quarta-feira, 5 de junho de 2013

Chaos Synopsis: A Arte de Matar


A arte de matar. Isto mesmo: a arte. É inegável a influência de assassinos em série na cultura mundial, pois muitos serial killers influenciam a arte, música e até mesmo o modo de pensar de muitas pessoas. O quarteto paulista de Thrash/Death Metal Chaos Synopsis, mostra bem essa ligação com a "Arte de matar" em seu 2° full lenght, o poderoso "The Art of Killing", que retrata em seu tema lirico diversos serial killers.

Em termos de sonoridade a banda esbanja brutalidade, feeling e técnica, fazendo uma excelente mescla entre o Thrash e o Death, ora temos vocais urrados, ora guturais, riffs "navalhados", outros mais climáticos, cozinha intensa, pesada e veloz, um prato cheio de brutalidade.

A parte gráfica do trabalho é muito bela, a bolacha vem embalada em um Slipcase branco com o logo da banda bem evidente, e ao tirar o CD do pacote você se depara com uma capa animalesca, que retrata bem o tema lirico do álbum, além de ser rica em detalhes. A produção do trabalho feita por Vagner Alba é outro ponto de destaque, ficando bruta, agressiva e bem dosada, sendo que o trabalho ainda teve a masterização do mestre Andy Classen.


Ao apertar o play de "The Art of Killing" cuidado para não perder seu pescoço, pois a trinca inicial com "Son of Light", "Vampire of Hanover" e "Rostov Ripper" é de quebrar ossos, riffs potentes, vocais insanos e uma cozinha destruidora.

Em "Bay Harbor Butcher" e "Zodiac" temos momentos mais cadenciados, mas não menos agressivos, riffs pegajosos e duas composições feitas para o headbanging. "Monster of the Andes" também apresenta seu momento cadenciado, mas não demora muito para explodir e se tornar um verdadeiro furacão, que abre portas para climática e instrumental "The Art of Killing", que encerra os trabalhos de forma mais "densa", com belos momentos de violinos e com partes acústicas fantásticas.

Um dos melhores discos de 2013, certamente irá figurar em muitas listas neste ano. Não perca tempo e corra para descobrir este mundo doentio e fascinante do Chaos Synopsis.


Resenha por: Renato Sanson
Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Chaos Synopsis 
Álbum: The Art of Killing
Ano: 2013
Pais: Brasil 
Tipo: Thrash/Death Metal
Assessoria: Metal Media

Formação:
Jairo (Vocal e Baixo)
JP (Guitarra, Guitarra acústica, Baixo, Violino (em 'Art of Killing'))
Marloni Santos (Guitarra)
Friggi MadBeats (Bateria)



Tracklist:
01. Son of Light
02. Vampire of Hanover
03. Rostov Ripper
04. Bay Harbor Butcher
05. Demon Midwife
06. Red Spider
07. Zodiac
08. B.T.K. (Bind, Torture, Kill)
09. Monster of the Andes
10. Art of Killing


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terça-feira, 4 de junho de 2013

Resenha de Show: O Retorno do Grave Digger Depois de Uma Década (30/05/2013)

Para um Beco lotado, banda alemã desfilou grandes clássicos em quase duas horas de show

10 anos se passaram da ultima apresentação dos alemães do Grave Digger em Porto Alegre/RS, retornando neste ano para divulgação de seu mais novo lançamento "Clash Of The Gods" (2012). O local escolhido para apresentação foi o Beco, casa já tradicional para os eventos metálicos na capital.

Ao chegar no local, ainda não era visto um grande público, mas perto da casa abrir era possível ver um maior numero de fãs, que prometia encher a casa. Como não íamos ter mais o show de abertura da banda gaúcha Scelerata (uma pena, diga-se de passagem), exatamente as 20h, como prometido no cartaz, a intro "Charon" ecoa os PA's da casa e Hans Peter "H.P." Katzenburg (tecladista vestido como a morte, deixando um clima animalesco), Stefan Arnold (bateria), Axel Ritt (guitarra) e Chris Boltendahl (vocal) entram em cena, e disparam a poderosa e arrastada "Clash Of The Gods", fazendo o público cantar junto seu refrão grudento e poderoso.

Sem tempo para respirar "Death Angel and The Grave Digger" e "Hammer Of The Scots" deixam todos extasiados, seja pela aula de Heavy Metal que estávamos presenciando, e pelo carisma e entrega dos integrantes ao show, com muita interação com o público, sem nenhum estrelismo, despejando seu Heavy Metal poderoso sem dó.

O vocalista e único membro original Chris Boltendahl esbanja feeling e carisma
Dando sequência ao espetáculo, Chris anuncia uma das melhores músicas do grupo da fase atual, estou falando de "Ballads Of A Hangman", que tirou o folego dos bangers, cantando junto com Chris do começo ao fim. 

Primeira parada para os shows nacionais aconteceu em Porto Alegre

Não demora muito para os clássicos aparecerem, e "The House" e "Killing Time" são despejadas sem dó nem piedade, fazendo muito marmanjo se emocionar, seja por seus refrões épicos ou por suas melodias hipinóticas.

É incrível como Grave Digger se entrega no palco, as performances dos músicos é digno de aplausos, além do carisma e humildade que a banda esbanja, deixando todos os presentes mais do que satisfeitos, pois não é todo dia que você consegue ver uma lenda do Metal mundial, com seus mais de 30 anos de carreira, em plena forma e com todo esse gás, dando uma aula de Metal.

Para massacrar de vez os pescoços alheios, "Knights Of The Cross", "The Round Table" e "Dark Of The Sun", saciando de vez os fãs com clássicos absolutos, deixando todos com a emoção a flor da pele. Claro que em um show do "Digger" não poderia faltar o clássico "Rebellion (The Clans Are Marching)", transformando o Beco em um verdadeiro caldeirão, com seu refrão cantado em uníssono pelos bangers.

Após o "final fake" a banda retorna com "Highland Farewell" e "The Last Supper", que abriu caminho para um dos maiores clássicos da banda e do Metal mundial, "Heavy Metal Breakdown", fazendo todos perderem o pescoço e cantando com toda força seu refrão.


Banda e fãs deixaram o Beco com a certeza do dever cumprido e uma noite memorável

Mais uma vez o Grave Digger mostra seu poder ao vivo, não sendo apenas uma banda de estúdio, mas sim mestres no que fazem, deixando todos empolgados e emocionados, com uma apresentação épica e cheia de energia. 

Cobertura por: Renato Sanson
Edição/revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Nany Festas

Agradecimentos a Abstratti Produtora pela confiança e respeito ao nosso trabalho. Tamo junto!


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Eternix: Injetando Qualidade na Cena Gothic/Symphonic Nacional

Grupo carioca oferta ótimo disco aos amantes do estilo

Não é mais novidade as bandas brasileiras surpreenderem já no primeiro lançamento. O que chama a atenção em relação ao álbum “Unknown Way” (2013) da banda carioca Eternyx é que, além de começar o pé direito, também mostram bastante maturidade nas composições que caminham pelo Doom/Gothic Metal sinfônico, que teria tudo para não chamar a mínima atenção, já que boa parte das bandas não ousam no estilo.

Acontece que a Eternyx oferece justamente aquilo que se esperaria do rótulo, mas com o diferencial de ter ótimos músicos, uma bela voz à frente, a mescla de momentos mais cadenciados com passagens sombrias, prato cheio para quem observa o lado negro da música.

São 10 faixas, contando com duas instrumentais, inspiradas e altamente indicados aos amantes de grupos como Tristania, Trail of Tears, Cradle of Filth e todo grande nome da música obscura.

Após uma introdução pouco expressiva, “Lake of Tears” mostra a que a banda veio, com muito peso, clima sombrio, os vocais guturais intercalados com a voz melódica de Aline Vandrack (vale apontar que ela é a responsável pelos dois formatos de vozes) numa das melhores canções do álbum e com refrão grudento.

Atualmente a banda é um quinteto.
Outros destaques ficam para “Death Angel”, em que o grupo abusa (com segurança) de elementos sinfônicos e ótimos riffs de guitarra de Vinícius Detoni; Já “Face My Fears” traz um lado mais voltado ao Gothic Metal, podendo facilmente ser indicadas a quem gosta de elementos mais cadenciados. Também são ótimas composições “Traveling Through My Madness”, com inspirado trabalho de Júlio César nos teclados; a faixa-título com a cozinha formada pela baixista Luana Braga e o baterista Leo Birigui, membro mais recente da banda, que não chegou a gravar o álbum (há informações sobre quem o fez).

Mas a faixa mais surpreendente também é aquela que encerra o álbum. Falo de "Everybody Wants To Go Back Home", em que a banda colocou todos os elementos das demais músicas e seu talento de sobra para encerrar "Unknown Way" da forma que começou: com ótima qualidade.

Aline Vandrack mostra habilidade de ir do vocal limpo ao gutural naturalmente

Uma crítica construtiva que posso dar é em relação à pronúncia do inglês da vocalista Aline que em alguns momentos soa um pouco estranho, mas nada que chegue a comprometer o resultado final, já que tem uma das grandes vozes da cena nacional.

A banda disponibilizou, por tempo limitado, o álbum completo para download. Vale a pena baixar e conferir na íntegra, ficando ligado para as próximas novidades que a banda pode oferecer, pois com um debut desta qualidade na bagagem, podemos esperar ouvir falar bastante da banda na cena nacional nos próximos anos.

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Island Press

Ficha Técnica
Banda: Eternyx
Álbum: Unknown Way
Ano: 2013
País: Brasil
Tipo: Symphonic/Gohtic/Doom Metal
Selo: Independente
Assessoria: Island Press


Formação
Aline Vandrack (Vocal)
Luana Braga (Baixo)
Vinícius Detoni (Guitarras)
Júlio César (Teclados)
Leo Birigui (Bateria)


Tracklist
01. Trust Me
02. Lake of Tears
03. Death Angel
04. Walking to Death
05. Facing My Fears
06. Traveling Through My Madness
07. Unknown Way
08. Independently of You
09. Prelúdio IX
10. Everybody Wants To Go Back Home


Acesse e conheça mais sobre a banda

Email: eternyxband@gmail.com

domingo, 2 de junho de 2013

Dying Fetus: Reinando Supremo no Technical Death Metal



Faz tempo que o Dying Fetus estava devendo uma desgraça sonora para seus fãs, mas aqui vai um clichê clássico: toda espera valeu a pena. Isso porque “Reign Supreme” (2012) está há anos luz de distância de muitas coisas que tem a audácia de levar o nome Death Metal, sendo que esse trabalho traz a mente os melhores momentos do clássico “Destroy The Opposition” (um dos melhores CDs lançado na década passada).

Não recomendo esse CD para quem começou a ouvir Death Metal ontem, pois o que esses norte-americanos fazem em prol da música extrema é um absurdo: são 35 minutos de pura técnica, peso, agressividade e, por incrível que pareça, elementos mais modernos na timbragem de algumas músicas, dando aquele poderio devastador. Aliado a isso, as letras super simpáticas como em “Second Skin” que tem um belo clipe, por sinal.

John Gallagher, uma das figuras mais emblemáticas do Metal extremo

“Invert The Idols” abre o CD já lhe dando um belo soco no estômago. As trocas de vocais entre Sean Beasley e John Gallagher são muito bem encaixadas, além dos pedais ultrarrápidos de Trey.

“Subjected To A Beating” já não era uma novidade por ter sido divulgada um pouco antes do lançamento do álbum completo e como “podreira” pouca é bobagem, “Second Skin” já nasce clássica (que riff! que intro!). Bata cabeça ou morra.

“From Womb To Waste” deve dividir opiniões por ter timbres mais abertos, mas nada que vá assombrar ninguém e quando se percebe, logo estará tendo seu corpo arremessado ao chão com “Devout Atrocity”, 

Banda tem influenciado vários grupos, inclusive brasileiros

Quer calmaria? Vá para a faixa “Revisionist Past”, com una linda intro que vai descambar em mais uma aula de extremismo, sendo que para lacrar a tampa do caixão temos “The Blood of Power”, um arrasa-quarteirão para destruir o que restou dos teus ouvidos.

Como eu disse no começo da resenha, se você começou a ouvir o Metal da morte há pouco tempo, fuja desse CD. Caso contrário, se já és um deathbanger, esse é um trabalho obrigatório.

Texto: Luiz Harley
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Dying Fetus 
Álbum: Reign Supreme
Ano: 2012
Pais: EUA 
Tipo: Death Metal

Formação  
John Gallagher (Vocal e Guitarra)
Sean Beasley (Vocal e Baixo)
Trey Williams (Bateria)



Tracklist
1. Invert The Idols
2. Subjected To A Beating
3. Second Skin
4. From Womb To Waste
5. Dissidence
6. In The Trenches
7. Devout Atrocity
8. Revisionist Past




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sábado, 1 de junho de 2013

VoodooPriest: Lançado Primeiro Vídeo Clipe Oficial da Banda de Vitor Rodrigues



A cena Thrash Metal brasileira foi pega com uma surpresa nada legal quando o lendário vocalista Vitor rodrigues anunciou que estava fora da banda Torture Squad, um dos maiores nomes da música pesada brasileira de todos tempos e um dos expoentes do Thrash Metal mundial.

Mas o que poderia ter sido o fim de uma carreira de grande respeito acabou se mostrando mais como um “tomar fôlego” para volta com força total. E foi assim que, sem demora, surge Voodoopriest, banda pela qual passa a atacar.

Vídeo clipe capta espírito agressivo da banda ao vivo

Já em fevereiro deste ano lançaram o primeiro EP, “Voodoopriest” e é de uma faixa tirada dele que lançaram o primeiro vídeo clipe no final de maio. “Juggernaut” vem mostrar a banda executando seu Thrash/Death/Heavy Metal em um palco, com todo o clima enérgico e agressivo de uma apresentação da banda, com ótimas tomadas do público, claro.

“Juggernatur”, o vídeo clipe, foi produzido por Leo Alves e Thiago Pinheiro dos Estúdios Kaiowas, em mais um trabalho de alto nível, nada menos do que uma banda da qualidade da Voodoopriest merece.

Primeiro EP que leva o nome da banda foi lançado em fevereiro de 2013 e está sendo muito bem recebido


Chega de papo! Confira o vídeo clipe abaixo, divulgue e adquira o EP da banda, pois são gestos assim que mantém a cena acesa! 



Stay on the Road

Texto e edição: Eduardo Cadore
Foto: Divulgação e Ricardo Ferreira

Formação
Vitor Rodrigues (Vocal)
César Covero (Guitarra)
Renato De Luccas (Guitarra)
Bruno Pompeo (Baixo)
Edu Nicolini (Bateria)

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HellLight: Divulgando Novidades Sobre “No God Above, No Devil Below”



A banda paulistana de Doom Metal, Helllight, divulgou a capa e a música que leva o nome de seu novo álbum “No God Above, No Devil Below”. A capa do disco simboliza Deus e o Diabo, melhor dizendo, a dualidade Deus e Diabo.

O lançamento do álbum está previsto para o segundo semestre desse ano de 2013. Gravado no Hell Inc Studios com produção do vocalista e guitarrista Fabio de Paula, será lançado pelo mesmo selo russo Solitude Prods que lançou “And Then, The Light Of Counsciousness Became Hell…” (2010).



Confira uma prévia do disco escutando a música “No God above, No Devil below” clicando aqui.

Texto: Luiz Edmundo
Edição/revisão: Eduardo Cadore
Foto: Divulgação
Assessoria: Metal Media

Contato para shows e merchandise: fabio_helllight@hotmail.com

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