quarta-feira, 2 de março de 2011

Clássicos Ao Vivo: Dio At Donington UK - Live 1983 & 1987



Você já deve ter ouvido a frase de que “há discos que nascem clássicos”. É acreditando que não apenas os trabalhos inéditos podem sair do forno e conquistar o mundo para sempre, como os registros ao vivo de grandes nomes do Metal em épocas de grande inspiração.

É o que acontece neste álbum duplo ao vivo, lançado postumamente à morte de nosso saudoso e inesquecível Ronnie James Dio (Elf, Rainbow, Black Sabbath, Heaven & Hell).

Levado desta para uma melhor (esperamos que sim), Dio falecera em 2010, vítima de câncer, numa batalha que durou alguns meses.

Seu nome sempre será homenageado (vide o grande número de tributos que pipocam mundo afora), seu legado lembrado e saudado, mas nunca nos cansaremos em ter algum material novo, ou melhor, nunca antes lançado.

Pensando nisso foi lançado o disco duplo ao vivo “Dio At Donington UK - Live 1983 & 1987”. Pegando a fase áurea da carreira solo do baixinho, as duas apresentações aconteceram no tradicional Donnington Park, palco de festivais como Monsters of Rock e, atualmente, Download Festival.

O primeiro CD é uma apresentação do vocalista e sua banda em 1983, mesmo ano que lançou seu primeiro e clássico álbum solo (após tomar o mundo com o Rainbow e Black Sabbath) “Holy Diver”.

Na formação, os incríveis Vivian Campbel (guitarra), Jimmy Bain (baixo) e Vinny Appice (bateria) completavam a banda de Dio que, na apresentação, executaram as músicas dessa nova fase do vocalista, como as hits “Rainbow in the Dark” e “Holy Diver”, não faltando músicas da fase Rainbow, como “Man On The Sliver Mountain” e “Startruck”, além, claro, das clássicas “Children Of The Sea” e “Heaven & Hell”, do disco homônimo desta última com o Black Sabbath.

Já o segundo CD, mostra Dio em 1987, na turnê de divulgação de “Dream Evil” (1987), também tocando no Monsters of Rock, nessa feita já com a formação alterada, contando com o novo guitarrista Craig Goldy.


No destaque acima, Dio e o guitarrista Craig Goldy

Aqui Dio já provara que sabia viver de sua carreira solo, engordando o set list com novas composições de seus trabalhos atuais, mas sem esquecer seu passado que, já naquela época, era de se tirar o chapéu.

Nesse CD, estão as citadas anteriormente (exceto “Startruck” e “Children of the Sea”, que ganhou uma curiosa nova versão), incluindo aí os novos clássicos como “Last in Line” (com direito a trecho perfeito de “Temple of the King”, do Rainbow), “Rock And Roll Children” (que refrão que me deixa nostálgico sem nunca ter vivido os anos 80) e “Neon Knights”, do seuprimeiro trabalho com o Black Sabbath em 1980.


Histórica foto do show de 1987 no Monsters of Rock

Um dos destaques é a sempre presente “Long Live Rock & Roll” (Rainbow), que estaria em praticamente todas as próximas turnês e é um dos maiores hinos da história do Rock mundial.

A gravação está em ótima qualidade. Você sente que está diante de um álbum atual de Dio, exceto que nos anos 80 o vocalista ainda mantinha bastante firme sua veia Hard Rock e Classic Rock, o que viria a mudar nos anos 90 e, especialmente, nos anos 2000.


A banda de Dio com a formção de 1987

Esse é mais um legado que nosso herói nos deixou. Quem já viu algum show do cara (independente de qual banda) sabe que Dio era um verdadeiro Deus no palco e que a falta de altura era compensada divinamente com talento de sobra.

Para este que vos escreve e a todos que nunca poderão vê-lo ao vivo, o álbum é uma boa pedida e algo muito próximo de um show de Dio na sua fase mais mágica. Altamente obrigatório!


Catch the Rainbow


Texto: EddieHead

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Dio

Álbum: Dio At Donington UK - Live 1983 & 1987

Ano: 2010

País: EUA

Tipo: Heavy Metal/Classic Rock


Ao fundo, palco do show de 1987!

Formação


Live 1983

Ronnie James Dio (Vocal)

Vivian Campbel (Guitarra)

Jimmy Bain (Baixo)

Vinny Appice (Bateria)


Live 1987

Ronnie James Dio (Vocal)

Craig Goldy (Guitarra)

Jimmy Bain (Baixo)

Vinny Appice (Bateria)


CD Live 1983

01.Stand Up And Shout
02. Straight Through The Heart
03. Children Of The Sea
04. Rainbow In The Dark
05. Holy Diver
06. Drum Solo
07. Stargazer
08. Guitar Solo
09. Heaven And Hell
10. Man On The Silver Mountain
11. Starstruck
12. Man On The Silver Mountain (Reprise)

CD Live 1987

01. Dream Evil
02. Neon Knights
03. Naked In The Rain
04. Rock And Roll Children
05. Long Live Rock ‘n’ Roll
06. The Last In Line
07. Children Of The Sea
08. Holy Diver
09. Heaven And Hell
10. Man On The Silver Mountain
11. All The Fools Sailed Away
12. The Last In Line (Reprise)
13.
Rainbow In The Dark

terça-feira, 1 de março de 2011

Entrevista: Sacrario – Dedicação Total


A banda gaúcha Sacrario vive um de seus melhores momentos, apresentando constante evolução no decorrer de seus dois lançamentos, que culminou num excelente trabalho no mais recente álbum “Stigma Of Delusion”. Além do disco novo, a banda estará em turnê pela Argentina no mês de abril.

Em uma entrevista cedida pelo baterista Everson Krentz, ele nos fala sobre a atual fase da Sacrario.


Road to Metal: A sua saída da Distraught proporcionou que você focasse somente a Sacrario. Você pode nos falar o motivo de sua saída?


Éverson Krentz: Para ser bem sincero, o motivo real da minha saída nem eu sei ainda, mas explico o que aconteceu. Em 2009, aproximadamente em setembro, foi confirmada uma tour da Distraught na Europa para março de 2010, mas por motivos financeiros e familiares naquele momento eu não estava em condições de fazer essa viagem então sugeri aos colegas de banda que levassem um outro baterista temporário para fazer esses shows (diga-se de passagem que já é uma coisa comum em bandas hoje em dia) e eles aceitaram tranquilamente, até me ofereci para ajudar a achar alguém. Por fim acharam um outro baterista e me deram umas férias para poderem ensaiar com o batera novo. E por fim a tour acabou sendo definitivamente cancelada e até o dia de hoje aguardo uma informação ou explicação do porque da minha saída da banda.


O entrevistado em ação: dedicaçao total a Sacrario


RtM: A qualidade sonora de "Stigma Of Delusion" está ótima e acho que no geral está mais pesado que "Catastrophic Eyes". Vocês tiveram essas metas durante a gravação?


Éverson Krentz: Sim, sempre tivemos a intenção de fazer uma gravação melhor, mais pesada, agressiva e nítida ao mesmo tempo. Conseguimos uma gravação satisfatória para os recursos que tínhamos disponíveis no momento. Mas para o próximo queremos um cd muito mais pesado e agressivo.


RtM: Em relação arte do álbum, como foi a concepção para a ilustração da capa?


Éverson Krentz: Na verdade, bem antes de começarmos a gravar o cd já estávamos pensando na capa do cd, eu fiz alguns esboços, mas nenhum agradou, então por acaso estávamos na internet olhando alguns artistas e entramos no site do Carlos Fides e de primeira tava o desenho ali para venda. Foi paixão a primeira vista! hehehehe. Era exatamente o que estávamos procurando, e a partir da capa eu montei todo o layout do cd.


Capa do novo trabalho! Muito aclamado pelos fãs e crítica!


RtM: Como está sendo a receptividade de "Stigma Of Delusion" fora do Rio Grande do Sul?


Éverson Krentz: Está sendo muito boa em todo o Brasil e fora também! Prova disso é que estamos agendando alguns shows em São Paulo agora em março e em abril vamos fazer alguns shows na Argentina. Também conseguimos lançar o cd por uma gravadora Holandesa "Micelli Records" e colocou o cd Stigma of Delusion para venda no Itunes.


RtM: Recentemente publiquei no site de notícias Whiplash sobre a turnê de cinco shows que farão na Argentina em abril. (20/04 Mar Del Plata, 21/04 Buenos Aires, 22/04 Rosário, 23/04 Córdoba, 24/04 Mendoza). Como surgiu o convite?


Éverson Krentz: Surgiu quando estive lá na Argentina tocando com a Distraught em 2009, levei material da Sacrario e entreguei aos produtores de lá, depois surgiram os convites e por fim agendamos os shows.


Adquira o novo álbum através do Myspace da banda


RtM: Há três anos, a Sacrario tocou na 1° edição do Nightfall In South Festival em minha cidade (Ijuí/RS) e foi muito prestigiada. Para você, há diferença entre festivais realizados na capital e no interior? (Comparando tipos de público e reconhecimento do trabalho da banda).


Éverson Krentz: Tem diferença principalmente no público, no interior o público é animal, eles agitam do início ao fim, já na capital só vão a shows de bandas gringas. E não dão muito valor as bandas locais.


RtM: Quais são os planos futuros após o retorno da tour na Argentina?


Éverson Krentz: Queremos o nordeste brasileiro e quem sabe no ano que vem a Europa.


RtM: Atualmente vocês estão trabalhando com a Metal Army Agency (Agência de São Paulo, com sede atual em Ijuí), que está agenciando turnês internacionais, que há alguns anos atrás sequer chegavam ao Brasil. Como você analisa a atual fase da "abertura" para bandas gringas de metal extremo em solo gaúcho?


Éverson Krentz: Eu sou a favor de shows de abertura desde que não tenha que "pagar para abrir", como muitos produtores picaretas fazem, principalmente aqui em Porto Alegre. Acho que todo meio que você tiver para divulgar seu trabalho é válido.


RtM: Há 8 anos atrás tive a oportunidade de assistir um ensaio da Distraught em Porto Alegre (a qual você era baterista) e assisti alguns shows naquela época. De lá para cá vi tua evolução na bateria. Na Distraught você tinha liberdade de ousar e colocar tuas idéias? E como funciona na Sacrário?


Éverson Krentz: Na Distraught eu tinha liberdade para colocar minhas bateras, mas não tínhamos muita afinidade musical, já com a Sacrario tenho 100% de afinidade, e vai além disso, também toco guitarra e componho junto com os outros componentes. Todos integrantes tem livre espaço para opiniões e composições.


RtM: Para finalizar, deixe um recado para os leitores.


Éverson Krentz: Quero agradecer a você Débora e ao Blog Road To Metal pela oportunidade, e aos leitores que curtem e apóiam o metal nacional, obrigado!


Muito obrigado, Éverson, por mais esta entrevista (o baterista já havia sido entrevistado em 2008) cedida para o Blog Road To Metal.


Entrevista: Débora Reoly


Fotos: Divulgação

Conheça a banda

http://www.myspace.com/sacrariobr

Clássicos Brasil: “I.N.R.I.” (Sarcófago) - Os Pioneiros do Metal Negro no País

Uma das três capas do álbum

Satyricon, Impaled Nazarene, Belphegor, Dark Funeral, Força Macabra. O que esses nomes tem em comum? Simples. Uma total devoção a Sarcófago, mais principalmente ao álbum “I.N.R.I.” que é uma obra prima do Black Metal Mundial e, para muitos, o pioneiro da obscuridade.

Essa questão gera um debate apimentado nos fóruns de Metal, já que muitos afirmam que o Sarcófago foi a primeira banda de Black Metal, e os verdadeiros herdeiros do Venom. Entretanto, vale lembrar que esse clássico da banda foi lançada em 1987, por outro lado, o primeiro álbum do Mayhem é de 1984. Um ano depois é que o Sarcófago gravava duas músicas para a coletânea “Warfare Noise”.

Polêmicas a parte, o mais importante é destacar que esse foi o ápice do Metal Extremo nacional e se hoje Krisiun, Rebelliun, Drowned, entre outras, tem destaque lá fora, foi o Sarcófago que abriu essas portas.

A banda no auge nos anos 80

Porém, antes de comentar as faixas, vale lembrar a temática e o visual da banda nessa época: afinal de contas, nunca uma banda tinha alcançado um nível tão grande de blasfêmia e de visual tão carregado de ideias vindas principalmente de Antichrist que assumia os vocais, além de Butcher na guitarra, Incubus no baixo e D.D. Crazy na bateria.

Sua sonoridade era inovadora para a época, com guitarras pesadas, sujas e rápidas, assim como um estilo de tocar a bateria, conhecido como Blast Beat, pouco usado na época. Bandas como o Napalm Death e Fear of God já usavam a técnica de forma agressiva. O visual também fazia parte do contexto, brutal e chocante, como demonstram as fotos de seu primeiro álbum em estúdio, feitas em um cemitério, usando enormes braceletes de pregos, cintos de bala de fuzil e a pintura facial conhecida algum tempo depois como corpse paint.

O vocalista e guitarrista Antichrist, o pseudônimo de Wagner Lamounier, fez parte da primeira formação da banda Sepultura e escreveu em parceria com Max Cavalera a música “Antichrist” que foi inserido no EP “Bestial Devastation”. Vale a titulo de curiosidade, conferir a contra capa dos CDs para ver a semelhança de visual das duas bandas nos seus primórdios.

Agora o álbum em si. Ele abre com a clássica “Satanic Lust”. Não tem muito o que se dizer. Quem ouve Black Metal conhece essa música de cor: bateria ultra rápida, solos não tão audíveis mas lembrando muito Venom e os vocais com grandes variações. Ótimo inicio.

“Desecration of Virgin”: tem uma veia bem Punk, seja pela sua duração ou pela sua velocidade e que tem uma letra até cômica (dependendo do seu ponto de vista, é claro) http://letras.terra.com.br/sarcofago/191725/traducao.html

“Nightmare” é outro clássico. Essa simplesmente é um hino sem palavras.

“I.N.R.I.”, música de 2 minutos feita simplesmente para quebrar pescoços e a letra mais uma vez mostra o que é ser satanista. Impossível deixar de gritar o refrão final da música.

“Christ´s Death” no começo pode até assustar, mas isso é Black Metal (porra!): bateria na frente de tudo e bases um pouco mais trabalhadas, o que seria forte nos próximos lançamentos dos caras.

“Satanás”, uma das músicas que Antichrist canta mais rápido e tem que ficar atento, porque ele vomita uma letra mais blasfêmia que boa parte dos CDs do Deicide.

“Ready to Fuck” é mais uma música ao padrão Sarcófago. Mas ouça a virada a partir do 1:52 minutos da música e veja se essa passagem não inspirou 9 entre 10 bandas de Black Metal.

“Deathrash”, o nome já diz tudo, uma das mais rápidas músicas do CD mostra um crossover perfeito entre os estilos, ela passa rápido igual um tornado e destrói tudo em volta.


Pioneiros do Black Metal brasileiro em foto promocional

“The Last Slaughter”. Se você ouvir desatento essa faixa vai pensar que ela é do clássico “Black Metal” do Venom, mas ao final uma surpresa. Ouça e descubra, rs.

“The Black Vomit” finaliza essa obra prima, mais uma vez Anticrist dá show nos vocais, sendo ele uma grande influência para Max, ex-companheiro de Sepultura e hoje rivais ferrados. Repare também no grito meio Tom Ayala (Slayer) perto do final da faixa, outro clássico absoluto, sem dúvida.

Enfim, é isso Banger. É triste saber que hoje a banda vive apenas na memória dos fãs, já que atualmente, Wagner Lamounier é professor de ciências econômicas na UFMG. Outro integrante importante desde a sua primeira formação, é Geraldo Minelli, baixista e compositor da banda, quase dedica ao ramo de fiscalização sanitária, sendo batizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Em todo o cenário do Metal extremo mundial, o Sarcófago ocupa uma posição privilegiada, graças à sua trajetória de álbuns "fiéis" ao estilo que se propunha.

Texto: Harley

Revisão do texto: EddieHead

Fotos: Divulgação

Tracklist

  1. Satanic Lust
  2. Deserration of Virgin
  3. Nightmare
  4. I.N.R.I.
  5. Christ´s Death
  6. Satanas
  7. Ready to Fuck
  8. Deathrash
  9. The Last Slaughter
  10. Recrucify - The Black Vomit

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Banda Tormenta Inaugura Novos Perfis em Redes Sociais


A banda em 2011

É inegável a potência e importância da internet nos dias de hoje. Boa parcela da população participa de redes sociais, acessa a internet e, num mundo globalizado e rápido como o atual, as bandas underground/independentes também não podem ficar sem usar as tecnologias atuais.

Sabendo dessa necessidade, a banda de Thrash Metal Tormenta (São Paulo) está investindo pesado na divulgação de seu trabalho nas redes sócias da internet. Primeiro, a banda lança seu perfil oficial no site Reverbnation.

Tal site tem sido uma ótima opção para os artistas independentes em todo o mundo (nós mesmo do Road to Metal temos recebido links de bandas européias através do site). Assim, a Tormenta também traz seu Facebook oficial, rede social de extrema importância mundial (esqueçam Orkut se você quer contato com pessoas de todo o mundo) e que tem crescido muito no Brasil.

Capa do EP disponível para download gratuito

Para fechar o trio de melhorias na divulgação do ótimo grupo paulista, também foi relançado o Myspace do grupo, agora atualizado (existe desde 2007, mas agora está de cara e endereço novos).

A Metal Army, agência que trabalha com o grupo, também ressalta que o EP “Tormenta” (que você confere resenha aqui no Road) está disponível para download gratuito nos três sites/links que você confere abaixo.

Texto: EddieHead

Fonte: Metal Army Agency

Fotos: Divulgação


Confira os novos perfis da banda e baixe o EP em

http://www.myspace.com/tormentametal
http://www.facebook.com/pages/Tormenta/313535131405
http://www.reverbnation.com/tormentametal


Acesse o site oficial da banda

http://www.tormentametal.com/

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Luto Total no Grindcore: Morre Phil Vane

A despedida da banda em seu site
É com extremo pesar que eu escrevo as linhas abaixo. Sabe aqueles boatos de internet que você quer que não seja verdade, mas quando a fonte é oficial uma mistura de tristeza e luto toma o ambiente, pois foi esse o clima que todos os fãs de Grindcore passaram nessa ultima terça e quarta feira (22 e 23 de fevereiro).

Sendo um dos membros da formação clássica do Extreme Noise Terror, dividindo os vocais com Dean Jones, podemos afirmar que eles foram um dos grandes responsáveis pela consolidação do Grindcore ao lado do Napalm Death, sendo muito freqüente a troca de músicos entre ambos, como o baterista Nick Harris.

A banda em seu auge

Com uma sonoridade inicial que se baseava no Punk, mas a banda acabou vendo que seu som era muito mais extremo e sujo, sendo logo associado aos grupos mais extremos de Crust, no seu lançamento “Peel Sessions” do ano de 1985 e um dos grandes responsáveis por essa agressividade, eram os vocais duo de Dean e Phil.

A formação mais clássica e característica ficou junta até 1995, com uma carreira ascendente e participando até mesmo do “Britsh Awards” em 1992, onde provocam um grande frenesi coletivo ao simularem que metralhavam a platéia, causando forte comoção após a atribuição dos prêmios.

Sofrendo alterações para o lançamento do álbum “Damage 381”, ainda pela gravadora Earache Records, contavam com Was (ex: Cradle Of Filth) na bateria e Barney Greenway (Napalm Death/ex-Benediction) nas vozes. Novamente a banda troca de formação em 1999 e em 2001 sai o álbum “Being And Nothing”. Com um direcionamento mais influenciado pelo Death Metal, a banda agora contava com o ex-Cradle Of Filth, Gian Pyres.

Entretanto, Phil continuava a participar de algumas turnês com a banda, sendo que a mesma roloy no Brasil em 2010.

A noticia do seu falecimento, primeiramente, apareceu no Twitter do João Gordo (grande admirador da banda), sendo que logo depois foi confirmada pelos membros da banda que postaram uma mensagem no seu site oficial.

Dean e Phil em show recente

Ainda não foi dado mais detalhes acerca das causas da morte, porém, fontes afirmam que foi um AVC (acidente vascular cerebral) que acometeu o vocalista enquanto dormia, entretanto a banda não deu mais declarações do assunto, pedindo um momento de privacidade, sendo que nem mesmo foi afirmado se eles continuarão na ativa.

Para os fãs, só resta agradecer pela agressividade que recebemos de presente em todos esses anos.

Texto: Harley

Revisão do texto: EddieHead

Fotos: Divulgação

Ouça a banda em http://www.myspace.com/extremenoiseterroruk

Tributos: RATAMAHATTA - Pernambuco Homenageia Ícones do Metal Mundial


Muito tem se falado em apoiar a cena do Metal nacional e valorizar as bandas daqui. Assim, a cena está tentando se organizar para futuras melhorias, como os esforços do Thiago Bianchi do Shaman, e esse projeto encabeçado por Emanuel Júnior, reunindo algumas grandes bandas da região do Pernambuco e pagando tributo, mas não para os gringos (como é muito comum), e sim para um verdadeiro baluarte do Metal nacional: o grande Sepultutura.

Antes de mais nada, esse tributo serve como um cala boca para quem ainda dúvida da força do Metal undeground, principalmente do nordeste brasileiro, sendo que todas aas bandas participantes são de extrema qualidade e muitas delas já participaram do Wacken Metal Battle Brasil (concurso nacional que dá como prêmio a chance de tocar na Alemanha) tendo o Cangaço vencido a competição em 2010.

A banda homenageada em sua formação atual

Outro ponto digno de parabéns é a iniciativa e a organização da cena, sendo que um exemplo como esse deveria ser copiado por todas as cenas locais, parando de tentar figurar com uma ou duas músicas em tributos para bandas estrangeira e valorizando heróis daqui (por incrível que pareça, bandas como Angra, krisiun e Salário Mínimo não possuem tributos oficiais).

Ao ouvir o CD, fica bem nítido que nenhuma banda apenas gravou um cover e na real acrescentaram seus elementos nas composições. Não apenas a fase com Max Cavalera (atualmente no Soulfly e Cavalera’s Conspiracy) foi homenageada, sendo que clássicos mais recentes como “Convicted in LIfe” (tocada pela Pandemy) do álbum “Dante XXI” (2008).

Na realidade, é meio injusto apontar alguma faixa como destaque, mas a cada audição fica evidente grandes passagens como o Cangaço, aumentando ainda mais os elementos regionais de “Atittude”, Infested Blood acelerou ainda mais “Beneath the Remains” e o Malkuth fez um belo trabalho com “Troops of Doom” (na minha opinião a musica mais clássica dos caras).

Para fechar bangers, a notícia mais legal é que o CD e a arte gráfica esta disponível no site oficial do Sepultura. Então, não perca tempo e vá lá ouvir essa grande homenagem. Que venham muitos outros, sempre valorizando a força do Metal nacional.

Texto: Harley

Revisão do Texto: EddieHead

Fotos: Divulgação

Bandas e músicas

Cangaço - Attitude
Cruor - Escape to the Void
Desalma - Propaganda
Doleo Aeternus - Come Back Alive
Eternal Oblivion - Territory
Infested Blood - Beneath the Remains
Insurrection Down - Apes of God
Lethal Virus – Desperate Cry
Malkuth - Troops of Doom
Moria - Dead Embryonic Cells
Nobb - Roots Bloody Roots
Pandemmy - Convicted in Life
Sonoris Fabrica – Valtio
TrueViolence - Arise
Unscarred - Slave New World

Faça o Download gratuito no site do Sepultura