quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Entrevista - Human Plague: Sem surpresas, é Metal Extremo na mesma linha do que fazemos desde sempre!




A Human Plague foi formada em 2011 em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, onde há uma cena prolifica dentro do Metal, revelando bandas de diversas vertentes e o quinteto entrega um Death Metal inspirado nos pilares do estilo.

Com um EP e um álbum no currículo, a banda prepara agora o lançamento do esperado segundo full-lenght, "Tombs of Thought", o qual já está em fase final e promete uma banda que traz uma evolução natural, mas fazendo o que se propôs desde o início: Metal Extremo!

Confira a seguir a entrevista com a banda, representada pelo vocalista Cássio Lemos.



RtM: Após um período de pausa, a Human Plague retornou às atividades, lançando single, fazendo shows e já com um novo disco, "Tombs of Thought", quase finalizado. Como foi o processo de composição e gravação desse trabalho de retorno?
Cássio Lemos: Não tivemos exatamente um período de pausa da banda, mas houve sim um momento confuso, com o início da pandemia juntamente com uma forte mudança na formação, em que ficamos sem guitarrista. 

Logo aconteceu a entrada do Léguas, mas estávamos todos afastados em isolamento. Começamos a compor material novo remotamente, cada um contribuindo com ideias. Com o retorno dos ensaios presenciais, passamos a fazer composições em estúdio. 

Também tivemos músicas que foram praticamente compostas inteiramente por algum dos integrantes e que fizemos o refinamento em ensaio. Com a volta do Portela, as composições ficaram ainda mais dinâmicas principalmente em relação ao trabalho de guitarras devido às possibilidades de arranjos com duas guitarras.



RtM: E são músicas compostas mais recentemente e com o atual line-up?
CL: Em geral, esse disco tem músicas de épocas bem variadas, desde o início da banda (uma das músicas foi a segunda composição feita, de 2011/12), da época da pandemia, até materiais mais recentes feitos totalmente pela formação atual. 

Isso vale também para as letras, que fora escritas por meio de processos distintos, seja por apenas um, seja passando por sugestões de outros.
A gravação, mix e master ficou à cargo do Fantom Group, estúdio aqui de Santa Maria.


RtM: E em qual etapa está o album? Vocês já tem uma previsão de lançamento, ou não querem apressar o processo, aguardam um momento oportuno? 
CL: O novo álbum, “Tombs of Thought”, está com a mix e master prontas. Estamos fazendo a finalização da arte da capa e encarte, preparando para o lançamento físico, e enquanto isso estamos com o planejamento de lançamentos de singles e clipes para divulgação do material. Temos uma ideia de data, mas ainda não está fechada 100%. 



RtM: Conte-nos um pouco sobre o conceito e letras por trás do novo álbum? Há alguma temática central que permeia as faixas?
CL: O disco não é conceitual no sentido de ter uma espécie de história sendo contada ao longo dele, mas segue as temáticas abordadas pela banda, como pessimismo, niilismo, misantropia, ceticismo, desesperança... A mente humana atormentada e sepultada perante sua insignificância.



RtM: E quanto à sonoridade: os fãs podem esperar algo mais próximo do material anterior da banda, ou houveram algumas mudanças novas sonoras nesse novo disco?
CL: Não tem nada forçadamente pensado em mudanças, mas acredito que há uma evolução natural. Como foi dito anteriormente, tem materiais de vários períodos diferentes, então há composições bem diferentes entre si, mas que se encaixam muito bem no todo do disco. 

É um álbum de Death Metal que apresenta passagens com influências do Black e do Thrash, algumas melodias bem marcantes e algumas partes bem extremas também.


RtM: Existe alguma surpresa ou elemento inesperado nesse novo trabalho que vocês gostariam de destacar? Participações especiais, mudanças de afinação, novos timbres?
CL: Sem surpresas, é Metal Extremo na mesma linha do que fazemos desde sempre!



RtM: Sobre os shows mais recentes, como foi dividir o palco com a banda Left to Die em Porto Alegre, ainda mais sabendo que ela conta com ex-integrantes da lendária banda Death, uma referência histórica para o estilo e também para vocês?
CL: Foi uma honra! Os caras foram (e são) influência pra todo um gênero, e a Human Plague faz parte desse legado. Além de ter a oportunidade de curtir o showzaço deles, apresentando os maiores clássicos do início da banda, ainda tivemos o prazer de trocar uma ideia com os caras, que são verdadeiras lendas do metal!


RtM: Na visão de vocês, como está o cenário atual do Death Metal, tanto no Brasil quanto fora? Vocês veem um renascimento, uma estagnação ou uma reinvenção do estilo?
CL: Tem muita coisa boa rolando. Uns anos atrás aconteceu uma espécie de nova onda de death metal old school, com uma porrada de banda surgindo com o som totalmente calcado no início do gênero, e várias delas seguem firmes com ótimos lançamentos. E temos também as bandas clássicas que seguem na ativa com materiais de extrema qualidade. 

Há uma continuidade, seja com bandas mais antigas ou com bandas novas, mas não necessariamente uma reinvenção ou renascimento, mas também não é algo que fica sempre na mesma, a ponto de estar estagnado. É como se fosse uma corrente de motosserra que nunca parou e segue arrebentando tudo que tiver no caminho, como sempre foi!

O Brasil sempre teve uma ótima cena do death metal, e nos últimos tempos isso não tem sido diferente. Várias bandas lançando materiais de muita qualidade, fazendo turnês, produzindo merch...


RtM:Quais bandas vocês consideram fundamentais na forja do Death Metal como o conhecemos hoje? Existe alguma influência que talvez os fãs não esperem ouvir em vocês?
CL: Desde o surgimento do gênero, temos várias vertentes com diferentes características e influências, e isso é normal em qualquer subgênero da música em geral. No death metal podemos ter bandas que focam seja em velocidade, técnica, peso, agressividade, atmosfera, entre outras possíveis abordagens. Entre as bandas que são pilares do gênero, podemos falar de Death, Cannibal Corpse, Deicide, Morbid Angel, Obituary, Bolt Thrower, Dismember, Hypocrisy, entre diversas outras. 

Também há as bandas que não são de death metal mas que ajudaram a criar o gênero, seja influenciando outras bandas ou com lançamentos que ficam em uma fronteira entre estilos, como Sodom, Slayer, Sepultura, entre outras. Bandas mais recentes também são de grande importância para o gênero, e como influência para a banda também. E é bem fácil de achar algumas referências a outras vertentes, como black e thrash metal, e até elementos vindos do heavy metal mais tradicional também.


RtM: Além do novo disco, a banda já tem algum plano para turnês e buscar atingir um público em nível nacional, e claro, também lá fora?
CL: Como ficamos focados no processo de gravação, ficamos um bom tempo sem ensaiar. Agora retomamos essa rotina nos preparando para os shows de divulgação do lançamento do "Tombs of Thought."

A ideia é sempre apresentar nosso trabalho pra novos públicos e espalhar a praga por aí. Temos algumas datas já marcadas dentro do estado mesmo, mas conforme for, sempre há a possibilidade de tocar em outros estados também. 


RtM: E vocês planejam também alguns videoclipes e lançamentos físicos como vinil ou cassete?
CL: O primeiro single, “Heretic”, foi lançado com um clipe, disponível no YouTube. Temos planos de lançar mais singles com clipes. Sobre o lançamento físico, a gente sempre prezou por fazer os CDs da melhor forma possível. 

No EP “Marching Through the Fields of Desolation” e no álbum “Harvest of Hate”, fizemos de forma independente. No “Tombs of Thought” estamos buscando parcerias de selos para o lançamento. Isso pode incluir outros formatos além do CD, como vinil ou cassete, mas ainda não temos nada certo sobre isso.


RtM: Para quem está conhecendo a Human Plague agora ou para os fãs antigos, que mensagem vocês gostariam de deixar nesse novo momento da banda e com o novo álbum em iminência de ser lançado?
CL:Estamos trabalhando intensamente para entregar um grande trabalho de death metal, e esperamos que o público fique tão satisfeito quanto nós em relação a esse novo álbum! Agradecemos o apoio de todos ao longo dessa caminhada. Nos encontramos pelo underground! 

Entrevista: Caco Garcia 
Fotos: Arquivos da Banda 

Human Plague é:
Cássio Lemos: Vocais
Rafael Léguas: Guitarras
Bruno Portela: Guitarras
Emiliano Cassol: Baixo 
Carlos Armani: Bateria





Blades of Steel: Fechando e Abrindo Ciclos



O recém lançado single e vídeo "Riders of The Night", que traz Prika Amaral como convidada, marcou também o último registro da formação que gravou a música, encerrando um ciclo e iniciando um novo na BLADES OF STEEL.


No último final de semana, em um anúncio formal através das suas redes sociais, a banda paulistana revelou que Mirella Caramelo era a nova guitarrista da banda, dando sequência ao comunicado da saída de Rafael Romanelli no dia anterior.

 
Rafael também é conhecido pelo LIVING METAL, LEATHERFACES, e principalmente, ZUMBIS DO ESPAÇO, e fez parte desde que a BLADES OF STEEL nasceu em 2022 como um membro "informal". 

Além de participar na composição do álbum homônimo lançado no começo do presente ano, Rafael também esteve por trás dos desenhos envolvendo o álbum e os singles.

Mesmo assim, ele continuará atuando em outras atividades que não envolvem a presença no palco.


Quanto a nova e talentosa guitarrista, seus 16 anos de idade não excluem o fato de que a mesma já possui experiência no instrumento, sendo inclusive artista contratada de empresas como a Norris Imports, sem mencionar também que a sua inclusão também significa uma leva de novas ideias que podem moldar o futuro da BLADES OF STEEL, junto à sua dedicação.

Mirella falou sobre a suas expectativas: "Minha expectativa é evoluir muito como guitarrista, porque estou tocando ao lado de músicos muito talentosos.
É incrível tocar em uma banda, no qual o som é exatamente o estilo de música que eu gosto 
Estou extremamente feliz pela oportunidade de entrar nessa banda incrível, e também muito ansiosa pelo futuro!!" 
 
Ato contínuo, com a saída do baterista Bruno Carbonato em comunicado feito no mês passado via redes sociais, Lucas Balera foi anunciado neste último final de semana como o substituto nas baquetas da Blades.


Ex-AJNA, Lucas "traz técnica, energia e personalidade para somar à força da nossa banda. Sua chegada marca um novo capítulo na trajetória da BLADES OF STEEL", comentou a líder Yara Haag.

Yara também falou ao Road sobre suas expectativas nesse novo ciclo:

"Minhas expectativas são as melhores possíveis. É muito bom ter sangue novo na banda! A Mirella, por ser nova, desperta em mim um sentimento de admiração e, ao mesmo tempo, de proteção. Quero apoiá-la em tudo que estiver ao meu alcance e espero que essa seja uma grande oportunidade para ela crescer.

O Lucas é um excelente baterista e já chegou com vontade de somar, trazendo energia e movimento para o grupo. E o mais incrível é que, além desse time talentoso, ainda vamos contar com o Rafael na composição — o que certamente vai enriquecer ainda mais nosso som.

Acredito de verdade que a banda está entrando em uma nova fase e tem tudo para crescer ainda mais."
 
Sendo assim, uma nova era para a Blades se inicia. Para ficar por dentro das novidades, siga o perfil da banda nas redes sociais: @bladesofsteel.band


Texto: Bruno França
Edição e Revisão: Caco Garcia 
Fotos: Arquivos da Banda 





terça-feira, 5 de agosto de 2025

Cobertura de Show: Stryper – 27/07/2025 – Vip Station/SP

No último dia 27 de julho, a casa de shows Vip Station, em São Paulo, foi palco de um evento marcante para os fãs de metal cristão. As bandas Bride, Narnia e Stryper se apresentaram em uma noite repleta de energia, mensagens inspiradoras e clássicos do gênero. O evento, que atraiu um público fiel e entusiasmado, destacou a força do rock pesado com temáticas de fé e superação. Cada banda apresentou seu estilo próprio, iniciando com o peso cru do Bride, passando pela melodia épica do Narnia, e culminando com a performance dos veteranos do Stryper. Apesar de um pequeno atraso na abertura da casa, o evento ocorreu conforme o cronograma e proporcionou momentos memoráveis que reforçaram o legado dessas bandas no cenário musical.

O Bride abriu a noite com uma performance intensa e nostálgica, reafirmando seu status como ícone do metal cristão. O setlist incluiu faixas poderosas como “Rattlesnake”, que estabeleceu o tom energético da apresentação, e “Would You Die for Me”, cuja letra provocativa e riffs pesados incendiaram o público. Dale Thompson manteve os vocais rasgados e viscerais que marcaram a identidade da banda nas décadas de 1980 e 1990. Seu irmão, Troy Thompson, despejou riffs eletrizantes e empatia com o público ao vestir uma camisa da seleção brasileira, além disso, na bateria tivemos o Alexandre Aposan, que já integrou a banda Oficina G3. Outros destaques incluíram “Beast” e “Million Miles”, que mantiveram o ritmo intenso, além de “Everybody Knows My Name” e “Scarecrow”, que adicionaram familiaridade e carisma ao repertório. O ápice da apresentação foi a execução de “Heroes”, tocada ao vivo pela primeira vez desde 1989, criando um momento emocional com forte conexão com os fãs. Com cerca de 40 minutos de duração, o show do Bride levantou o público e demonstrou que a banda ainda é tão querida quanto os headliners da noite.




O Narnia apresentou uma proposta mais épica e melódica, com um setlist que combinou sucessos consagrados e novidades. A banda sueca subiu ao palco exibindo uma bandeira do Brasil, enquanto o vocalista Christian Liljegren vestia uma camiseta da seleção brasileira, gesto que foi bem recebido pelo público. A apresentação começou com “Rebel”, faixa enérgica que animou a plateia desde os primeiros acordes, seguida de “No More Shadows From the Past”, com riffs pesados e mensagens de superação. “You Are the Air That I Breathe” trouxe um momento mais introspectivo, com vocais suaves e uma melodia cativante que contrastou com o peso das músicas anteriores. As faixas “MNFST” e “Ocean Wide” — esta última uma estreia ao vivo — mostraram que a banda continua fiel à sua essência, mesclando elementos modernos ao clássico power metal.

Dentre os momentos mais marcantes do show, destaca-se a execução de “Long Live the King”, que teve o último coro cantado em português, gerando uma conexão imediata com o público brasileiro. A apresentação foi encerrada com “I Still Believe” e “Living Water”, deixando uma sensação de unidade e inspiração. As mensagens de fé e perseverança ressoaram fortemente com os presentes, e a combinação entre o novo e o familiar fez do Narnia a ponte perfeita entre o peso inicial e o clímax da noite.





Por fim, o Stryper encerrou o evento com uma performance magistral, reafirmando seu status como lenda do metal cristão. A formação atual da banda conta com Michael Sweet (vocal e guitarra), Robert Sweet (bateria), Perry Richardson (baixo) e Howie Simon (guitarra), substituindo Oz Fox, que enfrenta problemas de saúde. O show teve início com “In God We Trust” e “Revelation”, dois hinos que fizeram o público cantar em uníssono e erguer os punhos. Em seguida, “Calling on You” e “Free” mantiveram o entusiasmo da plateia, com riffs cativantes e mensagens edificantes. As faixas “Sorry” e “All for One” trouxeram momentos de emoção, com a banda interagindo diretamente com os fãs e criando um ambiente de comunhão e nostalgia.

Apesar da energia dominante, o Stryper enfrentou um contratempo técnico durante a execução de “No More Hell to Pay”, que precisou ser interrompida devido a problemas de som. A banda lidou com a situação com profissionalismo, reiniciando a música poucos minutos depois. A sequência com “More Than a Man” e “The Valley” recuperou rapidamente a vibração positiva. “Yahweh” e “Surrender” deram continuidade ao clima espiritual do show, com solos de guitarra precisos e vocais potentes, reforçando o bom momento vivido pela banda.

O encerramento foi triunfal. “Soldiers Under Command” eletrizou o público, preparando o terreno para o bis, que contou com “Sing-Along Song” e “To Hell With the Devil”. Os clássicos encerraram a noite com força, conduzindo a plateia a cantar em coro, criando uma atmosfera de comunhão que ecoou por toda a casa. O show do Stryper não apenas celebrou seu extenso repertório, mas também reafirmou sua mensagem de fé e união. De forma geral, o evento foi um sucesso, comprovando que o metal cristão continua vivo, relevante e em sintonia com seu público. 

"Dedico esta resenha a Frederico Batalha, jornalista e assessor esportivo, falecido em 16 de julho, e grande admirador da banda Stryper."


Texto: Marcelo Gomes 


Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: Venus Concerts



Bride – setlist:

Rattlesnake

Would You Die for Me

Beast

Million Miles

Everybody Knows My Name

Scarecrow

Psychedelic Super Jesus

Heroes


Narnia – setlist:

Rebel

No More Shadows From the Past

You Are the Air That I Breathe

MNFST

Ocean Wide 

Long Live the King 

I Still Believe

Living Water


Stryper – setlist:

In God We Trust

Revelation

Calling on You

Free

Sorry

All for One

Always There for You

Divider

No Rest for the Wicked

No More Hell to Pay 

More Than a Man

The Valley

Yahweh

Surrender

Soldiers Under Command

Sing-Along Song

To Hell With the Devil

terça-feira, 29 de julho de 2025

Cobertura de Show: Edu Falaschi – 05/07/2025 – Tokio Marine Hall/SP

Em clima de muita nostalgia, Edu Falaschi trouxe novamente a São Paulo, no último dia 5 de julho, o show da Temple of Shadows In Concert, celebrando 20 anos do aclamado Temple of Shadows, do Angra. Junto com ele, o renomado vocalista norueguês Roy Khan relembrou sua bem-sucedida passagem pelo Kamelot, tocando boa parte do incrível The Black Halo. 

O clima nostálgico estava no ar, pois seriam executados 2 dos grandes álbuns que estavam completando seus 20 anos, ano em que o Heavy Metal Progressivo estava em alta entre os fãs do estilo. Se notava isso pela enorme quantidade de faz usando camisetas do Angra e do Kamelot, antigas bandas dos dois vocalistas principais da noite. 

A abertura dessa noite mágica ficou por conta da banda baiana de metal Auro Control. O primeiro trabalho da banda, The Harp, foi lançado em maio de 2024 e contou com participações de peso, como Aquiles Priester e Jeff Scott Soto. A banda fez uma apresentação curta, com apenas cinco músicas, que foram muito bem executadas, apesar de algumas falhas técnicas, que voltariam a se repetir no show seguinte. 

Mesmo com o público ainda chegando ao Tokio Marine, eles conseguiram esquentar a galera para o que ainda estava por vir. Um show curto, direto ao ponto, que com certeza rendeu novos fãs para a banda.

Logo em seguida, tivemos o show da Noturnall, que já nos primeiros momentos demonstrou muita personalidade e experiência de palco. Infelizmente, a banda enfrentou sérios problemas técnicos, que voltaram a acontecer com mais intensidade. Logo no início, o vocalista Thiago Bianchi teve dificuldades com o microfone, chegando a precisar trocar o equipamento em alguns momentos.

Esses contratempos acabaram impactando diretamente o setlist, que precisou ser reduzido e adaptado com improvisos. Ainda assim, a banda se manteve firme, contando com o carisma e a bagagem de Thiago para manter o público conectado.

Vale também destacar o guitarrista Guilherme Torres, novo integrante da banda, que mesmo sendo jovem demonstrou grande maturidade ao lidar com os problemas que, infelizmente, recaíram sobre ele.

No final, a banda mostrou carisma e bom humor para lidar com a situação, e o público reconheceu o esforço com muitos aplausos e gritos de apoio. Apesar das dificuldades, foi uma apresentação marcante, que deixou a galera ainda mais animada para o que viria nessa noite especial em São Paulo.

Quando os músicos da ORQUESTRA SINFÔNICA JOVEM DE ARTUR NOGUEIRA começaram a se posicionar no palco, já era possível perceber que estávamos prestes a presenciar uma noite muito especial.

Eis que surge Roy Khan, abrindo o show com a poderosa “When the Lights Are Down”. Já nas primeiras estrofes, ficou claro o quanto sua voz continua impactante e como o tempo longe dos palcos parece ter feito bem ao vocalista. Vale lembrar que Edu Falaschi foi o principal responsável por essa nova fase da carreira de Roy - incentivando-o a lançar-se em carreira solo -, e São Paulo foi a cidade escolhida para esse recomeço.

Roy esteve impecável nas sete músicas escolhidas para compor o setlist, todas retiradas do aclamado álbum The Black Halo. O mais impressionante foi ouvi-las ao vivo com acompanhamento orquestral, o que deu um peso e uma grandiosidade ainda maiores ao show. A orquestra, regida pelo maestro Adriano Machado, teve papel fundamental nessa atmosfera épica. Também é preciso destacar a excelente performance da banda brasileira Maestrick, que acompanhou Roy durante todo o espetáculo, executando com maestria - fazendo jus ao nome da banda - cada canção do Kamelot. Mencionamos aqui os vocais de apoio de Juliana Rossi e do vocalista do Maestrick, Fabio Caldeira, que brilharam especialmente em diversos momentos da apresentação. 

Os arranjos orquestrais para “Moonlight”, “Soul Society” e “The Haunting (Somewhere in Time)” foram de tirar o fôlego – com destaque para essa última, que contou com a participação da versátil vocalista Adrienne Cowan, que também se apresentaria mais tarde com Edu Falaschi. Adrienne interpretou com perfeição as partes originalmente cantadas por Simone Simons (Epica).

O show seguiu com os belíssimos duetos de Adrienne e Roy em “Abandoned”, “Memento Mori” e, para fechar com chave de ouro, “March of Mephisto”. Essa última evidenciou por que Adrienne é considerada uma das vocalistas mais versáteis do heavy metal atual, executando com maestria os vocais guturais originalmente gravados por Shagrath, da banda de black metal sinfônico Dimmu Borgir. Nessa música, tivemos ainda a participação especial do guitarrista brasileiro Bill Hudson.

Roy Khan prometeu e cumpriu. Escolheu a dedo o repertório para entregar exatamente aquilo que os fãs desejavam ouvir. O show só reforçou que ele é um artista completo, pronto para desbravar sua carreira solo, assim como Edu fez em 2017 ao revisitar seu legado no Angra. Que Roy não se esqueça de nós, fãs brasileiros, nas próximas turnês que certamente virão.


22h30 em ponto, a Orquestra Sinfônica Jovem de Artur Nogueira, juntamente com seu maestro Adriano Machado, volta ao palco e se posiciona. As luzes se apagam e a introdução "Deus le Volt" anuncia o início do show e do disco Temple of Shadows.

Logo em seguida, com a empolgante "Spread Your Fire", Edu surge no palco e o Tokio Marine Hall vem abaixo. "Glorious" é cantada em uníssono por todos os fãs no refrão, como se estivessem lavando a alma. "Angels and Demons" dá sequência à catarse nostálgica e mostra que Edu está na sua melhor fase vocal – muitas críticas negativas e problemas com a voz no passado cairam por terra.


Em "Waiting Silence", Edu coloca o lugar inteiro para pular. Os excelentes arranjos para orquestra, executados sob a regência de Adriano Machado, caíram perfeitos na balada "Wishing Well".

O primeiro convidado – e um dos mais esperados da noite – sobe ao palco na apoteótica "Temple of Hate": Mr. Kai Hansen, o "inventor do Power Metal", como o próprio Edu o apresentou.


O que incomodou parte do público foi o fato de Kai ter ficado preso a um canto do palco, lendo a letra em quase toda a música. Alguns comentaram que parecia um karaokê. Como sua participação foi curta, muitos acharam que ele poderia, ao menos, ter decorado a letra. Puxões de orelha à parte, a presença de um ícone como ele numa noite tão emblemática foi a cereja do bolo.


A apresentação seguiu com a maravilhosa "Shadow Hunter", em que se notou certa dificuldade do guitarrista Victor Franco nas partes de violão: muitas notas não saíram e os dedilhados soaram atravessados e fora do tempo. Talvez pela falta de experiência com violão, nervosismo (ele está na banda há apenas quatro meses), ou ambos. Ainda assim, Edu brilha, mostrando uma voz poderosa e empolgante aos 53 anos.

"No Pain for the Dead", uma das músicas mais bonitas de toda a carreira de Edu e do Angra, contou com a participação de Adrienne Cowan, que interpretou as partes originalmente gravadas por Sabine Edelsbacher. Foi um dos momentos mais emocionantes da noite. Adrienne colocou sentimento e técnica nas partes solo, mostrando 100% de profissionalismo com toda a letra decorada. Ela permaneceu no palco para cantar as partes de Hansi Kürsch em "Winds of Destination".


Mais uma vez, "Sprouts of Time" teve problemas técnicos nas partes de violão, com notas que insistiam em não sair, mas isso não tirou o brilho dessa música incrível. A sequência continuou com "Morning Star", que teve pequenos desencontros de andamento entre os músicos, prontamente corrigidos pela competência da banda.

O disco se encerra com a emocionante "Late Redemption", em que Edu convida o público a cantar as partes originalmente gravadas por Milton Nascimento. Um lindo coro tomou conta do Tokio Marine, um grande acerto de Edu.

Temple of Shadows finalizado, Edu apresenta sua nova era com “The Ancestry”, do excelente disco solo Vera Cruz. Infelizmente, a música ainda é pouco conhecida entre os presentes, que estavam lá principalmente para celebrar o álbum lançado há 20 anos.

Um dos momentos mais surpreendentes do show foi a execução de "Bleeding Heart", música originalmente composta para o Angra, que foi regravada em português pela banda de forró Calcinha Preta. Edu cantou alguns trechos da versão nordestina em português, que foi entoada em alto e bom som pelo público.

Durante uma pausa no show, Edu agradeceu aos fãs que vieram de várias partes do mundo para assistir à apresentação – Japão, Guatemala, Chile, Estados Unidos, Argentina e Peru –, mostrando que esse foi realmente um show lendário.

Na hora de apresentar Pegasus Fantasy, Edu fez uma pegadinha com o público: “Vamos tocar uma música nova para vocês. Sempre bom tocar música nova ao vivo.” Quando a introdução começou, o público veio abaixo. Para quem não sabe, essa é a música de abertura do anime japonês Cavaleiros do Zodíaco, na qual Edu é a voz da versão brasileira.

Perto do final, não poderiam faltar os clássicos "Rebirth" e "Nova Era", hinos absolutos da fase de Edu no Angra.


A maior surpresa ficou para o encerramento: Edu chamou todos os convidados para tocar um clássico do Heavy Metal mundial: "I Want Out", do Helloween. Subiram ao palco Kai Hansen, Adrienne Cowan, Roy Khan e o próprio Edu nos vocais. Bill Hudson também retornou para dividir as guitarras com Kai, Diogo Mafra e Victor Franco.

Edu Falaschi levou o Tokio Marine Hall de volta à era de ouro do Power Metal no Brasil. Uma noite que ficará para sempre na memória dos fãs. Foi uma verdadeira viagem no tempo até 2005, com certeza.




Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: Live Stage / Agência Artistica 

Press: TRM Press


Edu Falaschi – setlist: 

Spread Your Fire

Angels and Demons

Waiting Silence

Wishing Well

The Temple of Hate (com Kai Hansen)

The Shadow Hunter

No Pain for the Dead (com Adrienne Cowan)

Winds of Destination (com Adrienne Cowan)

Sprouts of Time

Morning Star

Late Redemption

The Ancestry

Bleeding Heart

Pegasus Fantasy

Bis

Rebirth

Nova Era

I Want Out (com Roy Khan, Kai Hansen, Adrienne Cowan, Bill Hudson)

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Cobertura de Show: Angra (RockFun Fest) – 13/07/2025 – Viaduto do Chá/SP

Na noite do Dia Mundial do Rock, 13 de julho, o Angra mostrou por que é um dos nomes mais respeitados do metal brasileiro. A banda subiu ao palco montado em frente ao imponente Theatro Municipal de São Paulo para uma apresentação gratuita, como parte do Rockfun Fest — um evento que, com entrada livre, vem consolidando sua importância na cena musical da cidade. Mas essa noite tinha um peso especial: foi a penúltima apresentação do Angra na capital antes de um hiato por tempo indeterminado. A despedida oficial dos palcos em São Paulo está marcada para 3 de agosto. Sabendo disso, o público lotou a Praça Ramos de Azevedo com a energia de quem sabe que está vendo a história acontecer.

Com sua formação atual — Fabio Lione (vocal), Rafael Bittencourt (guitarra), Marcelo Barbosa (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria) — o Angra entregou um setlist de respeito, equilibrando clássicos e músicas da fase mais recente da banda. A abertura com “Nothing to Say” foi explosiva; seu riff icônico já levantou o público, enquanto Rafael Bittencourt e Marcelo Barbosa duelavam nas guitarras com uma sincronia impecável, e Fabio Lione, com sua voz potente, conduzia o público com maestria.

Em seguida, "Millennium Sun" chegou com suas belas melodias, lembrando-nos o início dos anos 2000, quando a banda renasceu com o Edu Falaschi nos vocais. Com Felipe Andreoli à frente do palco, era hora de “Tide of Changes”, faixa do álbum Cycles of Pain, trabalho mais recente da banda. Com uma pegada mais progressiva, a canção trouxe um clima maior de introspecção para os fãs, que acompanhavam atentamente a performance da banda.

A seguir, a celebração dos 20 anos do disco Temple of Shadows, que faz parte dessa turnê de despedida. Nem precisa dizer muito sobre o álbum — é como chover no molhado falar de uma obra que é apreciada por 10 entre cada 10 fãs do estilo. A energia de "Spread Your Fire", uma das faixas mais rápidas do repertório, incendiou o público e mostrou que a banda vive um excelente momento. Impressiona a precisão dos músicos diante de tamanha velocidade. Não foi diferente em “Angels and Demons”, que reforçou a química afiada entre Valverde e Andreoli. Infelizmente, por conta de ser um festival, o disco não foi tocado na íntegra, como vem sendo feito na turnê. Fecharam essa parte com “Late Redemption”, anunciada como a preferida do vocalista. O público foi um show à parte: cantou maravilhosamente alto as partes em português, originalmente gravadas pelo cantor Milton Nascimento.

Com a recepção calorosa do público, Fabio Lione se empolgou e decidiu testar as habilidades dos presentes com praticamente um solo de vocal. Com a aprovação do vocalista, anunciaram a emblemática “Rebirth”. Nem precisa dizer que o lugar veio abaixo, mostrando a força do Angra. “Angels Cry”, sem anúncio, foi tocada em seguida, e mais uma vez o público se entregou completamente, cantando cada verso como se estivesse se despedindo de velhos amigos, encerrando com emoção esse momento épico.

No bis, a dobradinha “Carry On/Nova Era” foi simplesmente apoteótica. Clássicos absolutos, essas faixas fecharam o set não apenas revisitando os primórdios do Angra, mas também servindo como um lembrete poético do legado da banda. Certamente, um momento que será lembrado por muito tempo.

Vale destacar que essa apresentação no Rockfun Fest não foi apenas mais uma data na agenda: foi a penúltima vez que o Angra pisaria nos palcos de São Paulo, com a despedida marcada para 3 de agosto, anunciando um hiato por tempo indeterminado. Essa sombra de fim iminente adicionou um peso emocional extra ao show, transformando cada nota em um adeus temporário. Com uma formação tão coesa, o Angra provou mais uma vez porque conquistou fãs ao redor do globo, deixando todos ansiosos pelo que virá após o hiato — e esperançosos de que essa pausa seja apenas o prelúdio para um retorno ainda mais grandioso. 


Texto: Marcelo Gomes


Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: RockFun Fest


Angra – setlist:

Nothing to Say

Millennium Sun

Tide of Changes - Part I

Tide of Changes - Part II

Spread Your Fire

Angels and Demons

Waiting Silence

Late Redemption

Rebirth

Angels Cry

Carry On/Nova Era

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Entrevista - Vox Mortem: Thrash Metal forte e direto, como deve ser.

 



- Olá Leone e Esaú. Obrigado pela sua gentileza em nos atender. Parabéns pelo lançamento do álbum “Duality”, pois o material ficou de primeira... Como você pode descrever o trabalho na composição deste tipo de sonoridade?

Esaú: Olá, agradeço a oportunidade de comentar sobre o trabalho. Bom, podemos dizer que Duality apresenta uma maturidade alcançada no som do Vox Mortem, hoje podemos dizer q achamos definitivamente a formula Vox Mortem de soar, o disco está coeso, as musicas estão bem distintas dentro da proposta que é fazer um Thrash Metal forte e direto, procurei usar o melhor das minhas influencias musicais da forma que individualmente penso como compositor e vi nitidamente que meus companheiros também tiveram isso como prioridade e isso na minha opinião contribuiu pra solidificar o disco e faze-lo soar como Vox Mortem.



-  Público e crítica tem apresentado dificuldade de assimilar de imediato a proposta desse álbum?

Leone: Usamos este disco para explorar novos horizontes, tanto musicalmente quanto nas temáticas de nossas letras. Como o nome do álbum diz, exploramos a dualidade e as múltiplas interpretações que podem existir tanto do nosso som – que é thrash metal com influências de vários outros estilos, do death metal ao hardcore – quanto nas temáticas de nossas letras. 

É natural, e esperado, que, ao aumentarmos a complexidade e a pluralidade, muitas ideias não sejam absorvidas de imediato. Mas não há mistério: a maioria das músicas usa a fé e a religiosidade como ferramenta metafórica para falar dos desafios cotidianos dos seres humanos: ser um trabalhador subjugado, não estar nem à direita nem à esquerda, mas embaixo dos poderosos, nossa hipocrisia em propagar fé enquanto buscamos hedonismo, o quanto somos autocentrados e encaramos altruísmo como ingenuidade, e muitas outras ideias.



- Existem planos para o lançamento de “Duality” através da MS Metal Records, atual gravadora de vocês, no formato físico? 

Leone: Sim, o lançamento físico já esta em trabalho de impressão



- Adorei o fato de trabalharem com o inglês, mas isso não pode vir a atrapalhar vocês no mercado nacional?

Esaú: Então, nos trabalhos anteriores tivemos composições em português as quais gostamos muito, Duality teve ideias de letras em português também, só que compartilhamos da opinião de que devemos fazer o que a música pede, chegamos até a gravar uma versão em português de uma musica do Duality, ao final achamos que a musica ficou boa nas duas versões mas se saiu melhor em inglês, ficou guardada a versão em português para um lançamento futuro (é uma surpresa rs). 

Quanto ao mercado nacional, acredito que muitas pessoas que ouvem metal hoje conseguem entender basicamente do que fala uma letra ao lerem mesmo estando em inglês, claro, importante dizer q não desistimos de compor na nossa língua, pode ter certeza que virão composições em português ainda.



- Como estão rolando os shows em suporte ao disco? A aceitação está sendo positiva?

Leone: Estamos em fase de montagem do nosso novo show e começaremos a divulgar o álbum a partir de 24 de agosto, no tradicional evento Aliança Negra no Rio de Janeiro. 



- Quem assinou a capa do CD? Qual a intenção dela e como ela se conecta com o título?

Esaú: Criei o conceito artistico da capa, nós, seres humanos fatalmente precisamos lidar com as dualidades que permeam nossas vidas, apesar que pessoalmente acho que nem sempre tudo é uma dualidade admito que há coisas que são, a capa pode representar a vida e a morte, como tambem o conceito figurativo do mal e do bem que habita em cada um de nós, conecta-se tambem com o que fala a letra da música, do “apagar fogo com acido” (fazer o mal acreditando que se faz o bem), do “se apegar a paz divertido-se com corpos multilados”, são versos da letra.



- “Duality” foi todo produzido pela banda, confere? Foi satisfatório seguirem por este caminho?

Esaú: Nós sempre trabalhamos muito unidos em tudo que fazemos, como uma familia mesmo, o disco principalmente não foi diferente, temos o Marco Anvito do Hicsos que nos ajuda muito na produção, é um co-produtor, é um amigo querido e um cara que é da nossa familia, isso nos da liberdade de conversar e propor sempre as coisas sem nenhum tipo de amarra e total liberdade, esse ponto tem nos deixado muito satisfeitos com o resultado final da produção.



- Imagino que já estejam trabalhando em novas composições. Se sim, como está se dando o processo e como ele está soando?

Esaú: As composições no Vox Mortem fluem como a agua de um rio (hahahahah), tenho várias ideias e riffs já prontos esperando serem concretizados, como em Duality da pra perceber, flertamos muitas vezes com o death metal pq temos muita influencia dele, então nunca abandonaremos o Thrash Metal, nossa essência, mas virão sempre passagens e coisas de death metal ainda mais nos lançamentos futuros, somando as ideias de meus companheiros pode ter certeza que a tendencia é estarmos mais viscerais e as musicas estarem cada vez mais soando como o Rafael diz no inicio dos nossos shows: semeando o caos e a desordem hahahahah 



- Novamente parabéns pelo trabalho e vida longa ao VOX MORTEM...  

Leone e Esaú: Mais uma vez agradecemos muito a oportunidade e Salve Metal!!!