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domingo, 9 de novembro de 2025

Dorsal Atlântica: Campanha do Novo Álbum Termina Nesta Semana

 

Capa Provisória 

A miséria da nobreza. O nobre miserável. Este é o tema central do novo álbum da lendária DORSAL ATLÂNTICA, que está prestes a nascer, e você ainda pode fazer parte dessa história!

Campanha está no ar no CATARSE e se você acompanha as redes do Road to Metal - inclusive nosso site, onde a campanha está em destaque, já deve ter visto a respeito. Neste fim de semana a campanha ultrapassou os 80%, e novamente, a exemplo de ações anteriores, como o retorno da Dorsal com "2012", a banda tem alcançado êxito nos financiamentos coletivos, contando com o apoio dos fãs. 

Carlos Lopes, o fundador e mentor da Dorsal, enfatiza que só é possível novos álbuns se houver o apoio do público, pois isso é uma resposta que os fãs desejam ouvir novas músicas, e que banda continua relevante.



SOBRE O TÍTULO DO ÁLBUM 

MISERE NOBILIS" soa como uma sentença em latim, um grito apocalíptico contra os grandes impérios, uma ode à resistência brasileira e latino-americana.

“Panis et Circenses. Spartacus. Alea Jacta Est.”

A Dorsal segue o mesmo caminho desde 1981: música pesada com consciência, coragem e verdade.


O PROJETO

Cinco anos após o aclamado Pandemia, a Dorsal Atlântica está pronta para voltar ao estúdio — mas só se você apoiar.

Iniciada dia 13 de setembro, e com final agora dia 12 de novembro, os fãs tiveram, e ainda têm,  a missão de garantir que o novo álbum seja gravado em dezembro e lançado em CD em abril de 2026.


AS MÚSICAS

Confira alguns dos temas que estarão  no “Misere Nobilis”:

Agora ou Nunca – um canto revolucionário.

Helen – homenagem à punk assassinada em São Paulo.

Caverna de Platão – crítica e reflexão filosófica.

CLT – “A Constituição está acima da Bíblia.”

Festa da Selma, O Grande Ciclo de Saturno, Bola Dividida, e a faixa-título Misere Nobilis.


POR QUE APOIAR

Desde 1981, a Dorsal Atlântica tem sido sinônimo de independência, integridade e resistência no Metal brasileiro.

Cada álbum é uma declaração — e este não será diferente.

Ao apoiar, você não apenas garante o novo disco, mas mantém viva uma das vozes mais autênticas da música pesada nacional.

Algumas das recompensas da campanha 


COMO FUNCIONA

Acesse o link: CAMPANHA MISERE NOBILIS 

Escolha sua recompensa e participe dessa nova revolução sonora. As opções incluem desde somente o CD, que terá o nome dos apoiadores no encarte, a pacotes que incluem camiseta, o livro de contos tributo ao Dorsal, HQs, e até um ítem único: o pano de fundo de palco da turnê do “Pandemia”.

⚠️ Caso o valor total da campanha não seja atingido, o Catarse reembolsará todos os apoiadores.


A DORSAL ATLÂNTICA RESISTE. O  "VÂNDALO" AINDA INCOMODA MUITA GENTE 🤘

MISERE NOBILIS está vindo.

O destino foi lançado: Alea Jacta Est.


Siga o Dorsal e Perfil Oficial do Carlos Lopes no Instagram:

Dorsal Atlântica 

Carlos Lopes 


Confira vídeo da campanha no YouTube 






quarta-feira, 14 de maio de 2025

Cobertura de Show: Bangers Open Air – 04/05/2025 – Memorial da América Latina/SP

O último dia de festival chegou com um sentimento ambíguo: alegria e tristeza. Alegria porque muitas das bandas escaladas para este dia eram consideradas verdadeiras lendas, e a ansiedade para ver nomes como W.A.S.P, Blind Guardian, Kerry King (Slayer), Avantasia e Destruction era palpável. Por outro lado, a melancolia do último dia já pairava no ar, antecipando a saudade e a expectativa pela próxima edição, confirmada para os dias 25 e 26 de abril do ano que vem.

Assim como na jornada anterior, iniciei o dia no Sun Stage, acompanhando a apresentação do Black Pantera. A banda vem solidificando sua crescente base de fãs no Brasil com uma poderosa fusão de Hardcore, Punk e Heavy Metal. Esse crossover explosivo, aliado a letras que abordam conflitos sociais e a luta antirracista, cria uma experiência única. A oportunidade de tocar no Bangers Open Air representou mais um marco na trajetória de mais de uma década do Black Pantera.

O trio – formado pelos irmãos Charles Gama (guitarra/baixo) e Chaene da Gama (vocal), e Rodrigo “Pancho” Augusto (bateria) – incendiou o público com faixas como “Perpétuo”, “Fogo nos Racistas” e “Sem Anistia”, esta última agraciada com o mosh das minas Outro momento emocionante foi a “Tradução”, composta em homenagem à mãe dos irmãos Gama e já indispensável em qualquer apresentação da banda.

Black Pantera – setlist:

Candeia

Provérbios

Padrão é o Caralho

Seleção Natural

Ratatatá

Mosha

Perpétuo

Fogo nos Racistas

Sem Anistia

Tradução

Revolução é o Caos

Boto pra Fuder




No Hot Stage, a primeira banda que consegui prestigiar foi a alemã Lord of the Lost, seguida pela apresentação do Beyond the Black, que despertou grande curiosidade, especialmente por conta da carismática vocalista Jennifer Haben.

Sobre o Lord of the Lost, a banda já havia marcado presença na primeira edição do festival, ainda sob o nome Summer Breeze. Conhecidos por sua versatilidade sonora, que mescla elementos do industrial e do gótico e pelo visual impactante, os alemães entregaram uma performance cativante, contrastando a energia da música com a estética sombria de seus integrantes.

Lord of the Lost – setlist:

The Curtain Falls

The Future of a Past Life

Loreley

Destruction Manual

For They Know Not What They Do

Raining Stars

Six Feet Underground

Born With a Broken Heart

Live Today

Die Tomorrow

Drag Me to Hell

We're All Created Evil

Blood & Glitter



Mesmo sob o calor intenso do início da tarde, similar ao dia anterior, o som denso e melancólico dos americanos do Paradise Lost ecoou pelo festival. Considerada uma das pioneiras do Doom Metal e dona de três álbuns que considero clássicos do gênero – Draconian Times, One Second e Symbol of Life – a banda presenteou os fãs com as memoráveis "Enchantment", a faixa-título "One Second", o cover de "Small Town Boy" (Bronski Beat) e "The Last Time", apesar de eventuais problemas de equalização que fizeram o som soar estourado em alguns momentos.

Certamente, foi uma apresentação que gerou muitos comentários e elogios, especialmente por marcar o retorno da banda ao Brasil após cerca de sete anos, o que explica a calorosa recepção.

Paradise Lost – setlist:

Enchantment

Forsaken

Pity the Sadness

Faith Divides Us - Death Unites Us

Eternal

One Second

The Enemy

As I Die

Smalltown Boy (Bronski Beat cover)

The Last Time

No Hope in Sight

Say Just Words


Mais uma vez no Sun Stage, palco onde aconteceram os shows mais intensos do dia, o Vader, uma das maiores forças do Death Metal europeu, deixou os fãs completamente empolgados. 

Durante a apresentação, houve rodas de pogo e moshes bem animados a cada música do repertório, incluindo "Wings", "Triumph of Death" e "Unbending". No mesmo palco, o lendário Nile também fez uma apresentação inesquecível, embora eu tenha perdido por causa de um conflito de horários. Antes deles, também teve uma banda nacional importante tocando no mesmo palco: o Dorsal Atlântica.






O Kamelot voltou, dessa vez no Hot Stage, ao palco para substituir o I Prevail, que cancelou sua participação no festival com apenas duas semanas de antecedência. Dessa vez, eles não fizeram o mesmo show do dia anterior, trazendo algumas mudanças no setlist, como a inclusão de músicas como "Opus of the Night (Ghost Requiem)", "The Human Stain" e a clássica "Center Of The Universe". 

A abertura foi com "Phantom Divine (Shadow Empire)", que contou com a participação de Adrienne Cowan, que mais tarde cantou com o Avantasia.

Kamelot – setlist:

Phantom Divine (Shadow Empire)

Rule the World

Opus of the Night (Ghost Requiem)

Insomnia

Sacrimony (Angel of Afterlife)

The Human Stain

Center of the Universe

New Babylon

Forever

March of Mephisto






Uma grande expectativa pairava sobre o Ice Stage, onde o público aguardava ansiosamente por Kerry King e sua nova banda, um dos shows mais aguardados do dia e de todo o festival.

Apesar do hiato do Slayer, o icônico guitarrista não permaneceu inativo e formou um novo grupo com nomes de peso do Thrash Metal, como o vocalista Mark Osegueda (do Death Angel), o baixista Kyle Sanders (do Hellyeah), o guitarrista Phil Demmel (ex-Machine Head) e seu ex-companheiro de Slayer, Paul Bostaph, na bateria. Foi com essa formação estelar que Kerry lançou o álbum From Hell I Rise.

O álbum, que considero superior aos últimos trabalhos do Slayer, foi executado quase integralmente. As músicas levaram um breve tempo para engajar completamente o público, mas, no geral, a apreciação em vê-las ao vivo foi notável. Os clássicos do Slayer vieram em seguida: "Disciple", seguida por "Killers" do Iron Maiden em homenagem ao saudoso Paul Di'Anno, elevaram ainda mais a energia do show. Outros hinos como "Raining Blood" e "Black Magic” proporcionaram o ápice do caos na apresentação. Insano, em resumo.

Kerry King – setlist:

Where I Reign

Rage

Trophies of the Tyrant

Residue

Two Fists

Idle Hands

Disciple (Slayer)

Killers (Iron Maiden cover)

Shrapnel

Raining Blood (Slayer)

Black Magic (Slayer 

From Hell I Rise






Mal houve tempo para respirar e a multidão se dirigiu em massa para o Hot Stage, onde o Blind Guardian se preparava para subir ao palco. A banda alemã integrou a programação juntamente com seus compatriotas do Destruction, após o cancelamento do Knocked Loose e do We Came as Romans. Essa mudança inesperada se revelou uma ótima surpresa, sem desmerecer as bandas que tiveram imprevistos em suas agendas, naturalmente.

A recepção não poderia ter sido mais efusiva, demonstrando o profundo apreço do público brasileiro pelo grupo. O vocalista Hansi Kürsch exibiu sua habitual gentileza, enquanto o restante da banda demonstrou uma sintonia impecável e uma entrega impressionante. O show também reservou um momento especial, com o público cantando parabéns para o guitarrista André Olbrich, que celebrou mais um ano de vida no dia anterior.

Comparado à primeira edição, o setlist passou por alterações significativas. Naquela ocasião, o grupo executou o álbum Somewhere Far Beyond na íntegra. Desta vez, apenas a icônica “The Bard's Song - In the Forest” foi mantida, e cantada em uníssono pela plateia. Além dela, foram resgatadas “Mordred's Song” e “Tanelorn (Into the Void)”, ausentes dos shows da banda por quase uma década, além das indispensáveis “Imaginations from the Other Side” – que frequentemente abre suas apresentações –, “Valhalla” e “Mirror, Mirror”, músicas que reafirmam o status do Blind Guardian como uma das bandas mais importantes do gênero.

Blind Guardian – setlist:

Imaginations From the Other Side

Blood of the Elves

Mordred's Song

Violent Shadows

Into the Storm

Tanelorn (Into the Void)

Bright Eyes

Time Stands Still (At the Iron Hill)

And the Story Ends

The Bard's Song - In the Forest

Mirror Mirror

Valhalla





Após seis longos anos de espera, finalmente uma das maiores bandas de Hard Rock da história, o W.A.S.P., estava de volta ao Brasil.

Apesar dos comentários sobre a performance vocal de Blackie Lawless – em parte justificáveis, dado o uso ocasional de playback em algumas músicas –, isso não diminuiu a intensidade da apresentação, que, sem dúvida, foi o ponto alto não apenas do dia, mas de todo o festival. E o motivo? A banda entregou tudo, absolutamente tudo o que os fãs ansiavam. O primeiro álbum, um dos pilares do Hard Rock, foi executado quase integralmente com maestria. De "I Wanna Be Somebody" a “The Torture Never Stops”, não houve um sequer espectador que não cantasse junto e demonstrasse reações de incredulidade, o que resume a magnitude do momento.

A formação atual conta com os talentosos Doug Blair (guitarra), Mike Duda (baixo) e o baterista brasileiro Aquiles Priester (bateria). A convite de Blackie, Aquiles foi ao centro do palco para um breve bate-papo com o público em vez de fazer um tradicional drum solo. Foram poucos minutos, mas suficientes para testemunhar sua felicidade em tocar em seu país natal com uma das bandas mais lendárias da história.

Após a execução quase completa do álbum de estreia, a banda presenteou o público com mais alguns clássicos, como "Forever Free", “The Headless Children", "Wild Child" e "Blind in Texas", adicionando ainda mais emoção a um show pelo qual todos esperavam há anos.

W.A.S.P – setlist:

I Wanna Be Somebody

L.O.V.E. Machine

The Flame

B.A.D.

School Daze

Hellion

Sleeping (in the Fire)

On Your Knees

Tormentor

The Torture Never Stops

The Real Me

Forever Free / The Headless Children

Wild Child

Blind in Texas






As duas últimas atrações do dia vieram diretamente da Alemanha. O caos retornou ao Sun Stage com o Destruction, banda seminal do Thrash Metal alemão, ao lado de outros gigantes do "Big 4" teutônico como Kreator, Sodom e Tankard. Ainda fresco na memória dos fãs brasileiros, já que se apresentaram aqui há menos de um ano, o Destruction preparou uma apresentação especial no Bangers, executando na íntegra seu álbum de estreia, Infernal Overkill, além de sucessos como “Nailed to the Cross”, “Mad Butcher” e “Thrash ‘Til Death”. Não há palavras para descrever a energia que Schmier (vocal, baixo e único membro original) – acompanhado por Damir Eskic e Martin Furia (guitarras) e Randy Black (bateria) – emanou, contagiando a todos.

Para não deixar passar a oportunidade, assisti a uma parte da apresentação do Avantasia, a ópera metal idealizada pelo vocalista do Edguy, Tobias Sammet. A banda cresceu significativamente nos últimos anos, tanto musical quanto visualmente. Seus shows costumam apresentar cenários elaborados, que reforçam a narrativa lírica de cada tema abordado nos álbuns – sendo o mais recente Here Be Dragons, lançado neste ano.

Além disso, o grupo é acompanhado por músicos e cantores de excelência, incluindo participações de artistas que já haviam se apresentado no festival, como Tommy Karevik (do Kamelot), que cantou “The Witch”; Ronnie Atkins (do Pretty Maids), que emprestou sua voz a “Twisted Mind”, “The Scarecrow” e “Let the Storm Descend Upon You”, e Eric Martin (do Mr. Big) em “Dying for an Angel”. A novidade ficou por conta da presença de Jeff Scott Soto, que substituiu Kenny Leckremo, ausente devido a compromissos com o H.E.A.T na América Latina.

O setlist incluiu ainda a inédita “Creepshow”, “The Toy Master”, a belíssima “Farewell” e “Death Is Just a Feeling”, preparando o terreno para o bis com as icônicas “Lost in Space”, “Sign of the Cross” e “The Seven Angels”, com todos os vocalistas reunidos no palco em um momento apoteótico.

Enfim, mais uma edição inesquecível chega ao fim. Assim como nas anteriores, os elogios e a satisfação, tanto pelo line-up, organização e todos os demais aspectos envolvidos foram evidentes, o que nos deixa ainda mais animados e ansiosos pela quarta edição no ano que vem. Que 2026 nos reserve mais uma experiência incrível, repleta de emoção, pois o Bangers Open Air não é apenas um festival, é a válvula de escape para os verdadeiros amantes da música pesada.






Texto: Gabriel Arruda 

Fotos: Edu Lawless

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Consulado do Rock

Press: Agência Taga


Avantasia – setlist:

Creepshow

Reach Out for the Light (com Adrienne Cowan)

The Witch (com Tommy Karevik)

Devil in the Belfry (com Herbie Langhans)

Dying for an Angel (com Eric Martin)

Twisted Mind (com Ronnie Atkins e Eric Martin)

Avalon (com Adrienne Cowan)

The Scarecrow (com Ronnie Atkins)

The Toy Master

Shelter from the Rain (com Jeff Scott Soto)

Farewell (com Chiara Tricarico)

Let the Storm Descend Upon You (com Ronnie Atkins e Herbie Langhans)

Death Is Just a Feeling

Bis

Lost in Space

Sign of the Cross / The Seven Angels

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Dorsal Atlântica: Cravando Mais um Marco na História do Metal



Somente o fato da formação que gravou "Antes do Fim", "Dividir e Conquistar" e "Searching for the Light", que não gravava e não tocava há mais de 22 anos, ter anunciado reunião no início do ano, já foi uma notícia que deixou a nação banger esperançosa, afinal, muitas das bandas clássicas brasileiras voltaram a ativa nos últimos tempos, como Stress e Metalmorphose (que dividiu com o Dorsal o clássico "Ultimatum").

Em seguida, a banda acenou com a possibilidade de lançamento de um novo álbum, e numa atitude pioneira e também polêmica, lançou, através do site catarse.me, campanha de financiamento coletivo, realizada durante 45 dias, onde os fãs puderam contribuir, sendo que cada tipo de "pacote" disponibilizado, daria direito a recompensas de acordo com a contribuição.


Como sabemos, a campanha logrou êxito e a banda entrou em estúdio para registrar as músicas para o álbum e também preparar o restante do  material, como camisetas, canecas e adesivos, além de nova edição do livro "Guerrilha".

No encarte do CD estão os nomes de todos que contribuíram com o projeto, todos os "Dorsal Banzais" que entraram para a história junto com a banda, mostrando que é possível encontrar caminhos alternativos e novas soluções, sem depender dos meios convencionais.

Foram aí seis meses de dedicação ao projeto, e início de dezembro o material começou a ser enviado.
Tudo isso já bastaria para que o álbum merecesse o status de "Marco no Metal", porém o que a banda apresentou aos fãs é um material de qualidade, com uma banda empolgada, trazendo características conhecidas dos fãs do Dorsal, como elementos do Thrash, Punk e Hardcore e as letras em português, sempre inteligentes, com aquele senso crítico, mas também apresentando soluções, além de contar histórias do cotidiano e fatos históricos.


Apesar desses elementos que podemos identificar em outros álbuns da banda, "2012" é diferente, mais Metal Tradicional, com mais melodia, mais limpo, inclusive com Carlos Lopes optando por vocais mais roucos e cantados, como o próprio esclarece, que hoje este é seu registro de voz e buscou enveredar por caminhos diferentes.

O álbum soa muito bem, com muita pegada, com Carlos contando que a intenção foi deixar o som com cara de ao vivo, com os elementos se somando, com aquela sonoridade vintage, sendo melódico como as bandas clássicas, prestando homenagem a mestres como Judas Priest, Ozzy Osbourne, C.O.C., Motorhead, Discharge, Maiden, Angel Witch, etc.


Pois bem, são doze faixas de Metal de qualidade, formando um álbum forte e com pelo menos mais meia dúzia de pérolas para a coleção da banda e do Metal nacional. A abertura, com "Meu Filho Me Vingará", traz riffs bem Thrash oitentista, lembrando o Metallica do "Kill'Em All"; "Stalingrado", que fala sobre a famosa batalha, é veloz e bem Hardcore; "A Invasão do Brasil", apresenta também riffs do Thrash e Metal Tradicional, com bastante velocidade nas palhetadas; "Eu Minto, Todo Mundo Mente", lembra Ratos de Porão nos riffs e linha vocal.


"Colonizado Entreguista" também é porrada Punk e Hardcore e vocais mais raivosos; "Corrupto Corruptor", é uma das minhas preferidas até agora, riff bem marcante (novamente lembra aquela pegada "Kill'Em All"),uma das mais melódicas, com Carlos arriscando alguns agudos no refrão, e aqui na metade do play, você com certeza pode comprovar que o que a banda falou sobre o álbum ter uma mistura de Metal, Hardcore, Old School e melodia, mas com a cara brasileira, é o que podemos ouvir neste "2012"! Muito Bom!!!!

"168 BPM", é uma vinheta acústica, enquanto que a seguinte, "Contenda", outra das minhas preferidas, mesclando elementos do Metal e Hardcore, riff e refrão pegajosos, destaque também para os vocais roucos do Carlos, lembrando o Taneli Jarva, primeiro vocalista do Sentenced; "Comissão da Verdade", é mais um dos destaques, dentre tantas faixas muito boas, letra excelente, é uma das faixas com mais melodias, tanto nas guitarras como vocais, uma música que com certeza vai pegar o ouvinte de primeira, daquelas que gruda na mente. Detalhe do sampler de trecho de discurso da Presidenta.

"2012" na mão, feliz por ouvir um grande álbum e ter participado do projeto!
"Operação Brother Sam", começa com uma melodiazinha na guitarra para depois o pau comer, com mais riff old school, guitarras dobradas no solo, bem Metal Tradicional, e com vocais bem melódicos no refrão, aliás, vale ressaltar que dá pra ouvir perfeitamente tudo que é cantado no álbum; "Jango Goulart", é mais uma porrada, mesclando partes Metal e Hardcore e a letra nos contando um pouco da história que não querem que seja contada.


"Imortais", a derradeira faixa, é uma homenagem aos fãs da banda, um hino que nasceu clássico! Heavy Metal!!!! Segue um trechinho da letra: "Inabalável como história, certos da vitória, em busca da verdade, por liberdade, pela honra e glória... fãs da Dorsal são imortais, essa honra pertence a vocês".

Mais um marco! Pela qualidade do trabalho, por mais uma vez ser diferente e não ter medo de ousar, buscando uma alternativa fora das usuais para lançar este álbum, ao invés de ficar reclamando e achando desculpas, como muitos preferem, por ter culhões para fazer um trabalho autoral!!! Não precisa falar mais nada!!! 

Ah sim, vale lembrar que está sendo produzido o filme "Dorsal", veja informações no site abaixo, além de mais detalhes também da produção do álbum 2012:


Texto/Edição: Carlos "Caco" Garcia
Revisão: Eduardo Cadore



Formação:
Carlos Lopes: Guitarra e vocais
Hardcore: Bateria
Cláudio Lopes: Baixo

Tracklist
01-Meu Filho Me Vingará
02-Stalingrado
03-A Invasão do Brasil
04-Eu Minto, Todo Mundo Mente
05-Colonizado Entreguista
06-Corrupto Corruptor
07- 168 BPM
08-Contenda
09-Comissão da Verdade
10-Operação Brother Sam
11-Jango Goulart
12-Imortais

Acesse e conheça mais sobre a banda
Site Oficial
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