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domingo, 7 de setembro de 2014

Resenha de Shows: Tim Ripper Owens (Judas Priest) e Blaze Bayley (Iron Maiden) no Clash Club (São Paulo) - 26/07/14

Vocalistas das lendárias bandas Judas Priest e Iron Maiden dividem palco em São Paulo

Eram 19h e já havia um pessoal dentro do Clash Club, aguardando o show do cantor norte-americano Tim Ripper Owens (Judas Priest, Beyond Fear, Iced Earth, Yngwie Malmsteen), marcado para 20h. Enquanto isso, Blaze atendia todos os fãs com sua simpatia e paciência inquestionáveis.

Com set recheado de clássicos do Judas Priest, Tim Owens agradou fãs da lendária banda

E então alguns minutos após o prometido, sobe Ripper Owens no palco, acompanhado pelos membros do tributo ao Judas Priest chamado Jaw Breaker.

Eles começam com o clássico “Painkiller”, animando o público logo de início. Como sempre, Tim pergunta seu nome pro seu público, introduzindo “The Ripper”. Segue maravilhosamente com “Victim of Changes”, “Burn In Hell”, “A Touch Of Evil”. Após afirmar que o Brasil tem o melhor público do mundo, chega o momento de executar uma música do Beyond Fear, “Scream Machine”. Músicos muito competentes acompanharam Tim, dando o apoio necessário para que Ripper soltasse sua voz, e que voz!! Continua cantando todas as músicas com a perfeição de sempre. 

Em grande fase da carreira, Owens impressiona pela qualidade do seu vocal ao vivo

Voltando à sessão de clássicos do Judas Priest, “Metal Gods”, “Turbo Lover”, “Desert Plains” e um dos momentos mais emocionantes do show foi quando Tim cantou a linda balada “Diamonds and Rust”.

Apesar de passagens por bandas como Iced Earth e Charred Walls of the Damned, set trouxe somente Judas e Beyond Fear

Seguiram mais clássicos como “Breaking the Law”, “Hell Bent For Leather”, “One on One”, “Electric Eye”, com o público curtindo e cantando junto, e o show se encerra alegremente com “Living After Midnight”.

Ex-Iron Maiden retornou ao Brasil para turnê e passou pelo Clash Club

Chegou a hora de descansar e guardar energias para ver Blaze Bayley (Iron Maiden, Wolfsbane). E o ele subiu no palco às nove e meia, pontualidade britânica. Neste momento a casa estava mais cheia, e Blaze realmente soube conduzir a plateia, como sempre muito animado e com um carisma contagiante. Seu apreço pelo público brasileiro é incontestável.

Acompanhado dos competentes músicos da Tailgunner, Blaze não poderia estar melhor.

O show começa com a maravilhosa “Lord Of The Flies”. Na sequência, uma música de sua carreira solo “The Lauch”, e voltando ao repertório de seus anos no Iron Maiden, a animada “Futureal” e a balada “Como Estais Amigos” vieram mostrar duas faixas do álbum “Virtual XI” (1998). Blaze está acompanhado dos músicos da banda Tailgunner, conhecidamente fãs da Donzela. Após “Judgement Of Heaven” e a clássica “The Sign Of The Cross”, com um público empolgado que participava fielmente cantando as músicas, Blaze estava visivelmente satisfeito, se divertindo no palco. Então chamou Ripper Owens para cantar com ele o clássico “Wrathchild”, sem dúvida um momento inesquecível desta noite! 

Momento descontraído após clássico "Wrathchild" ao lado de Owens

Após Ripper se despedir alegremente de Blaze, segue o show com “Voices From The Past” e “Watching The Night Sky”, de sua carreira solo. Como sempre, Blaze declara seu amor pelo Brasil e agradece aos fãs por sua dedicação e que sem eles, ele não existiria e não poderia realizar seu sonho. E segue até o final com músicas do Iron Maiden: “The Clansman” e “Virus”. Vale mencionar que Blaze se apresentou com competentes músicos que realmente encarnaram o Iron Maiden. 

Com set focando na sua fase no Iron Maiden, músicas da carreira solo também não foram esquecidas.

Outro grande momento foi em “Fear Of The Dark”, nota-se que Blaze está cantando cada vez melhor músicas que não são originalmente cantadas por ele. E pra fechar com chave de ouro, a agitada “Man On The Edge”. Foi um verdadeiro espetáculo de Heavy Metal.

Blaze agradece o apoio de sempre do público brasileiro

Texto: Juliana Novo
Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Tacio Philip Sansonovski

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Agradecimentos: Muito obrigado a nossa colaboradora Juliana Novo pela resenha, ao fotógrafo Tacio Philip pelas ótimas fotos e às produtoras Open the Road e Fame Enterprises (valeu Miky! o/) por nos receber oficialmente neste grande evento. Até a próxima!

domingo, 3 de novembro de 2013

Tailgunners: Mestres Certeiros do Heavy Metal Tradicional

Nova formação, mas o mesmo espírito Heavy Metal oitentista

Lendárias bandas da nossa cena nacional lutam e lutam por anos a fio, na busca de seu espaço e de um lugar na memória fonográfica, tornar sua música e seu nome imortal.

Pode ser que muitos nem conheçam, e eu mesmo não vivi a época, mas a Tailgunners, banda lá do início dos anos 90 que, com percalços na estrada, acabou por lançar apenas dois discos, mas ambos aclamados e não passando despercebidos (“Battlefield”, de 1998 e “Behind the History”, de 2001), até que os artilheiros voltam a atacar e de forma fulminante.

Recém lançado, “The Gloomy Night” (2013) vem agregar outro ótimo trabalho à trajetória da banda que, se não possui uma discografia extensa, jamais decepcionou, afinal, contou com vocalistas de gabarito, como Mário Pastore (ex-Acid Storm, Soulspell, Pastore) e Roddy B (Avenger), e sempre bem servida de instrumentistas, incluindo aí os fundadores e remanescentes irmãos Lennon (baixo) e Lely Biscasse (guitarra), além do batera Gustavo Franceschet.

No destaque, o baixista Lennon e o baterista Gustavo gravando o vídeo clipe "Gloomy Night" (assista aqui)

Para completar o time, que precisaria de um ótimo guitarrista para fazer dupla com Lely e fazer jus ao legado do Tailgunners, o acerto foi feito com Raphael Gazal (ex-Pastore) e um ótimo vocalista, encontrado em Daniel Rock, que caiu do céu (aonde acharam esse cara?) e faz um trabalho fenomenal.

Primeiro single do álbum (download free aqui)
São 11 faixas de puro Heavy Metal oitentista, o chamado tradicional, com a veia pulsante na New Wave of British Heavy Metal, sendo prato cheio para amantes de bandas como Iron Maiden e Saxon. Mas engana-se quem pensa que a banda é uma mera cópia mal feita da Donzela. Não, há muita qualidade nas composições do grupo, tanto é que na primeira audição, pelo menos metade do álbum vai ficar grudado na sua cabeça. E alguém em sã consciência faz Heavy Metal sem querer que isso aconteça?

O disco, muito bem produzido pelo recém chegado Raphael Gazal no Stage Dive Studio, embora possua uma capa simples (mas bem nobre, feita por Daniel Mattos), traz canções seminais de Heavy Metal, para ninguém botar defeito. E tem como colocar defeito em faixas como “Gloomy Night”, que abre o disco rápida e com o baixo à lá Steve Harris de Lennon no talo? Ou, ainda, em “The Vampire is Me”, primeiro single do disco, com riffs poderosos da dupla Gazal e Lely?

Temos uma sonoridade oitentista, mas sem soar datada, sem graça ou que pretenda agradar apenas os saudosistas de plantão. Uso afirmar, sem receio de errar, que este é um dos melhores discos puramente NWOBHM já feitos no Brasil e, disparado, o melhor disco do gênero que ouvi este ano (seguido de perto pelo novo do Hellish War).

Guitarrista Lely Biscasse
Daniel Rock, novato na banda e desconhecido por este redator, fez seu dever de casa e foi além, pois cravou com personalidade sua voz macia na história da banda. As canções nascem e morrem nos ouvidos e você tem a certeza de que jamais outro vocalista poderia cantá-las tão bem.

“In My Eyes” traz uma faceta mais pesada da banda, mas sempre mantendo a essência: refrões grudentos, melodia e riffs secos; “Kill the Beast”, minha favorita, começa com a cozinha Gustavo e Lennon quebrando tudo e o melhor vocal de Daniel do disco, sem falar nos riffs cavalgados, deixando o terreno pronto pra bater cabeça; “Living in My World” é um prato cheio aos guitarristas, lembrando Running Wild, e é certamente onde a dupla Gazal e Lely mais “se solta”, tomando conta da música, destacando-a no conjunto da obra; ainda com destaque às guitarras, “My Reign” começa com riffs marcantes, logo invadidos pelo baixo evidenciado e vocais inspirados, com bastante nuances de variações (ouça a parte final e depois me diga se não se arrepiou).

Com "The Gloomy Night", banda volta com um dos melhores lançamentos do ano

Como todo headbanger que se preze, a banda não podia deixar de trazer uma “Balada Heavy” e esta veio em “As the Same Side”, com dedilhados altamente influenciados pelo Accept (ainda bem!), vocais nota 10 e a participação da talentosa Barbara Wegher, que coloca sua bela voz em dueto com Daniel, no momento mais bonito do disco.

Apesar de apenas 3 discos, Tailgunners já marcou seu nome na história do Metal nacional

O peso volta com “The Hunt”, outra destaque do álbum, com bons backing vocals, rapidez e, tornando-me repetitivo, ótimo refrão, sem falar que Lennon segue possuído e descarregando no baixo toda sua paixão pelo Metal. Seguem, para caminhar pro fim, “One of Them” (destaque para Daniel e a dupla de guitarras pesadas), “Fallen Tears” também te coloca a bater cabeça sem dó e, para fechar, a épica do disco, com 10 minutos exatos, “Vlad Tapes: The Impaler”, que, apesar de nesta altura o ouvinte já ter sido capturado por completo, vem mostrar, de uma vez por todas, que a banda voltou e tem muito o que ensinar para esta nova geração da música nacional, que muitas vezes ignora os pioneiros e aqueles que lutam há década pelo sonho de tocar Heavy Metal. “The Gloomy Night” é o meu disco do ano. Leu até aqui e não foi ouvir ainda? Vá e não precisa me agradecer depois.

Stay on the Road

Texto e Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


Ficha Técnica:
Banda: Tailgunners
Álbum: Gloomy Night
Ano: 2013 
País: Brasil
Tipo: Heavy Metal (NWOBHM)
Selo: Independente


Formação
Daniel Rock
Lennon Biscasse (Baixo)
Lely Biscasse (Guitarra)
Raphael Gazal (Guitarra)
Gustavo Franceschet (Bateria)



Tracklist
1 - Gloomy Night
2 - The Vampire is Me
3 - In My Eyes
4 - Kill The Beast
5 - Living in My World
6 - My Reign
7 - At The Same Side
8 - The Hunt
9 - One of Them
10 - Fallen Tears
11 - Vlad Tepes: The Impaler



Ouça o single “The Vampire is Me”


Acesse e conheça mais sobre a banda