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sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Cobertura de Show: Anette Olzon– 27/09/2025 – Vip Station/SP

Ex-Nightwish, Anette Olzon, entrega show solo emocionante e empolgante em São Paulo celebrando sua fase na banda finlandesa

Em 27 de setembro de 2025, após 17 anos da controversa tour com o Nightwish pelo Brasil, Anette Olzon subiu ao palco do VIP Station, em São Paulo, pela primeira vez em carreira solo. A apresentação foi marcada por nostalgia, reconhecimento e musicalidade — e, para muitos fãs, serviu para reposicionar seu papel dentro (e fora) da história da banda finlandesa.

A última passagem da vocalista pelo Brasil havia sido em novembro de 2008, quando realizou 10 shows com sua antiga banda. Aquela turnê dividiu o público entre os fãs da ex-vocalista Tarja Turunen e os que aceitavam a recém-chegada Anette. Foi uma época marcada por polêmicas, incluindo o famoso episódio em que Anette deixou o palco após vaias e desaprovação do público.

Quase duas décadas depois, a turnê solo de Anette foi anunciada com certa reverência: ela traria ao palco os clássicos da era em que integrou o Nightwish — os álbuns Dark Passion Play (2007) e Imaginaerum (2011). Pela primeira vez, em carreira solo, ela revisitaria esse repertório de maneira dedicada.

A noite começou com a excelente banda curitibana Magistry, formada por Lya Seffrin (vocal), Leonardo Arentz (guitarra), João Borth (guitarra), Thiago Parpinelli (teclado), Leonardo Rivabem (baixo) e Johan Wodzynski (bateria). A apresentação aconteceu poucos dias após o lançamento do EP Venus Mellifera, sucessor de The New Aeon.

A banda cumpriu muito bem o papel de “opening act”, com uma sonoridade densa que transitava entre o sinfônico, o gótico e o metal pesado — um clima que casou perfeitamente com a proposta da noite. Lya Seffrin chamou atenção pela entrega dramática em suas interpretações, enquanto a banda demonstrava profissionalismo tanto na execução quanto na estética de palco. Destaque para uniformidade da banda no palco no quesito “dress code” mostrando o profissionalismo que a banda veio para mostrar.  Músicas como “Swing to the Circles of Time”, “Alchemy of the Inner World” e “Divine”, mostraram toda a força e dramaticidade interpretadas por Lya e Leonardo.

A recepção calorosa do público ao Magistry foi um ótimo prenúncio para o que estava por vir.

Com uma banda de apoio formada inteiramente por músicos brasileiros — Filipe Duarte (baixo e vocais), Sanzio Rocha (guitarras), Kiko Lopes (bateria) e Vithor Moraes (teclados) — os primeiros acordes de “7 Days to the Wolves” ecoaram, anunciando a entrada triunfal de Anette. Sorridente, ela saudou o público de São Paulo e, já no meio da primeira música, tirou os sapatos para se sentir mais "em casa". Dançando, batendo cabeça e sorrindo, deu início a uma performance vibrante.

O set list seguiu com “Storytime”, “Ghost River” e “Bye Bye Beautiful” — esta última, conhecida por ser uma provocação direta à ex-vocalista Tarja, foi cantada com empolgação pelos fãs do chamado “Team Anette”.

Surpresas como “Turn Loose the Mermaids”, “Meadows of Heaven”, “Rest Calm” e “Ghost River” emocionaram o público por serem faixas raramente ou nunca executadas ao vivo pelo do Nightwish. Durante todo o show, era comum ouvir o coro: “ANETTE, EU TE AMO!”

Em “Last of the Wilds”, Anette deixou a banda brilhar. Em diversos momentos, fez questão de elogiar e apresentar os músicos, com destaque para o baixista e vocalista Filipe Duarte, que assumiu os desafiadores vocais de Marko Hietala. Anette revelou que o grupo teve apenas um ensaio antes da turnê — o que só reforça a competência dos músicos.

“Eva” foi um dos pontos altos da noite. Em um momento quase acústico e intimista, com os músicos sentados em banquinhos, Anette entregou uma interpretação sensível e comovente. Em “Sahara”, Lya Seffrin retornou ao palco para um dueto surpreendente, que foi muito bem recebido. Mas foi em “The Poet and the Pendulum” que o ápice emocional do show aconteceu. Uma música que não se ouve apenas: sente-se. A interpretação de Anette foi arrebatadora, mostrando toda a sua versatilidade vocal e emocional. Foi um daqueles momentos que nos fazem pensar: “Já pagou meu ingresso”.

Ao anunciar “Meadows of Heaven”, o público brincou gritando “PASTORA! PASTORA!” — uma alusão ao caráter espiritual da canção. Anette explicou que a faixa é especial, especialmente para quem acredita em Deus e na imensidão dos céus.

Antes da última música, Anette convidou ao palco seu filho, Seth, criando um momento de intimidade e carinho. Ele entrou com uma bandeira do Brasil, arrancando aplausos e risos. Logo após, “Last Ride of the Day” encerrou o show com energia e emoção.

A voz de Anette permaneceu firme e expressiva durante toda a apresentação. O repertório equilibrou momentos épicos e baladas tocantes, agradando tanto os fãs do metal sinfônico quanto os que buscam performances mais emocionais. A conexão com o público foi constante e genuína.

O show de Anette Olzon em São Paulo foi, acima de tudo, uma noite de redenção — para ela e para os fãs. Mostrou que ela tem seu lugar nos palcos do mundo e que não deve nada à sua antecessora. O valor simbólico de ouvir ao vivo músicas que muitos julgavam esquecidas emocionou e reacendeu memórias.

Apesar das limitações naturais de uma produção dessa escala, a performance teve alma, entrega e propósito. Para os fãs de Dark Passion Play e Imaginaerum, foi uma verdadeira celebração. E para Anette, possivelmente, um novo começo.

Finalizo com um agradecimento ao produtor Eliel Vieira, da Estética Torta, pela ousadia de realizar um show tão necessário, celebrando dois discos incríveis e oferecendo ao público brasileiro a chance de vivenciar esse momento com uma artista que — agora é oficial — fez as pazes com seus fãs. Que venham mais turnês. E que não demore tanto para voltar, Pastora.


Texto: Anderson Bellini 

Fotos: Pri Secco

Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: Estética Torta

Press: Acesso Music


Anette Olzon – setlist:

7 Days to the Wolves

Storytime

Ghost River

Bye Bye Beautiful

Amaranth

Rest Calm

Last of the Wilds

Eva

Turn Loose the Mermaids

Sahara (com Lya Seffrin)

The Poet and the Pendulum

Meadows of Heaven

Last Ride of the Day

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Cobertura de Show: Fabio Lione – 18/05/2025 – Teatro APCD/SP

Fabio Lione encerra turnê com casa cheia e entrega noite de nostalgia e potência vocal

Encerrando a primeira etapa da turnê Symphony of Enchanted Lands, o vocalista italiano Fabio Lione passou por São Paulo com três apresentações no Teatro APCD, na zona norte da cidade. Foram dois shows no sábado, 17, e o terceiro e último no domingo, 18 de maio. Com ingressos esgotados em todas as sessões, o espetáculo celebrou um dos álbuns mais marcantes do power metal sinfônico, executado na íntegra, além de incluir outros sucessos do Rhapsody of Fire e alguns covers. A realização foi da Estética Torta.


Dogma: visual provocativo, presença morna

Não conhecia a Dogma até o barulho recente nas redes após sua apresentação no Bangers Open Air, no início de maio. Foi justamente esse buzz que despertou a curiosidade para ver o que a banda formada por cinco mulheres que se apresentam com figurinos de freiras e corpse paint tinha a oferecer no palco. A proposta visual é clara: provocar, romper com códigos religiosos, causar estranhamento. Mas ali, no palco do Teatro APCD, no último show da turnê de Fabio Lione em São Paulo, essa estética ousada não encontrou a mesma força na performance.

A Dogma passou a integrar a turnê de Fabio Lione na semana seguinte ao Bangers, acompanhando o vocalista em várias datas pelo Brasil até a reta final, em São Paulo. No show de domingo, a impressão foi de que a banda ainda buscava firmar sua presença ao vivo dentro desse novo contexto. A estética chamou atenção, mas não sustentou sozinha a conexão com a plateia, que parecia mais curiosa do que empolgada.

Num primeiro momento, a apresentação soou morna. A presença de palco era calculada, quase ensaiada demais, o que tirava parte da espontaneidade que esse tipo de show demanda. Musicalmente, a Dogma aposta em um hard rock com elementos góticos e melódicos. Embora tecnicamente bem executadas, as faixas carecem de impacto ao vivo, especialmente diante da promessa visual transgressora.

A produção da banda, que mistura elementos teatrais com simbologias religiosas e provocação sexual, chama mais atenção que o som em si. E isso acaba jogando contra, porque se cria uma expectativa de intensidade que não se cumpre plenamente no repertório nem na performance.

Ainda assim, houve evolução ao longo da apresentação. Aos poucos, o público foi entrando no clima, reagindo melhor às últimas faixas e aplaudindo com mais entusiasmo. Para quem viu a banda pela primeira vez, como eu, ficou a impressão de que ainda há um caminho a ser trilhado entre a proposta imagética e a entrega musical, algo que pode amadurecer nos próximos shows, especialmente se a banda souber usar o interesse que vem crescendo desde o festival.


Dogma – setlist:

Forbidden Zone

My First Peak

Made Her Mine

Banned

Carnal Liberation

Like a Prayer (Madonna cover)

Bare to the Bones

Make Us Proud

Pleasure From Pain

Father I Have Sinned

The Dark Messiah


Fabio Lione – Symphony of Enchanted Lands em São Paulo

O espetáculo com lotação esgotada nos dois dias em que tocou em São Paulo — dois shows no sábado, 17, e o terceiro no domingo, 18 — trouxe a turnê do álbum Symphony of Enchanted Lands cantado na íntegra, além de outros sucessos do Rhapsody of Fire e alguns covers.

Em conversas com amigos, comentamos que, embora a voz do Fabio Lione no Angra não fosse ruim, muitas vezes faltava aquele alcance e potência que ele demonstra no Rhapsody of Fire. Nesta turnê, fica claro que a voz de Lione continua impressionante. Eu, fã desde os meus 12 anos, me senti várias vezes transportada para aquelas sessões de RPG e encontros com amigos embalados por músicas de dragões e terras médias.

Fabio Lione, um front man muito simpático e comunicativo, usou todo o seu bom português durante a apresentação que durou quase duas horas. A empolgação do público foi constante do início ao fim, sem queda de ritmo ou desânimo, demonstrando a força do repertório e a conexão entre artista e fãs. Em diversos momentos, Lione interagiu e pediu ajuda do público em refrões e palmas, até desceu ao meio da plateia para cantar e interagir diretamente com os fãs, fortalecendo essa troca que deixou a noite ainda mais especial.

A banda de apoio estava afiada e empolgada, acompanhando com precisão e energia cada música, o que só elevou o nível da apresentação. O entrosamento entre os músicos era evidente, o que garantiu uma performance técnica e cheia de vigor do começo ao fim.

No entanto, uma questão que merece reflexão foi a escolha do teatro como palco para a apresentação e o estímulo, em alguns momentos, do Fabio Lione para que o público se levantasse. Muitos atendiam ao convite, mas logo se sentavam novamente. Na segunda parte do show, ficou evidente que essa empolgação vinha dos fãs, mas que infelizmente não condiz com o formato do espetáculo proposto para um teatro. Quando compramos um ingresso para um show nesse tipo de espaço, há uma expectativa por um formato que permita a todos aproveitar o espetáculo da melhor forma possível. Além disso, muitas pessoas frequentam esses locais por questões de acessibilidade ou mobilidade, o que torna essa situação ainda mais importante para reflexão.

Ainda assim, isso não diminuiu a magnitude do show, que foi magnífico e cumpriu com excelência o que prometia: uma celebração da obra do Rhapsody of Fire em uma apresentação técnica, emocionante e cheia de significado para os fãs que acompanharam o vocalista nessa turnê especial. Foi uma noite para se elogiar.

Fabio Lione encerrou a apresentação com agradecimentos calorosos e a promessa de novas turnês trazendo outros clássicos do Rhapsody of Fire cantados na íntegra. Fica a expectativa para que em breve possamos reviver essas jornadas épicas ao som da banda, em mais uma celebração da música e da fantasia.

Aguardaremos ansiosos por esses próximos encontros e novas oportunidades de mergulhar nesse universo tão particular e cativante criado por Fabio Lione e seus músicos.




Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Estética Torta



Fabio Lione – setlist:

Epicus Furor (Rhapsody of Fire)

Emerald Sword (Rhapsody of Fire)

Wisdom of the Kings (Rhapsody of Fire)

Heroes of the Lost Valley (Rhapsody of Fire)

Eternal Glory (Rhapsody of Fire)

Beyond the Gates of Infinity (Rhapsody of Fire)

Wings of Destiny (Rhapsody of Fire)

The Dark Tower of Abyss (Rhapsody of Fire)

Riding the Winds of Eternity (Rhapsody of Fire)

Symphony of Enchanted Lands (Rhapsody of Fire)



Set 2
In Tenebris (Rhapsody of Fire)

Knightrider of Doom (Rhapsody of Fire)

Land of Immortals (Rhapsody of Fire)

The Wizard's Last Rhymes (Rhapsody of Fire)

Rain of a Thousand Flames (Rhapsody of Fire)

Lamento Eroico (Rhapsody of Fire)

Holy Thunderforce (Rhapsody of Fire)

We Are the Champions (Queen cover)

Dawn of Victory (Rhapsody of Fire)


sexta-feira, 24 de maio de 2024

Cobertura de Show: Rhapsody of Fire – 09/05/2024 – Carioca Club/SP

A banda de Power Metal italiana Rhapsody of Fire, trouxe sua magia para a estrada com a turnê "Glory for The Enchanted Lands Tour", oferecendo uma experiência épica e inesquecível para os fãs de São Paulo, que celebraram grandes clássicos e musicas da nova fase da banda. Os fãs que compareceram ao Carioca Club, na capital de São Paulo, no último dia 09/05 (quinta-feira), puderam acompanhar de perto esse novo momento.

A abertura da noite ficou por conta da banda Skalyface, que preparou o publico presente com seu Heavy Metal, fazendo uma apresentação autentica, apresentando canções autorais e um cover de “The Evil That Men Do” (Iron Maiden), que contou com a participação especial do vocalista e produtor Raphael Dantas (Ego Abscence), momento em que a maioria já ia ocupando os espaços da casa de show. A Skalyface deixou o palco após uma boa apresentação, que aqueceu plateia para a atração principal.

Às 21h a casa já se encontrava cheia, os fãs chegaram prontamente e ocuparam praticamente toda a pista e mezanino do Carioca Club, para receber o Rhapsody of Fire, que pontualmente iniciou o show com a música “The Dark Secret II” como introdução e, logo em seguida, abriu para valer sua apresentação com a clássica “Unholy Warcry”, trazendo uma energia arrebatadora, estabelecendo imediatamente o que estava por vir para o restante da noite.  Os poderosos vocais de Giacomo Voli deram o ar da graça, enquanto os marcantes e épicos teclados de Alex Staropoli orquestravam o público, que entoava a plenos pulmões os coros e refrãos por todo o universo mágico, característico da banda.

“I´ll be your hero” é a prova de que há musicas que se engrandecem com a performance ao vivo, mostrando a grandiosidade da mesma, que se revela muito mais empolgante e cativante do que sua versão de estúdio. “March of the Swordmaster”, clássico que tirou o publico do chão, fez com que todos pulassem e cantassem como se estivessem numa taberna com muita cerveja e hidro mel. A interação e energia da banda no palco acompanhava a mesma vibração. “Challenge the Wind” é o novo Rhapsody of Fire, porém com a essência de sempre, trazendo o tom épico característico da banda que cativou tantos fãs ao redor do mundo e principalmente os que ali estavam, seguido do momento perfeito para apresentar a banda.

Em “The Magic of the Wizard´s Dream”, Giacomo dedica a canção ao saudoso e icônico Christopher Lee, deixando que o público desse a voz às suas partes na bela canção, o momento mais emocionante do show. “Dawn of Victory” um verdadeiro hino da banda, inflamou todo o publico presente que soltou a voz juntamente com o vocalista Giacomo. Era notável a emoção e empolgação de todos os presentes neste momento do show, com certeza o ponto altíssimo da noite. Ouvir “Gloria, Gloria Perpetua” em uníssono foi de arrepiar!

Após a pausa, a banda retornou ao palco para o encore com “Reign of Terror”, onde Giacomo pôde mostrar toda sua versatilidade e dinamismo vocal, alternando entre um vocal mais agressivo, cheio de drives e sua já característica voz limpa e melodiosa. “Wisdom of the Kings”, ahh, o que se esperar de um clássico como este? Simplesmente sensacional, mantendo a energia lá em cima. Dragões voariam alto aqui, todo fã ficou em êxtase, principalmente este que vos escreve.

“Land of Immortals” transportou o público para o mundo de fantasia e encanto. Podemos definir como o momento mágico do show. Os teclados marcantes de Alex Staropoli criaram uma atmosfera digna dos maiores clássicos de fantasia (que fã nunca imaginou uma aventura de Senhor dos Anéis, tendo Rhapsody como trilha? Eu já haha), enquanto Giacomo Voli, com maestria vocal, passava toda emoção e poder em cada nota.

Momento de despedida, a banda se preparava para entoar sua ultima canção, quando prestou uma homenagem às vitimas da tragédia do Rio Grande do Sul, dedicando a maravilhosa “Emerald Sword” para todos que, infelizmente, se foram por conta da tragédia, trazendo o sentimento de superar as dificuldades, travar batalhas e nunca desistir diante das adversidades, encerrando assim a sua apresentação numa noite repleta de clássicos atemporais, aliados às novas e ótimas canções da atual fase da banda que, por sua vez, mostrou virtuosismo e muita entrega em cada momento do show, proporcionando uma experiência digna das terras encantadas, tanto presente em sua grandiosa e extensa obra, aos fãs que compareceram e encheram a casa, numa mistura diversificada de fãs fiéis de todas as idades apaixonados pelo estilo, unidos pelas histórias épicas da banda.

Mesmo numa quinta-feira, o que talvez tenha sido um empecilho para o Sold Out, o Rhapsody of Fire mostrou por que é um dos grandes nomes do gênero Power Metal com tantos fãs fiéis ao redor de todo o mundo.   

Rhapsody of Fire, nesta noite:

Alex Staropoli (Teclado), o único membro remanescente da formação original, sempre marcante com suas linhas de teclado épicas, responsável por toda a atmosfera das músicas; Roberto De Micheli (Guitarra), mestre das seis cordas, esbanjando técnica e muito feeling em cada solo e riffs apresentados com grandeza durante o show; Danilo Arisi (substituindo o baixista Alessandro Sala) e Paolo Marchesich (Bateria), formaram a “cozinha” da banda, conduzindo o ritmo perfeito de cada canção e por fim, Giacomo Voli (Voz) impressionou e surpreendeu aos que não o conheciam, com seu alcance e versatilidade vocal, ótima presença de palco e uma figura extremamente carismática, cativando o publico com seu talento ímpar.

 

Texto: Kaká Campolongo

Fotos: Paula Cavalcante


Realização: Dark Dimensions

Mídia Press: JZ Press

 

Rhapsody of Fire

The Dark Secret

Unholy Warcry

I’ll Be Your Hero

Chains of Destiny

The March of the Swordmaster

The Legend Goes On

March Against the Tyrant

A New Saga Begins

Challenge the Wind

Rain of Fury

The Magic of the Wizard’s Dream

Dawn of Victory

***Encore***

Reign of Terror

Wisdom of the Kings

Land of Immortals

Emerald Sword

domingo, 10 de janeiro de 2021

Ruins of Elysium: Uma Odisséia Metálica/Sinfônica pelos 7 Mares

 


A Ruins of Elysium está de volta após um longo período de produção de seu novo álbum intitulado “Amphitrite - Ancient Sanctuary in the Sea”, que será lançado no dia 15 de janeiro de 2021. 

Assim como o álbum anterior, “Seeds Of Chaos and Serenity”, esse trabalho apresenta muita ousadia e desta vez eles trazem convidados muito especiais, começando com a primeira música “Alexiel - An Epic Lovestory”, um dueto absurdo entre o tenor Drake Chrisdensen e a soprano Melissa Ferlaak ( ex - Visions of Atlantis, Aesma Daeva e Echoterra, atualmente na banda Plague of Stars ), além disso um belo arranjo orquestral e coral dignos de trilha sonora de um filme épico. 

Quem já ouviu os trabalho anteriores da banda sabem o quanto suas músicas são cheias de detalhes e dessa vez não foi diferente, “Queen Of The Seven Seas” é um convite para viajar através de uma harmonia perfeita entre os arranjos clássicos e uma bateria enérgica que não te deixa cair em monotonia. 

Passando para a próxima faixa, “Belladonna”, é difícil explicar o que senti logo nos primeiros segundos da introdução, mas mais uma vez a bateria rápida e agressiva de Icaro Ravelo (que também é o responsável pelos teclados da banda) me hipnotizou e eu só consegui voltar a mim para poder prestar mais atenção aos outros elementos quando o ritmo diminuiu e o som das castanholas e o solo de violão em estilo espanhol começaram. 

Em “Leviathan” o ritmo diminui temporariamente, mas também é um dos momentos mais bonitos do álbum até aqui. Se você gosta de “viajar” na música, com certeza a instrumental “Oceanic Operetta” irá te oferecer isso por quase três minutos. Logo após, toda a teatralidade de Drake está de volta em “Atlas”. 

Melissa Ferlaak ( Plague of Stars, EUA) e Föxx Salema (Brasil), duas das convidadas especiais do álbum

Para mim, “Book of Seals” é a música mais acessível para aqueles que não estão acostumados à toda grandiosidade característica do metal sinfônico, mas nem por isso é menos trabalhada. 

Chegando em “Amphitrite” eu preciso dizer que amo a versatilidade vocal de Drake, mas seus vocais mais suaves simplesmente me derretem.

Como eu tenho acompanhado a banda nas redes sociais eu confesso que estava ansiosa para ouvir “Okami - Mother Of The Sun“, com participação de Föxx Salema, com instrumentos tradicionais japoneses e algumas partes cantadas em japonês essa música é uma das minhas favoritas. 

Rayssa Monroy da banda nordestina Vangloria Arcannus é outra das convidas especiais

Mais uma vez trazendo temáticas não habituais no  metal, em “The Ocean Is Yemanja's”, banda mostra que qualquer tema pode ser bem abordado, inclusive afro-brasileiros. Essa música ainda merece destaque pelas participações das cantoras Rayssa Monroy e Zaiiah e também pelo tema LGBT já abordado em álbuns anteriores. 

Já na reta final ainda dá tempo de levar uma porrada em “Cathedral Of Cascades” e aqui mais uma vez Ravelo rouba a cena. E para encerrar de forma épica, “Canzone Del Mare (Canção do Mar)”, que não tem nada de novo a ser acrescentado após a chuva de diversidade cultural apresentada nas músicas anteriores. 

Amphitrite - Ancient Sanctuary in the Sea” é um álbum excelente, porém pode ser difícil de digerir se você prefere músicas com arranjos mais simples.

Percebe-se que a banda preparou cada detalhe com muito cuidado e carinho, apesar de tantos elementos diferentes, a proposta grandiosa de te fazer viajar pelos sete mares é entregue durante a execução das 12 faixas.

Texto: Raquel de Avelar
Edição: Carlos Garcia

Banda: Ruins of Elysium
Álbum: Amphitrite - Ancient Sanctuary in the Sea (2021)
País: Brasil
Estilo: Epic Symphonic Metal


Track-list:
01. Alexiel – An Epic Lovestory (Ft. Melissa Ferlaak)
02. Queen Of The Seven Seas
03. Belladonna
04. Leviathan
05. Oceanic Operetta
06. Atlas
07. Book Of Seals
08. Amphitrite
09. Okami – Mother Of The Sun (Ft. Föxx Salema)
10. The Ocean Is Yemanja’s (Ft. Rayssa Monroy & Zaiiah)
11. Cathedral Of Cascades
12. Canzone Del Mare (Canção do Mar)