segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Intensidade Além do Brasil: Mindflow Um Nível Acima

Mindflow lança disco exclusivo nos Estados Unidos

Demorei um tempo até conferir a banda paulista Mindflow, mesmo sabendo que não é qualquer banda que é adorada assim, “de cara”, nos Estados Unidos, mercado difícil de ser atingido, ao contrário de países como o Japão.

A verdade é que o Mindflow fez por merecer cada show nos states, já que seu som está um nível acima da maioria das bandas que tocam Metal Progressivo em nosso país, dividindo, na minha opinião, o posto de melhor banda do gênero com a Dynahead e o Hangar (dos últimos três discos).


Banda detonando, mais uma vez, nos Estados Unidos na turnê deste ano


Formado por Danilo Herbert nos vocais, Rafael Pensado na bateria e vocal de apoio, Ricardo Winandy no baixo e Rodrigo Hidalgo nas guitarras e teclados, coleciona inúmeras conquistas, desde serem a banda de abertura da turnê norte-americana do UFO (escolhida a dedo pela banda), ser a única banda brasileira no game Rock Band 3, além de excursionar desde 2004 na Ásia, Europa e América do Norte.

Vários discos na bagagem, cada um com sua intensidade própria e mostrando a personalidade da banda. Os caras não vieram para brincadeira. A prova disso são os últimos trabalhos “Destructive Device” (2009) e “365” (2010), sendo que as principais canções foram regravadas e lançadas no mais recente disco “With Bare Hands” (2011).

Aqui o lance não é ser caça-níquel, até porque podemos dizer que a banda superou as versões originais neste novo trabalho. Basta conferir as músicas de trabalho, que são um sucesso nas rádios norte-americanas: “Breakthrough”, “Thrust Into This Game” e “Break Me Out”. O álbum é um lançamento exclusivo norte-americano, logo, aqui no Brasil (e no resto do mundo), o disco “365” ainda é considerado o último trabalho inédito dos brasileiros.

São 14 canções, todas calcadas na habilidade dos músicos, com grande destaque para os vocais mais que seguros de Danilo, os riffs modernos, mas sem soar com peso forçado do guitarrista Rodrigo, que também assina os ótimos teclados, com influência do Rock Progressivo.

Não podemos deixar de citar a cozinha que, na medida certa, não está apenas encorpando o som, já que tanto Ricardo quanto Rafael tem grande contribuição.

A produção de alto nível se alia a arte de capa digna de banda com história. Aliás, para muitas pessoas, parece até que a banda é muito nova, isso porque quem não acompanha a cena brasileira perde de vista grupos como o Mindflow, que já vem fazendo história desde seu primeiro disco em 2004 “Just the Two of Us... Me and Them”.

À exemplo das outras bandas aqui citadas, Mindflow sabe, há muito tempo, que Metal Progressivo não é mais sinônimo de músicas na velocidade da luz e solos intermináveis de instrumentos, ou músicas de 10 minutos. Aqui os caras são diretos e eficientes, mas trazem muito groove, pendendo alguns momentos para o Stoner Metal, com Danilo lembrando Corey Taylor (Slipknot e, neste caso, Stone Sour).

Sabe aquela medida em que um bom disco você ouve de cabo a rabo e ainda sente vontade de ouvir mais uma vez? É essa sensação que a banda consegue nos passar em cada um de seus discos, o que não é pouco ainda mais dentro do cenário progressivo, onde muitas bandas podem se tornar enfadonhas ou repetitivas, algo que o Mindflow parece estar vacinado. Ainda bem.


Texto: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação e Terry Dyviak


Ficha Técnica

Banda: Mindflow

Álbum: With Bare Hands

Ano: 2011

País: Brasil

Tipo: Metal Progressivo


Formação

Danilo Herbert (Vocal)

Rodrigo Hidalgo (Guitarras, Violão e Teclados)

Rafael Pensado (Bateria e Vocal de Apoio)

Ricardo Winandy (Baixo)


Tracklist

1. Break Me Out
2. Reset the Future
3. Breakthrough
4. Walking Tall
5. With Bare Hands
6. Corrupted
7. Under an Alias
8. Shuffle Up And Deal
9. Lethal
10. Thrust into this Game
11. The Ride
12. Destructive Devise
13. Instinct
14. Fragile State of Peace


Assista o vídeo clipe oficial de “Break Me Out”

Veja também “Breakthrough”

E “Thrust Into This Game”


Acesse e conheça mais sobre a banda

Site Oficial

Myspace

Facebook

Twitter

Site do Fã-Clube Oficial

domingo, 20 de novembro de 2011

Zoombie Ritual Festival: A Consolidação de Um dos Maiores Festivais do País

4º edição do festival acontece em dezembro em Rio Negrinho/SC

Santa Catarina ainda não é uma parada de shows internacionais sendo que é bastante freqüente varias bandas fazerem a rota Rio Grande do Sul/Paraná fazendo com que os fãs desse estado encarem viagens quilométricas para poder ver seus ídolos.

Ma se tratando de festivais o estado possui uma infra estrutura bastante organizada realizando muitas vezes na raça e em prol do metal, exemplos não faltam como o Orquídea Negra (Lages), Stell Festival (Criciúma), e o Zoombie Ritual Festival que na sua quarta edição (dias 9, 10 e 11 de dezembro) vem se fixando como mais uma data forte no nosso Undeground.


Dark Funeral é a principal atração internacional desta edição


Inicialmente a idéia era um tributo a memória de Chuck Schuldiner (falecido vocal do Death) e ao mesmo tempo trazer para mais perto dos bangers catarinenses bandas que nunca tinham se apresentado na região. Sendo que já passaram pelos palcos do festival nomes como Bywar, Violator, NervoChaos, Ratos de Porão, Torture Squad, Headhunter DC, entre outros.

No ano passado (2010), para provar ainda mais a força do festival realizado em Rio Negrinho, uma surpresa no festival: a primeira atração internacional com os poloneses do Vader que fizeram um show inesquecível para todos que estavam presentes.


Krisiun é considerada a maior banda de Death Metal do Brasil e uma das mais reconhecidas do mundo


Esse ano o cast veio ainda mais destruidor com a presença da horda sueca Dark Funeral, os thrashers do Gamma Bomb e o lendário Accused , e os nossos hermanos argentinos do Mortuorial Eclipse dividindo o palco com um verdadeiro all star do Metal nacional como Krisiun (divulgando seu novo álbum, o destruidor “The Great Execution”), Claustrofobia, Anthares, Vulcano (duas lendas dos anos 80), Garotos Podres, Bestial, Jailor entre outras, totalizando um total de 26 bandas em três dias de festival que ocorre em uma fazenda numa pequena cidade, ou seja quem disse que não temos a nossa Wacken?

O Zoombie Ritual é promovido pela ZR Entertainment, tendo os ingressos à venda nos valores de R$150,00 (1º lote), R$180,00 (2º lote) e R$190,00 (3º lote). Quem comprar na hora, pagará 200 reais o passaporte para os três dias de evento. Estudante paga meia entrada, bem como todos que levarem um quilo de alimento não perecível (a ser doado para instituição de caridade) ou brinquedos.


Lenda do Thrash Metal brasileiro está na ativa e divulga seu novo disco em Santa Catarina


Nós do Road to Metal, como é tradicional, sempre apoiamos os principais eventos de Metal principalmente quando ocorrem na região sul do país, o que favorece o nosso deslocamento. Por isso mesmo estaremos presentes fazendo a cobertura do festival, e contando para todos os bangers o que foi essa verdadeira celebração em torno do Metal extremo.

Vejo vocês lá!


Texto: Harley

Revisão/edição: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação, Dalton Dantas, Extreme Metal e Igorjms


Cast das bandas por dia de evento

Sexta-feira 09/12

Ovários
Lachrimatory
Fried Host
Garotos Podres
Agression
D.F.C.
Lycanthrofhy

Sábado 10/12

Adonifer
Jeggernaut
Zombie Cookbook
Jailor
Power Steel
Anthares
Bestial
Imperious Malevolence
Claustrofobia
Apokalyptic Raids
Doomsday Ceremony
Mortuorial Eclipse
Vulcano
Symphony Draconys
Krisiun
Holder

Domingo 11/12

Carrasco
LinkGama Bomb
The Accüsed
Dark Funeral

Compre ingresso no site da Ticket Brasil


Acesse o site oficial

Site oficial

Local: Fazenda Evaristo Rio Negrinho/SC

Endereço: Rod Carlos Zipperer Sobrinho, 3000 - São Bento do Sul - SC

Mais informações pelos telefones (47) 9182-5126 e (47) 9132-8720 ou email zoombie.ritual@hotmail.com e zoombieritual@wargodspress.com.

Veja alguns vídeos com bandas que passaram pelo festival

Vader

Ratos de Porão

sábado, 19 de novembro de 2011

Drowned: Herdeiros de “Roots” Lançam Seu Melhor Álbum

Herdeiros da cena mineira do Thrash arrasam em novo disco


Dono de uma discografia invejável com seis álbuns de estúdio, dois EP's, um álbum ao vivo e um DVD, os mineiros do Drowned retornam neste ano de 2011 com o melhor lançamento da carreira.

Estou falando de “Belligerent Part Two – Where Death And Greed Are United” que também marca o retorno de Rafael Porto, mas agora como baixista (Rafael foi guitarrista nos dois primeiros lançamentos da banda, “Bonegrinder” - 2000 e “Back From Hell” – 2002)

Em 2006, quando a banda lançou “Bio-Violence” pensei que o grupo tinha chegado ao limite de amadurecimento e perfeição, mas me enganei, pois o que ouvimos em “Belligerent” é uma evolução ainda maior, mostrando realmente que o Drowned não para no tempo, sempre se aperfeiçoando e cada vez mais fazendo seu som soar atual, contando com uma produção de primeira e cristalina, onde pode se ouvir cada instrumento.

Com seu Thrash/Death característico, o álbum abre com uma pedrada na cara: “The War Remains The Same” com um inicio suave com uma bela intro no violão, abre as portas para uma violência sem fim, com bumbos insanos de Beto Loureiro e um senso de melodia incrível dos guitarristas Marcos Amorim e Kerley Ribeiro, sem contar nos riffs e solos inspiradíssimos da dupla e nos vocais característicos de Fernando Lima, sendo que o baixo de Rafael não fica para trás acompanhando de perto cada nota com um grande destaque.

“Belligerent” e “Human Rights For The Rats” mostram que pode se aliar melodia a muita pancadaria, fazendo uma combinação perfeita e dando um equilíbrio fantástico, e mais uma vez destaque a essa dupla de guitarras, que sabem onde botar cada melodia com perfeição.

Ainda temos a bela intro instrumental “Blood Trail” tocada no violão, dando um clima especial ao álbum, para vir na seqüência a faixa mais violenta do play: “Universal Killing Portion” com toda a violência que conhecemos do Drowned, riffs rápidos e intrincados, blast beats insanos e vociferações alucinantes, em outras palavras, você perderá o pescoço nesta faixa.

Aí estão alguns destaques deste grande álbum, que vale ser conferido na integra, pois estamos diante de um dos melhores lançamentos de 2011, já que esta grande banda nacional merece maior destaque na cena, pois já mostraram que tem qualidade e capacidade de se manter vivo no underground, não precisando provar nada para ninguém.

E os mineiros do Drowned não param por aí, lançando de forma inversa, janeiro de 2012 é data marcada que saíra “Belligerent Part One - The Killing State Of The Art” que estará disponível de forma gratuita para download no site oficial da banda, junto com a parte gráfica, até o momento este lançamento estará disponível somente em formato digital.

Se você tem sérios problemas no pescoço, por favor, tome cuidado ao ouvir o álbum e se você não tem, pode ter certeza que ao final do CD vai entender o que estou dizendo! ALTAMENTE RECOMENDADO!

Texto: Renato Sanson
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Ficha Técnica
Banda: Drowned
Álbum: Belligerent - Part II: Where Death And Greed Are United
Ano: 2011
País: Brasil
Tipo: Thrash Metal/Death Metal
Distribuição: Cogumelo Records

Formação
Fernando Lima (Vocal)
Rafael Porto (Baixo)
Marcos Amorim (Guitarra)
Kerley Ribeiro (Guitarra)
Beto Loureiro (Bateria)

Tracklist
01 The War Remains The Same
02 Belligerent
03 World’s Full Cartridge
04 Before You Try To Kill Me
05 Human Rights For The Rats
06 Where Have Pleasure To Watch You Die
07 Corrupted Side By Side
08 Blood Trail
09 Universal Killing Portion
10 A Death Is Worth A Thousand Words
11 Terror’s Costumers
12 The King Can Do No Wrong

Acesse os links abaixo e conheça mais sobre essa grande banda
Site Oficial (com audição completa do álbum)

Clássicos: Wolf - “Ravenous” - Hail!!!!! Heavy Metal

5º disco da banda sueca pode ser considerado um clássico do Heavy Metal tradicional


Formada na Suécia em 1995, o Wolf na real poderia ser encarada como a banda do Guitarrista vocalista Niklas Stalvind, já que ele é o único membro presente em todos os álbuns que contabilizam até agora 6 lançamentos completos, além de alguns singles e EPs.

Mas vamos nos focar no quinto álbum, o fenomenal “Ravenous” (2009) porque, na minha opinião de fã, esse álbum foi um divisor de águas, pois ele consegue fazer um mix de Heavy Metal clássico, com pegadas mais progressivas e até mesmo Thrash, mas sem se tornar “modernosos” ou com teclados roubando a cena, lembrando o primórdios da cena do Heavy Metal alemão e, para quem é iniciado no trabalho dos caras, seria como ver uma continuação ainda mais técnica do álbum “Evil Star” (2004).


Wolf cresce a cada lançamento

Quando foi lançado “Ravenous”, a banda passava por mudança na formação com duas estreias, a do baterista Richard Holmgren e do baixista Anders Modd (ex-Tad Morose), que teve a missão de substituir o membro original Mikael Goding. Mas basta a primeira faixa “Speed On” para você ter certeza que nada mudou, ou melhor dizendo mudou para melhor, pois a produção foi feita pelo mago Roy Z (que meio que queimou o filme fazendo o novo do “Massacration”) e deixou a sonoridade do jeito que todo headbanger gosta: guitarras gordas, cortesia de Johannes Axeman ao lado do lider Niklas, cozinha quebrando tudo e vocais bem agudos, nada de truques de produção ou guitarras em vários canais, isso aqui é Heavy Metal, pô!

E ao longo do álbum tome paulada com “Curse You Salem”(Maiden puro), “Mr. Twisted”(Helloween das antigas) e “Love At First Bite”, além da faixa titulo que traz a presença Hank Shermann (ex-Mercyful Fate), apadrinhando os caras. Na boa, se você ouvir esse álbum e não bater cabeça, é porque você tá morto e não te avisaram.

Pode parecer exagero chamar um álbum com apenas 2 anos de “idade” clássico, ainda mais que originalidade não é o ponto forte aqui, mas em tempos em que os medalhões estão anunciando suas aposentadorias, fica a dúvida sobre quem irá manter a chama do Metal viva, porém, enquanto houver bandas como o Wolf, o Heavy metal estará vivo e quebrando muitos pescoços.

Texto: Harley

Revisão/edição: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Wolf

Álbum: Ravenous

Ano: 2009

País: Suécia

Tipo: Heavy Metal

Gravadora: Century Media


Formação

Niklas Stalvind (Vocal e Guitarra)

Johannes "Axeman" Losbäck (Guitarra e Vocal de Apoio)

Anders Modd (Baixo)

Richard Holmgren (Bateria)


Tracklist

01. Speed On
02. Curse You Salem
03. Voodoo
04. Hail Caesar
05. Ravenous
06. Mr Twisted
07. Love At First Bite
08. Secrets We Keep
09. Whisky Psycho Hellions
10. Hiding In Shadows
11. Blood Angel


Acesse e conheça mais sobre a banda

Site Oficial

Assista o video oficial de Speed On E Voodo

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Resenha de Shows: O Reencontro de Nando Mello (Hangar) e Mike Polchowicz (ex-Hangar, Venus Attack) em São Luiz Gonzaga/RS

Workshop reuniu integrante e ex-integrante do Hangar

Região noroeste do Rio Grande do Sul já se tornou parada obrigatória para a galera do Hangar, seja em workshops/workshows, ou na quebradeira da turnê Infallible Tour 2010-2011.

Já na onda do novo disco, “Acoustic, But Plugged In!” (2011), o baixista da banda Nando Mello voltou à São Luiz Gonzaga para realizar seu workshop.

Mas diferentemente do que aconteceu em outras cidades como Panambi e Frederico Westphalen, na noite de 14/10 tivemos no pequeno munícipio um reencontro, no mínimo, incrível.

É que Nando não veio sozinho, trouxe consigo seu ex-companheiro de Hangar, o vocalista Mike Polchowicz, que atualmente canta na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e na sua banda Venus Attack. Ou seja, tínhamos metade da banda que gravou o primeiro disco de estúdio, “Last Time”, lá em 1999. A verdade é que qualquer fã do Hangar, do Brasil todo, gostaria de ter visto essa dupla dividindo o palco novamente.

E o evento foi mérito especialmente de Álvaro Adam, músico local que está cada vez mais se destacando e, com ousadia, organizou esse evento, que ainda contou com a participação de Mauriel Ourique, aluno dos bateristas Aquiles Priester (também Hangar) e Eduardo Baldo (Hibria), que está realizando seus primeiros workshops pelo interior do estado.

O evento aconteceu no restaurante Bella Vista que, embora pequeno, tem uma ótima estrutura e atendimento, o que deixa todos muito à vontade. Infelizmente, pouco público, mas quem estava lá já acompanha Hangar há anos, incluindo o Caco Garcia, um de nossos redatores aqui.

Quem iniciou foi Nando Mello. Na sua humildade que lhe é característica, falou sobre o novo trabalho da banda e o que representa para o Metal nacional um grupo lançar um disco acústico. Além disso, garante que o CD estará entre os 3 melhores lançamentos do ano, tanto pela crítica quanto pelos fãs, e que tem vendido mais que qualquer outro trabalho. Isso nos deixa muito contente, pois o Hangar está tomando as proporções devidas e mostrando que o Metal brasileiro não está morto, mas em transição.

Claro, também tocou músicas do Hangar, dando mostras de sua habilidade e comentando as facilidades e dificuldades de tocar contra-baixo.

O tempo era curto, então logo chamou para o palco Mike Polchowicz. Este tomou o microfone, falou de sua nova banda, respondeu a perguntas da platéia, que estava particularmente curiosa pelo fato de Mike, um vocalista de Heavy Metal, cantar na OSPA. Mike provou, então, que música clássica e Heavy Metal tem muito a ver, e a pedidos de uma canção em italiano (o cara canta em inglês, italiano, francês, alemão, latim...), a clássica “Nessun Dorma”, arrepiando todos os presentes.

Nando Mello (direita) apresentando à São Luiz Gonzaga Michael Polchowicz


Claro, além e responder perguntas sobre a arte de cantar, executou duas músicas da sua atual banda, a Venus Attack, para então chamar Álvaro Adam que, mostrando emoção de estar na presença desses caras, mostrou sua habilidade e feeling na guitarra, tocando alguns clássicos como “Smoke on the Water” (Deep Purple) e “Another Brick in the Wall” (Pink Floyd) com muito improviso.

Para finalizar os workshops separados, Mauriel ourique, grande amigo da banda e aluno de Aquiles Priester e Eduardo Baldo, detonou tocando Hibria, fazendo tremer o restaurante e tocando embora uns últimos convidados que estavam apenas jantando. Quem percebeu deve ter achado engraçado.

A verdade que Mauriel evoluiu muito, podendo estar em qualquer banda que necessite de um baterista compromissado. A região já está pequena para tanto talento. Ainda sobrou tempo para Mauriel e Caco (na guitarra) darem uma palinha de uma composição própria, por enquanto ainda instrumental.

Jam reuniu a "banda" no palco e teve que rolar uma música do Hangar


Era chegada a hora em que os quatro voltariam ao palco e fariam uma jam, fechando essa noite que abrilhantou a cidade com boa música. Ali, foi de arrepiar ver, ao vivo, Mike e Nando juntos, mais uma vez, este tocando “Falling in Disgrace”, ele mesmo impressionado por ainda saber tocá-la. Aliás, tocaram Hangar a pedidos, pois os planos era apenas uma jam executando a clássica “Don’t Stop Believin’” (Journey), que, aliás, foi o ponto alto da noite, com certeza. Mike tem a voz perfeita para o Journey, poderia cantar na banda sem medo e tranquilo.

No dia seguinte o trio Nando, Mike e Mauriel se juntaram ao também guitarrista local Diego Pinto e participaram da Exposam, exposição na cidade de Santo Antônio das Missões/RS. Não estive lá e quem sabe um dia o Caco arranje um tempo e conte como foi mais essa apresentação. Mas, para não passar em branco, deixo aí um vídeo do quarteto tocando “Ask the Lonely” (Journey), aquela mesma que foi lançada em 2004 quando Mike e Nando estavam, juntos, no Hangar.

Agradecimentos aos patrocinadores que começam, aos poucos, a valorizar outras formas de cultura e de música. Fica a chamada da galera de São Luiz Gonzaga de não dormir no ponto, pois nossa região recebe o Hangar e seus músicos regularmente, mas cada evento é único.

Agora, é aguardar a volta de toda a banda no show em Ijuí/RS (10/12/11), especialíssimo, pois o Hangar gravará a apresentação para seu DVD ao vivo. Sensacional. Quem não puder ir, vamos contar como foi, pois com certeza não vamos perder de ver o Hangar.


Texto: Eduardo Cadore

Fotos: Eduardo Cadore


Assista Nando Mello e Mike Polchowicz tocando juntos “Ask the Lonely” (Journey) e "Falling in Disgrace" (Hangar). Obs: vídeos do evento do dia posterior ao da resenha.