Mostrando postagens com marcador Accept. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Accept. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Accept Teutonic Titans 1976-2026: 50 Anos de Metal (Also In English)

Napalm Records (Imp.)

Por Flavio Borges

Uma celebração de cinco décadas de história, 19 clássicos revisitados e nada menos que 50 convidados.

Chegar aos 50 anos de carreira já seria motivo suficiente para o ACCEPT olhar para trás e celebrar uma trajetória que ajudou a moldar os alicerces do heavy metal europeu. Mas Wolf Hoffmann decidiu transformar a ocasião em algo ainda maior: reunir uma verdadeira seleção de estrelas do metal mundial para revisitar 19 composições do catálogo clássico da banda. O resultado é Teutonic Titans 1976-2026, um projeto tão ambicioso quanto inevitavelmente controverso.

A primeira pergunta diante de um álbum como este é também a mais óbvia: era realmente necessário? Afinal, estamos falando de músicas que dispensam apresentação. “Fast as a Shark”, “Balls to the Wall”, “Restless and Wild”, “Metal Heart” e tantos outros clássicos já possuem versões definitivas gravadas por uma banda que, em sua fase áurea, ajudou a estabelecer os parâmetros do heavy metal alemão e influenciou toda uma geração que viria depois. Revisitá-los significa, portanto, entrar em território particularmente perigoso: aquele em que qualquer nova versão será inevitavelmente comparada ao original.

É justamente aí que Teutonic Titans 1976-2026 encontra seu maior desafio — e, paradoxalmente, sua razão de existir.

Wolf Hoffmann não quer reconstruir o passado. Em vez disso, transforma o catálogo do ACCEPT em um grande playground para alguns dos músicos mais respeitados do rock pesado. Rob Halford, Phil Anselmo, Kirk Hammett, Mikkey Dee, Tobias Forge, Billy Corgan, K. K. Downing, Hansi Kürsch, Sebastian Bach, Jeff Scott Soto, Billy Sheehan, Bobby Blitz e tantos outros não estão aqui simplesmente para reproduzir o que já foi feito. Cada convidado imprime sua personalidade às músicas, algumas vezes de maneira evidente, outras de forma mais sutil.

A escalação é impressionante — provavelmente uma das maiores concentrações de músicos de primeira linha já reunidas em um projeto dessa natureza. O mérito está em não transformar esse desfile de estrelas em uma competição para descobrir quem rouba a cena. Pelo contrário: a diversidade das participações faz com que cada interpretação adquira identidade própria. Há vozes mais agressivas e outras mais melódicas; guitarras que aproximam determinadas faixas do thrash ou do hard rock; bateristas que acrescentam peso, velocidade e diferentes nuances à conhecida arquitetura rítmica do ACCEPT.

O resultado é deliberadamente heterogêneo. E isso é importante.

Teutonic Titans não deve ser encarado simplesmente como mais um álbum de covers. O ACCEPT está, na verdade, revisitando o próprio legado através dos olhos de músicos que foram influenciados por ele ou que, de alguma maneira, representam a evolução do heavy metal nas últimas cinco décadas.

É quase como se Wolf Hoffmann tivesse aberto os arquivos da banda e convidado seus contemporâneos, admiradores e parceiros para entrar no estúdio e dizer: agora é a vez de vocês interpretarem essas músicas. A ideia transforma o disco em algo maior do que uma simples coleção de regravações: é uma espécie de álbum tributo ao ACCEPT feito pelo próprio universo metálico que ajudou a construir.

E é nesse ponto que o projeto funciona melhor — como uma celebração coletiva do heavy metal, e não como uma tentativa de criar novas versões definitivas dessas canções.

Porque, sejamos honestos: quando Rob Halford assume “Balls to the Wall”, a curiosidade é irresistível. Quando Phil Anselmo e Kirk Hammett se encontram em “Fast as a Shark”, a combinação parece ter sido desenhada para provocar qualquer fã de metal. Tobias Forge em “Save Us” acrescenta outra camada interessante, especialmente porque a música está entre suas favoritas do catálogo do ACCEPT. São encontros que despertam imediatamente a imaginação.

Mas, passada a surpresa inicial, permanece a pergunta inevitável: quantas vezes voltaremos a essas versões quando as gravações originais continuam praticamente intocáveis?

Essa é a principal fragilidade de Teutonic Titans 1976-2026. Não existe um problema real de performance. Pelo contrário: o nível técnico é excepcional e a produção oferece peso, clareza e uma sonoridade contemporânea às gravações. A questão é outra: a necessidade artística do projeto.

E aqui existe uma oportunidade perdida particularmente curiosa. Mark Tornillo está no ACCEPT há quase duas décadas, consolidando-se como a voz da segunda grande fase da banda. Ainda assim, ele não recebe neste projeto a oportunidade de reinterpretar de maneira abrangente o repertório clássico que ajudou a manter vivo nos palcos. Diante disso, é inevitável imaginar se um novo álbum de material inédito, sucedendo Humanoid, não teria sido uma maneira mais natural — e talvez mais ousada — de comemorar cinco décadas de ACCEPT.

Há ainda outra questão. O ACCEPT não está celebrando apenas 50 anos de existência, mas 50 anos de evolução. Entretanto, Teutonic Titans concentra sua narrativa principalmente no período entre I’m a Rebel (1980) e Eat the Heat (1989), justamente a fase em que estão os clássicos que definiram a imagem internacional da banda. É uma escolha compreensível, já que esse é o repertório que melhor representa o legado que se pretende celebrar, mas também limita a dimensão histórica sugerida pelo próprio título.

Ainda assim, seria injusto avaliar o álbum apenas pelo que ele poderia ter sido.

Como celebração, funciona. Como demonstração da força do catálogo do ACCEPT, funciona ainda melhor. Há prazer genuíno em ouvir tantos músicos importantes entrando no universo criado por Wolf Hoffmann, e algumas das novas interpretações conseguem surpreender justamente porque não tentam reproduzir mecanicamente as gravações originais. Cada formação acrescenta uma pequena mudança de perspectiva, e essa variedade mantém o álbum interessante mesmo quando conhecemos cada riff, cada virada e cada refrão de memória.

Mas Teutonic Titans 1976-2026 também acaba demonstrando uma verdade talvez ainda mais importante: os clássicos do ACCEPT não precisavam de ajuda para provar sua grandeza.

Quando colocadas lado a lado com as versões originais, as novas gravações raramente conseguem substituí-las. E talvez essa nunca tenha sido a intenção. O verdadeiro mérito do projeto está em outro lugar: mostrar que, cinco décadas depois, aquelas músicas continuam capazes de reunir diferentes gerações do metal em torno dos mesmos riffs e refrãos que ajudaram a transformar o ACCEPT em uma das bandas fundamentais do gênero.

No fim, Teutonic Titans 1976-2026 é menos um novo capítulo na história do ACCEPT do que uma fotografia coletiva da importância que essa história adquiriu. É um álbum de celebração, concebido com músicos extraordinários, produzido com competência e carregado de momentos capazes de provocar um sorriso imediato em qualquer fã de heavy metal. Seu valor, porém, está mais no evento do que na necessidade de sua existência.

E está tudo bem.

Aos 50 anos, o ACCEPT já não precisa provar absolutamente nada a ninguém. Pode simplesmente convidar os amigos para uma festa, aumentar o volume dos amplificadores e revisitar algumas das músicas que ajudaram a construir o heavy metal.

Se o resultado não substitui os originais, ao menos comprova algo talvez mais importante: eles continuam vivos, relevantes e poderosos o suficiente para fazer 50 dos maiores nomes do gênero quererem tocá-los novamente.

Para uma banda que ajudou a escrever a história do metal, talvez essa seja a celebração mais apropriada de todas.


Segue um breve quem é quem neste álbum:

1. Fast as a Shark

Restless and Wild (1982)

Phil Anselmo, Kirk Hammett, Billy Sheehan, Mikkey Dee

2. Balls to the Wall

Balls to the Wall (1983)

Rob Halford, Matthias Jabs, Rex Brown, Jason Bowld

3. Aiming High

Russian Roulette (1986)

Chuck Billy, Gary Holt, David Ellefson

4. Run If You Can

Russian Roulette (1986)

Todd La Torre, Ola Englund, Chuck Garric, Roy Mayorga

5. Hellhammer

Eat the Heat (1989)

Jason McMaster, Zeuss, Phil Shouse

6. Metal Heart

Metal Heart (1985)

Dino Jelusick, Joel Hoekstra, Ava Rebekah Rahman

7. Losers and Winners

Russian Roulette (1986)

Hansi Kürsch, Paul Gilbert, Tommy Aldridge

8. Save Us

I'm a Rebel (1980)

Tobias Forge, Frank Bello, Ray Luzier

9. Up to the Limit

Balls to the Wall (1983)

John Bush, Alex Skolnick, Rudy Sarzo, Shannon Larkin

10. Wrong Is Right

Metal Heart (1985)

Ralf Scheepers, John Norum, Ken Mary

11. Starlight

Accept (1979)

Joseph Michael, Phil Demmel, Michael Cartellone

12. Fight It Back

Breaker (1981)

Mark Lopes, Bumblefoot, Billy Sheehan, Shawn Drover

13. Love Child

Balls to the Wall (1983)

Billy Corgan, David Ellefson, Tommy Aldridge

14. Breaker

Breaker (1981)

Girish Pradhan, Glen Drover, Shawn Drover

15. Demon’s Night

Russian Roulette (1986)

Bobby Blitz, Andy Sneap, David Ellefson, Ray Luzier

16. T.V. War

Russian Roulette (1986)

Joe Lynn Turner, Fredrik Åkesson, Rudy Sarzo

17. London Leatherboys

Balls to the Wall (1983)

Sebastian Bach, Rex Brown, Shawn Drover

18. Monsterman

Metal Heart (1985)

Jeff Scott Soto, Jeff Loomis, Rudy Sarzo

19. Restless and Wild

Restless and Wild (1982)

Chris Jericho, K. K. Downing, Billy Sheehan, Ray Luzier

***ENGLISH VERSION***

A celebration of five decades of history, 19 classics revisited, and no fewer than 50 special guests

Reaching the 50-year mark would be reason enough for ACCEPT to look back and celebrate a career that helped lay the foundations of European heavy metal. But Wolf Hoffmann decided to turn the occasion into something considerably bigger: bringing together a genuine all-star cast from across the metal world to revisit 19 songs from the band's classic catalogue. The result is Teutonic Titans 1976-2026, a project as ambitious as it is inevitably controversial.

The first question that comes to mind when confronted with an album like this is also the most obvious: was it really necessary? After all, these are songs that need no introduction. “Fast as a Shark”, “Balls to the Wall”, “Restless and Wild”, “Metal Heart” and so many other classics already have definitive versions recorded by a band that, at the height of its powers, helped establish the blueprint for German heavy metal and influenced an entire generation that followed. Revisiting them therefore means entering particularly dangerous territory — one where any new version will inevitably be measured against the original.

That is precisely where Teutonic Titans 1976-2026 finds its greatest challenge — and, paradoxically, its reason for existing.

Wolf Hoffmann is not trying to reconstruct the past. Instead, he turns ACCEPT's catalogue into a giant playground for some of the most respected musicians in heavy rock. Rob Halford, Phil Anselmo, Kirk Hammett, Mikkey Dee, Tobias Forge, Billy Corgan, K. K. Downing, Hansi Kürsch, Sebastian Bach, Jeff Scott Soto, Billy Sheehan, Bobby Blitz and many others are not here simply to reproduce what has already been done. Each guest brings his or her own personality to the songs, sometimes in obvious ways, sometimes more subtly.

The line-up is staggering — probably one of the greatest concentrations of first-rate musicians ever assembled for a project of this kind. The achievement, however, is that this parade of stars never becomes a competition to see who can steal the spotlight. Quite the opposite: the diversity of the guests gives each performance its own identity. There are more aggressive voices alongside more melodic ones; guitarists who push certain tracks towards thrash or hard rock; and drummers who add weight, speed and different nuances to ACCEPT's familiar rhythmic architecture.

The result is deliberately diverse. And that matters.

Teutonic Titans should not simply be regarded as another covers album. ACCEPT is, in fact, revisiting its own legacy through the eyes of musicians who were influenced by the band or who, in one way or another, represent the evolution of heavy metal over the past five decades.

It is almost as if Wolf Hoffmann had opened the band's archives and invited contemporaries, admirers and musical partners into the studio to say: now it's your turn to play these songs. The idea transforms the album into something bigger than a straightforward collection of re-recordings: it becomes a kind of tribute to ACCEPT, performed by the very metal community that helped carry its influence forward.

And this is where the project works best — as a collective celebration of heavy metal, rather than an attempt to create definitive new versions of these songs.

Because, let's be honest: when Rob Halford takes on “Balls to the Wall”, the curiosity is irresistible. When Phil Anselmo and Kirk Hammett join forces on “Fast as a Shark”, the combination seems tailor-made to excite any metal fan. Tobias Forge on “Save Us” adds another intriguing dimension, particularly because the song ranks among his favourites from ACCEPT's catalogue. These are the kinds of encounters that immediately fire the imagination.

But once the initial surprise wears off, the inevitable question remains: how often will we return to these versions when the original recordings remain virtually untouchable?

That is the main weakness of Teutonic Titans 1976-2026. There is no real problem with the performances. Quite the opposite: the technical level is exceptional, while the production gives the recordings weight, clarity and a contemporary sound. The question is a different one: the artistic necessity of the project itself.

And here lies a particularly curious missed opportunity. Mark Tornillo has been ACCEPT's singer for almost two decades, firmly establishing himself as the voice of the band's second major era. Yet this project does not give him the opportunity to comprehensively reinterpret the classic material he has helped keep alive onstage. It is therefore impossible not to wonder whether a new album of original material, following Humanoid, might have been a more natural — and perhaps more adventurous — way to celebrate five decades of ACCEPT.

There is another issue worth considering. ACCEPT is not merely celebrating 50 years of existence, but 50 years of evolution. Yet Teutonic Titans focuses primarily on the period between I'm a Rebel (1980) and Eat the Heat (1989), precisely the era that produced the classics which defined the band's international image. It is an understandable choice, since this is the material that best represents the legacy being celebrated, but it also somewhat limits the historical scope suggested by the album's title.

Even so, it would be unfair to judge the album solely on what it could have been.

As a celebration, it works. As a demonstration of the strength of ACCEPT's catalogue, it works even better. There is genuine pleasure in hearing so many important musicians stepping into Wolf Hoffmann's musical universe, and some of the new interpretations manage to surprise precisely because they do not attempt to mechanically reproduce the original recordings. Each line-up offers a slight change of perspective, and that variety keeps the album engaging even when every riff, drum fill and chorus is already etched into our memories.

But Teutonic Titans 1976-2026 ultimately proves an even more important point: ACCEPT's classics never needed help to demonstrate their greatness.

Placed alongside the original recordings, the new versions rarely manage to replace them. And perhaps that was never the intention. The real achievement of the project lies elsewhere: five decades on, these songs are still capable of bringing different generations of metal fans together around the same riffs and choruses that helped establish ACCEPT as one of the genre's foundational bands.

In the end, Teutonic Titans 1976-2026 is less a new chapter in ACCEPT's history than a collective snapshot of the importance that history has acquired. It is a celebratory album, built around extraordinary musicians, produced with considerable skill and packed with moments capable of putting an immediate grin on the face of any heavy metal fan. Its value, however, lies more in the event itself than in any pressing need for the album to exist.

And that's perfectly fine.

After 50 years, ACCEPT has absolutely nothing left to prove. They can simply invite their friends to the party, turn up the amplifiers and revisit some of the songs that helped build heavy metal.

If the results do not replace the originals, they at least prove something perhaps even more important: those songs are still alive, relevant and powerful enough to make 50 of the genre's biggest names want to play them again.

For a band that helped write the history of metal, perhaps that is the most fitting celebration of all.


A brief who's who of the album:

1. Fast as a Shark

Restless and Wild (1982)

Phil Anselmo, Kirk Hammett, Billy Sheehan, Mikkey Dee

2. Balls to the Wall

Balls to the Wall (1983)

Rob Halford, Matthias Jabs, Rex Brown, Jason Bowld

3. Aiming High

Russian Roulette (1986)

Chuck Billy, Gary Holt, David Ellefson

4. Run If You Can

Russian Roulette (1986)

Todd La Torre, Ola Englund, Chuck Garric, Roy Mayorga

5. Hellhammer

Eat the Heat (1989)

Jason McMaster, Zeuss, Phil Shouse

6. Metal Heart

Metal Heart (1985)

Dino Jelusick, Joel Hoekstra, Ava Rebekah Rahman

7. Losers and Winners

Russian Roulette (1986)

Hansi Kürsch, Paul Gilbert, Tommy Aldridge

8. Save Us

I'm a Rebel (1980)

Tobias Forge, Frank Bello, Ray Luzier

9. Up to the Limit

Balls to the Wall (1983)

John Bush, Alex Skolnick, Rudy Sarzo, Shannon Larkin

10. Wrong Is Right

Metal Heart (1985)

Ralf Scheepers, John Norum, Ken Mary

11. Starlight

Accept (1979)

Joseph Michael, Phil Demmel, Michael Cartellone

12. Fight It Back

Breaker (1981)

Mark Lopes, Bumblefoot, Billy Sheehan, Shawn Drover

13. Love Child

Balls to the Wall (1983)

Billy Corgan, David Ellefson, Tommy Aldridge

14. Breaker

Breaker (1981)

Girish Pradhan, Glen Drover, Shawn Drover

15. Demon’s Night

Russian Roulette (1986)

Bobby Blitz, Andy Sneap, David Ellefson, Ray Luzier

16. T.V. War

Russian Roulette (1986)

Joe Lynn Turner, Fredrik Åkesson, Rudy Sarzo

17. London Leatherboys

Balls to the Wall (1983)

Sebastian Bach, Rex Brown, Shawn Drover

18. Monsterman

Metal Heart (1985)

Jeff Scott Soto, Jeff Loomis, Rudy Sarzo

19. Restless and Wild

Restless and Wild (1982)

Chris Jericho, K. K. Downing, Billy Sheehan, Ray Luzier

Robert John

terça-feira, 31 de março de 2026

Entrevista - UDO: "Wolf tem um bom cantor, mas não a voz original"

Com uma trajetória marcada por clássicos eternos, turnês mundiais e uma identidade sonora única, Udo segue ativo, relevante e fiel às raízes que ajudou a consolidar dentro do metal tradicional. 

Em nossa conversa exclusiva, o músico revisita momentos importantes de sua carreira, deixa claro seu posicionamento para uma reunião com o Accept e compartilha suas expectativas para o aguardado show no Bangers Open Air, que promete ser um dos grandes encontros do ano para os fãs brasileiros.

Prepare-se para mergulhar em um bate-papo direto, sincero e carregado de história com um dos maiores nomes do heavy metal mundial.


Por: Renato Sanson 

Quais as expectativas para o show no Bangers Open Air?

UDO: Ainda estamos celebrando o 40º aniversário de Balls to the Wall. Vamos tocar o álbum na íntegra e, além disso, incluir alguns clássicos do Accept. Teremos 90 minutos de show, ou seja, praticamente um set de headliner. Estou realmente ansioso para isso.


Depois de muitos anos, você e o Peter estão tocando juntos. Como é essa sensação?

UDO: É uma sensação muito boa estar com o Peter novamente. Ele está curtindo, eu também, e estamos felizes. É como algo antigo voltando aos palcos.

Há um tempo atrás, você disse que não toca mais músicas do Accept ao vivo.

UDO: Sim, isso foi há muito tempo. Quer dizer, em 2015 começamos com o Dirkschneider, e muita gente perguntava: 'por que você não toca músicas do Accept?'. Então pensamos: 'ok, vamos fazer o Dirkschneider tocando apenas músicas do Accept'. 

Fizemos isso por quase três anos. Depois disso, talvez eu tenha falado cedo demais, mas disse: 'pronto, chega de músicas do Accept.' Quer dizer, temos material suficiente do U.D.O. para tocar ao vivo. Acho que foi um pouco precipitado. Agora estamos celebrando os 40 anos de Balls to the Wall, então aqui estamos nós, tocando Accept novamente.

Por que produtores e fãs tendem a resistir a músicas novas, preferindo os clássicos nos shows? Qual é a sua opinião sobre isso?

UDO: Quando falamos de músicas novas? 

Sim.

Claro que sim, pelo menos para mim. Acabamos de finalizar um novo álbum do U.D.O. E temos músicos mais jovens na banda. O que eu gosto no momento é que estamos criando algo como uma mistura entre o antigo e o novo, e isso é muito interessante para mim. Ou seja, não estamos seguindo apenas com os clássicos antigos — também há muitos arranjos novos ali. Claro, os músicos mais jovens têm uma forma de pensar diferente. 


E na sua carreira solo você já soma mais de 50 álbuns, sem contar a fase com o Accept. De onde vem tanta criatividade e energia para produzir tanto?

Não sei bem, é que geralmente a gente lança um álbum novo a cada dois anos e em seguida sai em turnê. Às vezes fazemos uma pausa curta, rapidinha mesmo. Só que, com o novo disco do U.D.O., houve uma interrupção de três anos. Evidentemente já se passaram quase dois anos sem lançamentos nossos, e quando a turnê do Ball to the Wall terminar agora em novembro, na prática teremos ficado cerca de dois anos na estrada com o Dirkschneider. 

Por isso, não foi tão fácil compor e gravar um lançamento novo do U.D.O. nesse intervalo. Sempre foi um balanço entre as turnês, ida e volta. Mas, de certa forma, eu gosto de fazer música e criar coisas novas também, e é por isso que continuo. Ou seja, agora tenho este que será o 20º álbum de estúdio, que sai no ano que vem. Então é bastante coisa.

Para o festival Bangers Open Air, vocês prepararam um setlist especial?

O que é realmente especial é que vamos tocar o álbum Ball to the Wall na íntegra. Nunca fizemos isso na América do Sul, então estou realmente ansioso por isso. E acho que já ouvimos muitos fãs dizendo que também estão muito empolgados para ouvir músicas que nunca tiveram a chance de ver ao vivo. Então, sim, estou muito animado também, e acredito que será um grande show. É isso, vamos nessa.


Há alguma possibilidade de uma reunião com Wolf Hoffmann novamente?

Não. Para mim, isso não faz sentido. De qualquer forma, eu sempre digo: o Wolf está fazendo suas próprias coisas com o Accept, sob o nome Accept, mas agora só resta um cara da formação original, o Wolf. E eu faço o U.D.O., mas também de uma maneira que acho mais confortável. Se eu quiser, posso dizer 'ok, vou tocar com o Dirkschneider, com a voz original, e tocar só músicas do Accept com a voz original.' 

Mas ele não tem a voz original, é um bom cantor, mas não é a voz original. E agora, com o Peter Baltes, temos dois membros do Accept antigo no palco. Para mim, não faz sentido fazer uma reunião, não há razão para isso. Ele faz o que faz, eu faço o que faço, e é isso.

Desculpa pela pergunta (risos). Mais uma pergunta: você prefere a era do Accept ou a era do Udo?

Isso é difícil. O Accept, claro, foi realmente enorme nos anos 80. Mas, de certa forma, os anos 80 já passaram, talvez não para o Metallica, AC/DC, Iron Maiden e bandas assim. Mas eu também aproveito muito, muito mesmo com o U.D.O. Temos uma grande base de fãs no mundo todo. Então, os dois… Eu não posso dizer que gosto mais de um ou de outro, é como se fossem iguais. É a mesma coisa.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Cobertura de Show: Dirkschneider – 11/11/2024 – Carioca Club/SP

Udo Dirkschneider Celebra 40 Anos de “Balls to the Wall” com Show Histórico em São Paulo

No último dia 11 de novembro, o lendário Udo Dirkschneider, ex-vocalista do Accept, trouxe ao palco do Carioca Club Pinheiros uma apresentação histórica, comemorando o 40° aniversário de “Balls to the Wall”. Mesmo em uma segunda-feira, a casa estava repleta de fãs devotos do ícone do heavy metal alemão, ansiosos para prestigiar o álbum que marcou uma geração sendo tocado na íntegra.

A abertura do show ficou por conta da clássica “Fast as a Shark”, do álbum Restless and Wild (1982). Antes mesmo de a música começar, a plateia já entoava a emblemática introdução “Heidi, heido, heida” em uníssono, aquecendo o público para a explosiva entrada dos guitarristas Andrey Smirnov e Dee Dammers, do baixista Peter Baltes, e de Sven Dirkschneider, filho de Udo, arrebentando na bateria. Apesar de o icônico grito inicial da música não soar como o esperado, ele entregou uma performance memorável. 

Já na sexta música, “Princess of the Dawn”, os músicos pararam para que a plateia, extasiada, participasse cantando a cappella, momento em que até o próprio Udo demonstrou estar emocionado. 

Após uma sequência de faixas marcantes de outros álbuns essenciais, como “Metal Heart “(1985), “Restless and Wild” (1982) e “Breaker” (1981), a nona música da noite trouxe o aguardado início de “Balls to the Wall”. O momento foi acompanhado de um discurso marcante de Udo, levando os fãs ao êxtase ao ouvir canções que há muito não eram tocadas ao vivo, sendo executadas com perfeição. 

Assim como em “Fast as a Shark”, a faixa “Fight It Back” também não teve o tradicional grito inicial, mas a performance intensa e a energia inigualável de Dirkschneider, mesmo com o passar dos anos, impressionaram a todos. A última faixa do álbum é Winterdreams, porém, não foi com ela que a banda se despediu do palco e presenteou os fãs com Burning (Breaker - 1981) deixando uma vontade enorme de ficar naquela noite para sempre. 

Foi uma noite inesquecível para os fãs de Udo, um show incrível que trouxe a força do heavy metal tradicional e o poder de uma lenda viva.




Fotos: Carlos Pupo (Headbangers News)

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Overload


Dirkschneider – setlist:

Fast as a Shark

Up to the Limit

Midnight Mover

Breaker

Living for Tonight

Princess of the Dawn

Flash Rockin’ Man

Metal Heart

Balls to the Wall

London Leatherboys

Fight It Back

Head Over Heels

Losing More Than You’ve Ever Had

Love Child

Turn Me On

Losers and Winners

Guardian of the Night

Winterdreams

Burning

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Cobertura de Show: Accept – 19/05/2024 – Santo Rock Bar/ABC

Apesar do Accept presentear o ABC Paulista com show arrebatador e quase intimista pela proximidade de contato visual e sonoro bem de perto, perdemos mais uma chance de elevar o patamar da turnê de uma grande banda na região com a presença do underground. 

Era para ser um evento reunindo um monte de bandas de São Paulo e do ABC, começar as 14h00 e adentrar a noite com o Accept celebrando 45 anos de vida no lançamento do mais recente disco Humanoid. Passou batido e vida que segue.

Sobrou para o Skalyface, de Osasco (SP) e formado em 2020, a tarefa de abrirem o evento. Fizeram uma apresentação pontual, direta, com repertório curto para ir aquecendo o lugar, que realmente começou a ficar quente e abafado com ar condicionado sem funcionar. Tocaram na íntegra o EP “Dark Angel”, um cover de The Evil That Men Do (Iron Maiden), que teve a participação do vocalista Raphael Dantas, mas tudo sem muita expressão. 

Não deram aquela sacudida que uma banda de abertura precisa, por isso, ao meu ver, o feedback teria sido maior tendo mais bandas antecedendo o show, pois haveria um equilíbrio no conjunto do evento preparado para o Accept, e de fato, há sempre uma grande expectativa na abertura de um show quando se tem um clássico fechando a noite.

O Accept cumpriu seu papel, fez tudo que faltou e mais um pouco... emocionaram o público! Quem teve o privilégio de assisti-los no Santo Rock Bar com som e iluminação em perfeitas condições, sentiu um momento único de bangear, cantar as letras e não tirar os olhos do palco. 

O lugar proporcionou com muita qualidade a performance dos caras ao vivo, independentemente de onde a pessoa estava, foi muito positivo pois a banda interagiu a todo momento. O trio com Wolf Hoffmann (clássico e carismático guitarrista da formação original) junto a Joel Hoekstra e Uwe Lulis que não saturaram as guitarras, ouvia-se tudo perfeitamente bem. 

O baixo de Martin Motnik e a bateria de Christopher Williams deram o peso que toda aquela estrutura merecia.

Quem dispensa apresentações é o vocalista Mark Tornillo, que fará 70 anos em junho próximo, chega ao seu 6º disco desde 2009 à frente do Accept. 

Realmente, assisti-lo pela primeira vez deixa a sensação de como um vocalista vem para ficar, cuida da sua força e saúde vocal, da afinação, postura de palco, põe a galera para cantar, além de dar continuidade na história em que o Accept começou no Heavy, Speed e Power Metal. Um show impecável! Ele e Wolf Hoffmann foram personalidades marcantes na noite.

Do repertório, apresentaram algumas músicas do disco novo, destaque para The Reckoning e Humanoid, intercalaram com os clássicos da discografia antes e pós-UDO, claro, sem deixar de fora músicas que gastaram meus discos de adolescente: Midnight Mover, Metal Heart, Fast As A Shark e Balls To The Wall.

No geral, casa cheia, boa estrutura, pontualidade, horário excelente para voltar para casa. Entretanto, poderiam colocar mais bandas de abertura começando mais cedo? Sim! Ligar o ar condicionado pois o lugar é fechado e saiu todo mundo derretendo do lugar? Sempre! Melhorar o atendimento de quem consome bebidas lá dentro? 

Essa parte precisa melhorar bastante pois havia uma regra: quem pedia a cerveja mais cara era atendido primeiro! Quem pedia a cerveja em mais barata para tomar e curtir o show, fazia o pagamento e ficava um bom tempo esperando (que foi meu caso e de várias pessoas em volta que estavam presentes). Essa regra de consumo hierarquizado pela condição do bolso de cada um realmente foi uma novidade.

Enfim, uma noite inédita e memorável para o ABC Paulista, no qual já passaram pela casa Primal Fear, Tim "Ripper" Owens e Vinny Appice. 

O fã fez sua parte e compareceu, inclusive muitos amigos de cidades vizinhas de longas datas foram, alguns viajaram para reencontrar-se e ver de perto essa lenda do Heavy Metal alemão, onde fez uma apresentação digna, clássica carimbando com muita honra seu nome e fidelidade ao som por quase 5 décadas. Voltem sempre Accept!!!


Texto: Roberto Bertz (Fanzine Pandemia)

Fotos: Amanda Vasconcelos

Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: Dark Dimensions 

Mídia Press: JZ Press

Links relacionados: Entrevista 


Accept

The Reckoning

Humanoid

Restless And Wild

Midnight Mover

London Leatherboys

Straight Up Jack

Dying Breed

Zombie Apocalypse

Riff Orgy

Breaker

Shadow Soldiers

Frankenstein

Princess Of The Dawn

Metal Heart

Teutonic Terror

Pandemic

Fast As A Shark

Balls To The Wall

I’m A Rebel


sexta-feira, 5 de abril de 2024

Entrevista – Accept: Ambição ainda correndo pelas veias

Por Gabriel Arruda, junto com Marcos Lopes, do After do Caos

Fotos: Christoph Vohler | Paula Cavalcante

Desde que voltou aos holofotes com o excelente “Blood Of The Nations” (2010), o Accept não para de compor ótimos trabalhos e fazer shows calorosos, que fazem até o público cantar os solos de guitarra, como disse o guitarrista e fundador Wolf Hoffmann.

Antes de lançar o novo álbum, “Humanoid”, e embarcar para uma série de shows pela América Latina e Brasil, Wolf conversou rapidamente conosco falando um pouco sobre os fãs brasileiros, o novo álbum e o que podemos esperar da banda nos próximos anos.

O Accept estará voltando à América Latina e ao Brasil, especificamente, para uma sequência de shows. Toda às vezes que a banda esteve aqui os shows foram lotados e, a maioria, com ingressos esgotados. Há algum momento ou lembrança especial quando estiveram aqui?

Wolf Hoffmann: Os fãs brasileiros são um público incrível, nossos fãs brasileiros do Accept são os melhores do mundo. Eu diria que temos ótimas lembranças deles cantando junto conosco. Sabe como é? cantando junto partes das músicas ao vivo. Às vezes, eles cantam junto com solos de guitarra, e é como se fosse uma recepção calorosa em casa toda vez que estamos no Brasil.

No ano passado a banda se apresentou na primeira edição do festival Summer Breeze, que também acontece todo ano na Alemanha. Como foi a experiência de tocar em mais um grande festival em São Paulo, já que, em 2015, vocês também tocaram no Monsters Of Rock?

Wolf Hoffmann: Sim, quero dizer, nós amamos tocar em festivais porque você consegue alcançar um público maior e você consegue alcançar fãs que você normalmente não consegue atrair quando faz shows como atração principal. Mas é sempre uma bela ocasião para conhecer novos fãs, e tenho lembranças fantásticas de tocar em ambos os tipos de eventos. Como eu disse, o público brasileiro é incrível e nós os amamos.

Em paralelo aos shows de maio, o Accept estará lançando seu novo álbum, “Humanoid”, o primeiro com a gravadora Napalm Records. As duas músicas que foram lançadas mostram que será mais um grande disco. O que mais podemos esperar deste trabalho e como foi o processo de composição?

Wolf Hoffmann: Eu acho que você pode esperar um álbum típico do Accept, que realmente vai te surpreender assim que você o colocar. Vai soar 100% como o Accept que você conhece, mas ao mesmo tempo são novas e excitantes músicas que realmente se encaixam nos tempos em que vivemos, principalmente a faixa-título, "Humanoid", que fala sobre inteligência artificial e o tema do homem versus máquina. 

Mas mesmo as outras 10 faixas ou mais que temos no álbum, elas são típicas músicas de metal que os fãs vão adorar. Temos uma ótima música lenta neste álbum também, é uma espécie de balada chamada "The Ravages of Time", e você sabe, é impossível descrever o álbum inteiro. Eu acho que no fim você terá que esperar até tenha lançado, só vai demorar mais algumas semanas. 


E já está definida a data não é? Acredito que estejam ansiosos.

Wolf Hoffmann: 26 de abril, o novo álbum será lançado mundialmente pela Napalm Records, e estou realmente muito animado para os fãs  ouvirem este álbum. Tocaremos músicas novas quando formos ao Brasil, então com certeza apresentaremos algumas delas ao vivo já pela primeira vez em estreia mundial.

Nesse começo de ano, o Saxon e o Judas Priest lançaram álbuns incríveis, e o Accept não será diferente, já que desde o "Blood of the Nations" (2010) lançam discos que sabemos que, quando estivermos ouvindo, é um disco do Accept. Ao lado dessas bandas, vocês sentem que estão à frente do Iron Maiden em questão de compor novas músicas, já que eles não lançam um trabalho convincente há anos?

Wolf Hoffmann: Acho que em poucos segundos você ouvirá e vai perceber que este é um novo álbum do Accept. Quando você colocá-lo, parecerá muito familiar, e é isso que realmente estávamos procurando. E tenho que dar muito crédito ao Andy Sneap por sempre trazer a certeza de que estávamos no caminho certo. E sim, eu acho que os fãs vão adorar esse novo álbum. Então temos que esperar e ver quando isso acontecer, mas acho que será muito emocionante.

Você é o único membro da formação original a permanecer na banda. Aqui no Brasil, principalmente, as pessoas têm uma certa resistência em não querer ver a banda se ciclano ou fulano não estiver nela. Mas o Accept não sofreu com esse tipo de situação, pois tanto os fãs mais novos e ‘old school’ abraçaram a atual formação. Como você resumiria esse novo capítulo do Accept e se podemos esperar por muito mais coisas nos próximos anos?

Wolf Hoffmann: Sim, você pode esperar muito mais nos próximos anos porque ainda estamos no meio disso. Acho que ainda vamos fazer muitos mais álbuns, e pessoalmente eu digo para mim mesmo toda vez: o melhor show ainda não foi tocado e a melhor música ainda não foi lançada. Acho que ainda estamos querendo melhorar, e ainda estamos, você sabe, tocando em cada show com todo nosso coração. Em geral, tenho que dizer que conseguimos um pequeno milagre mudando de vocalista e realmente iniciando um novo capítulo de muito sucesso na história do Accept. Quero dizer, ninguém poderia realmente ter previsto tudo isso, porque todo mundo sabe que uma das coisas mais difíceis de se fazer na história de uma banda é mudar de vocalista, porque um cantor é a voz da banda e a identidade dela. Mas realmente fizemos o impossível com Mark, nós realmente quase superamos nosso antigo período do Accept, você sabe, há muitos fãs que diriam que sempre gostarão, você conhece, "Balls to the Wall" e "Princess of the Dawn", mas eles realmente gostam tanto das coisas novas ou talvez até mais do que alguns dos antigos clássicos, e é uma grande honra para nós que isso significa que realmente, sim, alcançamos o impossível. Isso também me deixa muito feliz.

Agradecimentos a Dark Dimensions e a JZ Press pelo agendamento desta entrevista!





quarta-feira, 3 de maio de 2023

Cobertura de Show – U.D.O. & Tim ‘Ripper’ Owens – 27/04/2023 – Bar Opinião/RS

Por: Renato Sanson

Fotos: Uillian Vargas

 

O dia 27/04 marcou a capital gaúcha pelo encontro histórico entre os vocalistas U.D.O. (ex-Accept) e Tim Owens (ex-Judas Priest). Tim retornava ao RS depois de 6 anos de sua última passagem e retornava ao Bar Opinião depois de 22 anos quando se apresentou ao lado do Judas em 2001.

Já o Metal Heart U.D.O. debutava em solo gaúcho e os fãs estavam fervorosos por esse encontro, já que para muitos ele é o próprio Accept.

Com um ótimo público presente, pontualmente as 21h as luzes se apagam e Tim ‘Ripper’ inicia seu show de forma espetacular, já que o set em questão seria apenas de clássicos do Judas Priest, tanto de sua Era como da de Halford, e nada melhor que “Metal Gods” iniciar os trabalhos e levantar o público!

Logo em seguida tivemos a clássica pergunta de Tim: “What's my name”? E todos já sabiam que “The Ripper” daria as caras de forma magistral. Assim como “Burn In Hell” (que pertence a sua fase com o Judas no incrível “Jugulator” – 97) veio em um clima apocalíptico sendo um dos melhores momentos do show e mostrando que Tim Owens segue em ótima forma vocal, com seus agudos estridentes incrivelmente altos e afinados.

Um set especial ao Judas Priest não poderia faltar a emblemática “Painkiller” e que vale destacar a excelente banda de apoio (que tiveram a árdua missão de ser de ambos os vocalistas) formada por: Wagner Rodrigues e Johnny Moraes (Hevilan) nas guitarras e Fabio Carito (baixo) e Marcus Dotta (bateria), tocando fielmente cada nota e deixando o clima ainda mais arrebatador.

“Hell Is Home” de sua época com “Demolition” (01) deu as caras e sendo uma das melhores músicas do Judas até hoje, mas negligenciada pela banda após a saída de Owens. Assim como “One On One”, levantando a galera e ressaltando a importância de sua época na banda britânica.

Tivemos ainda “Hell Bent For Leather” e o encerramento com a clássica “Electric Eye”. Ainda aos gritos dos presentes de: “Ripper, Ripper, Ripper” o mesmo anuncia que agora é a hora do U.D.O. e o baixinho entra em cena para delírio dos fãs ávidos por sua passagem pelo Accept.

“Starlight” abre os caminhos para deixar o público alvoroçado e cantando a plenos pulmões e sem tempo para respirar: “Living For Tonight”, “Midnight Mover” e “Breaker” chegam como um furacão e lavam as almas dos fanáticos pela sua fase de ouro na banda alemã (me incluo neles!).

O carisma e a simples presença de palco do baixinho é contagiante e com poucas palavras ganha os fãs, até mesmo quando cometeu uma pequena “gafe” dizendo que era um prazer estar retornando a Porto Alegre, sendo que o mesmo nunca tinha tocado aqui, mas nada que estragasse um momento tão mágico e único de assisti-lo. Para na sequência irmos as lágrimas com “Princess Of The Dawn”, “Fast As a Shark” e “Metal Heart”!

Finalizando obviamente com seu maior clássico: “Balls To The Wall”. Para fechar com chave de Metal, U.D.O. chama ao palco Tim ‘Ripper’ e ambos nos proporcionam mais dois clássicos do Judas, as batidas, mas não menos empolgantes, “Breaking The Law” e “Living After Midnight”.

O som estava satisfatório, com alguns pequenos problemas que foram ajustados no decorrer, mas nada que estragasse o espetáculo. A iluminação de certa forma também satisfatória, mas o excesso de luzes vermelhas e gelo seco estraga a visão até mesmo de quem está assistindo, agora imagina para os fotógrafos. Fica a dica.

Uma noite dedicada aos clássicos em Porto Alegre que valeu cada segundo.

 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Accept: Fase Impecável!



Em seu quarto álbum desta fase após a entrada do vocalista Mike Tornillo, a instituição do Teutonic Metal Accept entrega mais um grande álbum, recheado de riffs poderosos e aqueles refrãos grandiosos típicos. Accept é daquelas bandas que possuem sua personalidade sonora, e sem grandes surpresas, segue entregando álbuns de qualidade e com gana, coisa que infelizmente muitas bandas da mesma época perderam.

"The Rise of Chaos" a estreia de Uwe Lulis e Christopher Williams, guitarra e bateria respectivamente, que foram efetivados em 2015, após a ruptura da banda com Herman Frank e Stefan Schwarzmann, e em nada diminuiu o poder de fogo dos alemães, que está realmente sintetizado em sua maioria no trio Hoffmann/Baltes/Tornillo, sendo que pouca parcela dos fãs ainda não aceita um Accept sem Udo. Pelo título e capa, e observando os nomes da faixa já dá para perceber que, apesar de não ser conceitual, a banda abordou temas relacionados ao caos vivido pelo mundo, com a violência, terrorismo e fanatismo religioso, por exemplo.


2017 foi um grande ano para o Accept, que antes do lançamento do álbum ainda teve um espetáculo grandioso em sua terra natal, no maior festival de Metal do planeta, o Wacken, onde tocou ao lado de uma orquestra e também apresentou faixas do novo disco. "The Rise of Chaos" foi espetacularmente bem recebido pelos fãs e imprensa especializada, povoando as listas de melhores do ano de centenas de sites e revistas.

Mais uma vez sob o selo Nuclear Blast e lançado aqui via parceria com a Shinigami Records, o disco traz 10 faixas carregadas com a sua personalidade, trazendo a aura clássica aliada ao peso. As características consagradas estão sempre ali, como os riffs e solos marcantes e os coros nos refrãos. "Die by the Sword" é uma típica faixa Accept, com a guitarra de Hoffmann disparando mais um riff genial, e os tradicionais coros no refrão, o qual já gruda de imediato na mente! A faixa título, "The Rise of Chaos" é outro dos destaques, alternando peso e mudanças de andamento, onde temos trechos dessa sonoridade contemporânea do grupo, mas as características oitentistas estão ali, como nas melodias do pré-refrão.

É um álbum facilmente degustável pelo fã da banda, pois as faixas todas possuem ganchos que prendem o ouvinte. Dentre essas primeiras 5 faixas, "Hole in the Head" e "No Regrets", que seguem a linha já conhecida da banda, destacando "Koolaid", que foi apresentada no Wacken e também foi uma das primeiras a serem divulgadas no youtube, com seu andamento mais cadenciado e melodioso. A faixa fala sobre Jim Jones, fundador do culto Templo dos Povos, tristemente famoso devido ao suicídio/assassinato em massa em novembro de 1978 de 918 dos seus membros em Jonestown (Guiana), que nos faz lembrar que o fanatismo não é algo novo, e que muitos erros e mazelas se repetem desde muito.


Mas as que mais me agradaram foram as 5 faixas finais, que me soaram mais envolventes, possuindo algumas das melodias mais cativantes e marcantes do álbum, então, apesar do álbum ser muito bem equilibrado, no vinil eu começaria sempre pelo lado B! ha ha ha! Começando a segunda parte (ou lado B!heheh) com "Analog Man", tema que fala sobre a cada vez maior imersão do homem no mundo virtual, traz um andamento naquela linha "Balls to the Wall", inclusive no refrão e coros típicos! "What's Done is Done", com refrão e ritmo cativante, típico Accept clássico!

"Worlds Colliding",andamento moderado, com a guitarra de Hoffmann soando mais melodiosa e cativante, além de entregar um dos riffs mais legais do álbum e um solo de técnica e melodia; "Carry the Weight" é mais veloz, mas mantém as melodias em evidência, principalmente no refrão cativante nas linhas vocais e da guitarra; E "Race to Extinction", o que inicia mais cadenciada e dramática, com peso e melodia se alternando, sendo que a porrada pega mesmo no refrão. 

"The Rise of Chaos", se não pode ser considerado o melhor álbum desta era do grupo, no mínimo mantém a média alta, e  mostra que definitivamente encontraram um equilíbrio perfeito entre a  sonoridade clássica dos anos 80 com a fase contemporânea e mais pesada, iniciada em 2010 com "Blood of the Nations", claramente tudo fruto do entrosamento de Andy Sneap e o coração da banda, Wolf Hoffmann e Peter Baltes. Para bater a cabeça à vontade sem medo de ser feliz!

Texto/Edição: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: Accept
Álbum: "The Rise of Chaos" 2017
País: Alemanha
Estilo: Heavy Metal
Produção: Andy Sneap
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records


Line-up:
Mike Tornillo: Vocais
Wolf Hoffmann: Guitarras
Peter Baltes: Baixo
Uwe Lulis: Guitarras

Tracklist:
01. Die by the Sword
02. Hole in the Head
03. The Rise of Chaos
04. Koolaid
05. No Regrets
06. Analog Man
07. What's Done Is Done
08. Worlds Colliding
09. Carry the Weight
10. Race to Extinction

     

     

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Accept: "Blind Rage" - O Álbum Mais "Old School" da "Era Tornillo"


"Blind Rage" é o terceiro álbum com Tornillo ao microfone, os alemães seguiram a velha máxima de que "em time que está ganhando não se mexe", e novamente traz Andy Sneap na produção, resultando em mais uma paulada, e este é com certeza o álbum que traz mais do Accept old School, está mais melódico, mas ainda há a pegada mais pesada e moderna desta prolífica fase atual, ou seja, não tem como não entrar direto em várias listas de melhores álbuns! Ok, alguns fãs ainda acham que Accept sem Udo nos vocais não é possível,  mas acredito que são poucos que não reconhecem que Tornillo encaixou bem, que a banda vem lançando grandes trabalhos, e o grupo soube trabalhar bem os clássicos da era Udo nas versões com o atual frontman.


 Andy Sneap, desde o primeiro álbum desta nova era, disse a Wolf Hoffman e Petar Baltes, os principais compositores, que a banda simplesmente precisava soar como o "Accept", ou seja, a lenda germânica possui suas características marcantes, como os riffs de Hoffmann, os coros tradicionais e aquele Heavy Metal Tradicional com marca própria, ora veloz, ora mais cadenciado, com peso e melodia.

O single "Stampede", por exemplo, é uma típica faixa de abertura do Accept, com uma intro na guitarra de Hoffmann, a levada veloz, os coros...está tudo ali! E em "Blind Rage", o álbum, é o que vamos ouvindo, e a cada faixa, cada riff, solo, acada refrão e ao ouvir aqueles coros característicos...é Accept! Os caras são uma instituição já, e se alguém tinha dúvidas quanto ao sucesso dessa nova "encarnação", este terceiro trabalho certamente dissipou; "Dying Breed" (título sugestivo não? Raça em Extinção) mantém a pegada, com elementos do "clássico" Accept e do "novo"; riffs pesados, coros e refrão matadores e pegajosos, assim como a melodia de guitarra no refrão. E como não foi à toa que falei do título, destaque para a letra, que presta tributo a grandes ícones do Metal, alguns, como diz o refrão, são "The last of the dying breed" (Os últimos de uma raça em extinção);


Vamos ouvindo e encontrando todos os elementos que nós fãs adoramos, e como já disse antes, identificando momentos que vão nos remeter à álbuns clássicos da banda nos anos 80, como em "Dark Side of My Heart", que vai numa levada cativante e melódica, lembrando músicas como "Up to the Limit", pelo riff do início, e "London Leather Boys", e as melodias do refrão são daquelas de sair assoviando, já grudam de imediato! "Fall of the Empire", tem uma levada cadenciada e bem melódica também, refrão com os tradicionais coros.

Temos também mais daquelas faixas rápidas também tão características, como "Trail of Tears" e "Final Journey", e também mais dos "hinos" típicos naquele estilo "Metal Heart", "Neon Nights" e "Princess of the Dawn", com grandes refrãos e coros, como "Wanna be Free",  "From the Ashes We Rise" e "The Curse", que elegi como uma das minhas preferidas, melodiosa e cadenciada, com algumas guitarras acústicas, com linhas vocais e melodias realmente cativantes e muito boa letra (onde há mais uma citação em um trecho, onde Tornillo canta "No more Mr. Nice Guy, No More Mr. Right" ), que cito um trechinho: "...Devo ser como os outros, devo desistir da boa luta...é a maldição de ter sido bom, de fazer o certo, o preço que pagamos pela nossa honra".


Excelente. Só pra citar as que faltaram, "200 Years" traz alguns vocais e riffs com efeitos diferente dos usuais do Accept e "Bloodbath Mastermind" começa devagar pra virar uma porrada, bem estilo ao "novo" Accept.
Simplesmente Accept, uma banda com marca e sonoridade próprias. Sem mais meritíssimo!


Texto/Edição: Carlos Garcia
Revisão: Louis Scyfer
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Accept
Álbum: Blind Rage
Ano: 2014
Produção: Andy Sneap
Selo: Nuclear Blast
Estilo: Heavy Metal Tradicional
Outras Informações: "Blind Rage" é o décimo-quarto álbum de estúdio do Accept, o terceiro com Mark Tornillo nos vocais, e está disponível também em versão dupla, contendo DVD com show gravado no Chile. A arte da capa foi elaborada por Daniel Goldsworthy, e traduz o conceito do título, ou seja mostra a besta partindo para cima de nós, em fúria cega, por todo o planeta, quando ligamos a TV, por todo lugar onde andamos, a "fúria cega" está aí, seja na loucura produzida pelo próprio homem ou até pelas catástrofes naturais.


Line up:
Mark Tornillo: Vocais
Wolf Hoffmann: Guitarras
Herman Frank: Guitarras
Peter Baltes: Baixo
Stefan Schwarzmann: Bateria



Canais oficiais:
Site Oficial
Facebook
Youtube







Set List:
01. Stampede
02. Dying Breed
03. Dark Side of My Heart
04. Fall of the Empire
05. Trail of Tears
06. Wanna Be Free
07. 200 Years
08. Bloodbath Mastermind
09. From the Ashes We Rise
10. The Curse
11. Final Journey




quinta-feira, 26 de junho de 2014

Accept: Primeiro Single e Vídeo para o Álbum "Blind Rage"


A lenda do Metal germânico divulgou hoje o vídeo para o primeiro single do álbum "Blind Rage", que será lançado somente em 15 de agosto, e em 11 de julho o single estará disponível, precedendo o full-lenght, que será o terceiro da "era Tornillo".

A música escolhida foi "Stampede", e é uma típica faixa do Accept, com aquele Metal poderoso e veloz, os tradicionais coros, e uma intro também bem típica, começando com melodias da guitarra de Wolf para em seguida a porrada comer solta. Confira o vídeo logo abaixo, que ficou bem feito, apesar de "clichezão"(hehehe), com aquelas imagens dos caras tocando em umas montanhas:


O álbum foi produzido por Andy Sneap, e será lançado pela Nuclear Blast, já estando disponível na pré-venda. "Blin Rage" também terá versões em vinil e edição dupla com DVD/Blu-Ray, contendo show completo gravado no Chile em 2013, durante a tour de "Stalingrad".

Sobre o álbum, achei bem interessante o que Tornillo disse, que podemos esperar:  "...ouvir mais do mesmo, mas você também pode esperar mais diversidade...algumas canções soam mais clássicas que coisas que fizemos nos antecessores, e há canções que eu ouço o riff de abertura e digo 'Wow! Isto poderia estar em Balls to the Wall'! 

Bom, para mim essa palavras soaram ótimas, e fiquei ainda mais curioso pelo álbum! Agora é aguardar que falta pouco!

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Accept Site Oficial


sexta-feira, 29 de março de 2013

Accept: A Esperada Vinda da Lenda Alemã Se Aproxima (Porto Alegre/RS - Urânio Produtora)




Porto Alegre/RS há muito se tornou uma das principais cidades brasileiras em termos de shows internacionais. Todos os meses veem-se uma enxurrada de shows, onde os headbangers ficam, muitas vezes, sem saber em quais shows ir.

Mas, embora uma parada obrigatória para muitas bandas, ainda há grupos que não pisaram nas terras gaúchas e, dentre esses tantos, temos o Accept, lendário grupo de Heavy Metal da Alemanha, cujo ápice experimentou nos anos 80 e, hoje, se encontra na sua melhor fase desde então.

Capital gaúcha recebe lenda alemã pela primeira vez

Pensando nisso, a Urânio Produtora traz para a capital gaúcha Wolf Hoffmanm (guitarra), Herman Frank (guitarra) (confira nossa entrevista exclusiva com o guitarrista aqui),  Peter Baltes (baixo), Stefan Schwarzmann (bateria) e o mais novo membro, Mark Tornillo (vocal), na primeira vez do grupo, divulgando “Stalingrad”, aclamado álbum de 2012.

O show acontece dia 7 de abril, um domingo, no já tradicional Bar Opinião, trazendo a banda gaúcha Spartacvs como abertura. Aliás, nada melhor do que aquecer o público ávido por uma banda clássica dos anos 80 com uma banda histórica do cenário gaúcho de Heavy Metal.

O Accept, desde a volta com nova formação, tem se firmado com um dos melhores shows da cena mundial, sempre muito elogiados em todos os lugares que passam, mostrando um entrosamento que qualquer desavisado imaginaria existir desde os idos dos anos 80.

Banda no auge dos anos 80: imortais guerreiros do Heavy Metal

Depois da saída de UDO, mudança de vocalista, a volta do vocalista clássico sem sucesso nos anos 90 e o fim da banda, o Accept encontrou energia renovável em Mark Tronillo, então vocalista da bem menos conhecida T.T. Quick, lançando dois dos melhores e mais aclamados álbuns de toda a carreira: “Blood of the Nations” (2010) e “Stalingrad” (2012).

Com toda essa bagagem e vivendo um dos seus melhores momentos, você ainda dúvida de que teremos um dos mais enérgicos e históricos shows da capital gaúcha graças a essa lendária banda alemã? Então, garanta seu ingresso para esse outro grande evento da Urânio Produtora, que a cada show vai se estabelecendo como uma das mais importantes produtoras de shows para o público Metal da capital.

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


Serviço geral
Show: Accept (Alemanha)
Abertura: Spartacus (Brasil)
Data: 07 de abril de 2013
Hora: 19:00
Cidade: Porto Alegre/RS
Local: Bar Opinião (José do Patrocínio, 834)
Ingressos: R$80 (primeiro lote ESGOTADO) / R$100 (segundo lote ESGOTADO) / R$120 (terceiro lote ÚLTIMOS) / R$140 (na hora)
Pontos de venda locais: Zeppelin (Marechal Floriano, 185, loja 209), APlace (Voluntários da Pátria, 294, loja 150)
Online: Show de Bola

Acompanhe novidades através do evento no Facebook clicando aqui.