Mostrando postagens com marcador Kiske. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kiske. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de agosto de 2014

Unisonic: Power Metal Sem Sair do Lugar Comum

Novo álbum agradará fãs de Helloween e Gamma ray

Para a alegria de muitos e tristeza de outros, o Unisonic seguiu como banda e não apenas um projeto, afinal de contas, além dos EPs, acaba de lançar seu segundo disco, sucedendo o ótimo trabalho de estreia de 2012.

Acontece que muita expectativa se criou sobre o novo álbum “Light of Dawn” (2014). Mesmo com o EP “For the Kingdom” e depois o vídeo clipe de “Exceptional” (confira matéria aqui), ainda pairava a dúvida se teríamos um disco na linha do primeiro, com bastante refrões simples e pegada Hard, ou se a banda se voltaria para um Power Metal rápido e melódico, como das bandas de onde saíram Michael Kiske (vocal) e Kai Hansen (guitarra), respectivamente Helloween e Gamma Ray.

Composições de Dennis Ward trouxeram banda mais rápida e melódica, com pouca pegada Hard

Infelizmente, e digo isso porque simplesmente adoro o trabalho dos caras em “Unisonic” (2012), o novo trabalho enveredou para o Power Metal “mais do mesmo” que já estamos acostumados de ouvir vinda da Alemanha e apesar do grupo ter dois dos fundadores do estilo no time, faltou ousadia em inovar. A própria arte da capa feita por Martin Haeusler já aponta a proposta que encontraremos no álbum.

A questão é que o disco não é ruim, longe disso. Ele traz momentos muito bons, especialmente para quem ansiava por um som mais rápido e melódico. Porém, fazem falta músicas que impressionem e que você pense “Uau, os caras estão com energia de sobra”. 

Faltou ousadia e desejo de fazer diferente em "Light of Dawn"

Faixas como “Your Time Has Come” e “For the Kigdom” são prato cheio para fãs do antigo Helloween e realmente tentam resgatar a proposta original do Power alemão dos anos 80/90, especialmente com os ótimos riffs e solos de guitarra. 

Quem esperava, assim como eu, algo diferente e mais semelhante à estreia, certamente gostará de “Not Gonna Take Anymore” (minha favorita) e “Night of the Long Knives”. Momentos de beleza ímpar ajudadas pela bela voz de Kiske ficam também para as baladas do álbum, como “Blood” (refrão viciante e uma das únicas composições do Kiske) e “You and I”, que remete bastante às baladas do Place Vendome.

Falar dos músicos que acompanham as duas lendas citadas é desnecessário, pois se tratam dos já muito conhecidos Dennis Ward (responsável por todas as composições e pela produção) no baixo, Mandy Meyer na guitarra, fazendo dupla com Kai, e Kosta Zafiriou na bateria. Vale mencionar que Kosta, Ward e Meyer tem origem comum: a banda alemã Pink Cream 69 (que, curiosamente, surgiu com Andi Deris, atual Helloween, nos vocais).

Embora a mídia especializada em geral tenha adorado o álbum e afirmado que se trata de um disco muito melhor que o debut, penso o contrário, já que a proposta mais diferenciada e nova do álbum de estreia se perde neste num Power Metal de lugar comum, querendo soar o que exatamente os fãs “órfãos” do Helloween querem: rápido e melódico. E a tomar pelo fato de Kiske e Kai quase não terem participado das composições, me pergunto se teremos outro disco que surpreenda.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: divulgação

Ficha Técnica
Banda: Unisonic
Álbum: Light of Dawn
Ano: 2014
País: Alemanha
Tipo: Power Metal
Selo: EarMusic

Formação
Michael Kiske (Vocal)
Kai Hansen (Guitarra e Vocal de Apoio)
Mandy Meyer (Guitarra)
Dennis Ward (Baixo)
Kosta Zafiriou (Bateria)

Participação
Günter Werno (Teclados)



Tracklist
01. Venite 2.0
02. Your Time Has Come
03. Exceptional
04. For The Kingdom
05. Not Gonna Take Anymore
06. Night Of The Long Knives
07. Find Shelter
08. Blood
09. When The Deed Is Done
10. Throne Of The Dawn
11. Manhunter
12. You And I

Assista ao vídeo clipe oficial de “Exceptional”


Confira “For the Kingdom”


Acesse e conheça mais sobre a banda

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Unisonic: Vídeo Clipe de "Exceptional" Já Disponível

Às vésperas de lançar novo álbum, Unisonic lança vídeo clipe promocional inédito

Após lançar o EP “For the Kigdom” em maio que trazia o Unisonic mais rápido nas duas faixas inéditas, a banda alemã de Michael Kiske (Helloween) e Kai Hansen (Gamma Ray, Helloween) lançou na manhã de hoje (09 de julho) o primeiro vídeo clipe propriamente dito do vindouro “Light of Dawn” (2014), que será lançado no primeiro dia de agosto via earMUSIC e é o segundo disco completo desse projeto que já ganhou ares de banda.

Capa do novo álbum que será lançado em vários formatos a partir de 1º de agosto via earMUSIC

Em “Exceptional” a banda apresenta uma música mais contida, atmosférica, destacando bastante os vocais de Kiske, longe de ser uma faixa rápida e pesada, mas sim uma boa composição melódica em que pouco lembra músicas do debut álbum, exceto pela parte final com o dueto de guitarras que só Kai Hansen é capaz de criar, dividindo o posto de guitarrista com Mandy Meyer.

Merece atenção Dennis Ward, baixista e principal compositor da banda, que tem seu baixo destacado no começo da faixa, assim como espera-se um ótimo trabalho do baterista Kosta Zafiriou. Além desse quinteto da banda, participa do álbum como convidado o tecladista Günter Werno da ótima banda alemã Vanden Plas.

Enquanto o disco não vem (e olha que vai ser difícil superar o de estreia), confira o vídeo clipe de “Exceptional” e também o lyric vídeo de “For the Kingdom”.

Assista ao vídeo de "Exceptional"

Ouça "For the Kingdom"

Confira o tracklist do futuro disco
01 - Venite 2.0
02 - Your Time Has Come
03 - Exceptional
04 - For The Kingdom
05 - Not Gonna Take Anymore
06 - Night Of The Long Knives
07 - Find Shelter
08 - Blood
09 - When The Deed Is Done
10 - Throne Of The Dawn
11 - Manhunter
12 - You and I

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Saiba mais novidades sobre a banda

domingo, 26 de maio de 2013

Avantasia: Mudando os Convidados, Mas Mantendo a Fórmula


6º álbum do projeto de Tobias Sammet aposta na mais recente fórmula com sucesso

Depois do megalomaníaco projeto de lançar dois álbuns simultâneos em 2010 (os ótimos “The Wicked Symphony” e “Angel of Babylon”) e se afastar cada vez mais do Power Metal clássico desenvolvido no início dos anos 2000, o projeto de Tobias Sammet (vocal e baixo) chega ao seu 6º álbum em 2013, com a principal característica de apresentar a presença de nomes inéditos e a ausência de figuras carimbadas do Avantasia.

Gravado e produzido pelo guitarrista Sascha Paeth em 2012, mas lançado apenas em abril deste ano, envolto em muito mistério e alarido através da divulgação de cada novo convidado especial que estaria no álbum, “The Mystery of Time” parece ter decepcionado uma parcela do público. O motivo, segundo muitos, foi o fato de Sammet não ter cumprido a promessa de um álbum assemelhado com os clássicos “The Metal Opera I” e “II” (o tema do enredo, complexo, parece ser a única coisa que remete aos citados discos). Além disso, figuras tradicionais como Jorn Lande, Andre Matos e Kai Hansen não deram as caras (ou melhor, as vozes) no álbum.

Kullick e Sammet anos atrás
Por outro lado, Sammet pôs em prática seu antigo desejo de ter grandes outros nomes da cena Hard Rock, como o guitarrista Bruce Kullick (ex-Kiss), que toca em duas faixas. Aliás, Sammet chegou a cantar em uma música do disco solo de Bruce. Além dele, outra aclamada figura a debutar no projeto foi Eric Martin, lendário vocalista do Mr. Big, que empresta seu talento a bela “What’s Left of Me” (balada muito superior a fraca “Sleepwalking”). Também nos brinda com sua voz Joe Lynn Turner (ex-Rainbow, ex-Deep Purple) em nada menos que 4 faixas das 10 do álbum, em um trabalho encorpado e digno de se tirar o chapéu.

Mas uma das participações mais comemoradas e destacadas é, certamente, Biff Byford (Saxon). O velho frontman empresta sua experiência em três das melhroes faixas do disco, a saber, “Black Orchid” (bastante sinfônica), "Savior in the Clockwork" (uma das faixas épicas do álbum e mais cumpridas: mais de 10 minutos) e a faixa-título. Em todas, Byford mostra porque é um dos melhores vocalistas (e mais injustiçados também) da chamada NWOBHM.

Cena de "Sleepwalking", single e, de longe, a pior faixa do álbum

Mas não pensem que Tobias esqueceu velhos companheiros, que trabalharam já em outras grandes canções da banda. Cito o meu favorito, Bob Catley (Magnum) que, embora uma presença mais modesta neste trabalho, foi o responsável pelo momento mais belo do álbum, em “The Mystery of Time” (não vou descrever, ouça e confira). Além dele, Cloudy Yang, que debutara em uma ótima canção no álbum anterior, agora aparece na mais fraca do álbum e, não por acaso, single “Sleepwalking”. De longe, pior música promocional do projeto e que nem o talento de Tobias para criar músicas românticas, nem a bela voz de Yang, salvaram (assista abaixo).

Tobias e Byford no estúdio
Só para fazer jus, cito também a significativa participação de Arjen Lcassen (Ayreon, Star One) e sua guitarra e Oliver Hartmann que desta vez não solta o gogó (um dos meus vocalistas preferidos da banda), mas contribui com ótimas guitarras em  "Where Clock Hands Freeze" e "Dweller in a Dream". Nestas duas citadas, quem domina os vocais é o sempre presente e indispensável Michael Kiske (Unisonic, ex-Helloween), quem Tobias não ousa deixar de fora, afinal, uma das mais belas vozes de todos os tempos do Heavy Metal.

A primeira canção não single a ser divulgada deu ares de que um grande álbum viria (o que realmente aconteceu, afinal). Falo de “Invoke the Machine” que traz a estreia do vocalista Ronnie Atkins (Pretty Maids) no projeto, numa das melhores e mais Power Metal canção do disco. Vale por metade do disco!
Tobias e Bob Catley

“The Mystery of Time” foi, dos últimos 4 discos, aquele que mais me agradou já na primeira audição, embora, ao ir amadurecendo a audição ao longo dos dias, você começa a perceber que, apesar de usar a mesma fórmula do sucesso de discos como “The Scarecrow”, ainda é cedo para que este álbum marque história na carreira do Avantasia. Mas uma coisa é inegável: há uma nítida evolução e a clara mensagem de que Tobias encontrou a sonoridade ideal para manter o seu projeto no topo das chamadas Metal Opera em todo o mundo.

Stay on the Road

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Avantasia
Álbum: The Mystery of Time
Ano: 2013 
País: Alemanha



Formação fixa
Tobias Sammet (Vocal e Baixo)
Sascha Paeth (Guitarra)
Miro (Teclados)
Russell Gilbrook (Bateria)

Guitarristas convidados
Bruce Kulick (Faixas 3, 6, 10)
Oliver Hartmann (Faixas 4, 7)
Arjen Anthony Lucassen (Faixa 2)

Vocalistas convidados
Joe Lynn Turner (Faixas 1, 2, 6, 10)
Michael Kiske (Faixas 4, 6, 9)
Biff Byford (Faixas 3, 6, 10)
Ronnie Atkins (Faixa 7)
Eric Martin (Faixa 8)
Bob Catley (Faixa 10)
Cloudy Yang (Faixa 5)

Tracklist
01 - Spectres
02 - The Watchmakers' Dream
03 - Black Orchid
04 - Where Clock Hands Freeze
05 - Sleepwalking
06 - Savior in the Clockwork
07 - Invoke the Machine
08 - What's Left Of Me
09 - Dweller in a Dream
10 - The Great Mystery

Acesse e conheça mais sobre o projeto

Assista ao vídeo clipe oficial de “Sleepwalking”


Veja o lyric vídeo para “Invoke the Machine”


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Unisonic: Superando Comparações Sem Esquecer o Passado Glorioso

Primeiro disco da banda dos ex-Helloween poderá ser um novo clássico

Não é novidade que Kai Hansen (Helloween, Gamma Ray) e Michael Kiske (Helloween, solo) deixaram as animosidades para trás há anos, culminando com as turnês mundiais junto ao Avantasia.
            
Kai Hansen e Michael Kiske
Mas talvez o que não esperávamos era de que ambos unissem forças e seus talentos natos para produzir o melhor disco de Power Metal do ano, daqueles que levanta os saudosistas dos anos 80/90 que ainda existem.
            
A verdade que Unisonic, nova banda da dupla, é bem recente e pode já pular as etapas de qualquer banda iniciante, afinal, além de dois dos criadores do Power Metal, o gabaritado quinteto ainda conta com Dennis Ward (Pink Cream 69, Place Vendome) no baixo, Mandy Meyer na guitarra e Kosta Zafiriou (Gotthard) na bateria. Time de primeira!
            
A banda havia lançado o EP “Ignition” (resenha aqui) que tirou o fôlego de quem esperou mais de duas décadas para que Hansen e Kiske voltassem a tocar como colegas de banda (para além das participações especiais).

Agora é a vez do disco homônimo da banda, “Unisonic” (2012), ter tudo para se tornar um clássico do gênero, o que, convenhamos, está cada vez mais difícil, afinal esse gênero está em decadência.

Unisonic no primeiro (e único, até agora) vídeo oficial
            
O álbum traz 11 canções, algumas já conhecidas, como a faixa-título “Unisonic” (assista o vídeo oficial abaixo), outras com aquele clima clássico que tínhamos no Helloween dos anos 80 (“My Sanctuary” se destaca desde o EP), além de alguns momentos típicos dos últimos trabalhos de Kiske com o Place Vendome (ajudado em muito pelos ex-membros da banda) e carreira solo, ou seja, aquele som mais limpo e bem produzido.
            
Time de renome sem guerra de egos
Músicas como “Star Rider” causam aquela nostalgia, especialmente com os vocais de apoio de Kai Hansen (quase como se tivéssemos entrado numa máquina do tempo), o que acontece também “na parada” da música “My Sactuary” e em “King For A Day”. “We Rise”, “Never Too Late” e “Never Change Me” (de bater no peito de tão boa) seguem essa linha mais clássica, que irão agradar os fãs, com certeza.
            
Vale um adendo para a belíssima “No One Ever Sees Me” que fecha o álbum e mostra porque Kiske tem uma das vozes mais lindas que se é possível ouvir. Que interpretação dessa triste canção. Grande destaque à altura de “A Tale Doesn’t Right” (Helloween).
            
Arriscaria dizer que, de modo geral, este disco supera em qualidade os últimos discos do Helloween e alguns Gamma Ray, o que já é algo, no mínimo, muito legal, especialmente se você curte o Power Metal alemão que só essa dupla Hansen-Kiske foi capaz de fazer. Ouça sem medo.

Stay on the Road

Texto: Eduardo Cadore
Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Unisonic
Álbum: Unisonic
Ano: 2012
País: Alemanha
Tipo: Power Metal/AOR
Selo: earMUSIC/Edel

Formação
Miachel Kiske (Vocal)
Kai Hansen (Guitarra e Vocais de Apoio)
Dennis War (Baixo)
Mandy Meyer (Guitarra)
Kosta Zafiriou (Bateria)



Tracklist
01- Unisonic
02 - Souls Alive
03 – Never Too Late
04 - I’ve Tried
05 – Star Rider
06 - Never Change Me
07 – Renegade
08 – Sanctuary
09 – King For A day
10 – We Rise
11 – No One Ever Sees Me

Acesse abaixo e conheça mais sobre a banda

Compre o álbum pela Die Hard clicando aqui.

Assista ao vídeo oficial de “Unisonic”


Veja a dupla Hansen-Kiske tocando “Star Rider” acústica




Assista “We Rise” acústica



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Morno, Mas Tá Valendo: A “Volta” de Kiske ao Metal


Michael Kiske (ex-Helloween, Place Vendome, Unisonic) é uma das melhores vozes do Heavy Metal, mais especificamente do Power Metal, estilo que como frontman da banda alemã Helloween tomou o mundo do Rock pesado e ajudou a fundar um tipo de Metal copiado até hoje.



Entretanto, mágoas o fizeram deixar de lado o Metal por muitos anos, renegando seu tempo e história desde os anos 80. Aos poucos, porém, o vocalista, mais velho e, espera-se, mais maduro, foi parando de tecer comentários negativos contra o Metal, para começar a investir novamente nele, ou em algo mais próximo disso.

Se você já ouviu aquele ditado que diz que por trás de todo grande homem há uma mulher, sabe que fora preciso que a cantora pop norte-americana Amanda Somerville (Aina, Avantasia, Épica, etc) o convidasse para gravar um disco em dupla.



Brincadeiras à parte, a dupla se conhecera nas gravações com o Avantasia e de lá nasceu uma amizade e admiração mútua. Assim, se as coisas dão certo num projeto, porque não criar o seu próprio, também com grandes músicos?

Kiske-Somerville é esse projeto que já rendeu single, álbum e dois vídeo clipes (confira abaixo). O disco conta com Matt Sinner (Primal Fear, Sinner) no baixo (também produziu o CD), Magnus Karlsson (Primal Fear, Starbreaker) e Sander Gommans (Ex-After Forever) nas guitarras, o baterista Martin Schmidt (ex-Leave’s Eyes) e o tecladista Jimmy Kresic (Voodoo Circle). Aliás, a dupla vinda do Primal Fear assina quase todas as composições, o que se é de espantar, já que se esperava que as estrelas fossem apenas os vocalistas.



Mesmo com essa ótima combinação (Amanda tem uma das melhores vozes “pop” do mundo), o álbum fica mais próxima de um Place Vendome do que de Helloween ou até mesmo Avantasia.

As composições se calcam muitas vezes em algo mais sinfônico, com refrões manjados mas que pegam fácil, guitarras e som bastante limpo, com as claras colocações de Karlsson lembrando seus solos no Primal Fear.



O álbum “End of the Road” talvez se destaque pela originalidade de unir esse dueto que faz do disco, bons refrões, músicas para se ouvir relaxando (não que falte peso, mas é bastante limpa). Não chega a ser a volta desejada pelos fãs de Kiske, mas mesmo morno serve para curtir, afinal, é de Kiske e Somerville que estamos falando.

Difícil é fugir do que Kiske tem feito. Assim, músicas como “Don’t Walk Away” é puro Place Vendome (minha favorita), “Rain” remete a citada banda mas a algo da carreira de Kiske solo. Outros destaques ficam para “Nothing to Say”, “If I Had a Wish” (belo dueto de guitarras) e “Devil in Her Heart”. A mais pesada e um dos grandes destaque é “Set A Fire” que fecha com peso o disco.



Na verdade, não há muita novidade no disco. As baladas do álbum lembram Primal Fear, por exemplo “One Night Burning”, ou Kiske em “Second Chance” e agradará aos fãs das bandas. O grande lance mesmo, como dito, é a dupla de vocalistas que estão impecáveis, verdadeiros mestres no que fazem.

Se você gosta de qualquer um dos vocalistas, de um Heavy Metal entre Metal Sinfônico, AOR e Melódico, o álbum é um prato cheio, mesmo sendo morno.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Kiske-Somerville
Álbum: End of the Road
Ano: 2010
País: Alemanha/EUA
Tipo: Metal Sinfônico/AOR/Heavy Metal/Power Metal

Formação

Michael Kiske (Vocal)
Amanda Somerville (Vocal)
Matt Sinner (Baixo)
Magnus Karlsson (Guitarra)
Sander Gommans (Guitarra)
Martin Schmidt (Bateria)
Jimmy Kresic (Teclados)



Tracklist

01 - Nothing Left To Say
02 - Silence
03 - If I Had A Wish
04 - Arise
05 - End Of The Road
06 - Don't Walk Away
07 - A Thousand Suns
08 - Rain
09 - One Night Burning
10 - Devil In Her Heart
11 - Second Chance
12 - Set A Fire


Confira os video-clipes promocionais!

Silence

If I Had a Wish

sábado, 7 de junho de 2008

Kiske Lança Regravações de Músicas do Helloween: Seria a Tentativa de Uma Volta?

Michael Kiske entrou para o Helloween na década de 80 pra deixar outra lenda viva do Metal mais a vontade com sua guitarra, Kai Hansen. Logo, já gravou clássicos que marcariam a história do Metal Melódico e do Power Metal. Mas saiu da banda e, entre discussões e ataques ao Heavy Metal, ao longo dos anos foi caminhando cada vez mais para a origem.

Neste ano, lança algo que muitos fãs esperavam há muito tempo: rever (ou re-ouvir) ele cantando músicas da sua época na banda alemã Helloween (que se saiu muito bem com seu substituto, Andi Deris), embora aqui não se trate de uma volta a banda, mas de seu mais novo disco solo, onde traz músicas esquecidas pela banda, como “Kids of the Century” (pra mim o destaque do disco, ficou perfeita!), “You Turn” (que permaneceu semelhante), “You Always Walk Alone”(que abre o cd e conta com orquestra) e “Whan the Sinner”, além de clássicos absolutos como “A Little Time” (muito legal) e “We Got the Right”.

Mas longe de ser apenas uma forma de arrancar dinheiro dos fãs, ele dá uma roupagem nova às músicas, sendo elas tocadas de forma acústica, mais limpa e leve do que suas versões originais. O resultado final: muito bom!


Há alguns meses atrás, quando anunciou essa empreitada, muitos torceram a cara, encarando isso como uma forma de esconder sua falta de criatividade e outros motivos mais. Para mim, como ouvinte tanto de Helloween quanto de sua carreira solo, digo que qualquer fã dos alemães que se preze irá gostar de algo nesse disco.

Kiske, com a voz cada vez melhor, canta as músicas de forma mais interessante do que o fazia na banda. Mas a questão que fica é: seria esse álbum uma forma de mostrar que pode muito bem voltar a cantar o estilo que o consagrou (já que na carreira solo caminhou por outros espaços) e, consequentemente, uma forma de oferecer sua volta ao Helloween, ou, como ele mesmo defende, apenas pelo prazer de cantar novamente músicas que não tinha muita aceitação da banda?

Aqui fica um mistério, pois o Helloween alcançou patamares gigantescos com a chegada de Deris e a mudança de seu som, mas que agora lança álbuns não tão marcantes quanto antes, mas que mesmo assim talvez não esteja pensando em mudar de rumo. Mas para mim, não seria nenhuma má idéia um reencontro entre Helloween e Michael Kiske, nem que fosse para alguns shows e lançamento de algum material, que se inédito com toda certeza causaria um alvoroço na cena metálica mundial. É esperar pra ver e torcer (para que isso não aconteça ou que a volta se torne realidade)

Stay Heavy

Texto:EddieHead


Tracklist:

01. You Always Walk Alone
02. We Got the Right
03. I Believe
04. Longing
05. Your Turn
06. Kids Of The Century
07. In The Night
08. Going Home
09. A Little Time
10. When The Sinner
11. Different Ways