal e Arena Heavy Oficializam Parceria!


Em tempos que se faz necessário a união e apoio da cena do Metal nacional, parcerias conscientes sempre serão uma alternativa interessante para que todos saiam ganhando: os envolvidos, as bandas/produtoras e, vocês, leitores/internautas.

Pensando nisso, oficializou-se a parceria entre o Road to Metal e o site Arena Heavy, conceituado como um dos mais completos do Brasil.

Segundo Renato Sanson, “esta parceria abrirá caminho para outras mais, estamos com bastante foco neste ‘novo’ meio de divulgações e com a dedicação que sempre tivemos, vamos buscar cada vez mais, manter o povo headbanguer bem informado” (anúncio da parceria no Arena Heavy).

A parceria visará um câmbio de matérias e colaboradores entre ambos os sites.

Atualmente, fazem parte de ambas as equipes Renato Sanson e Isadora G., que colaboram nos dois meios oferecendo seus trabalhos competentes e de qualidade.

É com satisfação que firmamos tal parceria, na crença de que possamos crescer juntos ainda mais e, dessa forma, fortalecer a cena Metal, sobretudo nacional.

Conheça o Arena Heavy:

Site: www.arenaheavy.com.br

Twitter: http://twitter.com/arena_heavy

Anúncio da parceria no site

terça-feira, 15 de março de 2011

Metal Progressivo Pesado, Melódico e Empolgante: Dynahead



Já é clichê atualmente alguém falar que o Brasil tem ótimas bandas de Metal, em qualquer vertente que você imaginar.

A cada dia surgem grupos que, ora inovam, ora mantém as origens, mas modernizam-nas.

Conheci, com atraso, é verdade, a banda do Distrito Federal Dynahead, surgida em 2004. Graças a email recebido oferecendo o álbum de estréia do grupo para download, fui capturado pela majestade dessa jovem banda.

A banda se prepara para lançar seu segundo disco ainda neste mês de março. Inclusive chegou a disponibilizar o trabalho todo para audição em seu Myspace oficial, algo digno de ousadia do grupo.

Mas aqui, quero, primeiro, apresentar a banda, que me proporcionado horas de curtição num Prog/Thrash Metal de emocionar, e falar de seu álbum “Antigen”, que saiu em 2008 e hoje esta disponível para download gratuito (com direito a arte e tudo o mais).

Formado por Caio Duarte no vocal, Pablo Vilela e Diogo Mafra nas guitarras, DiegoTeixeira no baixo e Rafael Dantas na bateria, o quinteto da capital do Brasil traz na sua proposta uma jornada entre o Progressivo (as inacreditáveis quebras de ritmo), o Thrash (especialmente nas guitarras e vocais), o Heavy Metal (alguns duetos de guitarra de tirar o fôlego) e até mesmo Jazz (acredite se quiser, ficou ótimo).

Mas mesmo palavras não conseguem definir o som do quinteto que empolga desde a primeira “Clockwork I” à última “The Starry Messenger”.

Símbolo da banda mostra que a arte vai para além do som

As 10 faixas que compõem “Antigen” são pura energia, o que não quer dizer agressividade o tempo todo ou barulheira. A banda dosa perfeitamente (e talvez em poucas bandas além desta o termo “perfeição” é justo, não exagero) peso, melodia, velocidade e letras que são marcantemente interpretadas pelo vocalista Caio Duarte.

Este é um álbum que vai fazer você sentir vontade de sair chutando a avó, o cachorro, o vizinho que ouve funk e sabe-se mais lá o que tiver pela frente. Não sentia tamanha energia em álbuns do gênero há um bom tempo.

Particularmente, estava um pouco saturado do Prog Metal (tanto que, se você acompanha o Road regularmente, percebe que há poucas matérias sobre essa vertente por aqui), mas, assim como bandas como Anaxes, Caravellus e outras da cena nacional, a Dynahead me colocou nos trilhos novamente (ou fez descarrilhar o trem de vez, hehe).

Dynahead: trabalhando com competência para oferecer algo empolgante e consistente!

Os músicos são altamente habilidosos. Aqui você não vai encontrar solos infinitos dos instrumentos, mas a galera “se puxa” na técnica e faz das músicas uma aula de se tocar rápido e com pegada (esqueça aqueles álbuns que mais dão sono do que outra coisa).

A bateria de Rafael Dantas é sensacional. Me chama muito atenção, por já ter tocado o instrumento. Para mim, o maior destaque junto com o guitarrista Pablo Vilela (o cara detona). O já citado Caio coloca muita emoção nas suas partes, não soando forçado quando usa gutural (nem muito grave, nem agudo) e, quando nos vocais “limpos”, soa natural, mostrando sua versatilidade.

Para promover o álbum, o grupo gravou e lançou o vídeo clipe para “Layers of Days”. Não sei se a música se tornou minha favorita por ter conhecido a banda através do belo vídeo clipe, ou se realmente os caras escolheram a melhor faixa para mostrar todos os elementos de “Antigen”.

Mas você começa a ouvir e, embora o álbum pudesse ser mais longo (por ser muito bom), quando percebe, esta ouvindo o disco novamente.

Banda prepara o iminente lançamento do 2º álbum "Youniverse"

Infelizmente, não conhecia a banda em 2008, pois, se sim, com certeza teria votado em “Antigen” como melhor álbum nacional daquele ano. Agora, passado quase 3 anos, o trabalho está disponível para download e a banda lança “Youniverse” (2011), que já está na pré-venda e deve ser liberado para venda ainda agora em março.

Pelos samplers que ouvi (não ouvi o disco na íntegra ainda), o segundo trabalho da banda manterá a mesma proposta, mas trará novos elementos. O som parece mais complexo, o que será uma superação da própria Dynahead.

Vamos esperar e conferir. Com certeza teremos, pelo menos, resenha do novo disco do grupo.

Altamente indicado para quem quer algo que faça o sangue bombear como louco!


Stay on the Road


Texto: EddieHead

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Dynahead

Álbum: Antigen

Ano: 2008

País: Brasil

Tipo: Prog Metal/Thrash Metal


Formação

Caio Duarte (Vocal)
Diogo Mafra (Guitarra)
Pablo Vilela (Guitarra)
Diego Teixeira (Baixo)
Rafael Dantas (Baixo)

Tracklist

1. Clockwork I
2. Layers of Days
3. Virtual Twin
4. Tactile Haven
5. Join and Surrender
6. Bloodish Eyes
7. Depart Now
8. Do you Feel Cleansed?
9. Vorsicht!
10. The Starry Messenger

Faça o download LEGAL de disco no link abaixo

http://www.4shared.com/file/Yor69BD4/Dynahead_Antigen__2008__FULL.html

Assista o vídeo clipe oficial de “Layers of Days”

http://www.youtube.com/watch?v=3aoCg0xQfVs

Assista/ouça a prévia de “Youniverse”

http://www.youtube.com/watch?v=fzD2lwpTw1Y&feature=player_embedded

Acesse as redes da banda

http://www.myspace.com/dynahead
http://www.twitter.com/dynahead
http://www.youtube.com/dynatv

Palco Sunset no Rock in Rio: Uma Ideia Que Pode Dar Certo


Todos os bangers, desde 2010, já ficaram ansiosos para o dia 25 de setembro de 2011. Afinal, esse é o dia reservado para o Metal no Rock in Rio, com as presenças confirmadas do Angra (estreando no festival), Sepultura, Korzus, Slipknot, Tarja Turunen (ex-Nightwish), Motorhead e Metallica. Entretanto, o grande diferencial se deve ao palco Sunset, que, buscou sua inspiração no belo visual do Rio de Janeiro e nas grandes jams que rolam nos festivais internacionais.


Palco Sunset no Rock in Rio Lisboa: a estrutura será semelhante

É claro que o ecletismo é a marca do festival, sendo que Nx Nero, Red Hot Chilli Peppers e Claudia Leite são outras atrações confirmadas e essa mistura se espalha no Sunset. Mas vamos nos focar nas atrações mais pesadas do dia 25, que são:

Korzus, com o projeto intitulado The Punk Metal Allstars, conta com nada mais nada menos que o guitarrista do Dead Kennedys, East Bay Ray, o ex-vocalista do Misfits, Michael Graves, o líder do Destruction, Schmier, Gary Holt (Exodus) e mais um convidado que será anunciado em breve (alguns boatos variam entre Mike Petroza do Kreator a David Ghrol, do Foo Fighters e ex-Nirvana).

Korzus foi recentemente confirmado e será anfitrião de grandes nomes do Metal mundial

O que esperar dessa fusão? Imaginar Korzus tocando músicas do “Disciples of Hate” (2010) já vale o ingresso, mas eles ainda prometem covers das bandas dos convidados, então poderá rolar “Mad Butcher” (Destruction), “Green Hell” (Misfits), “Piranha” (Exodus), entre outros clássicos.

Sepultura e Tambours du Bronx: grupo francês conhecido por usar batidas eletrônicas e muita percussão, o que com certeza vai aumentar as batidas tribais de músicas como “Atitude” e “Kaiowas”.

Sepultura é veterano no festival: tocou no palco principal na edição de 2001 (última no Brasil)

Matanza e Bnegão: Rapper que já pertenceu ao Planet Hemp é conhecido dos bangers por participar do show de gravação do DVD do Sepultura em 2005 (“Live in São Paulo”). Na real, a mistura com o Country Core do Matanza vai soar no mínimo curiosa.

Angra e Tarja Turunen. Essa dobradinha não é nova, já que o Kiko Loureiro (guitarra) gravou as guitarras do primeiro CD da moça, além do Edu Falaschi (vocal) ter feito participações no show em São Paulo cantando “Phantom of the Opera”. Podemos esperar versões das músicas do Angra que usam vocais femininos como “Spread Your Fire” e “Lease of Life”.


Edu Falaschi (Angra) e Tarja Turunen voltarão a dividir o palco dia 25/09

Por fim bangers, ainda podem ser anunciadas novidades. O certo é que essa volta do Rock in Rio para o Rio de Janeiro foi muito positiva e que não demore mais 10 anos para termos outros eventos grandes, afinal os bangers brasileiros merecem.


Texto: Harley

Revisão: EddieHead

Fotos: Divulgação


Acesse o site oficial do evento: www.rockinrio.com.br

Veja o vídeo clipe oficial do Palco Sunset

Avant Garde: Sonoridades Sem Limites em Prol do Metal

Uma das principais características do Metal que o torna tão abrangente e especial é a capacidade de sempre estar se renovando, sem perder as suas origens, contudo, fundamentais. Para desespero de puristas e fãs em geral, alguns oportunistas tentaram se rotular de Metal trazendo verdadeiros traumas em forma de música como o New e Funk Metal?! (Faith No More , Mudvayne, Korn, entre outros). Entretanto, muitas vezes, tais contrastes apresentam bons resultados e esse é o caso do Avant Garde.

Celtic Frost na sua época "colorida": O vocalista Tom Warrior considera a fase "negra" da carreira. Foto promocional do "Cold Lake"

Também conhecido como Metal Experimental e Art Metal, é um gênero de transição caracterizado pela experimentalidade e pela forma não estruturada de sons, instrumentos e letras, fundindo características específicas de diferentes estilos. Na realidade, o termo não se aplica apenas ao Metal, mas como em toda arte que explora outros caminhos.

O que difere o Avant Garde de outros estilos de Metal e bandas, é que possui maior liberdade lírica, e não se prende a estruturas. Esse maior fluxo de liberdade e criatividade faz com que o resultado apresente rendimentos abstratos, sob forma de regime estranho e estruturas anormais (seria muito estranho ver o Iron Maiden com pegadas de Death Metal ou o Deicide abusando dos agudos...).

Uma das primeiras bandas a receber essa denominação foi o Celtic Frost. Com o fim do Hellhammer, Tom Warrior procurava novas sonoridades e ao lançar seu álbum “Cold Lake” (1988) acabou abusando um pouco da dose, o que deixou os fãs do extremismo muito revoltados. Porém, o estrago estava feito e muitas bandas começaram a ampliar suas fronteiras musicais, como o Soturnus (investindo na ficção cientifica), os sons eletrônicos do Goldflesh, e os sons, no mínimo estranho, do Master Hammer.

Uma cena muito fluente nesse estilo de Metal é o Japão, que desde da década de 80 vem demonstrando, além de grandes bandas com trabalhos de difícil compreensão, mas muito estruturados, como o Zeni Gena.


Zeni Geva: ícone do Avant Garde japonês e impossível ficarmos indiferentes ao som da banda

Avant Garde Metal é normalmente tocado com foco em uma atmosfera mais sombria, sendo a sonoridade normalmente associada ao Metal extremo, Doom Metal e mais particularmente ao Black. Mas, por ser um estilo experimental, pode estar associado também a qualquer outro subgênero, como no caso do Swing Diablo Orquestra ou Into Eternity.

Sendo assim, para quem tem a cabeça mais aberta, vale a pena conferir o trabalho de bandas como: Aberrant Vascular (tem todos seus CDs para download no seu site), Carnival in Coil (versões loucas de Slayer, Ozzy e Pantera), Mesuggah (altamente técnico no seu Death Metal), Peccatum (com Inshan do Emperor), entre outras, mas se prepare porque o som vai te fazer pirar, viajar nas estruturas quebradas do Avant Garde.


Texto: Harley

Revisão: EddieHead

Fotos: Divulgação


Escute a música “Juices Like Wine” do disco “Cold Lake” do Celtic Frost

http://www.youtube.com/watch?v=y_37JTLjj8w


Ouça Geni Geva

http://www.myspace.com/zenigeva

http://www.youtube.com/watch?v=loixzNPHXU8


Assista o vídeo de “Slavestate” do Godflesh

http://www.youtube.com/watch?v=2iFsZ_79i-4

Aberrant Vascular

http://www.youtube.com/watch?v=ntmaNTMz8OU&feature=autoplay&list=PL9CA2E66B2E9046AA&index=2&playnext=2

Veja um video clipe oficial do Masters Hammer

http://www.youtube.com/watch?v=P3jhMEs6V_U

Assista o vídeo clipe “The Moribund People” da Peccatum

segunda-feira, 14 de março de 2011

Max Cavalera: Um Workaholic do Thrash Metal

Max Cavalera é um dos maiores ícones do Thrash Metal mundial

2010 foi um ano extremamente produtivo para Max Cavalera (ex-Sepultura, Soulfly, Cavalera Conspiracy) e suas bandas, além do lançamento do “Omem” do Soully, tivemos a estréia do Cavalera Conspirancy no Brasil, no festival SWU (em Itú, São Paulo). Em 2011, até o momento, estão confirmados o novo álbum do Cavalera Conspirancy “Blunt Force Trauma” e a abertura do Show do Iron Maiden, em São Paulo (26/03/11).


Irmãos Cavalera na sua banda Cavalera Conspiracy: novo álbum e show com Iron Maiden em SP este ano

Só que, aparentemente, Max não é um cara acomodado, já que em recente entrevista declarou que em 2012 teremos o lançamento de um novo projeto.

Na realidade, esse projeto será feito com Greg Puciato, vocalista do The Dilinger Escape Plan, aparentemente também serão convidados músicos do Mars Volta (Max conheceu os caras no último SWU) e da Converge, possivelmente Ben Koller (batera que é um monstro), sendo que ainda falta confirmar um guitarrista, já que essa não é uma das maiores habilidades do Max (sendo que em todas suas bandas ele sempre foi guitarra base, usando apenas 4 cordas na sua guitarra com as cores do Brasil).


Greg Puciato e Max Cavalera: amizade rendendo novo projeto

A parceria com Greg não é novidade, já que os dois dividiram o vocal na faixa “Rise of the Fallen” (faixa que ganhou até mesmo um clipe mostrando cenas dos shows do Soulfly que você confere ao fim da matéria). De acordo com Max, a partir daí surgiu uma amizade e a idéia de um novo projeto.

Projetos em parcerias não são novidades na historia do Sepultura na era Max como os poucos produtivos “We Are Fucking Shit” com os caras do Ratos de Porão, o quartel da Pinga com os caras do Metallica, só que o único que realmente teve uma representação foi o Nailbomb (com Igor, Max e Andreas, do Sepultura e Alex Newport do Fudge Tunnel, além de participações especiais de peso).

O Nailbomb teve uma vida muito curta, que alem de Max, apresentava na sua formação Alex Newport, Igor Cavalera e Andreas kisser, com os caras gravando dois álbuns, sendo que Point Blank é bem marcante para os fãs de Thrash. Existia a ideia de nunca tocar ao vivo, mas essa foi abandonada quando a banda tocou no festival holandês Dynamo Open Air.


Capa do álbum do projeto com 3 membros do Sepultura

De acordo com o próprio Max, as gravações do novo projeto começam em março, mas o lançamento só será em 2012. Ainda não foi decidido o nome de álbum ou quaisquer outras informações, porém, se eles mantiverem o nível de qualidade dos últimos lançamentos de suas respectivas bandas, teremos um grande trabalho em mãos ano que vem e, por ora, para consolo geral, aguardemos o novo dos irmãos Cavalera e quem sabe ainda não rola um dia a tão ansiosa e polêmica reunião do Sepultura.

Texto: Harley

Revisão: EddieHead

Fotos: Divulgação

Veja o vídeo de “Rise of the Fallen” do Soulfly, com participação de Greg Puciato: