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segunda-feira, 10 de junho de 2024

Cobertura de show: Ron Keel – 17/05/2024 – House of Legends (SP)

 O Metal Cowboy que conquistou São Paulo!

Pela primeira vez, o lendário Ron Keel aterrissou em terras tupiniquins, trazendo dois shows exclusivos em São Paulo. A apresentação foi dividida em duas partes: um show acústico no dia 16 de maio no Malta Rock Bar e outro com sua banda solo, no dia 17 de maio no House of Legends, acompanhados pelas bandas de abertura Nite Stinger e pelo retorno triunfal do grupo Cavalo Vapor.

Na sexta-feira, 17 de maio, o bairro da Vila Madalena começou a ser invadido por cabeludos, aumentando o burburinho nas redondezas deste bairro boêmio. Uma pequena fila começou a se formar do lado de fora do House of Legends, que abriu suas portas às 21h. Aos poucos, a casa foi enchendo, criando uma atmosfera de excitação e expectativa.

A banda paulistana Nite Stinger subiu ao palco. Conhecida por suas referências ao hard rock clássico dos anos 80, em 2021 eles lançam seu primeiro álbum de estúdio, rotulado com o próprio nome da banda “Nite Stinger” e também semanas atrás eles fizeram parte do lineup do Summer Breezer 2024. 

Formado pelo gentleman Jack Fahrer (vocal), Bruno Marx (guitarra), Bento Mello (baixo, Sioux 66), Ivan Landgraf (guitarra, RF Force) e Ivan Busic (bateria, Dr. Sin, Ultraje a Rigor, Taffo, Supla e Eduardo Araújo), que não pode comparecer, passando as baquetas para o Rafael Rosa, do Sinistra, o Nite Stinger iniciou o espetáculo, às 21h30, com a energizante "You Want It, You Got It" e, em seguida, "Heading Out". O público ainda estava se acomodando, mas a energia já começava a crescer, com os fãs se soltando e se preparando para a noite que prometia ser inesquecível.

Bruno Marx agitou a galera com a música "Let It Shake", do projeto Tales From the Porn do vocalista Stevie Rachelle (Tüff), seguido por "Saturday Night" e "That Feeling", que fizeram a plateia cantar junto e aumentar a interação com a banda. A sequência continuou com "Let Me In", "Gimme Some Good Lovin" e a nova "All Night & Day", finalizando com um cover grandioso de "Danger Zone" de Kenny Loggins, que fez parte da trilha sonora do filme Top Gun. Essa performance deixou todos prontos para a próxima atração.

Com a casa mais cheia, a banda Cavalo Vapor subiu ao palco, já recebida por uma quantidade considerável de fãs ansiosos. Formada pelos irmãos Luiz e Oscar Sacoman, ao lado do vocalista Nando Fernandes (atualmente no Sinistra), a banda lançou em 1997 seu primeiro e único álbum "Greatest Little Hits", que em breve será relançado em CD e LP pela Classic Metal Records. Durante as gravações desse álbum, houve a participação especial de Sylvinha Araújo e dos irmãos Andria e Ivan Busic (Dr. Sin) nos backing vocals, além de Ian Gillan, do Deep Purple, com um solo de gaita na introdução do blues "Antes Só".

Nesta noite, Cavalo Vapor contava com Luiz Sacoman (guitarra), Rane Oliveira (vocal), JB Neto (baixo), Delfin Rolán (teclado) e Biel Astolfi (bateria). A bateria de Astolfi começou com um estrondo para "Fera Sem Ferro", seguida pela saudosa "Ainda Pode Ser". Delfin Rolán nos teclados arrepiou o público ao iniciar a clássica "Sem Escalas", fazendo a plateia cantar cada refrão com fervor. A banda estava cativando a energia do público e preparando-os para o Ron Keel.

O show seguiu com "O Rato e o Elefante Branco", "Epicentro" e "Não Tente Fazer Isso em Casa". No bis, o público clamou por mais "Epicentro", encerrando um show fantástico junto com o belíssimo vocal do Rane Oliveira e deixando todos aquecidos para a atração principal. Foi uma volta triunfal que os fãs esperam que seja definitiva.

Era a vez do Ron Keel, vocalista, guitarrista, produtor, compositor e radialista americano, iniciou sua carreira no Tennessee e se mudou para Los Angeles em 1983 com o Steeler – banda que apresentou o virtuoso guitarrista Yngwie Malmsteen para o mundo – lançando um álbum autointitulado pela Shrapnel Records. Em 1984, Ron Keel chegou a gravar uma fita demo com membros do Black Sabbath, mas o projeto não prosseguiu devido a desentendimentos com o produtor.

Após deixar a Steeler, Ron Keel formou a banda Keel, que assinou com a Gold Mountain/A&M Records. De 1984 a 1989, a banda vendeu 2 milhões de discos e teve dois álbuns produzidos por Gene Simmons, do KISS, que entraram no Hot 100 da Billboard. Em 1987, um cover da banda foi destaque no filme "Dudes". Keel se reuniu em 2008 para celebrar seu 25º aniversário, após lançar um álbum de demos inéditas em 1998.

Finalmente, chegou a vez de Ron Keel. Anunciado por Carlos Chiaroni, dono da Animal Records, Ron subiu ao palco com um visual de vaqueiro infernal e seu violão, surpreendendo a plateia ao iniciar com a balada acústica "Calm Before the Storm". A recepção foi excelente, com o público reagindo com entusiasmo à performance intimista.

Com a entrada da banda completa – Dave Cothern (guitarra), Bento Mello (baixo), Bruno Luiz (guitarra) e Gabriel Haddad (bateria) – a apresentação ganhou força com "Road Ready". A música começou lentamente e foi crescendo até explodir em um hard rock potente, com solos impressionantes de Cothern e uma energia contagiante.

A House of Legends estava fervendo. Ron tinha uma viagem no tempo preparada em sua setlist, começando com um coral convidando o público a participar de "Hard On the Other Side (Heart On the Inside)", seguida pelo riff arrebatador de "United Nations". Ron fez uma pausa para conversar com o público, agradecer a presença de todos e reconhecer os artistas que o acompanhavam. Sem muita demora, ele emendou com o cover de Patti Smith "Because the Night" e "Somebody’s Waiting", onde a plateia cantou junto até ficar sem fôlego, deixando Ron visivelmente emocionado com a participação maciça.

O show continuou com "Here Today Gone Tomorrow", onde os solos eletrizantes de Cothern foram aplaudidos fervorosamente. Depois, Ron convidou o público a entrar no túnel do tempo com um medley das músicas do Steeler: "Backseat Driver", "Rock n’ Roll Animal" e "Don’t Say You Love Me". Os fãs mais antigos ficaram emocionados com esses clássicos.

Após essa sequência nostálgica, foi a vez do guitarrista Dave Cothern brilhar com um solo impressionante, enquanto a banda se preparava para mais uma série de clássicos. O solo incluiu riffs de "Believer" (Ozzy Osbourne) e "Victim of Changes" (Judas Priest), deixando a plateia em êxtase. Com o grupo de volta ao palco, seguiram com o cover do Rose Tattoo "Rock n’ Roll Outlaw" e "I Said the Wrong Thing to the Right Girl".

Ron, com seu violão em mãos, começou a balada "Tears of Fire", descendo do palco para cantar junto ao público. Ele andou até o meio da plateia, onde estava Carlão, seu amigo, e lhe deu um abraço emocionado, criando um momento inesquecível. Ron voltou ao palco e emendou com mais um clássico do Steeler, "No Way Out", seguido pela icônica "The Right to Rock", fechando o show para os fãs old school.

Mas o público não queria deixar acabar ali. Com gritos de bis, a banda retornou ao palco e tocou "The Mob Rules" do Black Sabbath, seguida por "Serenade" e finalizando com a poderosa "Cold Day in Hell".

Ron Keel entregou uma performance de tirar o chapéu, mostrando que sua voz e carisma permanecem intactos após 40 anos de carreira. Após o show, ele e Dave Cothern atenderam aos fãs com simpatia, autografando materiais, conversando e bebendo com o público de maneira descontraída e amigável. Este show de Ron Keel foi memorável e esperamos que ele volte em breve para repetir a dose desse espetáculo mágico.


Texto: Matheus Morbus                              

Fotos: Edu Lawless / Matheus Morbus

Edição/Revisão: Gabriel Arruda

 

Realização: DNA Rock Events

Mídia Press: ASE Press

 

Nite Stinger

You Want It, You Got It

Heading Out

Let It Shake (Tales From The Porn)

Saturday Night

That Feeling

Let Me In

Gimme Some Good Lovin'

All Night and Day

Danger Zone (cover de Kenny Loggins)

 

Cavalo Vapor

Fera Sem Ferro

Ainda Pode Ser

Sem Escalas

O Rato e o Elefante Branco

Epicentro

Não Tente Fazer Isso em Casa

Epicentro (bis)

 

Ron Keel  

Calm Before the Storm (acústico)

Road Ready

Hard On the Other Side (Heart on the Inside)

United Nations

Because the Night (cover de Patti Smith)

Somebody’s Waiting

Here Today Gone Tomorrow

Backseat Driver, Rock n’ Roll Animal, Don’t Say You Love Me (Medley)

Rock n’ Roll Outlaw (cover de Rose Tattoo)

I Said the Wrong Thing to the Right Girl

Tears of Fire

No Way Out (Steeler)

The Right to Rock  

***Encore***

The Mob Rules (cover de Black Sabbath)

Serenade

Cold Day in Hell

domingo, 8 de junho de 2014

Entrevista: Ron Keel, o "Metal Cowboy"

 

Quem dera existisse uma máquina do tempo, para poder retornar aos anos 80 e sentir na pele como eram aqueles anos dourados do Hard/Heavy. Eram tantas bandas e artistas da época que estavam estourando que não é fácil dizer quem eram os melhores, porque havia uma infinidade de estilos (musicais e visuais) completamente diferentes.

Um desses personagens, que viveu e experimentou de perto as glórias daqueles áureos anos é Ron Keel. Conhecido pelos seus trabalhos com o Steeler e em seguida com o Keel, no qual gravou dois grandes álbuns, “The Right To Rock” e “The Final Frontier”, conquistou seu espaço dentro Heavy Metal e Hard Rock não só pela qualidade de sua música, mas também pela sua simplicidade e a atitude que tem com o público.

Neste ano de 2014, ele lançou o seu primeiro trabalho solo, sob o nome de “Metal Cowboy”, unindo o seu lado “Cowboy” com o  do Heavy Metal e Hard Rock, além de mostrar demais influências de outros gêneros no qual Ron cresceu ouvindo.

Nesta entrevista, ele fala tudo sobre o álbum "Metal Cowboy", também sobre seu passado glorioso, onde experimentou o sucesso e trabalhou com lendas como Gene Simmons e Yngwie Malmsteen.  (For English Version Clic Here)



Road to Metal: "Metal Cowboy" é o disco que marca a sua estreia como artista solo. Mas, pelo que eu imagino, não é fácil compor um álbum totalmente sozinho, muito diferente quando se tem colegas de banda ajudando, mas também, por outro lado, pode-se explorar outras influências, fazer algo mais pessoal. Gostaríamos que você falasse sobre essa experiência, de fazer um álbum solo.

Ron Keel: "Metal Cowboy" é um tipo de trabalho muito pessoal, o primeiro álbum da minha carreira que eu escrevi todas as músicas e criei um novo estilo de música que combina o meu amor pelo heavy metal com o meu coração cowboy. Eu ainda sou, como sempre na minha vida, motivado pelo desejo de fazer música e desafiar-me a criar algo especial. A música deve ser forte o suficiente para levantar-se contra as críticas, a passagem do tempo, e ir além das últimas tendências e modismos e eu acho que nós entregamos um clássico atemporal com "Metal Cowboy".


RtM: Você teve um planejamento especial antes do disco começar a ser gravado? Já vinha trabalhando as canções há algum tempo?

RK: O Keel estava em turnê na Europa em 2012, e eu estava no ônibus da turnê sentado à mesa com o meu bom amigo, o guitarrista do Keel Bryan Jay. Ele olhou e me e disse: "Você deve ser apenas o Cowboy Metal, que é o que você é." E uma luz acendeu dentro de mim quando eu percebi que ele estava realmente certo, e naquele momento eu tomei a decisão de fazer isso. Logo depois disso, eu comecei a escrever canções para o álbum, e foi como uma viagem para as partes mais profundas do meu “eu”. Eu queria ser honesto, me expressar, contar minhas histórias, mas eu também queria que os riffs fossem fortes, os vocais altos, e o som teria de captar todas essas peças da minha personalidade.

RtM: As pessoas focam mais nos discos que você gravou com o Keel, mas muitos não sabem que você tem grandes influências do Southern Rock e música Country, que são bem explícitas em "Metal Cowboy".  No seu ponto de vista, pode-se considerar que esse disco é um material importante paras os fãs que não conhecem esse seu lado mais Southern/Country e Classic Rock?

RK: Eu adoro música.  Eu cresci em uma época em que tudo era chamado apenas de Rrock & Roll, ouvindo Judas Priest e Lynyrd Skynyrd! Black Sabbath e The Eagles, de modo que este estilo é muito confortável para mim, me sinto em casa. "Metal Cowboy" é importante para mim, e eu sou muito grato aos fãs que o abraçaram e estão desfrutando desta música.


RtM: Quando eu (Gabriel Arruda) coloquei o disco pra ouvir pela primeira vez, tudo soou perfeito. A produção e as composições estão excelentes! A minha preferida, em especial, é a The Last Ride. Qual faixa e que você definiria como a mais importante desse disco? Inclusive tem um amigo seu daqui do Brasil que disse que esse é o melhor disco do ano.

RK: Obrigado, eu amo "The Last Ride" e também, é difícil pra mim escolher uma favorita, mas eu acho que ela e "My Bad" são as duas músicas que realmente capturam o que Ron Keel e "Metal Cowboy" representam! Também apreciei os elogios sobre a produção e composições. Eu queria grandes canções, não apenas músicas boas, e eu queria uma produção que soasse tão bem quanto os álbuns que eu amo ouvir, e eu acho que nós alcançamos esses objetivos com este projeto.

RtM: Ao ouvir atentamente o disco, eu percebi que ele tem praticamente de tudo: Hard, Heavy, Southern, Blues e Classic Rock. Mas o título do álbum, "Metal Cowboy", me fez ficar com certa dúvida: Esse título é para o fã ter uma ideia de como é a sonoridade do disco?

RK: Outro grande elogio, obrigado. "Metal Cowboy" é mais do que apenas o título do álbum, é quem eu sou! Mas eu acho que ele descreve a música perfeitamente em duas palavras. Talvez se nós lançarmos a versão em vinil, podemos incluir todo o título na capa: – “Hard Rockin’ Southern Country Metal Blues Cowboy” – Ha!


RtM: As músicas desse disco possuem bastante técnica, destacando a qualidade dos músicos, ainda mais sendo recheado de influências que vão desde o Hard, Heavy, Southern, Blues e Classic Rock, conforme toquei na pergunta anterior. Como foi a escolha das pessoas certas para tocarem no disco, e se você ficou satisfeito com o resultado final?

RK: Acredite, se eu não estivesse satisfeito, eu não teria lançado. Ao longo da minha carreira, eu tenho sido muito afortunado por ter trabalhado com tantos grandes músicos, como os caras do Keel, minhas bandas Iron Horse e Steeler, o projeto Saber Tiger no Japão, só com muita sorte. O mesmo é verdadeiro para "Metal Cowboy" que apresenta Mike Vanderhule(Y & T) na bateria, Frank Hannon(Tesla) na guitarra, tantos outros (a lista completa de créditos do álbum está em http://ronkeel.com),  mas é importante dizer que todos no álbum não são apenas grandes músicos ou cantores,  mas bons amigos também. Fazer um álbum é como ter uma festa, e você deseja convidar seus melhores amigos para aparecerem e comemorar com você!


RtM: O Gabriel falou de suas favoritas, e eu, Carlos, gostaria de falar de uma das minhas preferidas, a "What Would Skynyrd Do". Logo que peguei o álbum, foi a primeira música que ouvi, justamente pelo título! Gostaria que você comentasse mais sobre essa música, e sobre a influência do Lynyrd Skynyrd em sua música.

RK: Eu amo essa banda, e, em minha opinião, há dois Skynyrds, o line up clássico original e o line up atual. Eu amo ambos, mas eu sou um grande fã de seus álbuns mais recentes, dos últimos 15 anos, e eles têm uma pegada mais Hard Rock agora, bem como são capazes de escrever canções que têm fortes mensagens como "God & Guns", "Edge Of Forever", "Something To Live For". Mas minha canção vai mais além do que somente a música deles, pois o Skynyrd teve que suportar algumas das experiências mais trágicas e comoventes que a vida pode aprontar para eles, e eles ainda sobrevivem , eles continuam a trabalhar duro, eles ainda lançam grandes álbuns e fazem grandes shows, e isso tudo foi a inspiração por trás da minha canção “What Would Skynyrd do".


RtM: E se você pudesse escolher algumas pessoas para tocar em um futuro álbum, quem gostaria de ter ao seu lado em estúdio? Algumas de suas influências ou alguns de seus heróis?

RK: Eu montei o time para "Metal Cowboy" num piscar de olhos, foi uma combinação mágica de talentos. Um sonho é trabalhar com Gene Simmons mais uma vez, que produziu "The Right To Rock" e "The Final Frontier" para o Keel. Outro sonho é gravar um álbum de “Metal Cowboy” e tocar todos os instrumentos sozinho. Eu acho que seria meu testamento final.


RtM: Não podemos esquecer, é claro, da participação da sua esposa, Renee Keel, fazendo alguns backing vocals em determinadas faixas. E também do vocalista Paul Shortino, do King Kobra, fazendo dueto na música "Singers, Hookers & Thieves". Como surgiu a ideia de ter a sua esposa  participando do disco, e também de chamar o Paul Shortino?

RK: Renee é parte de tudo o que faço, e ela é a razão pela qual eu ainda estou lutando para ter sucesso e excelência. Ela é um verdadeiro espírito musical com uma grande voz e compreensão da harmonia, ela não está nas gravações só porque ela é minha esposa, ela tem seus méritos. Paul Shortino é um dos meus melhores amigos, e um dos melhores cantores do negócio, por isso foi realmente demais ter esse dueto com ele. Ele produziu meus vocais no último álbum do Keel,  "Streets Of Rock & Roll", temos uma amizade muito especial que eu estimo e ele foi matador em “Singers, Hookers & Thieves ".

RtM: Acompanhado do lançamento desse disco, você também lançou a sua auto-biografia, que leva o nome de "Even Keel - Life On The Streets Of Rock N' Roll". Como o livro ainda não foi lançado aqui no Brasil, não posso ainda dizer nada a respeito (risos). Mas para ficar com certa curiosidade, o quê os brasileiros podem esperar desse livro?

RK: O livro está sendo lançado em todo o mundo, e nós vendemos muitos deles para os fãs no Brasil. Agradeço aos fãs que o compraram e espero que eles gostem de minhas histórias e minha jornada em palavras. O livro é um relato muito honesto da minha vida, desde a infância até os dias de glória dos anos 80 para os bares de cowboy e a reunião com o Keel. Tomei uma abordagem diferente, não atingindo ninguém, exceto a mim mesmo, eu conto minha história honestamente sem bater em companheiros de banda, ex-mulheres ou ex-namoradas. O objetivo era criar um livro divertido e interessante, compartilhando as histórias que me fizeram quem eu sou.


RtM: E um pouco de história agora! Sobre os primeiros anos, com a banda Steeler. O que você pode dizer sobre a experiência com a banda, e de trabalhar ao lado de Yngwie Malmsteen também?

RK: O Steeler foi obviamente muito importante para a minha carreira, o álbum é um grande marco no Metal e com uma vida própria. Eu conto toda a história no meu livro, mais do que temos espaço  aqui,  mas foi uma experiência incrível fazer parte dessa cena de Hollywood em 1982, 1983 ...

Quanto a trabalhar com Malmsteen, tivemos nossas diferenças, mas nós compartilhamos um momento muito especial na história do Rock juntos e vamos estar sempre unidos pelo fato de que foi o seu primeiro álbum e meu primeiro álbum.


RtM: Após o fim do Steeler você formou o Keel, e trabalhou com Gene Simmons, vivendo os anos dourados do Har Rock nos anos 80, vendendo muitos álbuns, clips na MTV...Como foram esses anos para você, artística e financeiramente falando, e se você vê hoje algo que deveria ter feito de diferente e que poderia ajudar a banda a ter chegado num patamar ainda maior?

RK: Aqueles anos foram um sonho para mim, e o sucesso que tivemos me permitiu continuar a viver esse sonho por trinta anos. Para um garoto que cresceu nas ruas do lado pobre da cidade, alcançar meu objetivo de ser uma estrela do rock foi além de incrível!! É claro que haviam algumas decisões da gravadora por mim, que, provavelmente, prejudicaram nossas chances de chegar onde queríamos, mas se o álbum do Keel, o "Streets Of Rock & Roll" de 2010, fosse lançado na década de 80 eu não tenho nenhuma dúvida de que teria sido multi- platinado.


RtM: E quanto ao futuro? Já está nos planos um novo álbum do Keel? Ou quem sabe continuar em carreira solo?

RK: Eu estou em uma montanha russa, vivendo a vida com a velocidade do Rock & Roll. Vou continuar a gritar tão alto quanto eu puder, criar música, entreter as pessoas, e espero vê-los em turnê em um futuro próximo !

RtM: Ron, muito obrigado pela sua atenção, obrigado por sua música também! Este espaço final é para você enviar  sua mensagem aos fãs brasileiros, e aos fãs ao redor do mundo!

RK: Por muitos anos, o apoio dos nossos fãs no Brasil tem sido uma grande fonte de inspiração, espero que possamos visita-los, vê-los face a face, abraça-los e apertar suas mãos, e compartilhar um pouco de música e bons momentos. Obrigado por tudo que vocês me deram, Ron Keel ama vocês!!! Encontre-me em http://ronkeel.com

Entrevista: Gabriel Arruda & Carlos Garcia
Intro: Gabriel Arruda
Tradução/Revisão: Carlos Garcia
Edição: Carlos Garcia









Interview: Ron Keel - "The Metal Cowboy"



I wish there were a time machine, you can return to the 80's and feel on the skin as were those golden years of Hard/Heavy. There were so many bands and artists of the time who were bursting, that is not easy to say who were the best, because there were a multitude of styles(visual and musical) completely different.

One of those characters who lived and experienced by the glories of those golden years is Ron Keel.

Known for his work with Steeler and then with Keel, in which he recorded two great albums, "The Right To Rock" and "The Final Frontier", won his place in Heavy Metal and Hard Rock not only by the quality of his music, but also by his simplicity and the attitude he has with the public.

In 2014, he released his first solo album under the name "Metal Cowboy", joining his "Cowboy"  side with Heavy Metal and Hard Rock, plus showing other influences from other genres where Ron grew listening.


In this interview, he talks all about "Metal Cowboy" album and the glorious past, where experienced success and worked with legends like Gene Simmons and Yngwie Malmsteen.


Rtm: "Metal Cowboy" is the album that marks your debut as a solo artist. But from what I imagine is not easy to compose an album all alone, very different when you have bandmates helping , but on the other hand , can explore other influences , do something more personal. We would like you to talk about this experience, to make a solo, and what motivated you to finally record a solo album?

RK: “Metal Cowboy” is a very personal piece of work, the first album of my career that I wrote all of the songs and created a new style of music that combines my love of heavy metal with my cowboy heart. I am still – as always in my life – motivated by the desire to make music and challenge myself to create something special. Music should be strong enough to stand up against criticism, the passing of time, and go beyond the latest trends and fads and I think we’ve delivered a timeless classic with “Metal Cowboy.”



RtM: You had a special planning before the disc begins to be recorded ? Have been working on the songs for a while?

RK: KEEL was on tour in Europe in 2012, and I was on the tour bus sitting at the table with my good friend, KEEL guitarist Bryan Jay. He looked and me and said, “You should just be the Metal Cowboy – that’s who you are.” And a switch flipped inside me when I realized he was exactly right, and that moment I made the decision to do this. Soon after that, I started writing songs for the album, and it was like a journey into the deepest parts of myself – I wanted to be honest, express myself, tell my stories, but I also wanted the riffs to be strong, the vocals to scream, and the sound to capture all those pieces of my personality.

RtM: People focus more on the albums that you recorded with your band Keel , but many do not know that you have great influences of southern rock and country music, which are quite explicit in " Metal Cowboy ". In your point of view, we can consider that "Metal Cowboy" is an important material to fans who do not know this side more Southern / Country and Classic Rock ?

RK: I just love music. I grew up in a time when it was all just called rock & roll, listening to Judas Priest and Lynyrd Skynyrd – Black Sabbath and The Eagles – so this style is very comfortable for me, it feels like home. “Metal Cowboy” is important to me, and I’m very thankful the fans have embraced it and are enjoying this music.



RtM: When I put the album (Metal Cowboy) to hear for the first time, it sound perfect to me. The production and compositions are excellent! My favorite song (is Gabriel talking) in particular is "The Last Ride". What range that you define as the most important of this album ? Even have a friend of yours here in Brazil that says this is the best album of the year .

RK: Thank you, I love “The Last Ride” too – it’s hard for me to choose a favorite, but I think that one and “My Bad” are the two songs that really capture what “Metal Cowboy” and Ron Keel is all about! I also appreciate the compliments about the production and compositions – I wanted great songs, not just good songs, and I wanted production that sounds as good as the albums that I love to hear and I think we’ve achieved those goals with this project.


RtM: By listening carefully to the record, we can say it has pretty much of everything: Hard, Heavy , Southern , Blues and Classic Rock . But the title , "Metal Cowboy ", made me have some doubt, if this title is for the fans have an idea how is the sound of the album? Hard/Metal + Southern/Blues!

RK: Another great compliment, thank you. “Metal Cowboy” is more than just the album title, it’s who I am – but I think it describes the music perfectly in two words. Maybe if we release the vinyl version, we can include the entire title on the cover – “Hard Rockin’ Southern Country Metal Blues Cowboy” – Ha!



RtM: In "Metal Cowboy", we can hear the high quality of the musicians that plays on it. How was the choice of the right people to play in the album, and if you were satisfied with the end result?

RK: Trust me, if I wasn’t satisfied, I wouldn’t have released it. Throughout my career, I’ve been very fortunate to have worked with so many great musicians like the guys in KEEL, my bands IronHorse and Steeler, the Saber Tiger project in Japan, just very lucky. 

The same is true for “Metal Cowboy” which features Mike Vanderhule (Y&T) on drums, Frank Hannon (Tesla) on lead guitar, so many others – a full list of album credits is at http://ronkeel.com – but it’s important to say that everyone on the album is not only a great player or singer, but a good friend as well. Making an album is like having a party, and you want to invite your best friends to show up and celebrate with you!

RtM: Gabriel choose your favorites songs in the album, and i choose  my favorites too, and "What Would Skynyrd Do" is one of its (now, is Carlos talking!), and soon I pick the album, is the first song that I heard, just because the title! We would like that you comment more about this song, and about the Lynyrd Skynyrd’s influence in your music.

RK: I do love that band, and in my view, there are two Skynyrds – the original classic lineup, and the modern lineup. I love both, but I am a huge fan of their most recent albums from the last 15 years, and they have a real hard rock edge now, as well as being able to write songs that have strong messages like “God & Guns,” “Edge Of Forever,” “Something To Live For.” But my song is about more than their music – Skynyrd has had to endure some of the most tragic and heartbreaking experiences life can throw at them, and they still survive, they still work hard, they still deliver great albums and shows, and that was the inspiration behind my song “What Would Skynyrd Do.”



RtM: What if you could choose some people to play in a future album, who would like to have on your side in the studio? Some of your influences, or some of your heroes?

RK: I would reassemble the “Metal Cowboy” team in a heartbeat, that was a magic combination of talent. One dream is to work with Gene Simmons again, who produced “The Right To Rock” and “The Final Frontier” for KEEL. Another dream is to record a Metal Cowboy album and play all the instruments myself, I think that might be the ultimate personal statement for me.

RtM: We cannot forget, of course, the participation of your wife, Renee Keel, doing some background vocals on some tracks .And also the vocalist Paul Shortino, from King Kobra, doing a duet on the song "Singers, Hookers & Thieves". Tell us a little about this two special participations ?

RK: Renee is part of everything I do, and she is the reason I’m still striving to succeed and excel. She’s a true musical spirit with a great voice and understanding of harmony, so she’s not just on the recordings because she’s my wife, she earns her spots. Paul Shortino is one of my best friends in real life, and one of the best singers in the business, so it was a real treat to work with him on the duet. He produced my vocals on the last KEEL album “Streets Of Rock & Roll,” we have a very special friendship that I cherish and he just killed it on “Singers, Hookers & Thieves.”



RtM: Accompanied by the release of "Metal Cowboy", you also launched your autobiography, which takes its name from "Even Keel - Life On The Streets Of Rock N 'Roll ". Since the book has not been released here in Brazil , we cant’ say nothing about yet ( laughs ). But to satisfy our curiosity, tell us a little about the book, and what Brazilian fans can expect from it?

RK: The book is released worldwide, and we have sold many of them to fans in Brazil – I thank the fans who have bought it and I hope they enjoy my stories and my journey in words. The book is a very honest account of my life, from childhood through the glory days of the 80’s to the cowboy bars and the KEEL reunion. I took a little different approach, not trashing anyone except myself – I discuss my history honestly without slamming bandmates, ex-wives or ex-girlfriends. The goal was to create a book that is fun and entertaining while sharing the stories that made me who I am.


RtM: And a little of history! What about the first years, with the band Steeler. What did you can say about the experience with the band, and to work with Yngwie Malmsteen too?

RK: Steeler was obviously very important to my career, that album is a huge metal milestone with a life of its own. I tell the whole story in my book, more than we have room for here, but it was an amazing experience being a part of that Hollywood scene in 1982, 1983…

As far as working with Malmsteen, we had our differences but we shared a very special moment in rock history together and we’ll always be joined by the fact that was his first album and my first album.



RtM: After the demise of Steeler, you formed Keel, and you live some of the golden years of Hard Rock, selling many albums, the work with Gene Simmons (that produced two albums) touring around the world. How were those years for you, artistically and financially speaking, and if you see something today that should have done differently and that could help the band have reached an even higher level ?

RK: Those years were a dream come true for me, and the success we had has allowed me to continue living that dream for thirty years now. For a kid who grew up on the streets on the poor side of town, to achieve my goal of being a rock star was beyond incredible. Of course there were some decisions made – by the record company, by myself – that probably hurt our chances of getting where we wanted to go; but if the 2010 KEEL album “Streets Of Rock & Roll” had been released in the 80’s I have no doubt we would have been multi-platinum.




RtM: What about the future? Already plans to a Keel’s new album? Or maybe continue a solo career ?

RK: I am on a roller coaster, living life at the speed of rock & roll. I will continue to scream as loud as I can, create music, entertain people, and hopefully see you on tour in the near future!

RtM: Ron, thanks a lot for your attention, thanks for you music too! This final space is to you send your message to Brazilian fans, and fans around the world!

RK: For so many years now, the support of our fans in Brazil has been a huge source of inspiration – I hope that we can tour there, see you face to face, get the hugs and handshakes, and share some music and good times. Thank you for all you have given me, Ron keel loves you. Find me at http://ronkeel.com
Cheers!


Interview: Gabriel Arruda & Carlos Garcia
Intro: Gabriel
Edit/Rev: Carlos

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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Cobertura de Show: Monsters of Rock Cruise 2014 - Festa Hard/Metal!


O Monsters of Rock Cruise é um cruzeiro marítimo, com várias bandas, que faz o mesmo trajeto na região do Caribe passando pelas Bahamas, parando numa ilha, que é como se fosse uma praia, e os passageiros são levados por outro barco menor para passar o dia na praia e volta. 
Infra - estrutura
O navio desse ano mudou. O ano passado foi o Poesia e esse ano foi o Divina, que é um navio maior e cabe mais pessoas. A estrutura do navio é fantástica, tanto nas partes de locomoção, de elevadores, escadas e de ir para um lugar e outro até se acostumar. Com relação a parte gastronômica e de bebidas é toda completa, tem várias opções pra comer e beber,  algumas são pagas e outras não.


Bandas
O cast não altera muito nas edições. Eles tem esse problema de continuarem repetindo algumas bandas, por exemplo, nas últimas três edições, o Tesla e o Cinderella foram, entre aspas, as bandas mais importantes. Tirando o Tesla, que faz um show um pouco diferente, o Cinderella faz tudo igual. Faz 21 anos que o Cinderella faz o mesmo show, desde 91, 92 e 93... são as mesmas músicas e as mesmas coisas. O público americano vai mais pra curtir a balada e encontrar os amigos do que, propriamente dito, pra ver shows de bandas menores, que é aquilo que me agrada mais, de ver aquelas bandas que eu nem imaginei assistir.


Tom Kieffer (Cinderella)
O único problema é que eles são muito desorganizados! O que é tudo certo no Sweden Rock é totalmente ao contrario no Monster Of Rock Cruise. O schedules funciona da seguinte maneira: das 19:00 até às 19:20 hr, Tesla na piscina. Ai, às 19:45 hr, Quiet Riot no teatro. Mas se você gosta muito de Quiet Riot e Tesla, você começa a ver o Tesla e, quando é 19:40, você sai desse show pra ir ver outro. Ai você sai e esse show está atrasado, demora meia hora pra começar, e você perdeu o show do Cinderella. Em vez de começar às 19:00 hr, começa às 19:15 hr. Ai quando você vai ver tem outra banda tocando no mesmo horário. Eles não sabem fazer um schedules, porque eles não estão preocupados se alguém vai ver ou se não vai ver. 

O norte-americano não quer saber mais de assistir show, de olhar pro cara e de saber que música é, eles gostam só de uma ou duas músicas do show. Isso é bem básico! Dai a pessoa fala que gosta de Cinderella, mas eles vão lá só pra escutar "Nobody's Fool", "Shake Me" e "Don't Know What You Got", já está bom. O primeiro show do Cinderella foi lotado, isso é normal, mas o segundo já não tinha tanta gente. Os Die Hards, que estavam lá, foram pra assistir o show da Doro. A Doro tocou pra 100 pessoas, mas só que não tinha 100. Ai você pergunta: 'Cadê os americanos?' Estavam na piscina, bebendo, conversando, fazendo festa e DJ tocando "Welcome To The Jungle", "Shout Out The Devil" e esses tipos de coisa.

Primeiro dia (29 de março)
O primeiro dia inicia com o check-in no navio e depois entra com uma banda tocando, por exemplo, o Dangerous Toys, que toca em um bar do navio, onde tem os palcos menores. Logo depois o Eddie Trunk (apresentador do That Metal Show) anuncia e dá as boas vindas pra todo mundo. O Tesla faz o primeiro show na piscina. Só que eles tem um grande problema, eles insistem em errar os schedules das bandas muito em cima. 


Jason McMaster (Dangerous Toys)
Às vezes está acabando um show e começa outro ou, às vezes, você sai de um show pensando que vai começar o outro e não começa, atrasa. Curti vários shows nesse dia. O Killer Dwarfs acústico foi bem bacana! O Vixen era pra ter tocado nesse dia, porém foi adiado por causa da chuva. Mas teve um show que me impressionou, foi o do Winger, onde tocaram o primeiro disco inteiro. Mas teve vários outros shows nesse primeiro dia, como Tesla e Red Dragon Cartel, mas o melhor show foi realmente o do Winger.




Segundo dia (30 de março)
John Coraby



No segundo dia tivemos o show do Vixen, que havia sido adiado, mas foi muito legal. No mesmo dia teve o Cinderella, onde eles lotaram o teatro. No navio tem dois palcos grandes, que são no teatro e na piscina. Nesse dia também teve o show do Ron Keel acústico, que é um cara que eu adoro e piro no show dele. Teve também Tyketto, Autograf, Tuff; a Doro tocou nesse dia na piscina, mas não foi pra muita gente; o Loudness também, e foi um show maravilhoso com um puta set-list legal, com músicas do "Thunder In The East" e da época mais anos 80. 



Esses foram os grandes destaques nesse dia. Mas depois, nos outros dias, esses shows repetem, por exemplo, o Tesla, Mike Tramp e o John Corabi e o Frank Hannon fizeram um show acústico no teatro. O John Corabi é um cara muito talentoso! Ele merecia ter muito mais sucesso.



Terceiro dia (31 de março)
Nesse dia já começam a repetir os shows, todas as bandas tocam duas vezes. E se por acaso você não ver um show num dia, você poderá ver no outro. O Ted Poley fez um show bem legal; o Quiet Riot fez dois shows, no penúltimo dia eles tocaram no teatro e no último dia na piscina. Eu assisti só no teatro, porque no outro dia você deixa para assistir aquele show que você perdeu. Os únicos que eu assisti duas vezes foram o Tüff, Ron Keel e Doro.


Ron Keel
Último dia (01 de abril)
É aquele dia que você pensa e se dá conta que já está acabando, e você fica até um pouco mais tarde. O The London Quireboys fechou o cruzeiro fazendo show no teatro. Esse show eu só vi um pedaço, porque estava muito vazio e, nessa hora, o americano está muito mais preocupado em ficar bebendo e fazendo festa do que assistir o show. Então eles deixam essas bandas mais pro final; o Slaughter fez um puta show! O baterista Zoltan Chaney quebrou tudo de novo, ele parece um malabarista tocando. O Vixen fez um show acústico no último dia, também; e o Ron Keel fez um show no lobby do navio que foi fantástico!


Reb Beach, do Winger, detonando!

O que esperar pra 2015?
A mesma coisa, desde a primeira edição até agora, não tem o que esperar, eles vão pegar as mesmas bandas. Não vão chamar bandas grandes, são bandas médias e pequenas, com o intuito de reunir essa galera, mais "old-school", que curte essa música. Desse público, com certeza, Die Hard fans, conhecedores e pessoas que curtem mesmo esse navio é 10%, o resto vai pensando na festa, alegria, se divertir e pra beber.
Na primeira edição teve 7 brasileiros. No segundo teve uns 25 e esse ano teve uns 50, tinha uma galera muito grande de Manaus. Mas agora começou a ficar mais popular, mas a ideia é essa e todo mundo tem que curtir. Boa parte do cruzeiro é tomado por americanos e canadenses. Europeus, bastante gente da Inglaterra, Alemanha e da Suécia.


Da América Latina encontrei gente da Colômbia e Argentina (esse ano não tinha tantos), e do Peru, que só tem uma pessoa que comparece todos os anos, mas de toda a Americana Latina quem comparece mais são os brasileiros.


Akira Takasaki (Loudness)
E para os leitores do Road To Metal, caso queiram ir na próxima edição, podem me contatar. É bem provável que o ano que vem eu faça algum esquema com a organização do cruzeiro, eu já tenho com o Sweden Rock e o Kiss Cruise. É que eu não tenho contato com a organização desse navio, porque eu utilizo como passageiro. Mas no caso de eu não conseguir organizar, podem me contatar da mesma maneira porque eu posso auxiliar.
Edição/revisão: Gabriel Arruda e Carlos Garcia