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domingo, 23 de fevereiro de 2025

Cobertura de Show: Marco Mendoza – 07/02/2025 – House Of Legends/SP

Já passava um pouco mais das 19 horas e 50 minutos na acalorada noite de sexta-feira, dia 07 de fevereiro de 2025, quando a House of Legends abriu as portas para mais um show histórico sob a realização da Som do Darma em conjunto com a Caveira Velha Produções. Dessa vez, a lenda da noite era Marco Mendoza, o lendário baixista do Whitesnake, Journey, Thin Lizzy e Blue Murder.

Pela manhã, por volta do meio-dia e como costume dos eventos da Som do Darma, Marco participou de uma sessão de autógrafos e Meet & Great gratuito na loja London Calling, na Galeria do Rock.

Por conta de alguns imprevistos e atrasos, as portas da casa, que estavam programadas para abrir às 19 horas, passou quase uma hora do horário e abriu beirando às 20 horas. Infelizmente, o Nite Stinger, que era pra subir ao palco no horário que as portas abriram, se atrasou demais e, por conta disso, decidiu encerrar a noite fazendo um after após o show do Marco, marcado para começar a uma hora da madrugada.

Passando um pouco das 20 horas e 25 minutos, a banda paulista de Heavy Metal Urdza subiu ao palco e entregou uma performance arrebatadora, impecável e com bastante influências em bandas como Iron Maiden, Judas Priest e Megadeth, mostrando na íntegra o primeiro e mais recente lançamento, "A War With Myself". O álbum foi produzido pelo vocalista da Noturnall, Thiago Bianchi, e lançado em 16 de agosto do ano passado. 

Formada por Heitor Prado nos vocais, Hugo do Prado e Gustavo Correa nas guitarras, Igor Mota na bateria e Cid Costa no Baixo, a banda apresentou uma paulada de 10 músicas impressionantes, com destaque para a sensacional "Wrath of the God", que abriu o show com os dois pés no peito, seguidas de "Sinner or Lier", "Living in Fear", "Dark Ritual", "Damination" e a arregaçadora "Rising From The Fire". A banda entregou ao público o mais puro suco do Heavy Metal com bastante técnica e maestria, as composições são baseadas nas histórias e personagens do lendário jogo de Trade Card Game - Magic The Gathering.

Após uns 15 minutos, faltando um pouco menos para às 21 horas e 30 minutos, a banda de Hard Rock Amazing, de Brasília (DF), se arrumava para sua apresentação. Exceto pelo vocalista Matheus, que não pôde comparecer a São Paulo e foi substituído por Rod Marenna, com o auxílio do guitarrista Sir Arthur, que também assumiu os vocais desta vez, a banda se apresentou com o baixista Rod N’ Rock, o baterista Gus D e o guitarrista Fellipe Nava. Apesar dos problemas técnicos que enfrentaram no palco, eles ofereceram uma performance vibrante e repleta de energia, com um setlist que incluiu sete faixas do seu álbum de estreia, "Highway to Paradise", lançado pela Som do Darma em 19 de abril do ano passado.

A banda entrou com a pedrada "Forbidden Fruit", Sir Arthur e a banda estavam bem animados, interagiram bastante com o público local fazendo diversas piadas descontraídas sobre sexo e bebidas antes da "Sex Machine" e de "Sôber...When i Die", levando a galera à loucura. O ponto alto do show foi o cover "Lick It Up" do Kiss e a espetacular "Hard Rock Life", que encerrou a incrível festa da Amazing e sua apresentação um pouco curta, com aproximadamente uns 43 minutos, porém muito divertidíssima!

Nem mesmo passado 15 minutos do final da apresentação da Amazing, por volta das 22 horas e 45 minutos, a lenda do Hard Rock Marco Mendoza subia no palco com seu belíssimo baixo ao lado de Edu Lersch na guitarra e Arthur Schavinski na bateria, ao qual levou a galera ao delírio com a intro de "Viva la Rock". Dando segmento, "Take It to the Limit" arrancou o fôlego do público. Marco, com sua simpatia, interagiu com todos presentes contando um pouco de sua carreira. 

Antes de tocar "Sue Is on the Run", Marco fez um alerta para aqueles que voltariam para casa dirigindo, para que tomassem cuidado para não dirigir alcoolizado. As duas próximas foram "Hey Baby" e "New Directions", que foi seguida da arrebatadora "Scream and Shout", ao qual novamente agitou a galera e convidou todos a cantar em couro o refrão. Houve mais umas duas pausas com Marco interagindo de forma descontraída com o público perguntando se "hoje é sexta feira?" e dizendo "sábado vocês aguardam pra comer feijoada, certo?" Eu mesmo, que estava bem próximo do palco e brinquei com ele dizendo "feijoada e caipirinha!" Surpreso e animado, Marco me respondeu "Oh My God! Caipirinha!".

Em outro momento ele pediu a ajuda de um rodie, chamado Bruno, para apertar com uma chave o captador do seu baixo que estava prestes a soltar, dizendo "isto é o resultado de muitos anos de estrada!" Ele também disse que "Bruno é um excelente ouvinte, ele está terminando seus estudos em psicologia e será um excelente psicólogo!" Em seguida, agradeceu o roadie pelo suporte. 


Quando a galera parecia desanimada e não atendia suas expectativas, Marco fazia uma pausa e pedia que todos repetissem seus comandos com mais entusiasmo, brincando com a plateia com frases como: "Vocês estão com pouca energia?" ou "Será que estou mesmo em São Paulo?" ou ainda "Quero ouvir vocês mais alto, galera!". O show prosseguiu então com a canção "Leah", seguida de uma emocionante homenagem ao seu amigo de banda do Whitesnake, o guitarrista John Sykes, com a música "Chinatown". Marco estava levemente emocionado ao falar do amigo, que perdeu a batalha contra o câncer, mas não esmoreceu e incendiou o lugar com poderosa "Jailbreak".

Para encerrar a noite com chave de ouro e levar a House of Legends ao delírio, Rod Marenna voltou ao palco, acompanhado da lenda, para cantar "Don't Stop Believin'", "Here I Go Again", "Bad Boys", "Still of the Night", "Burn + Stormbringer" e a encantadora "Sweetest Emotions". O público, completamente envolvido, cantou cada letra em um frenesi impressionante. Assim, a apresentação da lenda chegou ao fim por volta da meia-noite e cinquenta.


Por fim, passando um pouco mais de uma hora da madrugada e com parte do público indo pra casa, a banda paulista de Hard Rock Nite Stinger subiu ao palco para uma apresentação carismática e bastante animada com sua after party. 

Formada por Jack Fraher no vocal, Bento Melo no baixo, Ivan Landgraf e Bruno Marx nas guitarras e Leandro Peixoto na bateria, a banda apresentou músicas de seu homônimo e primeiro disco, lançado em 2021 pela Animal Records aqui no Brasil, pela Steelheart Records na Europa e pela Canil Records nas plataforma digitais. A banda possui influências do Glam Metal do Mötley Crüe, Poison, Skid Row e Def Leppard. "You Want You Got It" e "Heading Out" abriram com tudo a animada apresentação, que também contou com as inéditas "Only You" e "You Knows Why", que ainda estão para serem lançadas no próximo álbum da banda. O repertório ainda trouxe "Saturday Night", que encerrou essa noite com maestria e muita agitação. 



Texto: Guilherme Freires

Fotos: Barbara Matos (Headbangers News)

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Som do Darma / Caveira Velha Produções

Mídia Press: Som do Darma


Urdza – setlist:

Wrath of God

Sign in Blood

A War With Myself

Living in Fear

Damnation

Dawn Predator

Sinner or Liar

Dark Ritual

Rising from the Fire


Amazing – setlist:

Forbidden Fruit

Let Me Be Your Lover (com Rodrigo Marenna)

Sex Machine (com Rodrigo Marenna)

Hang Up High (com Rodrigo Marenna)

Sober Up... When You Die

Lick It Up (KISS cover) (com Rodrigo Marenna)

Hard Rock Life (com Rodrigo Marenna)


Marco Mendoza – setlist:

Viva La Rock

Take It to the Limit

Sue Is on the Run

Hey Baby (Ted Nugent cover)

New Direction

Scream and Shout

Leah

Chinatown (Thin Lizzy cover)

Jailbreak (Thin Lizzy cover) (com Rodrigo Marenna)

Don't Stop Believin' (Journey cover) (com Rodrigo Marenna)

Here I Go Again (Whitesnake cover) (com Rodrigo Marenna)

Bad Boys (Whitesnake cover) (com Rodrigo Marenna)

Still of the Night (Whitesnake cover) (com Rodrigo Marenna)

Burn (Deep Purple cover) (com Rodrigo Marenna)

Bis

Sweetest Emotions

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Cobertura de show: Ron Keel – 17/05/2024 – House of Legends (SP)

 O Metal Cowboy que conquistou São Paulo!

Pela primeira vez, o lendário Ron Keel aterrissou em terras tupiniquins, trazendo dois shows exclusivos em São Paulo. A apresentação foi dividida em duas partes: um show acústico no dia 16 de maio no Malta Rock Bar e outro com sua banda solo, no dia 17 de maio no House of Legends, acompanhados pelas bandas de abertura Nite Stinger e pelo retorno triunfal do grupo Cavalo Vapor.

Na sexta-feira, 17 de maio, o bairro da Vila Madalena começou a ser invadido por cabeludos, aumentando o burburinho nas redondezas deste bairro boêmio. Uma pequena fila começou a se formar do lado de fora do House of Legends, que abriu suas portas às 21h. Aos poucos, a casa foi enchendo, criando uma atmosfera de excitação e expectativa.

A banda paulistana Nite Stinger subiu ao palco. Conhecida por suas referências ao hard rock clássico dos anos 80, em 2021 eles lançam seu primeiro álbum de estúdio, rotulado com o próprio nome da banda “Nite Stinger” e também semanas atrás eles fizeram parte do lineup do Summer Breezer 2024. 

Formado pelo gentleman Jack Fahrer (vocal), Bruno Marx (guitarra), Bento Mello (baixo, Sioux 66), Ivan Landgraf (guitarra, RF Force) e Ivan Busic (bateria, Dr. Sin, Ultraje a Rigor, Taffo, Supla e Eduardo Araújo), que não pode comparecer, passando as baquetas para o Rafael Rosa, do Sinistra, o Nite Stinger iniciou o espetáculo, às 21h30, com a energizante "You Want It, You Got It" e, em seguida, "Heading Out". O público ainda estava se acomodando, mas a energia já começava a crescer, com os fãs se soltando e se preparando para a noite que prometia ser inesquecível.

Bruno Marx agitou a galera com a música "Let It Shake", do projeto Tales From the Porn do vocalista Stevie Rachelle (Tüff), seguido por "Saturday Night" e "That Feeling", que fizeram a plateia cantar junto e aumentar a interação com a banda. A sequência continuou com "Let Me In", "Gimme Some Good Lovin" e a nova "All Night & Day", finalizando com um cover grandioso de "Danger Zone" de Kenny Loggins, que fez parte da trilha sonora do filme Top Gun. Essa performance deixou todos prontos para a próxima atração.

Com a casa mais cheia, a banda Cavalo Vapor subiu ao palco, já recebida por uma quantidade considerável de fãs ansiosos. Formada pelos irmãos Luiz e Oscar Sacoman, ao lado do vocalista Nando Fernandes (atualmente no Sinistra), a banda lançou em 1997 seu primeiro e único álbum "Greatest Little Hits", que em breve será relançado em CD e LP pela Classic Metal Records. Durante as gravações desse álbum, houve a participação especial de Sylvinha Araújo e dos irmãos Andria e Ivan Busic (Dr. Sin) nos backing vocals, além de Ian Gillan, do Deep Purple, com um solo de gaita na introdução do blues "Antes Só".

Nesta noite, Cavalo Vapor contava com Luiz Sacoman (guitarra), Rane Oliveira (vocal), JB Neto (baixo), Delfin Rolán (teclado) e Biel Astolfi (bateria). A bateria de Astolfi começou com um estrondo para "Fera Sem Ferro", seguida pela saudosa "Ainda Pode Ser". Delfin Rolán nos teclados arrepiou o público ao iniciar a clássica "Sem Escalas", fazendo a plateia cantar cada refrão com fervor. A banda estava cativando a energia do público e preparando-os para o Ron Keel.

O show seguiu com "O Rato e o Elefante Branco", "Epicentro" e "Não Tente Fazer Isso em Casa". No bis, o público clamou por mais "Epicentro", encerrando um show fantástico junto com o belíssimo vocal do Rane Oliveira e deixando todos aquecidos para a atração principal. Foi uma volta triunfal que os fãs esperam que seja definitiva.

Era a vez do Ron Keel, vocalista, guitarrista, produtor, compositor e radialista americano, iniciou sua carreira no Tennessee e se mudou para Los Angeles em 1983 com o Steeler – banda que apresentou o virtuoso guitarrista Yngwie Malmsteen para o mundo – lançando um álbum autointitulado pela Shrapnel Records. Em 1984, Ron Keel chegou a gravar uma fita demo com membros do Black Sabbath, mas o projeto não prosseguiu devido a desentendimentos com o produtor.

Após deixar a Steeler, Ron Keel formou a banda Keel, que assinou com a Gold Mountain/A&M Records. De 1984 a 1989, a banda vendeu 2 milhões de discos e teve dois álbuns produzidos por Gene Simmons, do KISS, que entraram no Hot 100 da Billboard. Em 1987, um cover da banda foi destaque no filme "Dudes". Keel se reuniu em 2008 para celebrar seu 25º aniversário, após lançar um álbum de demos inéditas em 1998.

Finalmente, chegou a vez de Ron Keel. Anunciado por Carlos Chiaroni, dono da Animal Records, Ron subiu ao palco com um visual de vaqueiro infernal e seu violão, surpreendendo a plateia ao iniciar com a balada acústica "Calm Before the Storm". A recepção foi excelente, com o público reagindo com entusiasmo à performance intimista.

Com a entrada da banda completa – Dave Cothern (guitarra), Bento Mello (baixo), Bruno Luiz (guitarra) e Gabriel Haddad (bateria) – a apresentação ganhou força com "Road Ready". A música começou lentamente e foi crescendo até explodir em um hard rock potente, com solos impressionantes de Cothern e uma energia contagiante.

A House of Legends estava fervendo. Ron tinha uma viagem no tempo preparada em sua setlist, começando com um coral convidando o público a participar de "Hard On the Other Side (Heart On the Inside)", seguida pelo riff arrebatador de "United Nations". Ron fez uma pausa para conversar com o público, agradecer a presença de todos e reconhecer os artistas que o acompanhavam. Sem muita demora, ele emendou com o cover de Patti Smith "Because the Night" e "Somebody’s Waiting", onde a plateia cantou junto até ficar sem fôlego, deixando Ron visivelmente emocionado com a participação maciça.

O show continuou com "Here Today Gone Tomorrow", onde os solos eletrizantes de Cothern foram aplaudidos fervorosamente. Depois, Ron convidou o público a entrar no túnel do tempo com um medley das músicas do Steeler: "Backseat Driver", "Rock n’ Roll Animal" e "Don’t Say You Love Me". Os fãs mais antigos ficaram emocionados com esses clássicos.

Após essa sequência nostálgica, foi a vez do guitarrista Dave Cothern brilhar com um solo impressionante, enquanto a banda se preparava para mais uma série de clássicos. O solo incluiu riffs de "Believer" (Ozzy Osbourne) e "Victim of Changes" (Judas Priest), deixando a plateia em êxtase. Com o grupo de volta ao palco, seguiram com o cover do Rose Tattoo "Rock n’ Roll Outlaw" e "I Said the Wrong Thing to the Right Girl".

Ron, com seu violão em mãos, começou a balada "Tears of Fire", descendo do palco para cantar junto ao público. Ele andou até o meio da plateia, onde estava Carlão, seu amigo, e lhe deu um abraço emocionado, criando um momento inesquecível. Ron voltou ao palco e emendou com mais um clássico do Steeler, "No Way Out", seguido pela icônica "The Right to Rock", fechando o show para os fãs old school.

Mas o público não queria deixar acabar ali. Com gritos de bis, a banda retornou ao palco e tocou "The Mob Rules" do Black Sabbath, seguida por "Serenade" e finalizando com a poderosa "Cold Day in Hell".

Ron Keel entregou uma performance de tirar o chapéu, mostrando que sua voz e carisma permanecem intactos após 40 anos de carreira. Após o show, ele e Dave Cothern atenderam aos fãs com simpatia, autografando materiais, conversando e bebendo com o público de maneira descontraída e amigável. Este show de Ron Keel foi memorável e esperamos que ele volte em breve para repetir a dose desse espetáculo mágico.


Texto: Matheus Morbus                              

Fotos: Edu Lawless / Matheus Morbus

Edição/Revisão: Gabriel Arruda

 

Realização: DNA Rock Events

Mídia Press: ASE Press

 

Nite Stinger

You Want It, You Got It

Heading Out

Let It Shake (Tales From The Porn)

Saturday Night

That Feeling

Let Me In

Gimme Some Good Lovin'

All Night and Day

Danger Zone (cover de Kenny Loggins)

 

Cavalo Vapor

Fera Sem Ferro

Ainda Pode Ser

Sem Escalas

O Rato e o Elefante Branco

Epicentro

Não Tente Fazer Isso em Casa

Epicentro (bis)

 

Ron Keel  

Calm Before the Storm (acústico)

Road Ready

Hard On the Other Side (Heart on the Inside)

United Nations

Because the Night (cover de Patti Smith)

Somebody’s Waiting

Here Today Gone Tomorrow

Backseat Driver, Rock n’ Roll Animal, Don’t Say You Love Me (Medley)

Rock n’ Roll Outlaw (cover de Rose Tattoo)

I Said the Wrong Thing to the Right Girl

Tears of Fire

No Way Out (Steeler)

The Right to Rock  

***Encore***

The Mob Rules (cover de Black Sabbath)

Serenade

Cold Day in Hell

sábado, 9 de dezembro de 2023

Cobertura de Show: Hardcore Superstar – 18/11/2023 – Carioca Club/SP

São doze discos gravados, singles e vários vídeos clipes ao longo dos anos. Esse é um breve resumo do Hardcore Superstar, banda de Hard Rock sueca, que nunca havia feito shows no Brasil e América Latina. Mas graças a produtora Dark Dimensions essa longa espera acabou, e finalmente eles estrearam em solo brasileiro em novembro último (N.T.: show era para ter acontecido em outubro).

O verão mal começou e as principais capitais tem recebido uma forte onda de calor, que bateu os 40º graus na semana que antecedeu o show em São Paulo, tanto que, por ordem política, foi determinado a distribuição de água natural em eventos ao ar livre. Os locais fechados, porém, ficaram isentos dessa regra, mas para evitar que algo de ruim acontecesse, o Carioca Club fez questão em colocar ventiladores com jato d’água para refrescar a galera.

Infelizmente, a presença de público foi abaixo do esperado, o que comprova que o gênero é destinado para um nicho específico. Porém, para quem gosta de assistir shows de forma mais reclusa,  se sentiram bem à vontade para ver os suecos e as brasileiras InluztNite Stinger, responsáveis por iniciarem os trabalhos do dia.

Devido alguns contratempos, não consegui pegar o comecinho do show da Inluzt, um dos nomes promissores do Hard Rock brasileiro. Oriunda de Ribeirão Preto e com quase meia década de atividade, o quarteto entregou uma apresentação excelente e cheia de atitude. Dentre as bandas de apoio, é a que mais se assemelha aos donos da festa em questão do som, flertando bastante com o Sleaze Rock. E falando em Sleaze, o baterista Lexxi Souza, que tocou que nem um monstro, é o que mostrou todo esse lado na parte visual; Fabz foi um herói por ter entregado toda sua energia em cima do palco quente e com pouca ventilação, chegando a pedir gelo e qualquer tipo de bebida para manter o folego até o final. Uma pessoa, em sã consciência, logo atendeu o favor – Roxx (guitarra, vulgo Nikki Sixx) e Brun (baixo) completam a formação.

Vindo direto de Curitiba e sem ter feito passagem de som, o Nite Stinger também entregou uma inolvidável performance, que teve pequenos problemas no som de início. Formado pelo vocalista Jack Fahrer, os guitarristas Bruno Marxx e Marc DeLuca – que se encaixou perfeitamente na banda –, e o baixista Bento Mello vem ganhando cada vez mais notoriedade nessa nova leva de bandas de Hard Rock que vem surgindo no país, e graças a esse reconhecimento que a banda foi escalada para tocar, ano que vem, na segunda edição do Summer Breeze Open Air Brasil.

Sempre muito carismático, Jack Fahrer mostrou toda sua pinta de ‘rockstar’, falando em inglês em determinados momentos e explicando o conceito por de trás de algumas músicas como “Let Met In” e “Gimme Some Good Lovin’”, primeiro single do até então ‘debut’  e homônimo álbum. Mas o grande destaque ficou para a nova (e esperada) “All Nite & Day”, que será lançada esse mês e que estará no próximo álbum, a ser lançado em abril do próximo ano e que tem tudo para se tornar o maior hit do gênero no Brasil. E eu posso garantir: QUE MUSICA! Originalmente, a banda conta com o lendário Ivan Busic, do Dr. Sin, na bateria. Mas sem anuncio e aviso prévio, quem comandou as baquetas foi o grande Rafael Rosa, da Sinistra.

Depois de meia hora de atraso, os donos da festa, enfim, entraram em cena para deixar o clima ainda mais quente, às 19h35. Com a capa do Abrakadabra, lançado ano passado, sendo exibida atrás do palco, Joakim Berg (vocal), Vic Zino (guitarra), Martin Sandvik (baixo) e o produtor Johan Reivén (bateria) – que vem cobrindo a ausência do Magnus Andreason – iniciou os trabalhos justamente com a faixa título do último álbum após Joakim cumprimentar todos que estavam pertinho do palco.

Quem já deve ter visto vídeos da banda tocando ao vivo sabe o quão é insano o show dos caras. E era de se esperar por intensidade, que logo se relevou nas efusivas “Electric Rider” e “Into Debauchery”, ocasionando um inesperado apagão no sistema de som, mas que não demorou muito para ser restabelecido. O ocorrido até que fez bem para o público e a banda, que estava super feliz de estar no Brasil, voltar com mais gás do que já estava no começo.

Boa parte do set abrangeu músicas do “Black Album” (não, não é do Metallica), que para muito dos fãs, é considerado o melhor da carreira e que fortaleceu o nome da banda mundialmente, e as primeiras deste clássico vieram com “Wild Boys” – onde o público acompanhou Joakim nos ‘Oh, Oh, Oh’ e ‘Yeah, Yeah, Yeah’ na melodia que antecede o final dela –, e a empolgante “My Good Reputation”. “Liberation”, do pouco lembrado “Bad Sneakers and a Pina Colada", veio na sequência.

“Aqui está mais quente que o inferno”, dize Joakim que, junto com Vic, agitaram a pequena plateia com muita adrenalina, atenuada com as calmas “Standin’ on the Verge” e “Someone Special”. 

Os apaixonados por álcool tiveram uma surpresa no final, só que antes disso acontecer, o quarteto emplacou “Last Forever”, “Moonshine” (que tem um swing contagiante) e “Bag on Your Head”, que com todo o seu peso, colocou o Carioca abaixo. 

Com a cerveja na mão de Joakim, ficou evidente que a próxima seria “Last Call for Alcohol”, maior hit da história da banda. E por ela falar justamente sobre álcool e diversão, foram distribuídos vários ‘shots’ de Whiskey (se não for me corrijam, por favor) para os que estavam bem próximos do palco.

Como a maioria deve saber, o HCSS não gosta de celebrar os domingos, deixa perfeita para mandar outro clássico, “We Don’t Celebrate Sundays”, restando três horas para virar o dia.“You Can’t Kill My Rock ‘n Roll” pôs fim no show de quase duas horas. O título, que em tradução livre significa “Você Não Pode Matar Meu Rock ‘n Roll, ganhou uma camiseta a qual o Joakim usou no show e que foi vendida no merchandising.

Um show para lá de avassalador, onde público vibrou, cantou e pulou até o último minuto, que mesmo com os problemas no início, não pararam um segundo se quer. As únicas reclamações que deixo a respeito desse show é não terem tocado “Above the Law” e “Dreamin’ in a Casket”, que foi tocada nos shows de Belo Horizonte e Curitiba. Segundo Joakim, esse show será primeiro de muitos aqui no Brasil. Espero que não demorem muito para voltar.

 

Texto: Gabriel Arruda (@gabrielarruda07)

Fotos: André Tedim (@andretedimphotography)

 

Produção: Dark Dimensions (@darkdimensionsbrasil)

Mídia Press: JZ Press (@jzpressassessoria)

 

Hardcore Superstar

Abrakadabra

Electric Rider

Into Debauchery

Wild Boys

My Good Reputation

Liberation

Standin’ on the Verge

Someone Special

Last Forever

Moonshine

Bag on Your Head

Last Call for Alcohol

***Encore***

We Don’t Celebrate Sundays

You Can’t Kill My Rock ‘n Roll