Dois dias antes do evento principal no Allianz Parque, na noite de 2 de abril, São Paulo recebeu dois side shows especiais do Monsters of Rock Brasil: Jayler (Reino Unido) e Dirty Honey (EUA), que fizeram sua estreia no país em uma noite intimista, comandada pelo lendário Eddie Trunk como mestre de cerimônias. Com um público reduzido, afinal, era meio de semana, e as duas bandas ainda não são muito conhecidas no Brasil, a casa ficou com aquele clima de “clube do rock”, mas o que faltou em quantidade sobrou em qualidade e energia. Jayler abriu a noite, e Dirty Honey fechou, entregando dois sets completos que deram um aperitivo do que seria apresentado no festival.
Jayler subiu ao palco com James Bartholomew (vocais e guitarra), Tyler Arrowsmith (guitarra), Ricky Hodgkiss (baixo e teclados) e Ed Evans (bateria). O quarteto inglês, com seu hard rock setentista, abriu com “Down Below” e já mostrou sua forte influência de Led Zeppelin.
Bartholomew, com voz rouca e presença magnética, comandou o palco como se estivesse em um festival de 50 mil pessoas. A banda seguiu com “The Getaway” e “No Woman”, faixas que misturam riffs pesados com refrões melódicos, e o público respondeu bem ao som deles. Era nítido o prazer dos ingleses em estar ali: sorrisos largos, olhares de “não acredito que estamos no Brasil”.
Vieram “Riverboat Queen”, que contou com um solo marcante de gaita de Bartholomew, “Lovemaker” e uma versão cheia de personalidade de “I Believe To My Soul”, de Ray Charles, mostrando toda a versatilidade da banda. “Need Your Love” e “Over The Mountain” mantiveram a intensidade, com Arrowsmith e Bartholomew duelando nas guitarras de forma orgânica e visceral. O show foi encerrado com “The Rinsk”, uma pedrada que deixou o público entusiasmado. A apresentação deixou a sensação de que o Jayler soube aproveitar a oportunidade de estreia no Brasil. Foi um show sem firulas, mas eficiente, que serviu para apresentar identidade e potencial da banda.
Fechando a noite, o Dirty Honey mostrou por que vem sendo apontado como um dos nomes mais promissores do rock atual. A banda, formada por Marc LaBelle (vocal), John Notto (guitarra), Justin Smolian (baixo) e Jaydon Bean (bateria), subiu ao palco com confiança, abrindo com “Gypsy”, com um riff marcante e LaBelle em destaque nos vocais, e logo emendou “California Dreamin’” e “Heartbreaker”, que rapidamente chamaram a atenção do público.
A intensidade continuou com “Scars”, “Get a Little High” e “Tied Up”, evidenciando a coesão e o entrosamento do quarteto. Durante “Don’t Put Out the Fire”, o vocalista Marc LaBelle desceu do palco e cantou no meio do público, chegando a subir em uma cadeira no centro da pista. Em meio ao calor da plateia, demonstrou carisma e presença ao longo da canção, levando o público à euforia. Na sequência, “The Wire”, “Another Last Time” e “Won’t Take Me Alive” reforçaram a veia do mais puro hard rock californiano.
A reta final contou com “When I’m Gone”, a estreia ao vivo de “Lights Out” e “Rolling 7s”. Com cerca de uma hora de show, o Dirty Honey deixou o palco com a sensação de missão cumprida, deixando claro que, mesmo com público reduzido, entregou uma apresentação de grande porte. Foi um show que não apenas preparou o terreno para o festival, mas também marcou uma estreia consistente no Brasil.
Texto: Marcelo Gomes
Fotos: Edu Lawless
Edição/Revisão: Gabriel Arruda
Realização: Mercury Concerts
Press: Catto Comunicação
Jayler – setlist:
Down Below
The Getaway
No Woman
Riverboat Queen
Lovemaker
I Believe To My Soul [Ray Charles]
Need Your Love
Over The Mountain
The Rinsk
Dirty Honey – setlist:
Gypsy
California Dreamin'
Heartbreaker
Scars
Get a Little High
Tied Up
Don't Put Out the Fire
The Wire
Another Last Time
Won't Take Me Alive
When I'm Gone
Lights Out
Rolling 7s
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