domingo, 8 de junho de 2014

Entrevista: Ron Keel, o "Metal Cowboy"

 

Quem dera existisse uma máquina do tempo, para poder retornar aos anos 80 e sentir na pele como eram aqueles anos dourados do Hard/Heavy. Eram tantas bandas e artistas da época que estavam estourando que não é fácil dizer quem eram os melhores, porque havia uma infinidade de estilos (musicais e visuais) completamente diferentes.

Um desses personagens, que viveu e experimentou de perto as glórias daqueles áureos anos é Ron Keel. Conhecido pelos seus trabalhos com o Steeler e em seguida com o Keel, no qual gravou dois grandes álbuns, “The Right To Rock” e “The Final Frontier”, conquistou seu espaço dentro Heavy Metal e Hard Rock não só pela qualidade de sua música, mas também pela sua simplicidade e a atitude que tem com o público.

Neste ano de 2014, ele lançou o seu primeiro trabalho solo, sob o nome de “Metal Cowboy”, unindo o seu lado “Cowboy” com o  do Heavy Metal e Hard Rock, além de mostrar demais influências de outros gêneros no qual Ron cresceu ouvindo.

Nesta entrevista, ele fala tudo sobre o álbum "Metal Cowboy", também sobre seu passado glorioso, onde experimentou o sucesso e trabalhou com lendas como Gene Simmons e Yngwie Malmsteen.  (For English Version Clic Here)



Road to Metal: "Metal Cowboy" é o disco que marca a sua estreia como artista solo. Mas, pelo que eu imagino, não é fácil compor um álbum totalmente sozinho, muito diferente quando se tem colegas de banda ajudando, mas também, por outro lado, pode-se explorar outras influências, fazer algo mais pessoal. Gostaríamos que você falasse sobre essa experiência, de fazer um álbum solo.

Ron Keel: "Metal Cowboy" é um tipo de trabalho muito pessoal, o primeiro álbum da minha carreira que eu escrevi todas as músicas e criei um novo estilo de música que combina o meu amor pelo heavy metal com o meu coração cowboy. Eu ainda sou, como sempre na minha vida, motivado pelo desejo de fazer música e desafiar-me a criar algo especial. A música deve ser forte o suficiente para levantar-se contra as críticas, a passagem do tempo, e ir além das últimas tendências e modismos e eu acho que nós entregamos um clássico atemporal com "Metal Cowboy".


RtM: Você teve um planejamento especial antes do disco começar a ser gravado? Já vinha trabalhando as canções há algum tempo?

RK: O Keel estava em turnê na Europa em 2012, e eu estava no ônibus da turnê sentado à mesa com o meu bom amigo, o guitarrista do Keel Bryan Jay. Ele olhou e me e disse: "Você deve ser apenas o Cowboy Metal, que é o que você é." E uma luz acendeu dentro de mim quando eu percebi que ele estava realmente certo, e naquele momento eu tomei a decisão de fazer isso. Logo depois disso, eu comecei a escrever canções para o álbum, e foi como uma viagem para as partes mais profundas do meu “eu”. Eu queria ser honesto, me expressar, contar minhas histórias, mas eu também queria que os riffs fossem fortes, os vocais altos, e o som teria de captar todas essas peças da minha personalidade.

RtM: As pessoas focam mais nos discos que você gravou com o Keel, mas muitos não sabem que você tem grandes influências do Southern Rock e música Country, que são bem explícitas em "Metal Cowboy".  No seu ponto de vista, pode-se considerar que esse disco é um material importante paras os fãs que não conhecem esse seu lado mais Southern/Country e Classic Rock?

RK: Eu adoro música.  Eu cresci em uma época em que tudo era chamado apenas de Rrock & Roll, ouvindo Judas Priest e Lynyrd Skynyrd! Black Sabbath e The Eagles, de modo que este estilo é muito confortável para mim, me sinto em casa. "Metal Cowboy" é importante para mim, e eu sou muito grato aos fãs que o abraçaram e estão desfrutando desta música.


RtM: Quando eu (Gabriel Arruda) coloquei o disco pra ouvir pela primeira vez, tudo soou perfeito. A produção e as composições estão excelentes! A minha preferida, em especial, é a The Last Ride. Qual faixa e que você definiria como a mais importante desse disco? Inclusive tem um amigo seu daqui do Brasil que disse que esse é o melhor disco do ano.

RK: Obrigado, eu amo "The Last Ride" e também, é difícil pra mim escolher uma favorita, mas eu acho que ela e "My Bad" são as duas músicas que realmente capturam o que Ron Keel e "Metal Cowboy" representam! Também apreciei os elogios sobre a produção e composições. Eu queria grandes canções, não apenas músicas boas, e eu queria uma produção que soasse tão bem quanto os álbuns que eu amo ouvir, e eu acho que nós alcançamos esses objetivos com este projeto.

RtM: Ao ouvir atentamente o disco, eu percebi que ele tem praticamente de tudo: Hard, Heavy, Southern, Blues e Classic Rock. Mas o título do álbum, "Metal Cowboy", me fez ficar com certa dúvida: Esse título é para o fã ter uma ideia de como é a sonoridade do disco?

RK: Outro grande elogio, obrigado. "Metal Cowboy" é mais do que apenas o título do álbum, é quem eu sou! Mas eu acho que ele descreve a música perfeitamente em duas palavras. Talvez se nós lançarmos a versão em vinil, podemos incluir todo o título na capa: – “Hard Rockin’ Southern Country Metal Blues Cowboy” – Ha!


RtM: As músicas desse disco possuem bastante técnica, destacando a qualidade dos músicos, ainda mais sendo recheado de influências que vão desde o Hard, Heavy, Southern, Blues e Classic Rock, conforme toquei na pergunta anterior. Como foi a escolha das pessoas certas para tocarem no disco, e se você ficou satisfeito com o resultado final?

RK: Acredite, se eu não estivesse satisfeito, eu não teria lançado. Ao longo da minha carreira, eu tenho sido muito afortunado por ter trabalhado com tantos grandes músicos, como os caras do Keel, minhas bandas Iron Horse e Steeler, o projeto Saber Tiger no Japão, só com muita sorte. O mesmo é verdadeiro para "Metal Cowboy" que apresenta Mike Vanderhule(Y & T) na bateria, Frank Hannon(Tesla) na guitarra, tantos outros (a lista completa de créditos do álbum está em http://ronkeel.com),  mas é importante dizer que todos no álbum não são apenas grandes músicos ou cantores,  mas bons amigos também. Fazer um álbum é como ter uma festa, e você deseja convidar seus melhores amigos para aparecerem e comemorar com você!


RtM: O Gabriel falou de suas favoritas, e eu, Carlos, gostaria de falar de uma das minhas preferidas, a "What Would Skynyrd Do". Logo que peguei o álbum, foi a primeira música que ouvi, justamente pelo título! Gostaria que você comentasse mais sobre essa música, e sobre a influência do Lynyrd Skynyrd em sua música.

RK: Eu amo essa banda, e, em minha opinião, há dois Skynyrds, o line up clássico original e o line up atual. Eu amo ambos, mas eu sou um grande fã de seus álbuns mais recentes, dos últimos 15 anos, e eles têm uma pegada mais Hard Rock agora, bem como são capazes de escrever canções que têm fortes mensagens como "God & Guns", "Edge Of Forever", "Something To Live For". Mas minha canção vai mais além do que somente a música deles, pois o Skynyrd teve que suportar algumas das experiências mais trágicas e comoventes que a vida pode aprontar para eles, e eles ainda sobrevivem , eles continuam a trabalhar duro, eles ainda lançam grandes álbuns e fazem grandes shows, e isso tudo foi a inspiração por trás da minha canção “What Would Skynyrd do".


RtM: E se você pudesse escolher algumas pessoas para tocar em um futuro álbum, quem gostaria de ter ao seu lado em estúdio? Algumas de suas influências ou alguns de seus heróis?

RK: Eu montei o time para "Metal Cowboy" num piscar de olhos, foi uma combinação mágica de talentos. Um sonho é trabalhar com Gene Simmons mais uma vez, que produziu "The Right To Rock" e "The Final Frontier" para o Keel. Outro sonho é gravar um álbum de “Metal Cowboy” e tocar todos os instrumentos sozinho. Eu acho que seria meu testamento final.


RtM: Não podemos esquecer, é claro, da participação da sua esposa, Renee Keel, fazendo alguns backing vocals em determinadas faixas. E também do vocalista Paul Shortino, do King Kobra, fazendo dueto na música "Singers, Hookers & Thieves". Como surgiu a ideia de ter a sua esposa  participando do disco, e também de chamar o Paul Shortino?

RK: Renee é parte de tudo o que faço, e ela é a razão pela qual eu ainda estou lutando para ter sucesso e excelência. Ela é um verdadeiro espírito musical com uma grande voz e compreensão da harmonia, ela não está nas gravações só porque ela é minha esposa, ela tem seus méritos. Paul Shortino é um dos meus melhores amigos, e um dos melhores cantores do negócio, por isso foi realmente demais ter esse dueto com ele. Ele produziu meus vocais no último álbum do Keel,  "Streets Of Rock & Roll", temos uma amizade muito especial que eu estimo e ele foi matador em “Singers, Hookers & Thieves ".

RtM: Acompanhado do lançamento desse disco, você também lançou a sua auto-biografia, que leva o nome de "Even Keel - Life On The Streets Of Rock N' Roll". Como o livro ainda não foi lançado aqui no Brasil, não posso ainda dizer nada a respeito (risos). Mas para ficar com certa curiosidade, o quê os brasileiros podem esperar desse livro?

RK: O livro está sendo lançado em todo o mundo, e nós vendemos muitos deles para os fãs no Brasil. Agradeço aos fãs que o compraram e espero que eles gostem de minhas histórias e minha jornada em palavras. O livro é um relato muito honesto da minha vida, desde a infância até os dias de glória dos anos 80 para os bares de cowboy e a reunião com o Keel. Tomei uma abordagem diferente, não atingindo ninguém, exceto a mim mesmo, eu conto minha história honestamente sem bater em companheiros de banda, ex-mulheres ou ex-namoradas. O objetivo era criar um livro divertido e interessante, compartilhando as histórias que me fizeram quem eu sou.


RtM: E um pouco de história agora! Sobre os primeiros anos, com a banda Steeler. O que você pode dizer sobre a experiência com a banda, e de trabalhar ao lado de Yngwie Malmsteen também?

RK: O Steeler foi obviamente muito importante para a minha carreira, o álbum é um grande marco no Metal e com uma vida própria. Eu conto toda a história no meu livro, mais do que temos espaço  aqui,  mas foi uma experiência incrível fazer parte dessa cena de Hollywood em 1982, 1983 ...

Quanto a trabalhar com Malmsteen, tivemos nossas diferenças, mas nós compartilhamos um momento muito especial na história do Rock juntos e vamos estar sempre unidos pelo fato de que foi o seu primeiro álbum e meu primeiro álbum.


RtM: Após o fim do Steeler você formou o Keel, e trabalhou com Gene Simmons, vivendo os anos dourados do Har Rock nos anos 80, vendendo muitos álbuns, clips na MTV...Como foram esses anos para você, artística e financeiramente falando, e se você vê hoje algo que deveria ter feito de diferente e que poderia ajudar a banda a ter chegado num patamar ainda maior?

RK: Aqueles anos foram um sonho para mim, e o sucesso que tivemos me permitiu continuar a viver esse sonho por trinta anos. Para um garoto que cresceu nas ruas do lado pobre da cidade, alcançar meu objetivo de ser uma estrela do rock foi além de incrível!! É claro que haviam algumas decisões da gravadora por mim, que, provavelmente, prejudicaram nossas chances de chegar onde queríamos, mas se o álbum do Keel, o "Streets Of Rock & Roll" de 2010, fosse lançado na década de 80 eu não tenho nenhuma dúvida de que teria sido multi- platinado.


RtM: E quanto ao futuro? Já está nos planos um novo álbum do Keel? Ou quem sabe continuar em carreira solo?

RK: Eu estou em uma montanha russa, vivendo a vida com a velocidade do Rock & Roll. Vou continuar a gritar tão alto quanto eu puder, criar música, entreter as pessoas, e espero vê-los em turnê em um futuro próximo !

RtM: Ron, muito obrigado pela sua atenção, obrigado por sua música também! Este espaço final é para você enviar  sua mensagem aos fãs brasileiros, e aos fãs ao redor do mundo!

RK: Por muitos anos, o apoio dos nossos fãs no Brasil tem sido uma grande fonte de inspiração, espero que possamos visita-los, vê-los face a face, abraça-los e apertar suas mãos, e compartilhar um pouco de música e bons momentos. Obrigado por tudo que vocês me deram, Ron Keel ama vocês!!! Encontre-me em http://ronkeel.com

Entrevista: Gabriel Arruda & Carlos Garcia
Intro: Gabriel Arruda
Tradução/Revisão: Carlos Garcia
Edição: Carlos Garcia









Interview: Ron Keel - "The Metal Cowboy"



I wish there were a time machine, you can return to the 80's and feel on the skin as were those golden years of Hard/Heavy. There were so many bands and artists of the time who were bursting, that is not easy to say who were the best, because there were a multitude of styles(visual and musical) completely different.

One of those characters who lived and experienced by the glories of those golden years is Ron Keel.

Known for his work with Steeler and then with Keel, in which he recorded two great albums, "The Right To Rock" and "The Final Frontier", won his place in Heavy Metal and Hard Rock not only by the quality of his music, but also by his simplicity and the attitude he has with the public.

In 2014, he released his first solo album under the name "Metal Cowboy", joining his "Cowboy"  side with Heavy Metal and Hard Rock, plus showing other influences from other genres where Ron grew listening.


In this interview, he talks all about "Metal Cowboy" album and the glorious past, where experienced success and worked with legends like Gene Simmons and Yngwie Malmsteen.


Rtm: "Metal Cowboy" is the album that marks your debut as a solo artist. But from what I imagine is not easy to compose an album all alone, very different when you have bandmates helping , but on the other hand , can explore other influences , do something more personal. We would like you to talk about this experience, to make a solo, and what motivated you to finally record a solo album?

RK: “Metal Cowboy” is a very personal piece of work, the first album of my career that I wrote all of the songs and created a new style of music that combines my love of heavy metal with my cowboy heart. I am still – as always in my life – motivated by the desire to make music and challenge myself to create something special. Music should be strong enough to stand up against criticism, the passing of time, and go beyond the latest trends and fads and I think we’ve delivered a timeless classic with “Metal Cowboy.”



RtM: You had a special planning before the disc begins to be recorded ? Have been working on the songs for a while?

RK: KEEL was on tour in Europe in 2012, and I was on the tour bus sitting at the table with my good friend, KEEL guitarist Bryan Jay. He looked and me and said, “You should just be the Metal Cowboy – that’s who you are.” And a switch flipped inside me when I realized he was exactly right, and that moment I made the decision to do this. Soon after that, I started writing songs for the album, and it was like a journey into the deepest parts of myself – I wanted to be honest, express myself, tell my stories, but I also wanted the riffs to be strong, the vocals to scream, and the sound to capture all those pieces of my personality.

RtM: People focus more on the albums that you recorded with your band Keel , but many do not know that you have great influences of southern rock and country music, which are quite explicit in " Metal Cowboy ". In your point of view, we can consider that "Metal Cowboy" is an important material to fans who do not know this side more Southern / Country and Classic Rock ?

RK: I just love music. I grew up in a time when it was all just called rock & roll, listening to Judas Priest and Lynyrd Skynyrd – Black Sabbath and The Eagles – so this style is very comfortable for me, it feels like home. “Metal Cowboy” is important to me, and I’m very thankful the fans have embraced it and are enjoying this music.



RtM: When I put the album (Metal Cowboy) to hear for the first time, it sound perfect to me. The production and compositions are excellent! My favorite song (is Gabriel talking) in particular is "The Last Ride". What range that you define as the most important of this album ? Even have a friend of yours here in Brazil that says this is the best album of the year .

RK: Thank you, I love “The Last Ride” too – it’s hard for me to choose a favorite, but I think that one and “My Bad” are the two songs that really capture what “Metal Cowboy” and Ron Keel is all about! I also appreciate the compliments about the production and compositions – I wanted great songs, not just good songs, and I wanted production that sounds as good as the albums that I love to hear and I think we’ve achieved those goals with this project.


RtM: By listening carefully to the record, we can say it has pretty much of everything: Hard, Heavy , Southern , Blues and Classic Rock . But the title , "Metal Cowboy ", made me have some doubt, if this title is for the fans have an idea how is the sound of the album? Hard/Metal + Southern/Blues!

RK: Another great compliment, thank you. “Metal Cowboy” is more than just the album title, it’s who I am – but I think it describes the music perfectly in two words. Maybe if we release the vinyl version, we can include the entire title on the cover – “Hard Rockin’ Southern Country Metal Blues Cowboy” – Ha!



RtM: In "Metal Cowboy", we can hear the high quality of the musicians that plays on it. How was the choice of the right people to play in the album, and if you were satisfied with the end result?

RK: Trust me, if I wasn’t satisfied, I wouldn’t have released it. Throughout my career, I’ve been very fortunate to have worked with so many great musicians like the guys in KEEL, my bands IronHorse and Steeler, the Saber Tiger project in Japan, just very lucky. 

The same is true for “Metal Cowboy” which features Mike Vanderhule (Y&T) on drums, Frank Hannon (Tesla) on lead guitar, so many others – a full list of album credits is at http://ronkeel.com – but it’s important to say that everyone on the album is not only a great player or singer, but a good friend as well. Making an album is like having a party, and you want to invite your best friends to show up and celebrate with you!

RtM: Gabriel choose your favorites songs in the album, and i choose  my favorites too, and "What Would Skynyrd Do" is one of its (now, is Carlos talking!), and soon I pick the album, is the first song that I heard, just because the title! We would like that you comment more about this song, and about the Lynyrd Skynyrd’s influence in your music.

RK: I do love that band, and in my view, there are two Skynyrds – the original classic lineup, and the modern lineup. I love both, but I am a huge fan of their most recent albums from the last 15 years, and they have a real hard rock edge now, as well as being able to write songs that have strong messages like “God & Guns,” “Edge Of Forever,” “Something To Live For.” But my song is about more than their music – Skynyrd has had to endure some of the most tragic and heartbreaking experiences life can throw at them, and they still survive, they still work hard, they still deliver great albums and shows, and that was the inspiration behind my song “What Would Skynyrd Do.”



RtM: What if you could choose some people to play in a future album, who would like to have on your side in the studio? Some of your influences, or some of your heroes?

RK: I would reassemble the “Metal Cowboy” team in a heartbeat, that was a magic combination of talent. One dream is to work with Gene Simmons again, who produced “The Right To Rock” and “The Final Frontier” for KEEL. Another dream is to record a Metal Cowboy album and play all the instruments myself, I think that might be the ultimate personal statement for me.

RtM: We cannot forget, of course, the participation of your wife, Renee Keel, doing some background vocals on some tracks .And also the vocalist Paul Shortino, from King Kobra, doing a duet on the song "Singers, Hookers & Thieves". Tell us a little about this two special participations ?

RK: Renee is part of everything I do, and she is the reason I’m still striving to succeed and excel. She’s a true musical spirit with a great voice and understanding of harmony, so she’s not just on the recordings because she’s my wife, she earns her spots. Paul Shortino is one of my best friends in real life, and one of the best singers in the business, so it was a real treat to work with him on the duet. He produced my vocals on the last KEEL album “Streets Of Rock & Roll,” we have a very special friendship that I cherish and he just killed it on “Singers, Hookers & Thieves.”



RtM: Accompanied by the release of "Metal Cowboy", you also launched your autobiography, which takes its name from "Even Keel - Life On The Streets Of Rock N 'Roll ". Since the book has not been released here in Brazil , we cant’ say nothing about yet ( laughs ). But to satisfy our curiosity, tell us a little about the book, and what Brazilian fans can expect from it?

RK: The book is released worldwide, and we have sold many of them to fans in Brazil – I thank the fans who have bought it and I hope they enjoy my stories and my journey in words. The book is a very honest account of my life, from childhood through the glory days of the 80’s to the cowboy bars and the KEEL reunion. I took a little different approach, not trashing anyone except myself – I discuss my history honestly without slamming bandmates, ex-wives or ex-girlfriends. The goal was to create a book that is fun and entertaining while sharing the stories that made me who I am.


RtM: And a little of history! What about the first years, with the band Steeler. What did you can say about the experience with the band, and to work with Yngwie Malmsteen too?

RK: Steeler was obviously very important to my career, that album is a huge metal milestone with a life of its own. I tell the whole story in my book, more than we have room for here, but it was an amazing experience being a part of that Hollywood scene in 1982, 1983…

As far as working with Malmsteen, we had our differences but we shared a very special moment in rock history together and we’ll always be joined by the fact that was his first album and my first album.



RtM: After the demise of Steeler, you formed Keel, and you live some of the golden years of Hard Rock, selling many albums, the work with Gene Simmons (that produced two albums) touring around the world. How were those years for you, artistically and financially speaking, and if you see something today that should have done differently and that could help the band have reached an even higher level ?

RK: Those years were a dream come true for me, and the success we had has allowed me to continue living that dream for thirty years now. For a kid who grew up on the streets on the poor side of town, to achieve my goal of being a rock star was beyond incredible. Of course there were some decisions made – by the record company, by myself – that probably hurt our chances of getting where we wanted to go; but if the 2010 KEEL album “Streets Of Rock & Roll” had been released in the 80’s I have no doubt we would have been multi-platinum.




RtM: What about the future? Already plans to a Keel’s new album? Or maybe continue a solo career ?

RK: I am on a roller coaster, living life at the speed of rock & roll. I will continue to scream as loud as I can, create music, entertain people, and hopefully see you on tour in the near future!

RtM: Ron, thanks a lot for your attention, thanks for you music too! This final space is to you send your message to Brazilian fans, and fans around the world!

RK: For so many years now, the support of our fans in Brazil has been a huge source of inspiration – I hope that we can tour there, see you face to face, get the hugs and handshakes, and share some music and good times. Thank you for all you have given me, Ron keel loves you. Find me at http://ronkeel.com
Cheers!


Interview: Gabriel Arruda & Carlos Garcia
Intro: Gabriel
Edit/Rev: Carlos

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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Tiger: Alma 80's no Século XXI



Nos dias de hoje é normal ver bandas voltando às raízes, e mostrando em seus sons próprios toda sua inspiração, a qual vem dos anos dourados dos 80's e 70's. Os paulistanos da banda “Tiger” apostaram nisso e deu certo, num “look” vintage, total fim dos anos 70 inicio dos anos 80, e em um som que nos faz viajar totalmente nessa atmosfera, encaixando esses áureos anos nos dias de hoje.

“Hold On” nos traz os riffs mais ferozes possíveis, uma voz sensacional executada por Juliana Maciel, que emposta seu vocal com muita garra, naquele estilo Doro e Leather Leone, um coro no refrão que fica realmente na cabeça, lembrando bastante aqueles coros do Accept, ótima música de abertura. “Killers”, apesar de o nome lembrar uma música do Iron Maiden, na verdade é uma ótima música autoral. Tenho que confessar que senti um pouco de dó dos pratos usados pelos baterista  Jean “Praelli”! A guitarra solo não para desde o início, e elegi como uma das melhores do álbum.


Depois da tempestade vem a bonanza, “Like Thunder” é uma música que lembra uma balada mas sem perder o peso, tudo fica totalmente alinhado nesta música, na hora do refrão as guitarras entram em ação Gustavo Eid e Alexandre Gatti mostram que não estão no Metal para brincadeira, o peso é altamente elevado nessa faixa.


A coisa volta a ficar altamente feroz em “Queen Of The Fire”, e a banda realmente gosta de ressaltar os coros, o que vê à tona em todas as faixas. Nesta musica se nota muito o acompanhamento do baixo bem cavalgado de Lucas Abrahão, aliás, a música inteira segue uma linha bem cavalgada e interessante.

Riffs é o que não faltam na música que fecha o CD, chamada “Heroes”, a música vem repleta de solos desconcertantes e uma voz inesquecível, não poderia ser melhor para finalizar um CD, arranjos sensacionais e o mais puro Heavy Metal sendo talhado com boas mãos.


Para quem gosta de um bom Heavy Metal anos 80, o Tiger é uma bela pedida, uma das melhores bandas que ouvi nestes últimos anos com esta proposta, realmente empolgante!

Revisão/Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Tiger
Álbum: Tiger
Ano: 2014
País: Brasil
Tipo: Heavy Metal
Contato: tiger.heavymetal@gmail.com
Veja aqui vídeo com a banda ao vivo, em Várzea Paulista


Formação:
Gustavo Eid (Guitarra e vocal)
Alexandre Gatti  (Guitarra)
Jean Praelli (Bateria)
Juliana Maciel (Vocal)
Lucas Abrahão (Baixo)

Tracklist:
1 – Hold On
2 – Killers
3 – Like Thunder
4 – Queen of the Fire
5 - Heroes







terça-feira, 3 de junho de 2014

The Sirens: Três Pioneiras Vocalistas em Tour Conjunta



Hoje já é fato corriqueiro bandas com integrantes do sexo feminino no Metal, inclusive nos diversos sub-gêneros, mas anos atrás não era assim tão comum, com poucas exceções, como Doro Pesch, Leather Leone, Girlschool, e outra pioneiras, como Liv Kristine, Kari Rueslatten e Anneke Van Giersbergen, as quais marcaram uma nova era na cena metálica, com uma nova safra de bandas que surgia nos anos 90, trazendo novos ares e novos caminhos.

Liv, à frente do Theatre of Tragedy
Á frente do Theatre of Tragedy, The 3rd and the Mortal (que inspirou Tuomas Holopainen a criar o Nightwish) e The Gathering, as 3 talentosas beldades conquistaram seu espaço, e, mesmo hoje fora dessas bandas que as fizeram conhecidas mundialmente, continuam prestando excelentes serviços ao Metal e a boa música, e, claro, continuam a embelezar a cena.

The Gathering, na época do Mandylion
Agora esse trio une-se para uma tour em conjunto, batizando o evento apropriadamente de "The Sirens".
A semente do "The Sirens" surgiu quando Anneke convidou Kari para um dueto, em 2013, em música que entraria no álbum "Drive", porém acabou não sendo finalizada, mas mantiveram contato.

Após isso, Anneke encontrou Liv no festival "Masters of Rock", na República Tcheca, e o conceito de "The Sirens" nasceu!

The 3rd and the Mortal
O trio se unirá para diversos shows, inclusive festivais, em espetáculos que durarão cerca de 100 minutos, onde as três sereias, com uma banda de apoio, apresentarão músicas de suas antigas bandas (Theatre of Tragedy, The 3rd and the Mortal e The Gathering) e também de suas carreiras solo, tendo momentos em que cantarão sozinhas, em outros farão duetos e também estarão as três juntas no palco!


Realmente serão shows memoráveis, oportunidade para os fãs antigos e novos, que poderão conferir várias músicas que já podem ser consideradas clássicas, dessas pioneiras e suas respectivas bandas, que nos anos 90, tão complicados, estavam lá, mostrando que o Metal se renova a cada era, sempre surgirão novas bandas, novos talentos, e que o público para a boa música, que perdura e atravessa as gerações, sempre existirá.

Anneke
Que tenhamos a sorte dessa tour passar por aqui, e que não fique só nesta edição, e, ainda, que renda um belo DVD, ou quem sabe até um álbum de inéditas com esse maravilho trio! Alguém reclamaria?

Liv


Texto/Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação
Mais Informações:

Kari


Discografia recomendada (escolhi um trio de álbum, para combinar com o trio de sereias):

Theatre of Tragedy (Liv Kristine): "Aegis" (1998)
The 3rd and the Mortal (Kari Rueslatten): "Tears Laid in Earth" (1994)
The Gathering (Anneke Van Gierbergen): "Mandylion" (1995)






segunda-feira, 2 de junho de 2014

Hazy Hamlet: Heavy Metal Sem Frescuras!


O Hazy Hamlet é o tipo de banda que estoura seus tímpanos e arranca seu pescoço do lugar, pois a empolgação é latente e a competência é de primeira.

E passado mais de quatro anos, eis que o quarteto paranaense formado por Fábio Nakahara (baixo), Cadu Madera (bateria), Júlio Bertin (guitarra) e Arthur Migotto (vocal), lançam o sucessor de “Forging Metal” (2009), o ótimo “Full Throttle”.

E como no primeiro álbum, sua sonoridade continua intacta, bebendo na fonte do N.W.O.B.H.M. com fortes influencias de Judas Priest e Manowar. Porém o som está mais orgânico e consistente, com uma produção crua, mas limpa, que presa pelo peso, que acabou dando um ganho a mais de força nas composições.


 Refrães grudentos, riffs pesados e cavalgados, com bons solos e baixo-bateria consistente e preciso, sem contar as excelentes linhas vocais de Arthur, que mostra um timbre bem particular e fugindo dos clichês agudos, com um vocal grave e potente.

A parte gráfica do trabalho também merece destaque, trazendo novamente Odin na capa, desta vez pilotando Sleipnir em formato de moto, em uma ilustração forte e com tons variados, chamando muito atenção, mais um belo trabalho do artista Celso Mathias (Fire Strike/Azul Limão/Crys de Lira).


 Já as composições, se torna impossível não banguear ao som da faixa título, “Symphony os Steel”, “Thorium” ou “Red Baron”.

Um disco cheio de vida que irá aagradar em cheio aos fãs do estilo. Heavy Metal forte e sem frescuras esse é o Hazy Hamlet, confira sem medo!


Texto: Renato Sanson
Edição/revisão: Renato Sanson
Fotos: Divulgação


Ficha Técnica:
Banda: Hazy Hamlet
Álbum: Full Throttle
Ano: 2013
Estilo: Heavy Metal Tradicional
Gravadora: Arthorium Records


Formação:
Arthur Migotto (Vocal)
Fábio Nakahara (Baixo)
Cadu Madera (Bateria)
Júlio Bertin (Guitarra)



Tracklist:
01 Full Throttle
02 Symphony of Steel
03 A Havoc Quest
04 Vendetta
05 Jaws of Fenris
06 Odin’s Ride
07 Thorium
08 Red Baron



Acesse e conheça mais a banda:

domingo, 1 de junho de 2014

Resenha de Show - DEICIDE: Uma Noite Fria no Inferno (24/05, Largo Rui Porto - São Leopoldo/RS)


Cerca de 1200 pessoas presenciaram um evento marcante para a cena Metal do Rio Grande do Sul, que colocou a cidade de São Leopoldo/RS na lista dos locais que receberam grandes nomes do estilo.

A banda norte americana Deicide movimentou uma grande multidão de diversas partes do estado para ver o show da turnê de seu último álbum “In the Minds of Evil”, lançado no final de 2013, que chegou ao Sul através da 50° edição do Storm Festival.

O show teve início com “Homage For Satan”, seguida de uma trinca matadora de clássicos do Death Metal: sem intervalos e sem pena dos ouvidos que lá estavam, o Deicide despeja fúria e satanismo com “Dead By Dawn”, “Once Upon The Cross” e “Scars Of The Crucifixion”, que foram executadas de forma quase única e vociferadas pelos headbangers sedentos.


A banda não interage com o público tanto quanto se vê em shows de outros estilos. O que fica marcado é a vontade de submeter todos a uma dose extrema de fúria e o que veem é uma recepção não menos empolgante. Ao término de cada música, o público vociferava "DEICIDE! DEICIDE! DEICIDE!", pedindo por mais daquilo que a banda é capaz de proporcionar.

A pancadaria segue com sons do novo álbum, que notoriamente está mais "old school", em relação às composições do passado recente do grupo. A faixa título do álbum “In the Minds of Evil” e “Thou Begone” trazem baterias marcantes e riffs não menos intensos, além do poder vocal conhecido.


Após o ponto alto do show: os clássicos When Satan Rules This World” e “Serpents of the Light” atingem a todos como rochs com riffs pesados e rápidos, aliados ao vocal enfurecido do mestre Benton.


As músicas “They Are Children Of The Underworld”, “Conviction” e “Dead But Dreaming” vieram em sequência, mostrando que o Deicide sabia bem o que o público queria: peso e fúria sem intervalos. Do álbum “Legion”, “Trifixion” lembra o passado da banda.

Do novo álbum, “End The Wrath Of God” e “Beyond Salvation” remetem ao passado old school de brutal Death Metal que fez do Deicide um expoente no estilo. A pouca interação com o público permanece, mas sem comprometer o entusiamo da banda que toca “Misery Of One”.


A banda faz um intervalo e volta para um bis matador. De cara, “Kill The Christians” do clássico “Once Upon A Cross” é entoada com muita força. Para lembrar o passado glorioso, “Sacrificial Suicide”, do album de debut, lembrando o início da saga satânica do Deicide.  E “GodKill”, que apesar de ser do último disco, já pode ser considerada um clássico da banda.


Desta forma, o Deicide se despediu do público gaúcho e deixou uma chaga aberta nos pulsos de quem esteve lá para ver a história do Death Metal sendo escrita por aqui.




Texto: Felipe Pacheco
Edição/revisão: Renato Sanson
Fotos: Aline Jechow