sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Cobertura de Show: Death To All – 21/01/2026 – Tork N' Roll/CWB

Death To All transforma Curitiba em Altar do Death Metal e emociona fãs em noite histórica.

Em plena noite de quarta-feira, dia 21 de janeiro de 2026, o Death To All inicia com competência e emoção, o primeiro grande show do ano em Curitiba. Foram meses de expectativa para apreciar de perto este projeto, que tem por finalidade manter a obra do Death viva e também homenagear nosso grande Chuck Schuldiner. E é claro, fazer a alegria dos fãs mais uma vez. A vinda da banda ao Brasil, ficou a cargo da produtora Overload. 

O local escolhido foi o Tork N’ Roll, casa de shows que atualmente recebe a maioria dos eventos de médio porte, nacionais e internacionais. Por tratar-se de um dia de semana, acredito eu, não houve banda de abertura, sendo que a casa abriu as portas ao público às 19:30 e o show da banda Death to All estava marcado para às 21:00hs.

Entretanto, o local já começou a ficar movimentado por volta das 20 hs, pois haviam fãs de outras cidades do Brasil e também aqueles que preferiram fazer o happy hour no próprio Tork. Inclusive, a casa dispõe de uma variedade de comidas e bebidas, na realidade, uma praça de alimentação completa, além de camarote com sofás e área de jogos. Sendo assim a espera pelos músicos foi um momento de confraternização entre todos que estavam no local. É impressionante a capacidade do público de metal mais extremo em fazer amizades e curtir a emoção em coletividade.

Mas vamos ao que importa, pontualmente às 21:00hs, sobem ao palco: Max Phelps, responsável pelos vocais e guitarras, o grande Gene Hoglan na bateria, o carismático Steve DiGiorgio no baixo e o feroz Bobby Koelble na guitarra. Lembrando que Max Phelps é o único membro que não teve passagem pelo Death, mas em compensação possui um talento digno de executar os clássicos da época de Chuck. Diria que os músicos deste projeto/banda estão em uma sintonia digna do mainstream.

Vale a pena também, ovacionar o público presente no local, eram sangue, suor e lágrimas. Inclusive podia se ouvir de tempos em tempos os gritos “Death” “Meu Deus, do c*”, ”Não acredito nisso, é demais!!”, era emoção demais, desconhecidos se abraçando. Para logo na sequência, se colidirem nas rodas de mosh, mas não era violência, e sim, alegria, exaltação. De certo, a bebida alcoólica, consumida um pouco além da conta, também teve seu papel para as exacerbadas demonstrações de afeição.

Agora, falando dos momentos iniciais do show, os primeiros acordes já soaram extremos, com “Infernal Death”, do primeiro álbum do Death, seguido por “Living Monstrosity” e “Defensive Personalities” e “Altering the Future” do álbum Spiritual Healing, do qual o nome da turnê faz referência. Contudo, a resposta enérgica do público, veio com “Zombie Ritual” também do álbum de 1987, Scream Bloody Gore, e também na execução apaixonada de “Spiritual Healing”. Em resumo, não tinham músicas mornas, todas eram executadas à perfeição e em alto volume. 

Quanto à disposição de palco, a proximidade entre os músicos era pequena, o que contribuiu para uma boa visão do público, bem como para a alegria dos fotógrafos presentes no local. Que convém mencionar, tiveram as cinco primeiras músicas disponibilizadas pela produção, para fotos do pit (local entre o público e o palco, onde geralmente tem uma grade de proteção e os seguranças).

Dentre as vezes em que o baixista Steve DiGiorgio (que inclusive encontrava-se com os pés descalços) conversa com o público, uma em especial tocou o coração de todos os fãs, por volta do meio da apresentação ele lembrou a camaradagem e a importância daquelas músicas que estavam sendo executadas para homenagear o legado do lendário Chuck Schuldiner. E a resposta da platéia não poderia ser diferente, vozes em uníssono proferindo o nome “Chuck” sem parar. Definitivamente um dos momentos mais emocionantes da apresentação. 

A segunda parte do show foi dedicada aos principais petardos do álbum Symbolic de 1995, com muitos moshs, pessoas tirando as camisetas, em partes por conta do calor que fazia no local, mas também para acenarem com elas em movimentos circulares no ar. A partir daí, rolaram vários clássicos como a própria “Symbolic”, “Empty Words” “Sacred Serenity” e ainda a peculiar “Zero Tolerance”, uma surpresa para muitos.

Tiveram ainda fatos marcantes, como uma pessoa vestida com um traje de banana no meio do mosh, captando a atenção de todos. Inclusive da própria banda, que não poupou elogios aos esforços e a criatividade do público brasileiro. Haviam homens e mulheres de todas as idades, e também desde aquele fã raiz até os recém iniciados no culto ao Death. E a noite foi realmente uma adoração ao Death Metal, com um final bem emocionante, trazendo as canções “Spirit Crusher” e “Pull the Plug”. 

Um pouco antes do final, como já é de costume, alguns já se adiantaram para garantir seu carro de aplicativo a tempo, pois invariavelmente depois de um evento concorrido, as ruas estreitas em torno do Tork lotam fácil. Por outro lado, tiveram aqueles que continuaram no local até os últimos instantes para apreciar aquela sensação de felicidade plena, que nos toma por completo após um espetáculo desse nível. 

Nossos agradecimentos a todos que tornaram possível esta inesquecível experiência.




Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: Overload Brasil



Death to All – setlist:
 
Infernal Death

Living Monstrosity

Defensive Personalities

Lack of Comprehension

Altering the Future

Zombie Ritual

Within the Mind

The Philosopher

Spiritual Healing

Symbolic

Zero Tolerance

Empty Words

Sacred Serenity

1,000 Eyes

Without Judgement

Crystal Mountain

Misanthrope

Perennial Quest

Spirit Crusher

Pull the Plug
 

Nenhum comentário: