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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Cobertura de Show: Rhapsody Of Fire – 14/12/2025 – Carioca Club/SP

A noite do último dia 14, no Carioca Club, em São Paulo, foi palco de uma verdadeira odisseia sonora, com o Rhapsody of Fire entregando uma jornada épica que celebrou tanto seu trabalho mais recente, “Challenge the Wind” (2024), quanto o 25º aniversário do clássico “Dawn of Victory”. A expectativa era grande, e a banda italiana, mesmo com a ausência forçada do tecladista Alex Staropoli, devido a problemas de saúde, prometeu e entregou uma performance memorável. Abrindo a noite, a banda brasileira Cova Rasa aqueceu o público com sua energia, preparando o terreno para a tempestade sinfônica que estava por vir.

Responsável por abrir a noite no Carioca Club, o Cova Rasa mostrou por que vem conquistando espaço no cenário do metal nacional. Diante de um público que chegava aos poucos, mas já atento, a banda entrou no palco com postura segura e um som bem ajustado, algo que geralmente não é muito comum em shows de abertura. Abrindo a apresentação com “The Red Mansion” e “Borley Rectory”, a banda deixou clara sua proposta musical. “Heartbreakers Hunter” e “Countess of Blood” mantiveram o público envolvido, com refrões fortes e clima épico, enquanto “Reaper’s Rival” e “King of Ghouls” trouxeram um peso maior ao set. Na reta final, “Dr. Death” e “Black Shadow” encerraram a apresentação com energia e personalidade, consolidando um show coeso que agradou bastante quem chegou cedo ao Carioca Club.

Com a formação composta por Giacomo Voli nos vocais, Roby De Micheli nas guitarras, Alessandro Sala no baixo e Paolo Marchesich na bateria, o Rhapsody of Fire subiu ao palco sob uma recepção calorosa. O show teve início com a grandiosidade de “The Dark Secret”, seguida pela fúria de “Unholy Warcry” e pela intensidade de “Rain of Fury”, que imediatamente transportaram a plateia para os reinos fantásticos da banda. A presença de palco de Giacomo Voli mostrou-se magnética, e a coesão instrumental, mesmo sem a presença de Alex, evidenciou a força e a experiência da banda. 

Um dos momentos mais tocantes da noite ocorreu durante “I’ll Be Your Hero”, dedicada a Alex Staropoli, gesto que emocionou profundamente os fãs e evidenciou a união da banda. A emoção deu lugar à interação calorosa em “Chains of Destiny”, quando Giacomo Voli surpreendeu a todos ao cantar “parabéns” para uma fã chamada Priscila e, fiel à promessa feita minutos antes, desceu do palco para cantar no meio da plateia, criando uma conexão genuína e inesquecível. A magia seguiu com a execução envolvente de “The Magic of the Wizard’s Dream”, que hipnotizou o público presente.

O repertório transitou com maestria entre o novo e o clássico, apresentando faixas de “Challenge the Wind”, como a música-título e “Kreel’s Magic Staff”, que se integraram perfeitamente aos hinos consagrados da carreira. A celebração dos 25 anos de “Dawn of Victory” foi um dos pontos altos da noite, com a canção sendo entoada em uníssono pelo público. Um incidente inesperado durante “Triumph for My Magic Steel”, marcado por uma queda de energia de alguns minutos, acabou se tornando um momento memorável: ao perguntar se retomariam do trecho interrompido ou recomeçariam a música, Giacomo ouviu uma resposta enfática dos fãs, que levou a banda a reiniciar a canção do início, ganhando ainda mais o respeito dos presentes.

A parte final do show foi um verdadeiro deleite sonoro. Após a apresentação dos integrantes, a banda mergulhou em uma sequência de clássicos que culminou em uma apoteose. “Dargor, Shadowlord of the Black Mountain” preparou o terreno para a explosão de “Holy Thunderforce”, “A New Saga Begins” e “Land of Immortals”, mantendo a intensidade no nível máximo. O grand finale com “Emerald Sword” foi épico, com Giacomo Voli instigando um wall of death, transformando o Carioca Club em uma verdadeira arena, com o público entregue ao último mosh da noite.

Ao final, o Rhapsody of Fire deixou o palco do Carioca Club com a certeza de ter entregado uma performance que superou as expectativas. Apesar da ausência de Alex Staropoli, a banda demonstrou resiliência e paixão, honrando seu legado e apresentando um show vigoroso. Foi uma noite de power metal sinfônico em sua essência mais pura, repleta de momentos emocionantes, intensa interação com os fãs e uma energia contagiante, reafirmando o status do Rhapsody of Fire como uma das maiores forças do gênero e deixando uma marca duradoura na memória dos presentes. 

Texto: Marcelo Gomes

Fotos: André Tavares

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Dark Dimensions

Press: JZ Press


Rhapsody of Fire – setlist:

The Dark Secret

Unholy Warcry

Rain of Fury

I'll Be Your Hero

Chains of Destiny 

The Magic of the Wizard's Dream

Challenge the Wind

Kreel’s Magic Staff

Lux Triumphans

Dawn of Victory

Triumph for My Magic Steel 

The Village of Dwarves

Dargor, Shadowlord of the Black Mountain

Holy Thunderforce

A New Saga Begins

Land of Immortals

Emerald Sword

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Cobertura de Show: Rhapsody of Fire – 09/05/2024 – Carioca Club/SP

A banda de Power Metal italiana Rhapsody of Fire, trouxe sua magia para a estrada com a turnê "Glory for The Enchanted Lands Tour", oferecendo uma experiência épica e inesquecível para os fãs de São Paulo, que celebraram grandes clássicos e musicas da nova fase da banda. Os fãs que compareceram ao Carioca Club, na capital de São Paulo, no último dia 09/05 (quinta-feira), puderam acompanhar de perto esse novo momento.

A abertura da noite ficou por conta da banda Skalyface, que preparou o publico presente com seu Heavy Metal, fazendo uma apresentação autentica, apresentando canções autorais e um cover de “The Evil That Men Do” (Iron Maiden), que contou com a participação especial do vocalista e produtor Raphael Dantas (Ego Abscence), momento em que a maioria já ia ocupando os espaços da casa de show. A Skalyface deixou o palco após uma boa apresentação, que aqueceu plateia para a atração principal.

Às 21h a casa já se encontrava cheia, os fãs chegaram prontamente e ocuparam praticamente toda a pista e mezanino do Carioca Club, para receber o Rhapsody of Fire, que pontualmente iniciou o show com a música “The Dark Secret II” como introdução e, logo em seguida, abriu para valer sua apresentação com a clássica “Unholy Warcry”, trazendo uma energia arrebatadora, estabelecendo imediatamente o que estava por vir para o restante da noite.  Os poderosos vocais de Giacomo Voli deram o ar da graça, enquanto os marcantes e épicos teclados de Alex Staropoli orquestravam o público, que entoava a plenos pulmões os coros e refrãos por todo o universo mágico, característico da banda.

“I´ll be your hero” é a prova de que há musicas que se engrandecem com a performance ao vivo, mostrando a grandiosidade da mesma, que se revela muito mais empolgante e cativante do que sua versão de estúdio. “March of the Swordmaster”, clássico que tirou o publico do chão, fez com que todos pulassem e cantassem como se estivessem numa taberna com muita cerveja e hidro mel. A interação e energia da banda no palco acompanhava a mesma vibração. “Challenge the Wind” é o novo Rhapsody of Fire, porém com a essência de sempre, trazendo o tom épico característico da banda que cativou tantos fãs ao redor do mundo e principalmente os que ali estavam, seguido do momento perfeito para apresentar a banda.

Em “The Magic of the Wizard´s Dream”, Giacomo dedica a canção ao saudoso e icônico Christopher Lee, deixando que o público desse a voz às suas partes na bela canção, o momento mais emocionante do show. “Dawn of Victory” um verdadeiro hino da banda, inflamou todo o publico presente que soltou a voz juntamente com o vocalista Giacomo. Era notável a emoção e empolgação de todos os presentes neste momento do show, com certeza o ponto altíssimo da noite. Ouvir “Gloria, Gloria Perpetua” em uníssono foi de arrepiar!

Após a pausa, a banda retornou ao palco para o encore com “Reign of Terror”, onde Giacomo pôde mostrar toda sua versatilidade e dinamismo vocal, alternando entre um vocal mais agressivo, cheio de drives e sua já característica voz limpa e melodiosa. “Wisdom of the Kings”, ahh, o que se esperar de um clássico como este? Simplesmente sensacional, mantendo a energia lá em cima. Dragões voariam alto aqui, todo fã ficou em êxtase, principalmente este que vos escreve.

“Land of Immortals” transportou o público para o mundo de fantasia e encanto. Podemos definir como o momento mágico do show. Os teclados marcantes de Alex Staropoli criaram uma atmosfera digna dos maiores clássicos de fantasia (que fã nunca imaginou uma aventura de Senhor dos Anéis, tendo Rhapsody como trilha? Eu já haha), enquanto Giacomo Voli, com maestria vocal, passava toda emoção e poder em cada nota.

Momento de despedida, a banda se preparava para entoar sua ultima canção, quando prestou uma homenagem às vitimas da tragédia do Rio Grande do Sul, dedicando a maravilhosa “Emerald Sword” para todos que, infelizmente, se foram por conta da tragédia, trazendo o sentimento de superar as dificuldades, travar batalhas e nunca desistir diante das adversidades, encerrando assim a sua apresentação numa noite repleta de clássicos atemporais, aliados às novas e ótimas canções da atual fase da banda que, por sua vez, mostrou virtuosismo e muita entrega em cada momento do show, proporcionando uma experiência digna das terras encantadas, tanto presente em sua grandiosa e extensa obra, aos fãs que compareceram e encheram a casa, numa mistura diversificada de fãs fiéis de todas as idades apaixonados pelo estilo, unidos pelas histórias épicas da banda.

Mesmo numa quinta-feira, o que talvez tenha sido um empecilho para o Sold Out, o Rhapsody of Fire mostrou por que é um dos grandes nomes do gênero Power Metal com tantos fãs fiéis ao redor de todo o mundo.   

Rhapsody of Fire, nesta noite:

Alex Staropoli (Teclado), o único membro remanescente da formação original, sempre marcante com suas linhas de teclado épicas, responsável por toda a atmosfera das músicas; Roberto De Micheli (Guitarra), mestre das seis cordas, esbanjando técnica e muito feeling em cada solo e riffs apresentados com grandeza durante o show; Danilo Arisi (substituindo o baixista Alessandro Sala) e Paolo Marchesich (Bateria), formaram a “cozinha” da banda, conduzindo o ritmo perfeito de cada canção e por fim, Giacomo Voli (Voz) impressionou e surpreendeu aos que não o conheciam, com seu alcance e versatilidade vocal, ótima presença de palco e uma figura extremamente carismática, cativando o publico com seu talento ímpar.

 

Texto: Kaká Campolongo

Fotos: Paula Cavalcante


Realização: Dark Dimensions

Mídia Press: JZ Press

 

Rhapsody of Fire

The Dark Secret

Unholy Warcry

I’ll Be Your Hero

Chains of Destiny

The March of the Swordmaster

The Legend Goes On

March Against the Tyrant

A New Saga Begins

Challenge the Wind

Rain of Fury

The Magic of the Wizard’s Dream

Dawn of Victory

***Encore***

Reign of Terror

Wisdom of the Kings

Land of Immortals

Emerald Sword

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Entrevista - Rhapsody Of Fire: Explorando Novos Caminhos


Por Mey Maeve, com condução de Gabriel Arruda e Pamela Gaiguer

Fotos: Divulgação

Rhapsody Of Fire, uma das bandas mais famigeradas da história do Power Metal, volta ao Brasil para um show único, em São Paulo, no próximo dia 9 de maio no Carioca Club. A turnê, que também vai passar por outros países da América Latina, faz parte da divulgação do novo álbum, “Glory For the Enchanted Lands”, a ser lançado também no próximo mês via AFM Records. 

O fundador, tecladista, compositor, produtor e arranjador, Alex Staropoli, atendeu a ROAD TO METAL para um bate papo bem descontraído falando um pouco de como é o seu processo de compor novas músicas e o que gosta de estar fazendo durante e longe das turnês, além de relembrar os momentos especiais que teve com os saudosos cantores Christopher Lee e Andre Matos.

Hoje quais são suas inspirações para compor? Você sente que mudou em algo ou as suas inspirações pessoais, seus gostos, sua visão de vida são as mesmas?

Alex Staropoli: No que diz respeito à música, temos uma visão, temos um plano musical, sempre seguiremos nosso coração, nossa energia. Cada nova produção é uma emoção, onde queremos fazer cada vez mais e experimentar coisas novas. Esse novo álbum em particular, não tem baladas, não tem introdução, são só músicas mais pesadas, bem rápido, onde todos estão no seu auge em seus instrumentos, e é emocionante poder, finalmente, após três anos, lançar um novo álbum.

E pegando esse gancho, muitas pessoas do meio musical comentam que é importante inovar, experimentar coisas novas, até porque acaba acontecendo naturalmente de a vida seguir novos rumos e até mesmo sendo a formação da banda diferente do original, acredito que o processo de composição acaba sendo diferente. Eu queria saber o que você sente que é mais importante: inovar o estilo, buscar coisas novas ou manter a essência e os elementos que já deram certo?

Alex Staropoli: Não se trata de uma fórmula que funciona, e sim da música que amamos fazer. O que gostamos de fazer é criar música que esteja ligada à música clássica, à fantasia, imaginação. Você pode trazer novos elementos, claro, mas como músico, compositor e produtor da banda, o que eu gosto de trazer são novos instrumentos que nunca usamos, como por exemplo, a gaita de fole e entre outros que gosto de combinar com a nossa música. Não sei em que tipo de banda e/ou estilo a palavra inovação significa, quero dizer, em nosso mundo, tentamos ser mais modernos. Uma grande parte é maneira como a bateria, baixo e guitarras soam. 

Eu, por exemplo, sou um músico da linha clássica, então é muito importante que a seção rítmica passe essa sensação de modernidade. E é claro, a mistura pode mudar tudo. Outra coisa que pode mudar tudo é a mixagem, que era mais simples, antigamente a bateria soava mais leve e dava mais espaço a orquestra. 

Hoje em dia, isso não corresponde mais ao estilo. E bom ter uma bateria mais poderosa, talvez menos espaço de orquestra, mas precisamos desse punch, dessa força, dessa energia, então, existem diferenças se você comparar o som do passado com os de hoje em dia.

Qual a parte que você mais gosta da realidade da vida musical? O processo de compor, o momento de estar no palco, as gravações, ou o momento de voltar para casa com a sensação de dever cumprido?

Alex Staropoli: Claro que apreciar todo o processo é o mais legal na vida de um músico, mas fico muito feliz quando estou em casa, escrevendo novas músicas, uma vida mais pacata, mesmo com prazos e tendo que criar um álbum novo do zero, mas, tudo é especial.

Conhecer os fãs também é importante, você não pode só escrever música e ficar em casa o tempo todo, mas sim, voltar para casa é uma sensação ótima. Quando eu viajo para o exterior, eu tento combinar momentos para aproveitarmos além do trabalho. 

Quando fomos ao Japão, por exemplo, fiquei umas duas semanas, pois queria passar férias lá, descobrir mais os países, especialmente a América Latina. É emocionante ir a um país e fazer os shows, mas conhecer a cultura é muito bom também. Em São Paulo temos uma churrascaria preferida, mas infelizmente não lembro o nome agora.

As mais conhecidas daqui de São Paulo são Fogo de Chão e Barbacoa, seria um desses?

Alex Staropoli: Não lembro mesmo.

Vocês têm um feat clássico com o Christopher Lee em “The Magic of Wizard's Dream”. Para álbuns futuros, fazer um feat é uma possibilidade? Se sim, tem alguém que você acha que seria interessante convidar para fazer uma participação em alguma música?

Alex Staropoli: Christopher Lee foi muito especial para nós, pois somos apaixonados por O Senhor dos Anéis. Especificamente gostamos da voz grave dele, então falamos: ‘esse cara tem uma voz fantástica!’. No começo, nem pensamos em quantos filmes ele tinha participado ou se estava em O Senhor dos Anéis. 

Depois de nos encontrarmos com ele, acho que foi quando “O Retorno do Rei” tinha acabado de ser filmado, ele não podia contar nada sobre o filme. E foi muito especial pois ele representa uma conexão com O Senhor dos Anéis, a voz dele é muito marcante.

Encontramos ele em Londres para fazer as narrações, esse era o trabalho. Ele veio, saiu da cabine de gravação e disse: ‘tudo bem, ok, mas eu também sei cantar e ninguém me pediu nada. Vocês têm algo que eu poderia cantar também?’. Foi então ideia dele e foi realmente único. Para o futuro, não sei ainda, mas seria fantástico ter outra participação, mas depende do preço. Atores famosos são realmente caros.

Vocês fizeram uma tour com o Shaman após o lançamento do álbum “Ritual” (2002). Você tem alguma memória especial com o Andre Matos que você gostaria de compartilhar?

Alex Staropoli: Não especificamente da turnê em si, mas eu encontrei muitas vezes quando estávamos gravando na Alemanha, no estúdio do Sascha Paeth. Era sempre bom estar com ele, “um cara super legal” era o que diziam, mas era totalmente verdade. Um músico fantástico. Fiquei muito chocado por ele não estar mais conosco, ele era muito jovem.

Agradecimentos a Dark Dimensions e a JZ Press pelo agendamento desta entrevista!






sábado, 16 de abril de 2016

Rhapsody Of Fire: Trazendo de Volta Seus Melhores Elementos



Quando do lançamento dos seus primeiro álbuns, os italianos do Rhapsody também eram parte de uma nova safra de grupos de Metal que surgiam no final dos anos 90 e início dos anos 2.000, mais uma geração que surgiu para continuar propagando a chama do Heavy Metal, e com seu Symphonic Metal pomposo (ou "Hollywood Metal", como eles mesmos chegaram a se auto-denominar) caracterizado por grandes arranjos orquestrais, refrãos e coros grandiosos e temperos barroco e medievais, é reconhecido com um dos criadores e principais nomes do estilo.


O tempo passou, a fórmula pareceu desgastar, o nome mudou (adicionaram o "Of Fire")....e a banda dividiu-se em duas, em 2011 Luca Turilli deixou a banda de forma amigável, levando também o baixista Patrice Guers, formando então o LUCA TURILLI'S RHAPSODY, e Staropoli e demais continuando como RHAPSODY OF FIRE (O baterista Alex Holzwarth colaborou com ambas as bandas de início, estando atualmente somente com o Rhapsody of Fire).

Ambos já estão com o segundo álbum após a separação, e se o Rhapsody de Turilli saiu em vantagem, pis "Dark Wing of Steel" foi um álbum aquém do esperado,  e a estreia da banda de Turilli foi bem mais empolgante com "Ascending to Infinity", agora o Rhapsody of Fire apresenta um álbum à altura dos primeiros trabalhos da banda, e o que é melhor, os fãs possuem duas ótimas bandas do estilo, e sem que uma seja uma cópia da outra.


É uma questão de gosto pessoal, mas encontrei em "Into the Legend" um álbum mais atrativo do que o "Prometheus..." do Turilli's Rhapsody, provavelmente porque o Rhapsody of Fire trouxe aqueles elementos que tanto fascinaram os fãs, fazendo com que a banda ganhasse notoriedade, e ainda tem a voz de Fabio Lione. que sem dúvida nenhuma é elemento essencial e marcante, portanto, fica um pouquinho do sentimento de que o Rhapsody of Fire é a continuação natural do que iniciaram lá no final dos anos 90.

O tempo e o trabalho investidos na composição e produção do álbum valeram a pena, e se "Dark Wings of Steel" pareceu oscilante, "Into the Legend" vem para derrubar quaisquer dúvidas que pairavam sobre o futuro da banda. Os elementos sinfônicos e medievais estão com força total e magistralmente conduzidos, e o uso de corais e instrumentos reais nos arranjos de orquestra valorizam ainda mais as músicas, soando mais orgânicas, e consequentemente com muito mais feeling! 

São diversos músicos envolvidos, com um conjunto responsável pelos instrumentos barrocos (harpa céltica, cembalo, oboé, etc), solistas de flauta e cello, a soprano Manuela Kriscak e Luca Balbo no grand piano.
Então, percebe-se aí todo um investimento e suporte que foi dado para que se alcançassem os melhores resultados, chegando onde a banda desejava. E não foi tempo e grana jogados fora, pois "Into the Legend", que teve sua saga escrita por Fabio Lione, apresenta uma qualidade de produção e composição acima da média, com músicas bombásticas, refrãos e coros grandiosos, com momentos que realmente causam arrepios, e aquilo que digo sempre, ouviu, arrepiou o pelo do braço, e já deu vontade de ouvir de novo, sinal que é bom mesmo!


A intro "In Principio", por ser até um pouquinho longa, causa um suspensa, trazendo já aquele ar de trilha sonora que a banda sempre primou, e "Distant Sky" surge arrebatadora, faixa de abertura clássica, dinâmica e com refrão grandioso, aliás, eles voltaram a investir pesado em refrãos super pegajosos, sem medo de serem felizes! Os elementos sinfônicos e medievais em casamento perfeito com a bateria veloz e a classe e técnica de Roby de Micheli na guitarra, mostrando que não veio somente para ser coadjuvante doas orquestrações e dos teclados de Staropoli (embora os elementos orquestrais sempre tiveram ênfase na banda); "Into the Legend" não deixa cair o nível, corais e orquestrações esmagadoras, soando um pouco mais agressiva, com velocidade e um pré-refrão e refrão absolutamente marcantes, destaque para Fabio Lione, que já nesta segunda faixa mostra que está numa forma incrível! 

Depois desse início que praticamente não deixa o ouvinte respirar, vem outra sequência que na minha opinião, é a parte mais empolgante e criativa do álbum, iniciando com "Winter's Rain", que tem uma levada mais cadenciada, cativantes fraseados de Micheli, e esse andamento mais lento imprime uma dramaticidade à música, reforçada pelos arranjos orquestrais cinematográficos, mas arrepiante mesmo é a parte dos corais, que iniciam ali pelos 4 minutos, grandioso trabalho de vozes, e com o trecho da letra em latim, reforçando ainda mais esse ar cinematográfico e dramático; em seguida é a vez do ar medieval e barroco tomar conta, e "A Voice in the Cold Wind" com seus elementos folk envolve o ouvinte nessa aura, em ritmos cativantes e mais "alegres", depois da tensão da sua antecessora; "Valley of Shadows" traz como destaque os vocais da soprano Manuela Kriscak, mas Fabio não deixa por menos, em uma grande demonstração da sua classe, técnica e feeling, e quase desnecessário falar das orquestrações magníficas e os corais, variações de andamento, além de um refrão magnífico, talvez o melhor dentre tantos deste álbum.


A balada "Shining Star", é até simples, e bem agradável, com belas orquestrações, e o detalhe do gran piano ao final não a deixou ser apenas mais uma, um momento de respirar, para em seguida "Realms of Light" vir com riffs de guitarra marcantes e vocais mais agressivos de Fabio, variando trechos mais dramático e cadenciados com passagens mais rápidas; "Rage of Darkness" também traz riffs mais pesados, destacando os teclados e melodias cativantes nos vocais e coros, destacando as intervenções de baixo e guitarra, em mais um solo de técnica e melodia de Roby de Micheli, mas que Staropoli não deixa por menos, emendando com um belo solo em seus teclados.

Os 16:45 minutos do épico "The Kiss of Life" fecham este ópus, em uma viagem sinfônico-metálica-medieval, passando por diversos climas. Um jornada que traz um resumo de todas essas nuances musicais do grupo, com Fabio interpretando magistralmente e abusando de sua técnica e possibilidades vocais, em trechos mais teatrais, agressivos ou melódicos. Instrumental impecável, a trilha é tão intensa e com tantas variações que mal percebemos passar esse mais de 16 minutos. Nesta edição nacional lançada pela Shinigami Records ainda temos o bônus "Volar Sin Dolor", balada com elementos acústicos e orquestrações, mais uma vez com Luca Balbo no gran piano, letra em espanhol, com um clima bem interessante, e Fabio imprimindo muita emoção,e  assim como na "Shining Star", esses elementos não permitem que sejam somente mais um balada para preencher espaço.


São os melhores elementos do Rhapsody Of Fire, remetendo ao seu início, e se era uma banda que gerava desconfiança um tempo atrás, inclusive há muito tempo eu não curtia de verdade um álbum deles, e parece que as mudança foram benéficas, e agora Staropoli, Lione e os demais estão seguros e cientes do querem para o grupo, maturidade e talento possuem de sobra, e traduzem essa nova fase em Metal Sinfônico e Cinematográfico grandioso (valorizado pelo uso de instrumentos reais nas orquestrações), criativo, renovado e um Lione brilhando! Que a partir daqui a evolução continue,e quem sabe, distribuindo um pouquinho mais o protagonismo das partes de orquestra e corais, com os demais instrumentos.
Rate: 9/10

Resenha: Carlos Garcia

Banda: Rhapsody Of Fire
Álbum: "Into the Legend"! 2016
País: Itália
Estilo: Symphonic Power Metal
Produção: Alex Staropoli
Selo: AFM/ Shinigami Records

Adquira o álbum AQUI
"Into the Legend" Vídeo Oficial

Canais Oficiais da Banda



Rhapsody of Fire é:
Fabio Lione: Vocais
Alex Staropoli: Teclados
Alex Holzwarth: Bateria
Alessandro Sala: Baixo
Roby de Micheli: Guitarras


Track-List
In Principio
Distant Sky
Into the Legend
Winter's Rain
A Voice in The Cold Wind
Valley of Shadows
Shining Star
Realms of Light
Rage of Darkness
The Kiss of Life
Volar Sin Dolor (bônus track)


domingo, 12 de janeiro de 2014

Rhapsody of Fire: Mantendo os Fãs Após Mudança de Formação

10º álbum é o primeiro sem Turilli, principal compositor
 
Já há alguns lançamentos o Rhapsody of Fire, provavelmente o maior nome italiano do chamado Power Metal Sinfônico, não tem agradado da mesma forma que em discos clássicos como “Symphony of Enchanted Lands” (1998) e “Symphony of Enchanted Lands II: The Dark Secret” (2004).

Sem Turilli, Lione escreve todas as letras
Porém, isso não quer dizer que os últimos discos tiveram má aceitação ou repercussão, mas apenas que a sonoridade do grupo, já não mais novidade, estava precisando de uma guinada, renovar-se. Mas aí veio o baque: o guitarrista e principal compositor Luca Turilli deixou a banda, com certa animosidade, lançando o “seu” Rhapsody (fraquíssimo, diga-se de passagem) e o real Rhapsody se via sem uma das peças centrais.

Em novembro de 2013, chegou o décimo disco “Dark Wings of Steel”, destes, o primeiro sem Turilli, o que estava gerando grande expectativa nos fãs. Assim, nele conhecemos o novo guitarrista Roby De Micheli e o baixista Oliver Holzwarth, conhecido principalmente por ter sido baixista contratado por muitos anos do Blind Guardian.

A grande questão era: será que a banda, apesar de não ter mais o talentoso Turilli, seria capaz de compor um disco que, ao menos, mantivesse o interesse dos fãs na banda? A resposta é afirmativa, se você der uma chance ao álbum.

Em breve, estreará primeiro vídeo clipe com a nova formação

“Dark Wings of Steel” está longe de marcar história na carreira consagrada do grupo, porém, conseguiu fazer a banda coloca mais os pés no chão, sem grandes abusos sinfônicos (como vinha acontecendo), mas é inegável que Turilli está fazendo falta. É aquele álbum que precisa de várias audições, pois dificilmente chamará atenção de cara.

Estreia novo baixista ex-Blind Guardian
São boas composições, agora com as letras todas de Fabio Lione (vocal), que dispensa apresentações e, quem sabe, é o que consegue salvar o disco, já que sua belíssima voz está num patamar já inegável e agora, tendo a liberdade de compor (algo que não acontecia, como deu a entender em entrevista exclusiva par ao Road to Metal).

Há ótimos momentos que valem o álbum, como “Silver Lake of Tears” (bem Power), “Angel of Light” (minha favorita, com refrão grudento), “Fly to Crystal Skies” (grande composição, outra com refrão viciante), “My Sacrifice” (aqui Roby mostra que foi uma escolha acertada) e a faixa-título.

Embora tentando manter a sonoridade clássica da banda, quem sabe este seja um começo para uma mudança, pois toda evolução exige adaptação e a “troca de comandos” na banda poderá render bons frutos futuros, já que o primeiro e tímido passo foi dado neste álbum. Os fãs podem conferir sem medo, mas ainda com o fantasma de Turilli.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Rhapsody of Fire
Álbum: Dark Wings os Steel
Ano: 2013 
País: Itália
Tipo: Power Metal Sinfõnico

Formação
Fabio Lione (Vocal)
Roby De Micheli (Guitarra)
Oliver Holzwarth (Baixo)
Alex Staropoli (Teclados)
Alex Holzwarth (Bateria)




Tracklist
01. Vis Divina
02. Rising From Tragic Flames
03. Angel Of Light
04. Tears Of Pain
05. Fly To Crystal Skies
06. My Sacrifice
07. Silver Lake Of Tears
08. Custode Di Pace
09. A Tale Of Magic
10. Dark Wings Of Steel
11. Sad Mystic Moon

Ouça samplers do álbum


Acesse e conheça mais sobre a banda

sábado, 16 de novembro de 2013

Entrevista: Fabio Lione - A Definitiva Nova Voz do Angra?

"Se algumas pessoas querem um “clone” do primeiro ou do segundo vocalista... Bem, eu posso entender isto, mas eu não acho que é o correto."

Em meio a lançamento de DVD ao vivo com o Angra, divulgação da gravação de um novo álbum com seus vocais, conseguimos um espaço na apertada agenda do vocalista italiano Fabio Lione para uma entrevista exclusiva, na mesma semana em que foi confirmado como a nova voz do Angra. Bom, pelo menos no próximo CD de estúdio. Mas, como você perceberá na entrevista, o vocalista e a banda estão ansiosos pelo que virá e ninguém parece falar em ser algo “provisório”. Seria Fabio Lione o vocalista definitivo da maior banda de Power Metal do Brasil? Leia e confira.

(Check out the English version here)

Road to Metal: Olá, Lione. Desde este ano, você tem cantado com o Angra em turnê, incluindo a América Latina. Conte-nos sobre o convite que você recebeu de juntar-se ao Angra.

Fabio Lione: Bem... eu conheço os caras fazem muitos anos... Kiko [Loureiro, guitarrista] e Rafael [Bittencourt, guitarrista] primeiramente, mas eu também encontrei o Ricardo [Confessori, bateria] antes, na Itália, e o Kiko estava escrevendo para mim com a banda. Eles me perguntaram se gostaria de juntar-me à banda para o Cruzeiro 70000 Tons of Metal em Miami e nós tivemos uma ótima experiência e shows legais... Eu penso que as pessoas apreciaram muito o que fizemos, e isto é aconteceu conosco após deixarmos um festival em São Paulo [Lione fala do Live ‘N Louder 2013], e então nós decidimos seguir com uma grande turnê sul-americana, grandes shows e setlists e uma resposta muito boa vinda do público!!!

"Penso que estarei indo melhor e melhor, combinando meu estilo com as músicas sem perder o espírito, esta banda é demais."

RtM: Muito bom. E sobre a sua adaptação à banda, considerando que o Angra é uma banda de Metal brasileira e você é um cantor italiano. Como é isso para você?

Fabio Lione: Honestamente, eu não conhecia tudo sobre os discos da banda... eu devia conhecer os primeiros 5 discos e eu não tinha tido muito tempo para aprender tudo, mas eu penso que fiz um grande trabalho, considerando que estamos falando de muitas músicas e músicas não necessariamente fáceis de cantar!!

Passo a passo, eu penso que aprendi muito bem o material e continuo aprendendo... então, penso que estarei indo melhor e melhor, combinando meu estilo com as músicas sem perder o espírito, esta banda é demais.

"Eu sei que muitas pessoas gostariam de um vocalista brasileiro na banda e muitos fãs estão pensando no Andre [Matos, ex-vocalista da banda] e no primeiro “som” que a banda tinha..."

RtM: Os fãs brasileiros são alguns dos mais fanáticos do mundo. Isto é dito por 9 a cada 10 bandas mundo afora. Como um músico internacional, como você sente a recepção do público brasileiro?

Fabio Lione:  Bem... Isto foi a nossa primeira coisa legal que notamos. As pessoas realmente gostaram da combinação e todos os shows que nós fizemos... (Eu sei que muitas pessoas gostariam de um vocalista brasileiro na banda e muitos fãs estão pensando no Andre [Matos, ex-vocalista da banda] e no primeiro “som” que a banda tinha...). Honestamente, eu penso que a banda precisa ter um tipo de evolução no som e compor novas músicas, com novos elementos sem perder o estilo e identidade... E isto é o que o Angra fez em todos estes anos e é o que a banda continua fazendo, e é natural para os fãs pensarem no passado às vezes... Mas toda banda precisa olhar para o futuro e encontrar novos elementos, insumos e evolução para ser grande e forte.

"Nós tínhamos um set-list fantástico, grandes convidados conosco e a banda fez um show incrível!"

Eu acho que estamos fortes agora, com um incrível set-list e um sensacional potencial... Se algumas pessoas querem um “clone” do primeiro ou do segundo vocalista... Bem, eu posso entender isto, mas eu não acho que é o correto. Uma boa banda precisa de bons músicos e de um bom vocalista com sua própria personalidade, isto é, provavelmente, o motivo de um monte de pessoas terem gostado dos shows que fizemos... Elas viram uma banda forte que tocou bons shows. Em adendo a isto, eu tenho que dizer que nós todos temos esta “alma” latina conosco... Então as pessoas podem ver e sentir isto. Então, no fim, eu posso dizer que a reação dos brasileiros foi legal e provavelmente melhor do que nós esperávamos.
Banda ensaiando

RtM: Recentemente o Angra lançou seu novo DVD ao vivo, gravado em São Paulo, com você nos vocais. Qual é o sentimento de gravar um DVD com o Angra onde a banda começou 20 anos atrás?

Fabio Lione: Grande experiência!! Nós tínhamos um set-list fantástico, grandes convidados conosco e a banda fez um show incrível!! Não foi fácil para mim, eu tenho que lhe dizer, porque sempre há uma certa pressão quando você faz certas coisas, mas tudo foi ótimo e fiz as músicas com coração e alma... (Eu acho que as pessoas podem ouvir o sentimento ao vivo nele e a paixão com que fizemos as canções...). Eu estou muito feliz pensando sobre isto.

RtM: Temos certeza que sim. Recentemente, em uma entrevista com Andreoli, o baixista revelou que você irá cantar no novo álbum de estúdio do Angra. Conte-nos sobre o convite para participar da gravação deste novo CD do Angra e quais as suas expectativas sobre isto.

Fabio Lione: Esta é uma grande novidade e um importante passo na carreira da banda... Nós todos sabemos que o que temos que fazer juntos deverá ser algo impressionante... maduro e único... algo que traga a banda a novo patamar!

Eu desejo dar uma incrível performance nele... algo que as pessoas não estão esperando... (Eu também estou praticando alguns novos elementos de “falsete”, novas maneiras de cantar, etc., e estou pensando um monte sobre isto neste momento). E tudo isto combinado com algumas grandes canções!

"Nós todos sabemos que o que temos que fazer juntos deverá ser algo impressionante... maduro e único... algo que traga a banda a novo patamar!"

Road to Metal: Com este novo DVD, a turnê, e, claro, o novo álbum do Angra, todos os fãs se perguntam: quais são as possibilidades de que você se torne um membro permanente do Angra?

Fabio Lione: Bem, penso que isto será algo grandioso para mim e a banda. Honestamente, penso que neste momento temos apenas que pensar sobre os novos shows e a nova gravação! Claro que, após um grande álbum, tudo vai ficar mais fácil e natural. Nós todos temos um bom sentimento e uma ótima relação e energia.... Outro ano como este que tivemos e eu estou certo de que tudo vai ser mais fácil e natural... Nós apenas queremos fazer o nosso melhor para a banda e nós o faremos!

"Penso que neste momento temos apenas que pensar sobre os novos shows e a nova gravação!"


RtM: Você é um músico completo que canta em muitas bandas. Conte-nos sobre os mais novos trabalhos das suas outras bandas, Rhapsody of Fire e Hollow Haze.

Fabio Lione: Ok. Eu finalizei o processo de gravação do novo disco do Rhapsody of Fire há apenas alguns dias antes da turnê do Angra na América do Sul (eu acho que terminei apenas dois dias antes do meu voo para a América do Sul...) e desta vez eu tive também que escrever todas as letras do álbum... foi um trabalho legal e uma experiência interessante. Eu espero que as pessoas gostem do novo disco e espero que na próxima vez eu tenha a chance de colocar minhas ideias também na música... porque desta vez eu apenas compus e sugeri variações, ideias e algumas ideias de vocais, mas com certeza eu tive meu trabalho cantando e escrevendo todas as letras!

Quanto ao CD do Hollow Haze... bem, eu realmente penso que fizemos um trabalho grandioso! Sascha [Paeth, produtor e guitarrista do Avantasia] fez um bom trabalho na mixagem e todos os caras tocaram a gravação de um modo sensacional... Eu tenho certeza que um monte de pessoas podem ter ficado surpresas com este CD... grande som, grandes músicas, melhor disco até agora para a banda!! Também minha maneira de cantar está diferente do que a que usualmente uso e daquela que as pessoas esperam de mim. Este é um grande disco de Heavy Metal, feito e tocado por caras legais!


Fotos: Divulgação

Assista ao vídeo clipe oficial do DVD com a música "Stand Away" e dueto entre Tarja Turunen e Gabio Lione clicando aqui.

Interview: Fabio Lione - Definitive Angra's New Voice?

"I have to say that we all have this Latin "soul" with us… so people can see and feel this"

Amid at live DVD release with Angra, divulgation of recordings of a new album with your vocals, we taked a little time in the tight schedule of the Italian singer Fabio Lione,  for an exclusive interview.  Last week he was confirmed as the new voice of Brazilian band Angra, well, at least next studio album. But as you'll see in the interview, the singer and the band are very anxious about the future, and nobody seems to be talking about something "temporary". Would be Fabio Lione the definitive new singer of the biggest Brazilian Power Metal Band? Check out, and take your own conclusions!

(CONFIRA A VERSÃO EM PORTUGUÊS AQUI)

Road to Metal: Hi, Lione. Since this year, you have been singing with Angra during 70000 Tons of Metal Cruise, including a Latin America Tour. Tell us about the invitation you received to join the Angra.

Fabio Lione: Well… I knew the guys since many years… Kiko and Rafael in primis… but I also met Ricardo before in Italy.. and kiko was writing to me with the band. They asked me to join' the band for the 70000 Tons of Metal Cruise in Miami and we had a very nice experience and cool shows... I think the people appreciate a lot what we did and this was how we start our collaboration after that we had a festival in Sao Paulo... and so we decide to go on with a great sout-american tour, great shows and set-list and very good response from the people!!!

RtM: Great. And how about your adaptation to the band, considering that Angra is a Brazilian Metal band and you are an Italian singer. How is that for you?

Fabio Lione: Honestly I didn't know all the records of the band… I think I knew the first 5 records and I didn't have so much time to learn everything… but I think I did a good work, considering that we are talkin' about many songs and not really easy songs!!!

Step by step I think I learned quite well the material and I'm still doin' It… so I think I'll get better and better combining my style with the songs without lose the spirit of the songs, this band is so great.

"I know that many people would like a brazilian singer in the band and many fans are thinkin' about Andre and the first "sound" the band had…"

RtM: Brazilian fans are some of the most fanatic ones in the world. This is said by 9 out of 10 bands around the world. As an international musician, how do you feel the reception of the Brazilian public?

Fabio Lione: Well... that was the first nice thing we noticed. People really liked the combination and all the shows we did… (I know that many people would like a brazilian singer in the band and many fans are thinkin' about Andre and the first "sound" the band had…). Honestly I think that a band need to have a kind of evolution in the sound and compose new songs with new elements without lose the style and the identity… and this is what Angra did in all these years and what the band is still doin' and it's natural for the fans to think about the past sometimes… but every band need to look at the future and found new elements, inputs and evolution to be great and strong.

I think we are strong now, with an amazing set-list and an amazing potential… If some people want a "clone" of the first singer or the second… well… I can understand that, but I don't think this is right. A good band need good musicians and a good singer with his own personality, that's why probably a lot of people liked the shows we did… they saw a strong band played good shows. In addiction to that, I have to say that we all have this Latin "soul" with us… so people can see and feel this. So in the end, I can say that the reaction of the Brazilian public was cool and probably better that what we expect.

"We all know that what we have to do together must be something impressive... mature and unique…"

RtM: Recently, Angra has released their new live DVD, recorded in Sao Paulo, with your vocals. What is the feeling of burning a DVD with Angra where the band started?

Fabio Lione: Great experience!!! We had a fantastic set-list, great guests with us and the band did an amazing show!!! Was not so easy for me… I have to say, 'cause there's always a kind of pressure when you do certain things, but everything was great and I did all the songs with heart and soul… (I think that people can hear the live feeling in It… and the passion we had doin' the songs…). I'm very happy thinkin' about it…

RtM: We’re sure that you are. Recently, in an Andreoli’s interview, the bassist revealed that you will sing in the new Angra’s studio album Tell us about the invitation to participate in the recording of the new Angra CD and what are your expectations about it:

Fabio Lione: That's a great new thing and one important step in the career of the band… We all know that what we have to do together must be something impressive... mature and unique… something that bring the band to another level!!!

I want to give an amazing performance on it… something that people are not expecting… (I'm also practicing some new elements "falsetto stuff", new ways of singin'...etc.. and I'm thinking a lot about that at the moment). And all this combined with some amazing songs!!!


"I think at the moment we have just to think about the new shows and the new record!!!"

RtM: With this new live DVD, the tour, and, of course,  Angra’s new album, all the fans are wondering: What are the possibilities that you will become a permanent member of the Angra?

Fabio Lione: Well, I think this will be something great for me and the band. Honestly, I think at the moment we have just to think about the new shows and the new record!!! Of course, after a great new record, everything will be more easy and natural. We all have a good feeling and a very good relation and energy… another year like this one we had and I'm sure everything will be easy and natural… we just want to do the best for the band and we will do it!!!

"We had a fantastic set-list, great guests with us and the band did an amazing show!"

RtM: You are a complete musician that sings in many bands. Tell us about the newest works with Rhapsody Of Fire and Hollow Haze.

Fabio Lione: Ok. I finish the recording process of the new Rhapsody of Fire record just few days before the Angra tour in South-America (I think I just finished it 2 days before my flight to South-America…) and this time I had also to write all the lyrics of the album… was a cool work and a nice experience. I hope people will like the new record and I hope next time I will have the chance to put my ideas also in the music… 'cause this time I just compose and suggest variations, ideas and some vocal ideas… but for sure I had my work to do singing it and writing all the lyrics!!!

Regarding the Hollow Haze cd... well I really think we did something great!!! Sascha did a good job in the mix and all the guys play the record in a great way... I'm sure a lot of people can be surprised with this cd… great sound, great songs, best record so far for the band!!! Also my way of singin' is different than what I usually do… and from what people expect from me. This is a great heavy cd made and played by cool guys!!!

Edition: Eduardo Cadore
Photos: Disclosure

Watch the official video clip of the DVD with the song "Stand Away" and duet between Tarja Turunen and Gabio Lione clicking here.

sábado, 20 de agosto de 2011

O Fim de Uma Saga, O Fim de Uma Era: Rhapsody of Fire, Disco e Divisão da Banda

Banda lança grande álbum e se separa: mas a história continua...

15 anos de história, conquistas e batalhas que fizeram do Rhapsody of Fire (por anos apenas Rhapsody) se tornar uma das principais referências no Metal Sinfônico/Melódico mundial.

Responsáveis por uma das sagas mais complexas e longas da história do Metal (iniciada em 2004), o grupo este ano de 2011 lançou o último trabalho conceitual da saga que rendeu vários discos e EPs.

Magia, dragões, espadas, guerra entre o Bem e o Mal... os mestres do gênero!

Foi lançado “From Chaos to Eternity” (2011), disco que, ao contrário do esperado, se apresentou mais “direto” (dentro do possível sem alterar a sonoridade da banda), com muitos riffs de guitarra e solos inspirados, com certo peso e agressividade em alguns momentos, enfim, elementos vários que fazem do disco um álbum, no mínimo, mínimo de atenção.

Mas a surpresa é que, prestes a sair em turnê mundial, a banda se separou! Luca Turilli (guitarra), principal compositor e uma das figuras mais marcantes do gênero, anunciou sua saída da banda, finalizando mais de 15 anos de trabalhos conjuntos, assim como o baixista Patrice Guers, que deve permanecer na "nova" banda de Turilli (stranhamente se chamará Rhapsody).


Principal compositor, Turilli deixa a banda e pretende continuar a história com o nome Rhapsody (como no início)

A notícia pegou todos de surpresa, pois não havia indícios claros de desgaste do grupo. Em anúncio oficial, a partida se deu amigavelmente, inclusive com a dupla montando novamente o Rhapsody, enquanto os demais integrantes, Fabio Lione (vocal), Alex Staropoli (teclados), Tom Hess (guitarra) e Alex Holzwarth (bateria) seguirão com o Rhapsody of Fire divulgando o novo disco.

“From Chaos to Eternity” (2011) surpreende pela simplicidade e beleza das composições. Embora ainda bastante sinfônico, a banda parece ter diminuído um pouco a “pomposidade” (?) de seu som, apostando em riffs rápidos e passagens mais pesadas, com destaques para os guitarristas e a bela voz de Fabio Lione, que canta como nunca.

Ao longo de suas 9 faixas, o álbum traz muita melodia, letras cantadas em italiano e a última participação de Christopher Lee (ator que interpretou Saurom em O Senhor dos Anéis) e que narra a parte final da saga, além de arriscar nos vocais líricos.

Há grandes canções, como “Ad Infinitum” (quase como uma introdução ao disco) e “From Chaos To Eternity” (a melhor), que primam a velocidade e certo peso, incluindo na segunda backing vocals quase guturais.

Há, ainda e como sempre, as belas canções calmas e românticas, como “Tempesta Di Fuoco” e “Anima Perduta”, com show de Lione e instrumentos clássicos. Aliás, Lione está muito bem na fita, sendo cogitado a integrar definitivamente o Kamelot (participou como vocalista convidado da turnê sul-americana).

Fabio Lione, mais uma vez, surpreende e é o destaque do novo disco

Mas é a última e derradeira faixa que fecha com chave-de-ouro esse novo trabalho e encerra uma saga e anuncia o fim de uma era: “Heroes Of The Waterfalls' Kingdom”. Com quase 20 minutos de duração, traz todos os elementos que fazem da banda a maior em se tratando de Metal Sinfônico épico: narrações (com a grande voz de Lee), corais, riffs agudos, solos de guitarra ultrarrápidos, teclados no ritmo, passagens acústicas, etc...

A partir de agora, a tendência é de que a banda deva apostar em novos elementos, ao perder a participação de Turilli. Entretanto, com certeza Fabio Lione e companhia irão manter a banda nos trilhos desse estilo de se fazer Metal Sinfônico que tem no nome Rhapsody of Fire, o maior e mais poderoso dos dragões!


Texto: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Rhapsody of Fire

Álbum: From Chaos to eternity

Ano: 2011

País: Itália

Tipo: Metal Sinfônico/Metal Épico/Power Metal


Formação do álbum

Fabio Lione (Vocal)

Luca Turilli (Guitarra)

Patrice Guers (Baixo)

Alex Holzwarth (Bateria)

Alex Staropoli (Teclados)


Capa de autoria de Felipe Machado Franco


Tracklist

01. Ad Infinitum
02. From Chaos To Eternity
03. Tempesta Di Fuoco
04. Ghosts Of Forgotten Worlds
05. Anima Perduta
06. Aeons Of Raging Darkness
07. I Belong To The Stars
08. Tornado
09. Heroes Of The Waterfalls' Kingdom
I. Lo Spirito Della Foresta
II. Realm Of Sacred Waterfalls
III. Thanor's Awakening
IV. Northern Skies Enflamed
V. The Splendour Of Angels' Glory (A Final Revelation)


Acesse o site oficial e leia (em inglês) a nota oficial de separação aqui

Ou leia a mesma traduzida no site Portal do Metaleiro