quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Pela Primeira Vez no Brasil Metal All Stars! #VAITERMETAL (Realização: Top Entretenimento)


E o super projeto Metal All Stars finalmente chega ao Brasil! Um dos projetos mais badalados dos últimos tempos reunindo músicos consagrados em uma formação dos sonhos tocando os maiores clássicos do Metal.

O evento conta com músicos do calibre de Max Cavalera, Cronos, Zakk Wylde, Joey Belladona, Chuck Billy, Blasko, Kobra Paige, Gus. G dentre outros...

Em única apresentação no Brasil, o show mais aguardado do ano será em São Paulo no dia 22/11 no Espaço das Américas, e você fica sabendo de todas as informações assim como compra de ingressos no link a seguir: https://www.ticket360.com.br/evento/3234/metal-all-stars

O Metal All Stars vem para mexer com sua estrutura emocional e realizar seu sonho, pois a junção de grandes músicos executando clássicos atrás de clássicos não é sempre que acontece, então não perca está oportunidade, pois certamente você não irá se arrepender!

Confira uma pequena amostra do que você pode conferir no evento do ano: http://youtu.be/xV79y8roEAk


Curta a página do Metal All Stars no Brasil: https://www.facebook.com/metalallstarsbrasil


Texto por: Renato Sanson

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Hate For Revenge: Recomeço Promissor em EP



Poucas bandas ainda apostam em lançamentos de EPs e singles físicos e a Hate For Revenge é uma das que acreditou nesse formato para divulgar seu trabalho, lançando um material de apenas três faixas que compõem “Return of the Hate” (2014).

Com uma trajetória que remonta a 1999, infelizmente o grupo encerrou as atividades precocemente, cujo retorno ficou marcado por este EP, que contém as faixas “Hate For Revenge”, “Apogee in Zodiacal Circle” e “Foretaste of Blood”.



A proposta é um Heavy Metal tradicional, bastante pesado, com elementos até do Power e Thrash Metal, criando uma sonoridade carregada de bons riffs e solos, sempre com canções rápidas e certeiras, lembrando coisas como o primeiro álbum do Iced Earth.

O quinteto conseguiu, em poucos minutos, mostrar que possui energia de sobra para um álbum completo que, segundo consta, deve vir em breve. Até lá, podemos conferir, sem receios, “Return of the Hate”.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Metal Media

Ficha Técnica
Banda: Hate For Revenge
EP: Return of the Hate
Ano: 2014 
País: Brasil
Tipo: Heavy/Thrash Metal
Selo: Independente

Formação
Daniel Monfil (Vocal)
Jason Priéster (Guitarra)
Ricardo Oliveira (Guitarra)
Belmilson Santos (Baixo)
Sidnei Nonato (Bateria)



Tracklist
01. Hate for Revenge
02. Apogee in Zodiacal Circle
03. Foretaste of Blood

Acesse e conheça mais sobre a banda

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Resenha de Show: Exciter & Brutal Truth: A Volta e o Fim de Uma Lenda (Bar Opinião, 05/10/14)


Domingo dia cinco de outubro não era um dia comum era o dia dos eleitores brasileiros escolherem seus novos governantes na urna, dia da democracia, mas para os headbengers era especial por mais um motivo, era dia de finalmente ver o Exciter com sua formação original em Porto Alegre. 

Se o tempo estava bom sem chuva o que não iria faltar no Opinião tradicional casa de shows da capital seria uma chuva  de clássicos, depois de tantos anos separados Dan Beehler (bateria e vocais), Alan Johnson (baixo) e John Ricci (guitarra) estavam reunidos novamente, um grande presente para os fãs do mais puro Speed Metal.

Como se não bastasse ver o Exciter com formação a original, de brinde fazendo turnê conjunta pelo Brasil veio à lenda do Grindcore, que estava se despedindo dos palcos na sua última turnê o Brutal Truth, banda formada pelo simpático vocalista Kevin Sharp e o lendário baixista Dan Lilker completando a formação a britadeira Richard Hoak nas baquetas e Dan o’ Hare na guitarra.


Com a receita acima a expectativa era de casa cheia porém isso não aconteceu, eram 20h quase hora de começar o evento e víamos a casa com menos de 1/3 de sua capacidade total, foi um evento praticamente intimista, mas os poucos headbengers que ali estavam fizeram-se valer pelos outros 2/3 que não estavam lá.

As 20h25min as luzes apagaram-se e os mestres do Exciter entraram no palco com a bateria posta bem à frente, algo diferente dos shows tradicionais já que o baterista era também o vocalista. No inicio do show “Stand Up and Fight” fez o público literalmente pirar, seguido de “Heavy Metal Maniac”. 

Era incrível a presença de palco deles, já com idade bem avançada colocam muitos músicos jovens no bolso com muita experiência em cima do palco, na terceira música mostraram que iria ser uma chuva de clássicos da era Beehler, “Iron Dogs” fez o público enlouquecer e logo em seguida “Black Witch”, as quatro primeiras músicas foram do álbum “Heavy Metal Maniac”, o show tinha tudo para ser histórico.


Após uma breve conversa com os presentes Dan Beehler anuncia “Violence & Force” do álbum de mesmo nome lançado em 1984, seguido da dobradinha “Rising of the Dead” e “Pounding Metal” a estas alturas até o simpático Kevin Sharp estava agitando no meio da galera. 

Chegou a hora do álbum “Long Live the Loud” aparecer no show e ”Beyond the Gates of Doom” fez os bangers cantarem junto, uma breve pausa para água e “Long Live the Loud” começa a ser executada é incrível o feeling do guitarrista John Ricci, parece um jovem de 20 anos tocando. O show já se encaminhava para o final com toda casa empolgada, eram clássicos atrás de clássicos, e logo Dan anuncia a penúltima musica do show “I Am the Beast”.

A banda saiu do palco e aos gritos de “one more song! one more song! one more song!” voltaram para encerrar com chave de ouro a apresentação segura e impecável que fizeram, era hora de “Scream in the Night”, assim encerrou um show que vai entrar para história de Porto Alegre, os poucos e sortudos headbengers que ali estavam poderiam dizer que viram a formação original do Exciter destruir o Bar Opinião.


Depois do show do Exciter surpreendentemente começou a aumentar o público, eram os fãs de Brutal Truth que não curtiam Exciter chegando, esperaram ao lado de fora pela hora deles todos estavam ansiosos para o inicio do show, era a turnê de encerramento, a promessa é de infelizmente não voltarem mais aos palcos.


Cerca de quinze minutos depois finalmente chegou a hora, o telão desceu e ali estavam eles para depois da chuva de clássicos do Exciter trazer a tempestade do Grind.

 O vocalista Kevin Sharp antes de iniciar o show cumprimentou a todos com seu clássico chapéu e pés descalços esbanjava simpatia, a primeira música a ser tocada foi “Stench of Profit” os grindbangers demonstram muita energia e estavam vibrando junto com a banda, o show seguiu com “Sugardaddy” e “Get a Therapist Spare the World” com composições curtas, mas muito bem apresentadas era incrível ver a energia do grupo em palco.


O baterista chamava muita atenção por sua técnica e velocidade, o show seguiu com uma sequência do último disco “End Time”: “Malice”, “Simple Math” e “End Time”. Depois de uma pequena pausa para respirar, tomar uma água e conversar com os fãs começaram a tocar mais três faixas do disco “End Time”, “Fuck Cancer”, “Celebratory Gunfire” e “Small Talk”, quem gostou do ultimo CD saiu feliz, pois foram seis músicas seguidas, para mudar um pouco os ares iniciaram a faixa que da nome ao álbum “Evolution Through Revolution” e depois “Branded” do mesmo álbum.


Depois de fazerem uma viagem à história da banda, o show estava chegando ao fim, “Dementia” seguiu o baile e para encerrar deixaram por conta da “K.A.P.” ambas do álbum “Souds of The Animal Kingdom”.

A noite do dia cinco de outubro jamais será esquecida pelos poucos headbengers que ali estiveram, duas bandas incríveis deixaram um gosto de quero mais, mas infelizmente o que é bom dura pouco.

Cobertura por: Marlon Mitnel
Fotos: Uillian Vargas
Edição/revisão: Renato Sanson

Setlist Exciter:

01 Stand Up and Fight
02 Heavy Metal Maniac
03 Iron Dogs
04 Black Witch
05 Violence & Force
06 Rising of the Dead
07 Pouging Metal
08 Beyond the Gates of Doom
09 Long Live the Loud
10 I Am the Beast
11 Scream in the Night


Setlist Brutal Truth:

01 Stench of Profit
02 Sugardaddy
03 Get  a Therapist Spare the World
04 Malice
05 Simple Math
06 End Time
07 Fuck Cancer
08 Celebratory Gunfire
09 Small Talk
10 Evolution Through Revolution
11 Branded
12 Addicted
13 Godplayer
14 I See Red
15 Dementia
16 K.A.P.



domingo, 12 de outubro de 2014

Wintter: Ótimas Melodias em Álbum de Estreia

Experiente trio lança trabalho digno de elogios

Com uma experiência que remonta aos anos 90, a Wintter chega em 2014 com seu álbum de estreia, o competente e de gostosa audição “Wings”, que sai via MS Metal Records e com distribuição da gigante Voice Music.

A banda já cativa pela proposta de ótimas melodias numa sonoridade que caminha entre o Hard Rock e o Heavy Metal clássico, com grande inspiração, passagens emocionantes e de grande melodia, intercalado com uma faixa ou outra mais rápida e pesada, tornando um álbum heterogêneo, que facilmente agradará aos mais exigentes e variados ouvintes.

Gravado em Jundiaí/SP, com a boa produção de Gabriel Wintter (guitarra e vocal de apoio), “Wings” conta com 11 faixas, primando por não abusar do peso e, quando o faz, acaba pecando um pouco, pois contrastando com as excelentes melodias encontradas em faixas como “Take Your Wings” (lindíssima), “Aces Never Die” (faixa mais completa do álbum) e “Wings of Hope” (balada com direito a violino – assista o vídeo clipe aqui), soam um pouco deslocadas e meio forçadas, mas longe de serem ruins, mas aponta que o grupo se sai melhor em criar momentos menos rápidos e mais melódicos, já que faixas como “See You in Hell”, “Crazy Flying Guys” e “The Sky Warriors”, apesarem de serem interessantes, não apresentam novidades, soando semelhante a outros grupos emergentes.

Com vocais bem encaixados e simples, sem abusar, do experiente Elliot Wintter (vocal, baixo e teclados) e uma bateria criativa e eficiente de Thiago Wintter (que só exagera nos bumbos duplos em algumas faixas, destoando um pouco da proposta mais Hard/Heavy clássica), o trio familiar se completa e mostra enorme capacidade de integração que deve ser coroado com apresentações ao vivo, certamente dignas de nota.

Novo álbum traz encarte com letras e um clima de aviação de modo geral

“Wings” é um trabalho de enorme bom gosto (quase um disco conceitual com muitas letras tratando sobre aviação), uma estreia com o pé direito, e apesar de algumas críticas comentadas acima, é um trabalho acima da média quando o assunto é melodia, pois fazer som rápido e pesado não é preciso muita coisa, porém faixas emocionantes e que marcam pelas belas letras e som marcantes, poucos conseguem fazer sem soar falsos ou apenas como caça-níquel, o que definitivamente não é o caso da Wintter. Ouça sem receios.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Ms Metal Press

Ficha Técnica
Banda: Wintter
Álbum: Wings
Ano: 2014
País: Brasil
Tipo: Hard/Heavy Metal
Selo: MS Metal Records

Formação
Elliot Wintter (Vocal, Baixo, Teclados)
Thiago Wintter (Bateria)
Gabriel Wintter (Guitarra e Vocal)


Tracklist
01 – Crazy Flying Guys
02 – See You in Hell
03 – Dreamer
04 – The Letter
05 – Take Your Wings
06 – The Sky Warriors
07 – Wings
08 – Aces Never Die
09 – God of War
10 – The Airplane Rides
11 – Wings of Hope




Acesse e conheça mais sobre a banda

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Entrevista - Rock Soldiers: A paixão pelo Underground


Marivan Ugoski tem 45 anos. Possui uma vasta história dentro do Metal gaúcho. Em 1986, integrou a banda Débil Metal, como vocalista. Já em 1987, fundou a Atro (que depois acrescentaria mais uma letra T ao nome). Sendo aqui vocalista e baixista, e lançou os álbuns BREAKER (94) mais voltado ao Hard Rock e Making up For Wasted Time (2003) mudando de estilo e mergulhando de vez no Thrash Metal. Em 2010 a Atro encerrou as atividades e após trocar Pelotas por Caxias do Sul, agora dedica-se ao seu projeto solo, denominada UGOSKI. Mas desde Janeiro de 98, Marivan também vem se dedicando a uma batalha na divulgação do underground brasileiro. Falo da coletânea Rock Soldiers. Com nome inspirado em uma das músicas de Ace Frehley, os trabalhos trazem várias bandas do underground nacional e até mesmo de fora do país. Pra explicar melhor, batemos um papo com ele.

Road to Metal: Bom Marivan, primeiramente queria dizer que é uma satisfação entrevistar um dos grandes batalhadores do underground nacional. Afinal de contas levar adiante um projeto independente como é o Rock Soldiers, sem aquele apoio da grande mídia deve ser uma batalha, não é mesmo?

Marivan Ugoski: Em primeiro lugar, eu que agradeço pelo reconhecimento e por esse espaço cedido pra levar a mais pessoas esse projeto que tanto me orgulha. Com certeza tem sido uma batalha eterna com um sistema de cooperativa adotado por mim, com o apoio e dedicação das bandas participantes unidas em um só foco, um único objetivo que é divulgar e levar esses trabalhos de nossa cena underground a várias regiões do nosso planeta... Quero que os CDs da série ROCK SOLDIERS sejam conforme a capa do antigo volume 15: ácaros e estar em tudo que é lugar, divulgação nunca é demais e assim tem sido durante esses anos...


RtM: Voltando a começo da história, como surgiu a idéia pra essa coletânea?

MU: Pela necessidade de divulgar excelente bandas que temos em nosso underground e que estão aí com os seus respectivos trabalhos, alguns lançando CDs oficiais, outros ainda ensaiando em garagem, mas eu sempre vi a riqueza musical de nosso underground e consegui concretizar isso tudo na série ROCK SOLDIERS desde 1998 e venho lançando um volume após o outro... Pra mim é como se fossem meus filhos, faço com muita dedicação, paixão e extremo prazer. Seria como se eu estivesse fazendo um CD somente com as minhas músicas.

RtM: E quando saiu o primeiro volume, qual foi a sensação?

MU: Felicidade total! Ali estava dado o primeiro passo, pois sempre pensei e penso na frente. Adoro dar seqüência, eu detesto coisas amarradas... Projetos que não saem do papel... Coisas paradas me irritam. Na minha opinião enferrujam, criam limo e estragam. Eu quero produzir e lançar, às vezes até as próprias bandas devem achar que sou chato, pois ás vezes passa um dois dias e eu já estou lá através de mensagem chamando e cobrando o que tem que cobrar, mas eu sou assim mesmo e não é á toa que estou me encaminhando ao volume 19... Quero deixar minha marca, minha história... Detesto que deixem a vida passar em branco!

Marivan o idealizador da coletânea Rock Soldiers
RtM: Quem conhece o underground, sabe das dificuldades que existem tanto para a organização de shows, gravação, divulgação... Sendo a Rock Soldiers uma coletânea, houve alguma dificuldade extra, já que geralmente, há sempre bandas que se destacam e outras que acabam por passar batido?

MU: Sempre tem Infelizmente, mas como diz em uma das minhas atuais letras do meu projeto UGOSKI  "... as barreiras existem para serem destruídas..." e pra te colocar pra baixo tem um milhão de pessoas! Mas pra te estender a mão são poucos! E a maior dificuldade são das pessoas que não acreditam em si mesmas. Eu lembro um pouco antes de eu lançar o primeiro volume que comecei a chamar as bandas e usei cartazes, cartas e flyers!!!!

Coisas da época e teve músicos que me disseram que era algo que estava nascendo morto, você  acredita nisso? Algo que não daria certo e tal... Mas hoje essas mesmas pessoas devem se arrepender da merda que falaram! E eu vou mais além: "...enquanto não der certo, eu vou lançando um volume após o outro..."  Claro que já tive problemas com algumas bandas em termos de qualidade de trabalho bem abaixo da média, mas te afirmo que se trata de um ou dois casos isolados, sempre tive bandas participantes de ótima qualidade, seja no seguimento que for. Até porque eu como produtor executivo faço uma audição antecipada dos trabalhos, pois tenho que manter a qualidade do projeto.

RtM: Lá no começo, acredito que a dificuldade em organizar o material era maior, afinal, ainda não havia tanto contato pela Internet. Hoje é mais fácil, pois a comunicação é mais rápida. Como você compara estas diferentes situações?

MU: Pois é os primeiros ROCK SOLDIERS foi na base das cartas e os flyers, mas como sou músico desde 86 eu sempre tive e guardava os contatos das bandas... Nossa! Eu lembro que recebia centenas de cartas e graças a minha confiança que sempre passei pro meus correspondentes, eles acreditaram em mim e principalmente no projeto ROCK SOLDIERS.

Hoje a comunicação está muito rápida e claro que teremos que tirar proveito dessa tecnologia de hoje, as bandas estão mais próximas e também mais profissionais. Encontrei muitos amigos das antigas pela internet e hoje consigo fechar rápido um volume da série.

Mas nada disso adiantaria se eu não tivesse a credibilidade que tenho com milhares de músicos espalhados por esse Brasil e até do exterior, como já teve participações de músicos do JAPÃO, ALEMANHA, EUA, INGLATERRA e etc.  Nunca deixe de olhar para trás, o início é à base de todas as conquistas até o momento.


RtM: Já participaram da coletânea cerca de 1500 músicos. Inúmeras bandas. Desde o começo, você lembra de situações engraçadas ou que trouxeram alguma particularidade? Tipo, bandas que nada tem a ver com o Rock N’ Roll, etc...

MU: Meu nome e meu trabalho é reconhecido dentro do underground, então nunca tive um contato de alguma banda fora do gênero ROCK. Os meus contatos como músico sempre mantiveram o mesmo público, mas não estou livre de isso acontecer. Meus contatos são puro ROCK/METAL!!!!!!!

RtM: Já são 18 edições, e pelo que andei lendo, já há o processo de escolha pra 19°, certo? Dentre todas essas, quais você destacaria e por quê?

MU: Já te adianto que estou com o volume 19 do ROCK SOLDIERS fechado e até o presente momento se não houver alguma desistência essas são as bandas do décimo nono volume: DRAMMA - ARACNUS - FIRETOMB - SKULL AND BONES - BAD TRAIN - LÚGRUBE - NECROHUNTER - TRIBUTO ETERNO - KILBER DIAS - ROTRUZ - BEDROYT - MASSA FALIDA. Eu com certeza sou o mais suspeito em querer destacar alguma ROCK SOLDIERS, eu destaco TODOS porque como já disse, são como se fossem meus filhos.

Imagina você olhar pra eles e dizer: eu gosto mais de você! (risos). Não tem como! TODOS os volumes tem a sua força, seu momento, suas particularidades e até porque não dizer, personalidade. Pessoal podem vir comigo... SÃO TODOS ÓTIMOS!


RtM: Hoje em dia, com os downloads, você vê alguma dificuldade extra com essa situação?

MU: Esse é um lado ruim que a atual tecnologia oferece. Mas quero manter viva essa sensação de você ter em mãos o CD físico com a caixinha... Material gráfico com os dados e fotos de cada banda em um CD profissional prensado direto de fábrica. Esse pra mim é o verdadeiro registro. virtual está aí solto no ar. Acreditem que ainda é muito mais legal ter os seus CDs físicos e originais na prateleira de sua sala ou de seu quarto! 


RtM: Voltando ao apoio, como você enxerga essa questão? Sabemos que a grande mídia não dá suporte, mas e a mídia especializada?

MU: Como eu trabalho com as bandas no sistema de cooperativa eu não dependo de apoio nenhum pra lançar o CD ROCK SOLDIERS. Mas às vezes aparecem quem apóie e sempre é gratificante, pois com certeza ajuda numa despesa de correio pra enviar os CDs  pra um veículo de comunicação como: jornais, zines, rádios, sites, revistas e etc. Quanto à mídia especializada sempre tive apoio. O mais recente foi uma publicação na revista ROADIE CREW de julho onde o Ricardo Batalha deu a maior força e fez uma matéria bem legal.


RtM: A Rock Soldiers é lançada pela UGK Discos, de forma independente. Que outras bandas fazem parte do selo? Algum lançamento previsto?

MU: Além da série, eu fiz a produção executiva dos dois CDs da banda gaúcha de Thrash LOSNA e tudo indica que farei do terceiro álbum deles também.  Outra banda que também trabalhei na produção executiva foi o pessoal das antigas: SPARATACUS onde lançamos o álbum “Libertae” e fora esses três títulos, tem o CD de minha antiga banda ATTRO lançado em 2003.

RtM: Bom, Marivan, agradeço tua disponibilidade  e deixo esse espaço aberto pra tuas considerações, divulgações, etc.  Muito obrigado!

MU: Volto agradecer novamente por mais esse espaço e espero que outras pessoas tenham gostado do conteúdo de informações e que tenha sido útil pra somar com tudo que está acontecendo em nossa cena underground. Músicos interessados em entrarem em contato comigo, por favor, mandar e-mail para: ugk_prod@ig.com.br, se quiserem dar uma olhada nos vídeos que temos falando e mostrando os discos da série ROCK SOLDIERS: http://www.youtube.com/channel/UCL-K80VXlsT8SOirclu_wig ou se ficar melhor basta só digitar meu nome ou o nome da série no Youtube que irão estar lá. Musicalmente quem quiser conferir meu trabalho solo UGOSKI, basta visitar o site do Palco Mp3.

Abraço  e até uma próxima oportunidade!


Entrevista por: Sergiomar Menezes
Revisão/edição: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Unearthly: Para Se Tornar Definitivamente Uma Referência Mundial

Novo trabalho dos brasileiros mantém a sapiência dos anteriores e segue como obra-prima do Metal extremo

Os nomes que ficarão para a história da música pesada mundial não são construídos da noite pro dia, tampouco contentam-se com lançamentos medianos. Um nome só é cravado na história quando, álbum após álbum, supera a si e coloca-se como um estandarte à frente de seu tempo.

Unearthly tem como um dos seus pontos fortes as ótimas apresentações ao vivo

Uma das bandas nacionais que tem caminhado para a trilha de marcar o mundo com sua música é a Unearthly, que usando da experiência de ótimos álbuns, inúmeras turnês nacionais e internacionais, segue surpreendendo até mesmo o mais otimista dos fãs.

Com o lançamento de seu 5º álbum “The Unearthly” (que sai via Shinigami Records), tenho a convicção de que se alguém ainda não conhece esse nome, passará a conhecer, afinal, estamos diante de um álbum para além do rótulo simplista de Black Metal, e sim uma real obra-prima do som extremo.

Com 11 faixas, o trabalho segue a proposta do grupo de trazer elementos que extrapolam o gênero a que pertencem, com passagens que vão do Thrash ao Death Metal, sempre carregado de ótimas e inteligentíssimas letras.

Eregion (vocal e guitarrista) tem se tornado uma referência nos vocais guturais, inteligíveis e sem soarem forçados. Nas guitarras, também mostra o poderio ao lado do companheiro Vinnie Tyr, montando uma dupla infalível e de causar inveja em qualquer banda extrema mundial. A insanidade dosada segue com o baixo de M. Mictian e a bateria de Braulio Drumond, que não toca meramente o mais rápido possível, como cria viradas inspiradas e de encher os ouvidos de quem ama o instrumento.

Músicas como “The Sin Offering” (absurda!), “The Confidence of Faith” (deve soar estupenda ao vivo), “Eshu” (com elementos ritualísticos e temática acerca do orixá Exu, além de ser a primeira música em português da banda e com participação do percussionista Edinho Souza), “Where the Sky Bleeds in Red” (com um clima mais arrastado e sombrio) e “The Fire of Creation” (começo acústico desembocando numa das faixas mais rápidas do álbum), são grandes destaques, isso só para citar algumas, pois o álbum, no geral, é coeso, orgânico e, acima de tudo, muito bem composto de modo que só a Unearthly sabe fazer no Brasil, quiçá no mundo.

Além das fortes composições, a produção de Fernando Campos, no Rio de Janeiro, aliada ao trabalho de ninguém menos que George Bokos (Rotting Christ) na Grécia, são dignas da história do quarteto brasileiro.

Com uma capa detalhada, a versão digipak conta com encarte de alto nível, trazendo fotos e imagens inspiradas na temática das letras, estas também presentes para que você possa acompanhar enquanto ouve o disco.

Não é de se admirar que com “The Unearthly” o quarteto não passe a ser, definitivamente, uma referência (assim como bandas como Sepultura e Krisiun o são) para o resto do mundo, algo que já conseguiu pelos países que passou, mas é sempre bom lançar um álbum superior e que esteja preocupado com a qualidade e não apenas com barulho. Certamente um dos melhores discos do Metal extremo de 2014 e um marco na história nacional.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação/Rapha Simons
Assessoria: Metal Media



Ficha Técnica
Banda: Unearthly
Álbum: The Unearthly
Ano: 2014
País: Brasil
Tipo: Black Metal/Death Metal
Gravadora: Shinigami Records

Formação
Eregion (Vocal e Guitarra)
Vinnie Tyr (Guitarra)
M. Mictian (Baixo)
B. Drummond (Bateria)


Tracklist
01. The Sin Offering
02. The Confidence of Faith
03. Eshu
04. The Unearthly
05. Agens Mortis
06. Chant from the Unearthly Rites
07. Where the Sky Bleeds in Red
08. The Dove and the Crow
09. From Womb to Reborn
10. The Fire of Creation
11. Aisle to Everything





Acesse e conheça mais sobre a banda