No dia 22 de abril de 2026, os Suecos do Evergrey voltaram ao Brasil para dois shows, um no Manifesto (que é o que falaremos hoje) e outro no Bangers Open Air.
O sideshow que rolou dia 22 veio acompanhado da banda Silver Dust, da Suíça, em sua primeiríssima passagem no Brasil. Então, falemos da banda de abertura de uma vez, pra que esse texto não fique do tamanho de uma bíblia.
O Silver dust entrou no palco com sua costumeira teatralidade, que acompanha esteticamente o som da banda. Os primeiros acordes de Fire! abriram a noite de forma bem interessante. Nos primeiros momentos, já tenho que lançar um elogio a banda: o som estava CRISTALINO. Não sei se a banda trouxe o próprio soundtech ou era o da casa, mas seja quem for, um ótimo trabalho.
Confesso a vocês que o Silver Dust não faz um tipo de som que apela muito pro meu gosto, mas não há como negar que o som dos caras tem uma energia. Mr. Killjoy, o baterista da banda, foi a grande estrela da noite. O jovem rapaz estava exalando energia e sua performance foi muito satisfatória.
I am Flying e Dying Dance seguiram o espetáculo sem deixar a energia baixar. Era evidente que a banda estava curtindo a apresentação em solo brasileiro. O vocalista, Lord Campbell, com sua cartola a la Dr. Jekyll (da forma mais excêntrica possível) cantava algo entre uns vocais meio góticos, uns drives e também arriscava uns fry screams meio Death Metal assim.
Depois de Dying Dance veio um solo de guitarra terrível do vocalista que poderia ter se mantido só nos microfones mesmo. Momento encheção de linguiça, mas né.... Espetáculos.
Seguimos com Salve Regina e Lucifer’s Maze logo em sequência. Aqui faço um adendo: apesar de não ser chegado no som da banda, os riffs em afinação baixa e super groovados funcionam bem ao vivo. Me peguei em vários momentos acompanhando os pseudo-breakdowns que era alguma coisa entre riffs New Metal meio Korn das ideia, bebendo bem na fonte dessas bandas, mas com um twist moderno. Realmente bem divertido.
Após isso, o “Mr. Killjoy” lançou um solo de bateria em cima de uma backing track pré-gravada, que seria bem mais legal se tivesse sido tocado pela banda mesmo. Mas novamente, tenho que elogiar a qualidade do som da casa no dia.
Aproximando-se no final do show, tivemos No Matter How Far Away e Symphony of Chaos. Na última, o vocal fez a plateia toda agachar-se e pular quando a música voltou. O pessoal em peso atendeu a demanda do nosso cartoleiro vampírico, que se jogou no meio do público neste momento.
Com o fim do show, a energia da galera estava lá em cima. Foi um show muito legal, confesso que esperava bem menos e fico muito feliz de ter sido surpreendido positivamente!
Em sequência, após uma breve pausa, o Evergrey subiu aos palcos para seu retorno as Terras Brasileiras, depois de sua passagem pelo país em 2024. Agora, posso me gabar que eu já havia visto o Evergrey SEIS vezes, sendo a noite do dia 22 minha sétima presença nos shows deles.
A banda passou por uma mudança substancial de formação, onde membros de longa data, Henrik Danhage e Jonas Ekdahl, foram substituídos por Stephen Platt e Simen Sandnes respectivamente, sendo a estreia deles no Brasil.
Confesso que meu ceticismo com a nova formação vem de um lugar de fã antigo e nostálgico, mas tenho que admitir que a banda parece revitalizada com a presença dos novos membros.
O show começa com Falling The Sun, sendo esta uma das melhorzinhas do sem graça Theories of Emptiness. A sensacional Where August Mourns veio em sequência, com destaques para a bela voz de Tom Englund nesse dia. Algumas das apresentações que vi do Evergrey, ele não estava tão afiado como nessa noite.
Weightless em sequência colocou a casa para baixo. O Riff inicial com um groove moderno fez jus na entrega da faixa do espetacular The Atlantic, que é, facilmente, meu álbum favorito da banda desde o Torn de 2008.
Say veio em sequência. É uma música morna, mas não é de todo o ruim. Aqui, aparentemente o som começou a apresentar problemas. O sistema de PA tinha alguns cortes breves, mas bem notáveis, onde o som sumia por um ou 2 segundos. O problema não cessou até o fim do show, mas não comprometeu a experiência de forma geral.
Depois, a banda debutou a canção The World Is On Fire do vindouro Architects of a New Weave, que ainda não foi lançado. Eternal Noctural veio em seguida. Uma música bem emocional que foi muito bem recebida pelo público. O Evergrey é uma banda muito curiosa nesse sentido. A primeira vez que eu os vi ao vivo foi em 2008 na turnê do Torn. Casa vazia, ninguém conhecia os caras. É super legal ver que a banda teve um crescimento constante e substancial desde então. A casa, neste dia, estava relativamente cheia e a plateia conhecia boa parte do repertório.
Call out the Dark e King of Errors vieram, com destaque a última que, a este ponto, é um clássico da banda. Temo dizer que uma música com peso na carreira dos caras similar às A Touch of Blessing da vida. Refrão cantado em uníssono e muito bem recebida.
Cabe destacar agora a performance do guitarrista Stephen Platt, que ficou a cargo de substituir o insubstituível Henrik Danhage. O legal foi que, aparentemente, Stephen não executou os solos de Henrik exatamente como foram gravados, mas manteve os temas e melodias mais memoráveis, mantendo a característica dos solos, mas aplicando sua própria roupagem.
Não tenho elogios o suficiente para falar de A Silent Arc. Queria muito que o Evergrey tivesse mantido mais a linha do The Atlantic nos álbuns posteriores. A música é uma bomba absoluta ao vivo. Que bela canção, meus amigos. O destaque nessa faixa for para Simen Sandnes. O jeito mais “moderno” (dessa escola meio prog/djent) de Simens caiu como uma luva para A Silent Arc.
Aqui foi o momento que eu me emocionei fortíssimo no show. Como já mencionei, sou fã de Evergrey de longa data. Mais precisamente, desde o ano de 2002, onde meu pai me trouxe o In Search of Truth depois de uma visita à Hellion lá na galeria. Ouvir Words Mean Nothing, ironicamente, significou muito para mim (trocadilho pretendido). A versão dessa música no piano e ter a oportunidade de ver as coisas mais antigas da banda que, infelizmente, parece que eles esqueceram que têm uma discografia antes de Hymns for the Broken, foi belíssima. Não obstante, para a felicidade de muitos (eu incluso), eles lançaram I’m Sorry em sequência. Também uma versão somente voz e piano. Sensacional, só posso dizer isso.
Por incrível que pareça, o ponto mais baixo ficou para o final do show. A sem graça Misfortune foi seguida pela igualmente sem graça Architects of a New Weave, que debutou ao vivo.
O clássico absoluto da banda veio no Encore com A Touch of Blessing. Mas olha, tenho uma crítica às últimas 3 ou 4 vezes que ouvi essa música ao vivo. Parece que eles fazem uma versão mais felizinha e rapidinha. Mata total a atmosfera da música, francamente. Leaving the Emptiness fez sua estreia absoluta para o mundo. Honestamente, queria que eles tivessem tocado qualquer outra música. Eu acho que, de verdade, é a pior música que eu já ouvi vinda do Evergrey, e olha que eu posso dizer que não sou, nem de perto, fã dos últimos dois lançamentos da banda.
OXYGEN! Encerrou a noite deixando aquele gostinho um pouco amargo na boca, considerando que a banda tem tantos discos fantásticos pré-Hymns for the Broken que dá uma tristeza considerar quão poucas músicas eles inserem hoje em dia nos show.
Óbvio que toda banda quer tocar e divulgar seu novo álbum ao vivo, mas um aceno um pouco mais substancial a fãs antigos como eu seria muito bem vindo. No geral, o Evergrey é uma ótima banda ao vivo e entregou um show super legal, com ótimos momentos, sem dúvidas. Quem sabe numa próxima, possamos ouvir Mark of the Triangle ou Blackened Dawn. Mas até lá, somente a esperança.
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