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domingo, 11 de maio de 2025

Cobertura de Show: Bangers Open Air – 02/05/2025 – Memorial da América Latina/SP

Após o feriado do Dia do Trabalhador, o Memorial da América Latina foi palco de mais uma edição do festival de música pesada mais importante do Brasil e da América Latina. Se você pensou no Summer Breeze, é compreensível. No entanto, devido ao fim da parceria com os organizadores alemães, o festival agora atende por outro nome: Bangers Open Air. Apesar da mudança, a proposta continua a mesma: quatro palcos, mais de 50 atrações e uma variedade de atividades que abrangem desde gastronomia, tatuagem, cultura geek, entre outras coisas. Tudo isso ao longo de três dias intensos, não deixando nada a desejar em comparação aos grandes eventos europeus.

Para não dizer que não houve mudanças em relação às edições passadas, as únicas que pude notar foram na entrada do lounge, agora controlada por QR Code e reconhecimento facial por meio de catracas, a fim de evitar a entrada de penetras e fraudes. Outra novidade, que achei a mais legal, foi a liberação gratuita para crianças de até 10 anos. Em todos os dias, vi várias curtindo as diversas atrações ao lado dos pais, tios e avós, sob um calor escaldante, assim como no ano passado. Apesar dessas pequenas mudanças, o padrão geral do festival permaneceu o mesmo, com algumas melhorias pontuais aqui e ali.

Com os palcos Sun e Waves desativados, o primeiro dia contou shows apenas nos palcos Ice e Hot Stage, um contraste em relação ao ano passado, que teve uma programação mais extensa, mas com público reduzido por ser um dia útil. Neste ano, a organização manteve uma escala menor, provavelmente ciente de que muitos headbangers ainda estariam cumprindo seus compromissos profissionais. Mesmo com a primeira apresentação marcada para as 15h10, o público começou a chegar em peso após o fim do expediente. Quem teve a sorte e a proeza de comparecer ao chamado "Warm-Up", uma espécie de aquecimento para os outros dois dias de festival, pôde assistir a shows acima da média.

Infelizmente, não consegui ver o Kissin' Dynamite, banda pela qual eu estava ansioso para ver. Segundo comentários e relatos de amigos que assistiram, os alemães entregaram um ótimo show, como já era de se esperar tratando-se de uma das melhores bandas de Hard Rock da atualidade. Fica aqui o pedido para que voltem em uma futura edição, desta vez com tempo suficiente para poder vê-lo.

Kissin' Dynamite – setlist: 

Back With a Bang

DNA

No One Dies a Virgin

I've Got the Fire

My Monster

The Devil Is a Woman

Not the End of the Road

You're Not Alone

Raise Your Glass



Logo em seguida, foi a vez das meninas da Dogma, banda que rapidamente caiu nas graças dos brasileiros, subirem ao palco. Como muitos já sabem, as integrantes mantêm suas identidades em segredo, apostando em um visual enigmático: todas vestidas como freiras, com um toque sensual, que certamente provoca reações intensas, inclusive de católicos e até mesmo evangélicos mais conservadores.

Assim como no ano passado, a banda entregou um show sensacional, mostrando que sua performance cresce ainda mais em um palco amplo e bem produzido. Embora alguns tenham reclamado da qualidade do som, muitos ficaram encantados com o hard n’ heavy praticado pelo grupo e com as faixas do, até agora, único disco lançado em 2023, como “Bare to the Bones”, “Make Us Proud”, a pesada “Pleasure From Pain” e a já clássica “Father I Haven Sinned”. As novidades ficaram por conta do cover de “Like a Prayer”, da rainha do pop Madonna, e da nova faixa “Banned”.

Dogma – setlist:

Forbidden Zone

My First Peak

Made Her Mine

Banned

Like a Prayer (Madonna cover)

Bare to the Bones

Make Us Proud

Pleasure From Pain

Father I Have Sinned

The Dark Messiah



Depois, no palco vizinho, era a vez de conferir os veteranos do Armored Saint, uma das bandas mais subestimadas da história do Heavy Metal e que merecia muito mais reconhecimento. Diferente do show anterior, a banda teve uma recepção mais discreta, com o público sendo em sua maioria composto pelos fãs fiéis. Outro detalhe importante é que o Armored Saint não tem o hábito de visitar o Brasil com frequência. Inclusive, esse foi o primeiro de apenas dois shows que a banda realizou neste ano, já que eles vão focar na gravação do novo álbum. Isso foi o que o baterista Gonzo Sandoval explicou em uma entrevista que nos concedeu.

Quem estava ansioso para vê-los acabou se decepcionando um pouco não pela performance – por sinal, muito boa –, e sim pela qualidade do som, que não melhorou em nenhum momento. Independentemente desse problema técnico, John Bush (vocal), os irmãos Gonzo e Phil Sandoval (bateria e guitarra, respectivamente), Joey Vera (baixo) e Jeff Duncan (guitarra) entregaram o melhor de si em pérolas como “March Of The Saint”, “Last Train Home”, “Can U Believer” – com John descendo do palco e cantando perto da galera – e “Reign Of Fire”, que fizeram a alegria dos fãs.

Armored Saint – setlist: 

March of the Saint

End of the Attention Span

Raising Fear

Long Before I Die

The Pillar

Last Train Home

Left Hook From Right Field

Standing on the Shoulders of Giants

Win Hands Down

Can U Deliver

Reign of Fire



Após a Signing Session com as meninas do Dogma, corri para conferir os dinamarqueses do Pretty Maids, que finalmente fizeram sua estreia no Brasil após 40 anos. 

Durante toda a apresentação, dava para perceber a alegria de Ronnie Atkins (vocal), Ken Hammer (guitarra), Rene Shades (baixo), Allan Tschicaja (bateria) e Chris Laney (teclado/guitarra) por finalmente tocarem no país. Ronnie, em especial, chamava a atenção. Mesmo após anos enfrentando um tratamento contra o câncer, o vocalista continua com uma potência vocal impressionante, além de demonstrar muita interação entre as músicas.

Infelizmente, não consegui ver as três primeiras músicas, mas cheguei a tempo de ver e ouvir “Red, Hot and Heavy”, uma das faixas mais conhecidas da banda, a qual resume bem sua proposta musical, que é um hard n’ heavy contagiante. Me surpreendeu positivamente a sequência de músicas do álbum Pandemonium com “I.N.V.U.” – com Ronnie brincando com o público fazendo os “ô ô ô” e “yeah, yeah” –, “Little Drops of Heaven” e a própria “Pandemonium”, que agitaram a noite de forma impactante.

A trinca final ficou por conta da balada “Please Don't Leave Me”, originalmente composta pelo saudoso John Sykes e que trouxe um momento de respiro antes das indispensáveis “Future World” e “Love Games”, que colocaram o ponto final nessa estreia memorável, com o público vibrando a cada verso e riff. Torcemos para que essa visita não tenha sido única, pois ficou claro o quanto os brasileiros gostam da banda e ansiavam por essa vinda.

Pretty Maids – setlist: 

Mother of All Lies

Kingmaker

Rodeo

Back to Back

Red, Hot and Heavy

Pandemonium

I.N.V.U.

Little Drops of Heaven

Please Don't Leave Me

Future World

Love Games



O penúltimo show do primeiro dia ficou por conta de ninguém menos que Doro Pesch. Com uma carreira que ultrapassa quatro décadas, a vocalista alemã continua mantendo uma presença firme e uma dedicação incondicional ao Heavy Metal. Ao subir ao palco com “Rule the Ruins” e “Earthshaker Rock” – sucessos de sua época de Warlock –, Doro prova que a coroa de Rainha do Metal não lhe foi dada por acaso. Ao lado de sua banda, ela ainda empolgou o público com faixas de sua fase solo, como “Time for Justice” e “Raise Your Fist in the Air”.

Os pontos altos da apresentação ficaram por conta de “Für Immer”, momento em que Doro se cobriu com a bandeira do Brasil, e de “Fire in the Sky”, onde o guitarrista brasileiro Bill Hudson saudou seus compatriotas antes de iniciar a música, composta por ele especialmente para Doro.

No encerramento, a cantora prestou uma homenagem ao Judas Priest com “Breaking the Law”, que começou de uma maneira mais melódica, mas logo retomou seu formato clássico, fazendo com que rodas se formassem próximas ao palco. “All We Are”, considerada um verdadeiro hino pelos fãs e por todo headbanger que se preze, encerrou a participação da majestade do metal em clima de celebração, resultando, sem dúvidas, no melhor show do dia.

Doro – setlist:

I Rule the Ruins

Earthshaker Rock

Burning the Witches

Hellbound

Fight for Rock

Time for Justice

Raise Your Fist in the Air

Metal Racer

Für immer

Fire in the Sky

Breaking the Law (Judas Priest cover)

All We Are



Para encerrar este maravilhoso dia de aquecimento, o Hot Stage recebeu Glenn Hughes, uma lenda do rock que dispensa apresentações. Seus trabalhos icônicos ao longo da carreira falam por si. O vocalista, considerado por muitos como “the voice of rock”, tem um carinho especial pelo Brasil, tendo se apresentado aqui diversas vezes, embora poucas em festivais. Sua estreia em festivais brasileiros ocorreu no Monsters of Rock de 1998. E agora, após tantos anos, ele retorna a um festival de mesma magnitude no Brasil.

Apesar dos 73 anos e dos desafios que enfrentou no passado com drogas e álcool, o músico inglês continua com a voz em excelente forma. É perceptível alguma mudança de tom em certos momentos, mas um artista de sua idade ainda interpretar canções da fase em que integrou o Deep Purple ao lado de David Coverdale é impressionante.

O repertório da noite focou nas fases MK III e MK IV do Deep Purple, com apenas oito músicas, provavelmente devido ao tempo de encerramento do festival. Clássicos como "Stormbringer", "Mistreated", "Sail Away" e "You Fool No One" incendiaram o público, com solos de guitarra, bateria e improvisos que remetiam à atmosfera do lendário California Jam, realizado em 6 de abril de 1974. As músicas mais aguardadas ficaram para o final: a envolvente “You Keep On Moving” e a radiofônica “Burn”, encerrando esse belo dia de aquecimento e pronto para encarar a vasta maratona do dia de seguinte. 




Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

Edição/Revisão: Gabriel Arruda  


Realização: Consulado do Rock

Press: Agência Taga 


Glenn Hughes – setlist:

Stormbringer

Might Just Take Your Life

Sail Away

You Fool No One 

Mistreated

Gettin' Tighter

You Keep On Moving

Burn

terça-feira, 1 de abril de 2025

Entrevista - Ronnie Atkins (Pretty Maids, Avantasia): Canalizando Energias Para a Música

   Fotos: Divulgação

Ronnie Atkins, nascido Paul Christensen em 16 de novembro de 1964, é um cantor e compositor dinamarquês, mais conhecido como vocalista da banda de hard rock e heavy metal Pretty Maids. Formado no início dos anos 1980, o grupo ganhou notoriedade com álbuns como Red, Hot and Heavy (1984) e Future World (1987), combinando melodias cativantes com riffs pesados.

Ao longo das décadas, Atkins se tornou uma das vozes mais respeitadas do gênero, influenciando diversas bandas com seu timbre potente e interpretações emotivas. Além do Pretty Maids, ele também colaborou com projetos como Avantasia e lançou álbuns solo, incluindo One Shot (2021), Make it Count (2022) e Trinity (2023), após seu diagnóstico de câncer em estágio 4.

Apesar dos desafios de saúde, Ronnie Atkins continua compondo, gravando e se apresentando ao vivo, inspirando fãs com sua resiliência e paixão pela música.

Prestes a estrear em solo brasileiro com o Pretty Maids no Bangers Open Air, conversamos com Ronnie Atkins sobre a vinda da banda, sua participação no Avantasia e sua jornada de superação. Confira a seguir.

Entrevista realizada por Jessica Valentim.


Jessica Valentim: Olá Ronnie, sou a Jessica.

Ronnie Atkins: Oi, Jessica, prazer em te ver.


Jessica Valentim: Como está seu dia? Como você está?

Ronnie Atkins: Está maravilhoso. Na verdade, estamos indo tocar hoje à noite com o Avantasia. Acabei de fazer algumas tarefas, como lavar roupa e outras coisas, sabe, vivendo a vida. Mas, fora isso, todos os dias parecem iguais. Quando você está algumas semanas na estrada, perde um pouco a noção do tempo, do dia, e tudo mais. Mas é bom ter uma pausa para algumas entrevistas.


Jessica Valentim: Que bom! Muito obrigada por me receber.

Ronnie Atkins: Não há de quê, absolutamente.


Jessica Valentim: Então, como está sua saúde? Como você tem se sentido?

Ronnie Atkins: Estou bem, estou bem. Fiz um exame, acho que há seis semanas ou algo assim, e, felizmente, estava tudo bem. Me sinto bem. Tenho algumas dores e coisas assim, que provavelmente terei para o resto da vida, mas tomo remédios para isso. 

Mas estou com um bom espírito, de bom humor, minha voz está boa e estou aproveitando a vida todos os dias. Como já escrevi antes, sou feliz a cada dia que abro os olhos.

Jessica Valentim: Isso é ótimo! Então, o Pretty Maids finalmente vai tocar no Brasil pela primeira vez no Bangers Open Air. Como é trazer a banda para cá depois de tantos anos?

Ronnie Atkins: Estou muito feliz por isso, na verdade. Nunca tocamos aí, o que, para mim, é surreal e estranho, porque somos uma banda com 42 anos de carreira. Muitas bandas que conheço na Alemanha e na Suécia já tocaram aí, mas acho que foi uma questão de gestão. Mas agora, finalmente, vamos tocar aí, e eu já disse aos caras que será uma experiência única. 

Vamos tocar para as pessoas mais insanas do mundo, os fãs mais barulhentos de todos. Falei isso porque, quando estive no Brasil pela primeira vez em 2016, fiquei impressionado com a reação do público e com o quanto eles cantavam. Foi muito emocionante. Quero que os caras sintam isso, e acho que todos no Pretty Maids estão ansiosos para finalmente tocar no Brasil e na América do Sul. Vai ser incrível! Infelizmente, acho que só teremos cerca de uma hora de show, mas…


Jessica Valentim: Sim, é mais ou menos uma hora. Você pode nos contar algo sobre o setlist? Podemos esperar um mix de clássicos e músicas mais recentes dos últimos álbuns?

Ronnie Atkins: Vai ser um mix de algumas músicas dos anos 80, como do Future World e Red, Hot and Heavy, e também algumas mais recentes, de Pandemonium em diante. Esse deve ser o plano.


Jessica Valentim: E você teve uma carreira incrível que se estende por décadas. Olhando para trás, qual você acha que foi o segredo da longevidade e relevância contínua do Pretty Maids?

Ronnie Atkins: Não tínhamos nada melhor para fazer! (risos). Tivemos nossos altos e baixos. Sempre digo que a carreira atingiu seu auge entre 1984-85 e 1992-93. Esses foram os bons tempos para o heavy metal em geral. Chegamos no momento certo. Era uma época em que as pessoas compravam discos de vinil e CDs, e havia um grande foco nisso na Europa.

Até nos Estados Unidos, estivemos na MTV, no Headbangers Ball, e tudo mais. Depois veio o grunge e vários outros subgêneros ao longo dos anos seguintes. Mas o metal sempre esteve presente, especialmente na Europa, como na Alemanha, Suécia e Espanha. A América do Sul também sempre teve um grande público, mas eu ainda não tinha ido para lá naquela época. Agora chegou a hora! Acho que o segredo é a música. 

As composições são essenciais. Também tentamos nos atualizar um pouco, como fizemos no Pandemonium, mas mantendo nossas raízes e o que nos inspirou desde o início. Além disso, bons shows ao vivo sempre foram importantes. No final das contas, é isso que as pessoas querem ouvir e ver. O que me deixa mais feliz hoje em dia é ver que os fãs antigos estão trazendo seus filhos para os shows. Eles também estão se interessando por hard rock e metal, e isso é fantástico!


Jessica Valentim: Isso é muito legal!

Ronnie Atkins: Sim!


Jessica Valentim: Vocês estão alcançando novas gerações.

Ronnie Atkins: Sim, exatamente! Mas isso não acontece só porque os pais dizem "escute isso". As pessoas precisam gostar do que estamos fazendo, e é ótimo ver que isso está acontecendo.


Jessica Valentim: Falando sobre sua carreira solo, qual é a principal diferença entre esses projetos para você, especialmente em relação à composição?

Ronnie Atkins: Minha carreira solo foi, basicamente, uma forma de terapia musical para mim em um momento difícil. Se você ouvir as letras, verá que são muito mais pessoais do que qualquer coisa que já escrevi antes. Isso foi ótimo porque, no meu projeto solo, posso escrever para mim mesmo, expressar meus sentimentos e emoções. 

Sempre fui parte essencial da composição no Pretty Maids, então dá para perceber isso nos meus álbuns solo. Mas algumas músicas que fiz, como baladas no piano, provavelmente não estariam no Pretty Maids. Algumas podem soar até mais pop. Foi uma experiência incrível para mim, e não pretendo parar. 

Já tenho músicas prontas para um novo álbum, só preciso gravá-las. Nos últimos três anos, lancei três álbuns solo e um com o Nordic Union. Fui muito produtivo. Isso me ajudou a lidar com um momento muito difícil. Em vez de ficar deprimido e sentir pena de mim mesmo, canalizei isso para a música. Espero que isso possa servir de exemplo para outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes. Já recebi mensagens dizendo que minha música ajudou, e isso me deixa feliz.


Jessica Valentim: Com certeza, as pessoas se conectam com isso.

Ronnie Atkins: Sim, recebo muito carinho nas redes sociais. E se eu posso retribuir um pouco disso através da minha música, fico feliz.


Jessica Valentim: Muito legal! Depois do Bangers Open Air, quais são os próximos passos para o Pretty Maids? Haverá mais turnês ou novas músicas no horizonte?

Ronnie Atkins: Inicialmente, só concordamos em fazer esses shows em 2024. Mas houve uma grande demanda, então decidimos continuar em 2025 com mais alguns festivais e nossos tradicionais shows de Natal na Escandinávia, principalmente na Dinamarca. 

Também estamos conversando sobre escrever novas músicas. Ainda não começamos, mas estamos discutindo isso. Se a química for boa e tudo funcionar bem, pode haver novas músicas do Pretty Maids no futuro. Mas também tenho minha carreira solo, e não vou abandonar isso. Então, vamos ver o que acontece. Estou bem otimista.

Jessica Valentim: Isso é ótimo! Os fãs também querem saber se você vai cantar com o Avantasia desta vez.

Ronnie Atkins: Sim, com certeza! Estou em turnê com o Avantasia agora. Neste momento, estou na Holanda. Acabamos de tocar em Londres e vamos tocar hoje à noite. É um show incrível, com cantores fantásticos, e estamos nos divertindo muito. O público tem gostado bastante, então podem esperar algo muito especial!


Jessica Valentim: Que legal! Para finalizar, tem uma mensagem para os fãs brasileiros que esperaram tanto por esse momento?

Ronnie Atkins: Sim! Sinto muito por não termos ido antes. É surreal que, depois de 42 anos, ainda não tenhamos tocado na América do Sul. Estamos muito animados para finalmente tocar no Brasil! Espero que esse show seja o primeiro de muitos. Já disse aos caras: "esperem, vocês nunca viram nada igual!" Mal posso esperar!


Jessica Valentim: Com certeza, todos estamos ansiosos por isso!

Ronnie Atkins: E obrigado pelo apoio ao longo dos anos!


Jessica Valentim: Obrigada!

Ronnie Atkins: De nada!


Jessica Valentim: Tenho tudo o que preciso. Muito obrigada pelo seu tempo! Espero que tenha um ótimo show hoje à noite e se cuide. Nos vemos em breve!

Ronnie Atkins: Com certeza! Foi um prazer falar com você, Jessica. Se cuida!


Jessica Valentim: Prazer foi meu! Obrigada! Tchau, tchau.

Ronnie Atkins: Tchau, tchau.


O Pretty Maids se apresenta no warm-up do Bangers Open Air, no dia 3 de maio. Ingressos estão disponíveis no site Clube do Ingresso 


sábado, 28 de agosto de 2010

Hard Rock + Heavy Metal + Power Metal: Pretty Maids


Pretty Maids é mais uma dentre as muitas bandas que tenho conhecido nos últimos meses e das quais me culpo pelo tempo perdido sem ouvi-las.



Os dinamarqueses têm muita história para contar. Surgindo nos idos de 1981 e com 12 discos lançados, o quinteto que conta com o grande vocalista Ronnie Atkins, o guitarrista Ken Hammer, o tecladista Morten Sandager, o novo baixista Hal Patino (que já tocou com King Diamond) e o baterista Allan Tschicaja, lançou seu novo álbum este ano.


Chamado “Pandemonium” (2010), o álbum tem causado bastante repercussões entre os fãs, devido à espera de 4 anos desde o penúltimo lançamento “Wake Up to the Real Word” (2006), e graças ao grande disco que os caras lançaram.

Não farei comparações a qualquer outro álbum dos caras, mas deixar minhas impressões desse novo trabalho. A banda mantem sua característica principal de unir Hard Rock, Heavy Metal e Power Metal em suas canções.


O que poderia deixar um som confuso (nem tanto, essas formas bebem da mesma fonte) faz o som dos caras ficar beirando a perfeição. Aqui temos músicas com refrões grudentos, bem Hard Rock, mesclados com o peso do Heavy Metal (especialmente nas guitarras), além de beirar em muitos momentos o Power Metal, com músicas rápidas e melódicas.



Os teclados são um show à parte. Sandager consegue trazer o espírito Hard Rock para a música da banda, e junto com o vocal de Atkins e os refrões até meio clichês, fazem com que qualquer amante do estilo deva ouvir a banda. Destaques para o single “Little Drops of Heaven”, que é a mais acessível e uma das melhores do disco. Também Hard são as “Final Day of Innocence” e “Old Enough to know”, esta última uma balada pra lá de Bon Jovi.

As mais pesadas (mas que mantêm os elementos citados) se destacam “Beatiful Madness” e a faixa-título (a melhor música do disco e que trata do mal causado pelo homem à natureza, escrita enquanto ocorria a Cúpula dos 15, em Copenhagen que não levou a solução nenhuma). Mais Power Metal, temos “Cielo Driver”, que detona.


O grupo é um entre tantos que não recebe a devida atenção. Apenas agora ouvindo-o que percebo que os caras mereceriam estar mais à vista do que acontece. Indicado aos apreciadores dos três gêneros, especialmente de um Hard Rock mais pesado e melódico.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Pretty Maids
Álbum: Pandemonium
Ano: 2010
País: Dinamarca
Tipo: Hard Rock/Heavy Metal

Formação

Ronnie Atkins (Vocal)
Ken Hammer (Guitarra)
Morten Sandager (Teclados)
Hal Patino (Baixo)
Allan Tschicaja (Bateria)



Tracklist

01. Pandemonium
02. I.N.V.U.
03. Little Drops of Heaven
04. One World One Truth
05. Final Day of Innocence
06. Cielo Drive
07. It Comes at Night
08. Old Enough to Know
09. Beautiful Madness
10. Breathless
11. It Comes at Night (remix - bonus)