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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Cobertura de Show: Bangers Open Air – 25/04/2026 – Memorial da América Latina/SP

[ATUALIZADO]

O Brasil sempre teve uma forte tradição em grandes festivais de rock. Desde 1985, o Rock in Rio –ainda ativo – ajudou a impulsionar eventos como Hollywood Rock e Monsters of Rock. Esses festivais abriram caminho para outros, como Lollapalooza Brasil e Best of Blues and Rock, consolidando o país como um dos principais polos de eventos musicais da América Latina.

Apesar da relevância desses festivais e da presença constante de grandes atrações (ainda que nem todas agradem a todos os públicos), existia uma lacuna quanto a um festival totalmente dedicado ao heavy metal. Em sua quarta edição, o Bangers Open Air destacou-se novamente nos dias 25 e 26 de abril, oferecendo mais de 12 horas de música pesada, com bandas nacionais e internacionais distribuídas em quatro palcos bem estruturados, com excelente qualidade de som.

Novamente realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo, o festival, como nas três edições anteriores, proporcionou não só espetáculos memoráveis, mas também o reencontro de amigos, a formação de novas amizades e a realização de negócios que fortalecem cada vez mais a cena e abrem novos capítulos para o futuro que nos aguarda. Um exemplo disso foi a presença de Thomas Jensen, criador do Wacken Open Air, maior festival de metal do planeta, e que esteve presente nos dois dias circulando a todo momento pelo recinto.

A estrutura e o aspecto visual foram mantidos, com leves ajustes que aprimoraram o que já era bom, além da presença do forte calor, que já se tornou garantida em todas as edições. 


ENTRE FILAS QUILOMÉTRICAS E SOMBRAS SETENTISTAS, LUCIFER HIPNOTIZA NO SUN STAGE

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

O primeiro dia, 25, apresentou variações entre os subgêneros. Diferente das outras vezes, em que eu sempre me dirigia aos palcos Hot ou Ice, desta vez a minha primeira parada foi o Sun Stage, que nesta edição inaugurou uma área VIP, onde o lado oculto da Alemanha me chamava. Só por essas palavras, já dá para saber que estamos falando do Lucifer, banda que vem obtendo uma ascensão muito forte nos últimos anos.

Nesta terceira passagem pelo país, a banda, que agora conta com nova formação, conseguiu dar uma leve esfriada no calor com seu som amedrontador, mas que também tem um lado mais intenso graças à influência do hard rock setentista. Johanna Sadonis, vocalista e líder da banda, mostrou-se mais comunicativa e empática do que na última vez – e, ao que parece, o divórcio com Nick Anderson, ex-baterista da banda, fez bem a ela.

Infelizmente, muitos não não conseguiram entrar no Memorial para vê-los, pois a fila para entrar era quilométrica, ocasionando atraso e diversas reclamações. Quem entrou, teve a sorte de curtir " Riding Reaper", " At The Mortuary " e " California Son", além de um cover de "Goin’ Blind", do Kiss, e da já clássica " Fallen Angel", do último álbum, que encerrou a apresentação, sem exageros, magistral.


EVERGREY LEVA RIFFS MATADORES E EMOÇÃO AO HOT STAGE

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

Rumo aos palcos principais, ainda deu tempo de pegar um pouco dos momentos finais do Korzus, que vive uma nova fase com a entrada dos guitarristas Jean Patton (ex-Project46) e Jessica Di Falchi (ex-Crypta) – esta última, inclusive, nem era nascida quando a banda foi fundada, em 1983. Vale também um parabéns à organização: pela primeira vez, uma banda brasileira abriu um dos palcos principais, e não poderia ser outra senão uma tão importante quanto o Korzus, que em breve lançará novo álbum, depois de doze anos.

Sem muita demora, foi a vez de conferir, no Hot, os suecos do Evergrey. A expectativa era grande para vê-los, já que, na primeira edição – ainda sob o nome de Summer Breeze Brasil –, a banda havia tocado apenas para o público que comprou o ingresso com acesso à área VIP, onde atualmente fica o palco Waves Stage. Dessa vez, o grupo pôde mostrar um pouco de suas ótimas composições para um público mais amplo.

Apesar de serem rotulados como prog metal, vejo que o quinteto fura a bolha e quebra protocolos do estilo, geralmente marcado pela alta complexidade. Não que o grupo de Gotemburgo não seja, pois quem é fã sabe bem que a banda experimenta de tudo um pouco, indo do death metal ao hard rock e até mesmo flertando um pouco com o pop.

A princípio, achei que o público não daria muita atenção, mas logo na abertura com Falling From the Sun – uma escolha perfeita para iniciar o show – essa impressão caiu por terra. O set ainda contou com as clássicas Call Out the Dark e King of Errors, que agradaram aos presentes e fizeram a felicidade dos fãs, já que ambas são consideradas verdadeiros hinos. O que se viu foi um grupo com sangue nos olhos, despejando riffs matadores e linhas vocais melódicas conduzidas pelo competente Tom S. Englund.


A ESTREIA TRIUNFAL DO FEUERSCHWANZ NO BRASIL

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

Ainda à tarde, o Ice trouxe uma estreia em terras brasileiras e uma grata surpresa, algo que já é de praxe em todas as edições do festival. Escalado inicialmente para tocar no Sun Stage, mas, devido ao cancelamento do Fear Factory às vésperas do evento, o Feuerschwanz – sim, é meio difícil de pronunciar o nome – mostrou, sem desmerecer as outras bandas, que realmente não era uma banda para o palco Sun.

Com visual viking e um som que mistura folk com power metal, os alemães não demoraram a conquistar o público, que se divertiu durante as doze músicas apresentadas. A maior parte do repertório veio dos trabalhos mais recentes, Knightclub e Fegefeuer, mas ainda houve espaço para um inusitado cover de Dragostea Din Tei, que aqui no Brasil ficou famosa na versão do Latino, e que ajudou a tornar o show ainda mais divertido.

Merecem destaque também os músicos, especialmente a violista Johanna von der Vögelweide, que não parava um segundo no palco; os vocalistas Hauptmann Feuerschwanz e Prinz R. Hodenherz, que demonstraram excelente entrosamento vocal; e as simpáticas Mieze Myu e Mieze Musch-Musch, que realizaram um ótimo trabalho de performance.

Fica a torcida para que eles voltem o mais breve possível, pois, pelo tempo em que estão na ativa – desde 2004 –, já mereciam uma vinda ao Brasil. A despedida foi ao som de “Gangnam Style”, do cantor coreano PSY, encerrando o show com uma dose de humor. 


ENTRE O PESO E A PRECISÃO, JINJER TRANSFORMA O CALOR DO BANGERS OPEN AIR 2026 EM INTENSIDADE PURA!

Texto: Michelle F. Santana

Fotos: Edu Lawless

O show do Jinjer carregava um peso especial e a banda fez jus à expectativa. Às 15h20 em ponto, em plena tarde, sob um sol de quase 30 °C incidindo diretamente sobre o palco, o grupo subiu a um dos palcos principais, Hot Stage do Bangers Open Air e entregou uma performance tão técnica quanto visceral. Formada em 2009, na Ucrânia, a banda se consolidou no metal moderno com uma sonoridade que mescla metalcore, groove e elementos progressivos. Parte da turnê do álbum “Duél” (2025), o setlist foi majoritariamente focado nas faixas mais recentes, mas soube equilibrar bem com clássicos que funcionam ao vivo como poucos: “Vortex”, “Disclosure”, “Teacher, Teacher!” e “I Speak Astronomy”.

A sintonia entre os integrantes é evidente, mas a presença de palco fica a cargo de Tatiana Shmayluk, que sustenta esse protagonismo com naturalidade. Vestida com um vestido rosa e corset vermelho, sua estética delicada e romântica,  contrasta diretamente com o peso do som e talvez seja justamente aí que mora parte do impacto. Alternando vocais limpos e guturais com impressionante controle, ela mantém interação constante com o público: dança, manda corações e conduz a plateia com segurança. Em um momento leve, brinca antes de “Pieces” ao dizer que se tratava de uma música inédita, arrancando risos e preparando o terreno para um coro potente de um público já completamente envolvido.

Enquanto isso, os demais integrantes seguem mais contidos, com visual simples, mas longe de passarem despercebidos, especialmente o baixista Eugene Kostyuk, que sustenta presença firme em cada linha. Ao final, ainda há espaço para um gesto direto e humano de Tatiana: “thank you for being so strong in the sun” (“obrigada por serem fortes sob o sol”). E foi exatamente isso que o show exigiu: resistência em meio ao calor intenso, entrega e conexão.

Em cerca de uma hora, a apresentação passou rápido e deixou um gostinho claro de quero mais. Mais do que técnica, o Jinjer entregou uma experiência que permanece daquelas que ficam no corpo e na memória.


KILLSWITCH ENGAGE TRANSFORMA O BANGERS OPEN AIR EM CAMPO DE GUERRA!

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

Assim como o Jinjer, que não poupou brutalidade no palco Ice, o Killswitch Engage seguiu na mesma linha e, mais uma vez, não decepcionou, entregando um show ainda melhor do que o da segunda edição de 2024. Um grande número de fãs prestigiou um repertório matador, que incluiu pedradas como Fixation on the Darkness, In Due Time, The End of Heartache e My Curse – esta última, o maior hit da banda e um dos hinos do metalcore.

Também impressiona a adrenalina dos músicos. O guitarrista Adam Dutkiewicz surgiu como se estivesse pronto para uma maratona: o visual – camiseta regata, bermuda dry-fit, faixa rosa na cabeça e a bandeira do Brasil como capa –  explicava bem isso. Já Jesse Leach é aquele vocalista com “sangue nos olhos”, que canta como se estivesse encarando cada pessoa da plateia. Essa atitude, que também demonstra carinho, ficou evidente em My Last Serenade, quando ele desceu do palco para sentir de perto a vibração de quem estava na grade do lounge, antes de encerrar com o cover de Holy Diver, do Dio.

PESO, REPRESENTATIVIDADE E CONEXÃO: CRYPTA REAFIRMA SUA FORÇA

Texto: Michelle F. Santana

Fotos: Marcos Hermes

No Sun Stage do Bangers Open Air, às 17h20 em ponto, a Crypta entregou um show que reforça porque é uma das bandas mais respeitadas do death metal nacional e cada vez mais reconhecida fora do Brasil. Com uma atmosfera densa, mas ao mesmo tempo acolhedora, o público chamou atenção pela diversidade: crianças, idosos, mulheres e homens dividindo espaço em um ambiente de respeito e troca genuína. Mesmo com bandas maiores tocando simultaneamente, como Black Label Society no palco principal, a Crypta reuniu uma audiência expressiva e engajada. O setlist focou no álbum Shades of Sorrow (2023), mas também abriu espaço para momentos marcantes com faixas como “Death Arcana” e “Under the Black Wings”, do Echoes of the SouL (2021), garantindo conexão imediata com os fãs.

No palco, Fernanda Lira conduz tudo com segurança e presença. Seu vocal se mantém impecável ao vivo, enquanto o baixo é executado com naturalidade e peso, acompanhado de expressões faciais performática, as famosas caretas que já se tornaram sua marca registrada. A banda, agora com a guitarrista solo Victoria Villareal, mostra coesão e entrega. 

O mosh refletia exatamente o espírito da plateia: intenso, mas respeitoso, com pessoas se ajudando e participando juntas, independentemente de idade ou gênero. Caminhando para o final da apresentação, Fernanda perguntou ao público se ainda dava tempo para uma “mais uma rápida”. A resposta veio imediata, em coro, e assim a banda iniciou um de seus grandes sucessos, “Starvation”, do álbum Echoes of the Soul (2021), levando a plateia a um dos momentos mais intensos do show. Ao final, Fernanda agradeceu diversas vezes ao público, destacando a importância de fortalecer o metal nacional e reconhecendo quem escolheu estar ali. Mais do que um bom show, a Crypta reafirma seu papel em uma cena ainda marcada por barreiras  e preconceitos, provando, na prática, que qualidade e representatividade feminina caminham lado a lado.


ZAKK WYLDE TRANSFORMA O FESTIVAL EM TERRITÓRIO DO BLACK LABEL SOCIETY

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

Quem ficou entre os palcos Hot e Ice presenciou shows de tirar o fôlego – era preciso preparo físico para aguentar as pauladas que vieram pela frente. Encerrando a dobradinha americana iniciada pelo Killswitch Engage, o Black Label Society reuniu não só fãs de Zakk Wylde, líder da banda, mas também artistas que tocaram naquele dia e no seguinte, como integrantes do Lucifer, Rafael Bittencourt (Angra), Jimmy London (Matanza Ritual) e Paulo Xisto Jr. (Sepultura), em uma das apresentações mais aguardadas do dia. Já era hora de a banda tocar para um público mais amplo no Brasil, já que a única vez que isso aconteceu foi em sua primeira visita ao país, em 2008, ao lado de Korn e do saudoso Ozzy Osbourne, no então Palestra Itália (hoje Allianz Parque).

Quando se fala em Black Label Society, é inevitável pensar em Zakk Wylde. Sua presença, como esperado, foi reverenciada – assim como cada riff e solo que saía de sua guitarra estilizada, para o delírio de muitos que estavam vestidos coletes com o tradicional crânio do logo da banda.

Infelizmente, não foi possível contemplar grandes momentos de todos os álbuns da discografia. Ficou a expectativa – minha e dos fãs – de que a abertura fosse com New Religion, do ótimo Shot to Hell (2006). Ainda assim, Funeral Bell, do The Blessed Hellride (2003), abriu os trabalhos. Name in Blood, Destroy & Conquer, A Love Unreal e Heart of Darkness destacaram os lançamentos mais recentes da banda – bons trabalhos, embora muitos sentissem falta de algo do 1919 Eternal (2002), considerado um de seus melhores disco.

Por ter sido guitarrista de Ozzy Osbourne, Zakk prestou sua primeira homenagem ao Madman com uma versão mais estendida e repleta de fritação de No More Tears. O clima seguiu emocionante com a clássica In This River, executada ao piano – uma declaração de amor ao seu melhor amigo, Dimebag Darrell (ex-Pantera), que também passou a homenagear seu irmão, Vinnie Paul, após sua morte em 2018. Nada mais justo do que exibir a imagem dos dois no telão durante a música.

The Blessed Hellride apareceu em uma versão mais pesada do que a de estúdio, que tem uma pegada mais limpa. Set You Free, do ótimo Doom Crew Inc. (2021), levantou o público e preparou o terreno para a dobradinha do álbum Mafia (2004), favorito dos fãs, com Fire It Up e Suicide Messiah.

Já na reta final, o telão exibiu a imagem do eterno Ozzy Osbourne, falecido em julho do ano passado. Só isso já indicava que a próxima seria “Ozzy’s Song”, presente no recém-lançado Engines of Demolition (2026). Muitos ainda não a conheciam, o que resultou em reações emocionadas. O encerramento veio com a clássica Stillborn, consolidando o Black Label Society como um dos grandes destaques do dia.


ENTRE MARES, MITOS E EMOÇÃO: SEVEN SPIRES CRIA UM REFÚGIO INTIMISTA

Texto: Michelle F. Santana

Fotos: Edu Lawless

Às 18h40 do primeiro dia de Bangers Open Air, o Seven Spires subiu ao palco Waves e transformou o espaço em algo raro dentro de um festival: um ambiente íntimo, quase teatral, onde cada nota parecia contar uma história. Formada em 2013, em Boston, a banda construiu sua identidade misturando metal sinfônico, power metal e elementos do metal extremo, criando narrativas densas e cinematográficas . A abertura com “Songs Upon Wine-Stained Tongues” já mergulhou o público nesse universo, evocando paisagens que lembram aventuras marítimas e fantasias épicas,  uma trilha sonora que facilmente dialoga com o imaginário de quem cresceu assistindo histórias como Piratas do Caribe. Desde os primeiros minutos, os fãs estavam completamente imersos, acompanhando cada passagem com entusiasmo e emoção visível.

No centro de tudo, Adrienne Cowan se impôs como uma força magnética, dona de uma versatilidade impressionante, ela transitou entre voz limpa, lírico e gutural com precisão e sentimento, reforçando porque é considerada uma das vozes mais promissoras do metal atual. Atualmente, Adrienne também realiza um trabalho elogiado ao lado de Tobias Sammet no Avantasia e de Roy Khan, ex-Kamelot, algo que reforça ainda mais a dimensão do seu talento e presença dentro do metal atual. Já o guitarrista Jack Kosto surge como um verdadeiro espetáculo à parte, entregando solos marcantes e técnica impressionante, elevando ainda mais a intensidade da apresentação.


Adrienne tem uma performance que carrega elementos do teatro musical, criando a sensação de uma personagem mítica, quase uma "sereia", conduzindo o público por essa jornada. A conexão era imediata: entre interações carinhosas e constantes elogios à plateia (“You’re amazing!”), Adrienne demonstrava uma entrega genuína que se refletia no público, visivelmente emocionado. O baixista Peter de Reyna também reforçou essa proximidade, lembrando que a presença da banda ali era resultado direto do apoio dos fãs brasileiros.

Com um repertório que passeou por diferentes fases da carreira, incluindo faixas de Solveig (2017), Emerald Seas (2020), Gods of Debauchery (2021) e A Fortress Called Home (2024). O show equilibrou técnica, narrativa e emoção. Músicas como “Almosttown”, “Every Crest”, “Succumb” e “Love’s Souvenir”. Antes de cantar “Architect of Creation” Adrienne diz que a próxima canção seria aquela do clipe em que ela é crucificada em meio a uma nevasca, uma das músicas mais pesadas do último álbum, deixando o público ainda mais entusiasmado.

A banda reforça a sua força criativa, marcada por composições longas, ricas e carregadas de significado. Mais do que uma apresentação, o Seven Spires entregou uma experiência sensorial e emocional, daquelas que não dependem do tamanho do palco para serem grandiosas. Ao final, ficou a sensação de ter testemunhado algo especial: um show encantador, intenso e profundamente envolvente, que conquistou até quem ainda não conhecia a banda. Pelo que apresentaram no palco e pela resposta do público, o Seven Spires aponta para um futuro extremamente promissor, daqueles que inevitavelmente levam a banda a ocupar palcos maiores e posições de destaque em grandes festivais, porque potencial, definitivamente, não falta. Como bons contadores de histórias ou "piratas", eles não apenas passaram pelo festival: roubaram corações e deixaram um inevitável gosto de quero mais.


O ICE EM "IN FLAMES"

Texto: Erick Azevedo 

Fotos: Edu Lawless 

No último sábado, 25/04, São Paulo viveu uma noite de pura intensidade com o show do In Flames. Vindos diretamente da Suécia, os pioneiros do melodic death metal, seguem como um dos nomes mais respeitados do gênero e deixaram claro que sua conexão com o público brasileiro continua mais forte do que nunca.


Com pontualidade, a apresentação começou às 19:15 com “Pinball Map”, abrindo o show de forma intensa e imediatamente levando o público ao delírio. A partir daí, o Ice Stage do Bangers Open Air 2026, colocando o festival literalmente "In Flames": moshs intensos tomaram conta da pista, sinalizadores acesos coloriram o ambiente e milhares de vozes em coro criaram uma atmosfera envolvente do início ao fim.


A presença de palco de Anders Fridén foi incrível, carismático e totalmente conectado com o público, o vocalista conduziu o show com maestria, alternando momentos de intensidade com interações cheias de energia. A qualidade do som e o peso das músicas contribuíram para uma experiência incrível, que conquistam até quem ainda não é fã.


O momento mais triste foi o anúncio do fim, mas valeu a pena cada minuto. Em uma hora de show, a banda sueca trouxe nostalgia e atualidade, com um setlist mesclando sucessos arrepiantes. (Menção honrosa para "Only For The Weak", "Cloud Connected", "Deliver Us", "I Am Above", "In The Dark" e "Take This Life"). Nessas, o público representou muito com um coro impressionante. 


A entrega superou todas as expectativas: muita energia, qualidade audiovisual impecável e um final triunfal. Deixaram aquele "gostinho de quero mais". Foi um show simplesmente incrível, mas não poderíamos esperar menos vindo do In Flames.

A VOZ DO POVO CONSAGRA O ARCH ENEMY COMO HEADLINER PERFEITO!

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

Sabe aquele clichê “a voz do povo é a voz de Deus” Isso cai perfeitamente para o headliner de sábado.

Quando foi anunciada a quarta edição do festival, no final do ano passado, o nome confirmado era o Twisted Sister, que retornaria aos palcos após nove anos. Muita gente – inclusive este que vos escreve – comprou ingresso só para ver Dee Snider, Jay Jay French e Eddie Ojeda. Porém, devido a problemas de saúde de Dee, esse sonho foi por água abaixo.

A solução? Apostar na banda mais pedida pelo público: Arch Enemy. E a escolha não poderia ter sido melhor.

Uma das maiores bandas de melodic death metal entregou um show devastador no fim do dia, com excelente produção de palco, pirotecnia e uma performance extremamente afiada – uma verdadeira locomotiva. Michael Amott e Joey Concepcion dispararam riffs e solos matadores, enquanto Sharlee D'Angelo e Daniel Erlandsson seguraram uma base pesada e precisa.

Mas o centro das atenções foi mesmo Lauren Hart, que em poucos meses já mostra ser uma escolha certeira para dar continuidade ao legado da banda. Isso ficou evidente em músicas como “Yesterday Is Dead and Gone”, “The World Is Yours” e “Ravenous”, que já incendiaram o público com rodas e sinalizadores – algo que não se via desde o show do Anthrax na segunda edição.

O repertório foi um verdadeiro passeio pela carreira dos suecos, com destaque para a fase de Alissa White-Gluz em faixas como “War Eternal”, “Dream Stealer”, “Blood Dynasty” e “The Eagle Flies Alone”, sem deixar de olhar para o presente e o futuro com “To the Last Breath”, música que recentemente gerou polêmica por suposta semelhança com “Falling Dreams”, de Kiko Loureiro.

Uma surpresa foi a inclusão de “No Gods, No Masters”, do álbum Khaos Legions (2011), último com Angela Gossow nos vocais. Clássicos como “I Am Legend/Out for Blood”, “Dead Bury Their Dead” e “Nemesis” reforçaram a força dessa fase, mostrando como essas músicas também funcionam muito bem com a voz de Lauren. O encerramento com “Fields of Desolation” foi uma escolha certeira, resgatando os primórdios da banda na era de Johan Liiva.

O carinho do público brasileiro foi algo fora do normal, e a banda retribuiu com a mensagem “tamo junto, Brasil” no telão, em verde e amarelo. Um show para ficar na história e fazer valer todo o esforço.

O primeiro dia terminou exatamente como eu imaginava: grande presença de público, ingressos praticamente esgotados e atrações dos mais variados estilos dentro da música pesada, contemplando fãs de thrash, prog e sonoridades mais modernas. Infelizmente, não foi possível assistir a tudo ,algo praticamente impossível diante da magnitude do festival, mas essa diversidade é extremamente válida, pois mostra que o evento consegue atender aos mais diferentes gostos sem qualquer tipo de desrespeito entre públicos e estilos. No geral, todos saíram satisfeitos com esse início e com energia de sobra para o dia seguinte, que prometia ainda mais emoção.


Realização: Bangers Open Air

Press: Agência Taga


Lucifer – setlist:

Anubis

Crucifix (I Burn for You)

Riding Reaper

Lucifer

Wild Hearses

At the Mortuary

Slow Dance in a Crypt

The Dead Don't Speak

California Son

Bring Me His Head

Goin' Blind (KISS cover)

Fallen Angel


Evergrey – setlist:

Falling From the Sun

Where August Mourn

Weightless

The World Is on Fire

Eternal Nocturnal

Call Out the Dark

King of Errors

Architects of the New Weave

Leaving the Emptiness

OXYGEN!


Feuerschwanz – setlist:

Drunken Dragon

Memento Mori

Untot im Drachenboot

Knightclub

Bastard von Asgard

Name der Rose

Ultima Nocte

Testament

Berzerkermode

Dragostea din tei (O‐Zone cover) 

Valhalla

Das Elfte Gebot


Killswitch Engage – setlist:

Fixation on the Darkness

In Due Time

The End of Heartache

Aftermath

Rose of Sharyn

This Is Absolution

Broken Glass

Hate by Design

Forever Aligned

The Signal Fire

I Believe

The Arms of Sorrow

Strength of the Mind

This Fire

My Curse

My Last Serenade

Holy Diver (Dio Cover)


Crÿpta – setlist:

Death Arcana

Lullaby for the Forsaken

Poisonous Apathy

The Outsider

I Resign

Stronghold

Under the Black Wings

Dark Clouds

The Other Side of Anger

Trial of Traitors

Dark Night of the Soul

Starvation

Lord of Ruins

From the Ashes


Black Label Society – setlist:

Funeral Bell

Name in Blood

Destroy & Conquer

A Love Unreal

Heart of Darkness

No More Tears (Ozzy Osbourne cover)

In This River

The Blessed Hellride

Set You Free

Fire It Up

Suicide Messiah

Ozzy’s Song

Stillborn


Seven Spires – setlist:

Songs Upon Wine-Stained Tongues

Almosttown

No Words Exchanged

Oceans of Time

Unmapped Darkness

Succumb

Shadow on an Endless Sea

Portrait of Us

Architect of Creation

Love's Souvenir


Arch Enemy– setlist:

Yesterday Is Dead and Gone

The World Is Yours

Ravenous

War Eternal

Dream Stealer

To the Last Breath

Blood Dynasty

My Apocalypse

Bury Me an Angel

The Eagle Flies Alone

No Gods, No Masters

I Am Legend/Out for Blood

Dead Bury Their Dead

Snow Bound

Nemesis

Fields of Desolation

sábado, 24 de maio de 2025

Arch Enemy: Em Seu Reinado Mais Maduro

Por Eduardo Okubo Junior 

Com trinta anos de carreira, o Arch Enemy lançou seu 12º álbum, Blood Dynasty, que traz músicas que refletem bem essa longa trajetória: a agressividade e velocidade do baixo (Sharlee D'Angelo), guitarras poderosas (Michael Amott e o estreante Joey Concepcion), uma bateria pesada e rápida, cheia de blast beats (a cargo de Daniel Erlandsson), além da voz cada vez mais madura e forte de Alissa White-Gluz.

O álbum já começa com tudo, na faixa "Dream Stealer", que tem uma introdução sinfônica com órgão gótico, seguida de uma pancada rápida, pesada, com um refrão que gruda nos ouvidos.

Depois vem "Illuminate the Path", uma música que lembra o Power Metal, como se fosse uma faixa do Hammerfall. A voz limpa de Alissa fica maravilhosa aqui (sei que tem quem goste e quem não goste).

"March of the Miscreants" é cheia de mudanças de ritmo e passagens diferentes. Começa no Death Metal, passa pelo sinfônico e termina com solos de Death. É interessante prestar atenção nas várias vozes que Alissa interpreta nessa faixa.

"A Million Suns" mostra como o Arch Enemy evoluiu, incorporando mais melodia e harmonia ao som. Além das guitarras, há arranjos de cordas nesta música. As guitarras no começo são incríveis, trabalhando juntas de forma espetacular.

"Don’t Look Down" é uma das músicas que, se tocada ao vivo, certamente vai fazer o público rodar. Começa bem rápida e agressiva, com destaque para os rugidos de Alissa.

Temos também "Presage", um interlúdio instrumental só com cordas, que serve como uma bela introdução para a faixa-título, "Blood Dynasty". Essa é menos rápida, mas tem riffs contagiantes e solos lindos do Michael Amott.

"Paper Tiger" lembra quase um Heavy Metal clássico, tanto na parte instrumental quanto na interpretação de Alissa, que alterna entre vocal limpo e gutural, trazendo um pouco do estilo da Angela Gossow no passado.

Vem ainda "Vivre Libre", que é algo bem único na discografia da banda: um cover gravado em estúdio, uma balada com a voz limpa de Alissa em destaque, cantada em francês — claro, por ser um clássico (de 1985) da banda francesa de Heavy Metal Blaspheme. Essa é minha música favorita do álbum (me julguem!). Lembro até hoje do meu primo me apresentar a essa faixa antes mesmo de muitos leitores nascerem, e foi com encantamento que ouvi essa música pela primeira vez.

Outra faixa que mostra como o Arch Enemy vai além do Death Metal é "The Pendulum". Aqui há uma pegada mais próxima do Metal Sinfônico, lembrando o Iron Maiden. A bateria tem um toque de Power Metal e os solos do Michael Amott estão incríveis.

Por fim, temos "Liar & Thieves", que fecha o álbum. É uma música rápida e ótima para abrir rodas no show. Depois ela desacelera um pouco com guitarras melódicas. E, por ironia do destino, já tenho visto essa faixa abrindo alguns shows da nova turnê. Ah, sim... a turnê... #ComeToBrasil




quarta-feira, 18 de junho de 2014

Arch Enemy: Nova Formação e Apostando Novamente no Passado

10º disco com nova vocalista e formação busca no passado a velha energia

Já faziam alguns discos que o Arch Enemy, antes maior referência do chamado Death Metal Melódico, parecia ter perdido muitas de suas características básicas, enterrando de vez a fase anos 90 e começo dos anos 2000 em discos pouco expressivos.

Neste ano de 2014 uma série de importantes mudanças aconteceu tanto de ordem administrativa quanto na própria formação. A saída de Angela Gossow (comandou os vocais de 2001 até começo de 2014) e a chegada da “suspeita” (pois vinha de uma banda com certo apelo comercial The Agonist) de Alissa White-Gluz pegou os fãs de surpresa e a grande interrogação foi se a nova vocalista daria conta do recado, já que “War Eternal”, novo álbum, já estava gravado.

Ao ser lançado "War Eternal" entrou nas primeiras colocações na Alemanha, Finlândia, Japão e outros

Assim sendo, a banda liberou o vídeo clipe oficial da faixa-título, apresentando a nova vocalista, além de marcar a estreia em estúdio do guitarrista Nick Cordle, que está na banda desde 2012. O que poderia ser algo negativo mostrou-se de enorme sucesso, sendo poucos os fãs que torceram a cara para a nova vocalista, até mesmo porque manteve traços dos vocais de Angela, soando um pouco mais “arrastada”, mas bastante semelhante a sua amiga (Angela indicou Alissa e agora segue administrando a banda apenas).

Angela (dir.) resolveu dedicar-se apenas a empresariar a banda, indicando Alissa (esq.)

A expectativa de que um novo grande álbum viria se confirmou com o lançamento oficial do disco agora em junho via Century Media Records. Ouso dizer, em poucas palavras, que “War Eternal” conseguiu capturar a proposta da banda pegando algo de “Burning Bridges” (1999) até “Anthems of Rebelion” (2003), voltando a apostar em passagens de grande peso, deixando (um pouco apenas, é verdade) de lado tanto o aspecto comercial, caprichando em ótimos solos e riffs bem pesados, além da velocidade característica estar em voga, sem falar na arte de capa macabra e obscura do romeno Costin Chioreanu.

Músicas de grande força como “Never Forgive, Never Forget” (fazia tempo que a banda não começava um disco com tanta qualidade), “No More Regrets” e a faixa-título. Estonteamento empolgante é “Time is Black”, assim como “Stolen Life” (parece irmã de “Silverwing”) e “Avalanche”. “Not Long For This World”, instrumental que finaliza o álbum, remete à “Vox Stellarum” do álbum “Stigmata” (1998).

Com a bateria indiscutivelmente animal de Daniel Erlandsson, o baixo rápido e direto de Sharlee D'Angelo, as guitarras, que tiveram um revival com a chegada do novo guitarrista e com a liderança de Michael Amott, gênio dentro da sua proposta musical, fica até compreensível que Alissa, que não é revolucionária mas faz cumpre seu papel muito bem, esteja sentindo-se em casa e sendo aceita de braços abertos pelos fãs, pois além da beleza (muito mais gata que Angela), possui carisma e competência ao vivo também, algo que Angela já mostrava alguma dificuldade.

Novo disco busca resgatar sonoridade do fim dos anos 90 e começo de 2000

“War Eternal” tem tudo para ser um novo marco na carreira dos suecos, quem sabe o primeiro passo para uma real volta do que a banda era lá nos seus 4 primeiros discos. 

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Arch Enemy
Álbum: War Eternal
Ano: 2014
País: Suécia
Tipo: Death Metal Melódico
Gravadora: Century Media Records



Formação
Alissa White-Gluz (Vocal)
Michael Amott (Guitarra)
Nick Cordle (Guitarra)
Sharlee D’Angelo (Baixo)
Daniel Erlandsson (Bateria)


Tracklist
1. Tempore Nihil Sanat (Prelude in F minor)
2. Never Forgive, Never Forget
3. War Eternal
4. As The Pages Burn
5. No More Regrets
6. You Will Know My Name
7. Graveyard Of Dreams
8. Stolen Life
9. Time Is Black
10. On And On
11. Avalanche
12. Down To Nothing
13. Not Long For This World

Assista ao vídeo clipe de "No More Regrets"

Assista ao vídeo clipe de "You Will Know My Name"


Assista ao vídeo clipe de "War Eternal"

Confira o lyric vídeo de "As The Pages Burn"


Acesse e conheça mais sobre a banda

quinta-feira, 20 de março de 2014

Arch Enemy: Estreia de Nova Vocalista em Vídeo de "War Eternal"

Após saída inesperada de Angela Gossow, banda sueca lança vídeo clipe inédito com nova formação

Lançado hoje (20/03), "War Eternal" é o vídeo clipe da faixa-título do vindouro álbum do Arch Enemy (sucessor de "Khaos Legion" de 2011) a ser lançado em junho de 2014 e sairá pela gigante Century Media Records. 

Anunciada como nova vocalista da gigante Arch Enemy, Alissa deixa The Agonist por promissor futuro
A grande novidade é a estreia de Alissa White-Gluz (ex-The Agonist) no lugar de Angela Gossow, que seguirá trabalhando "nos bastidores" da banda como manager, enquanto o grupo segue sua trajetória com a nova vocalista. Além da Alissa, estreia em estúdio com músicas inéditas o guitarrista Nick Cordle, que substituiu Christopher Amott em 2012!

Como vocês perceberão no vídeo inédito, parece que a banda acertou em cheio na mudança. Mas não espere algo diferente do que a banda tem feito, inclusive com grande semelhança entre os vocais da nova e da antiga vocalista! Tire suas próprias conclusões!

Assista ao vídeo clipe clicando abaixo

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Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Gravadora: Century Media records

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Metal Female Voices Fest: Mostrando a Força Feminina do Metal Mundial

A principais bandas com vocal feminino já passaram pelo MFVF


Chegando a sua 10º edição, não podíamos deixar de falar desse que é, com certeza, um verdadeiro paraíso para quem gosta de Metal dominado por vozes femininas: o Metal Female Voices Fest, que acontecerá entre 19 e 21 de outubro deste ano.

A proposta do festival que acontece na Bélgica é reunir, em três dias de festival, muitas bandas de dentro do Metal (mas não somente) que contem com, pelo menos, uma vocalista.

Sabe-se que, por muito tempo, o Heavy Metal fora majoritariamente masculino, e até hoje encontramos muito mais bandas totalmente masculinas do que com algum membro feminino, embora esta realidade já venha mudando há anos, prova disso é este festival, por onde já passaram bandas como Doro Pesch (considerada uma das pioneiras mulheres no Metal), Epica, Lacuna Coil, Delain, Nightwish, Leaves’ Eyes, Tristania e até mesmo as garotas da Girlschool, referência histórica Hard Rock.



O festival não possui uma cidade fixa, mas este ano volta a acontecer em Wize, durante a Oktoberhallen, tradicional festa anual. Aliás, cerca de metade das edições aconteceram nessa localidade, o que tudo indica que o festival encontrou seu porto seguro e tende, a cada ano, atrair mais atenção e público.

Para esta edição de 2012, atrações de grande nome estarão em Wize: Arch Enemy (com Angela Gossow), Lacuna Coil (com Cristina Scabbia), Delain (com Charlotte Wessels), Epica (com Simone Simons), Xandria (com Manuela Kraller), dentre outras. No dia 19, estão previstas jams acústicas, um preparativo para os dois dias seguintes de grandes shows.

Definitivamente, é o festival dos sonhos para quem gosta, sobretudo, de Metal Sinfônico e Gothic Metal, ainda bastante predominante entre as bandas com vocais femininos. Quem sabe, numa próxima edição, a organização expanda seus horizontes, levando para as próximas edições bandas como Crucified Barbara e a brasileira Shadowside, que iria colocar para ferver o público. Que você acha?

Stay on the Road

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Informações sobre o festival


Assista ao trailer oficial da edição 2012

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Arch Enemy: “Khaos Legions” – Muita Melodia Para Pouco Caos

Banda sueca lança seu 9º disco de estúdio após 4 anos sem material inédito

Depois de lançar o excelente “Doomsday Machine”, aparentemente o Arch Enemy vinha metendo o pé no freio, sendo que “Rise of Tyrant” (2007) se mostrava apenas como um trabalho mediano. Aparentemente a velha forma estava voltando, já que eles tiveram a “manha” de regravar seus primeiros trabalhos no disco “The Root of All Evil” (resenha aqui no Road) de 2009. Assim minha expectativa era de um trabalho simplesmente brutal, mas...

Michael Amott (guitarra) é um gênio e isso é inegável. As notas, os arpejos, tudo que esse cara toca é simplesmente técnico e genial. Seu irmão Christopher (guitarra) não fica atrás (se bem que a saída e depois volta para banda não me soou muito autêntica), Angela Gossow (vocal) veio mostrar que mulheres entendem e podem muito bem tocar Metal Extremo, já a cozinha da banda composta por Daniel Erlandsson (bateria) e Sharlee D’Angelo (baixo) são fortes e não servem para apenas tampar buracos, entre os solos de guitarras.

Sendo assim, você deve estar se perguntando “então, por que esta criticando o álbum, Harley, seu doido?”

Porque esse “Khaos Legion” conseguiu provocar sentimentos de alegria e raiva ao mesmo tempo (muito parecido com que eu sinto ouvindo o novo do Morbid Angel).

Alegria veio ao sons de “Yesterday is Dead and Gone”, porrada que ganhou clipe (curta ao fim da matéria), “Vengeance is Mine” e “Cruelty Without Beauty”, um massacre vocal de Angela que vai deixar muito marmanjo com inveja. Além de “Cult of Chãos” que tem uma grande letra e um inicio que levanta até defunto.


Grupo é um dos principais nomes do chamado Death Metal Melódico

Agora se todo o álbum fosse assim seria o destaque do ano disparado, só que ai a coisa desanda sendo que algumas músicas se tornam repetitivas, algumas melodias aparecem totalmente “quebra clima” e a pobre Angela aparentemente fica perdida nos meio disso tudo.

Veja faixas como “No Gods, No Masters” (letra incrível, som comercial) além de “Secrets” e “Turn to Dust (Instrumental)” que ficaria muito boa em um CD solo dos Amott.

Para manter a tradição, mais um cover, dessa vez de “The Zôo” do Scorpions, que ficou muito legal, mas difícil de se reconhecer na hora.

"Khaos Legions" vai realmente aumentar a legião de fãs e é um álbum muito bom para quem não conhece a história da banda. Já para quem é fã das antigas (fase Johan Liiva), vai achar que o Arch Enemy deixou um pouco a agressividade, coisa que seria bom recuperar o mais rápido possível relembrando bons tempos de obras clássicas como “Black Earth” (1996) e “Stigmata” (1998).


Texto: Harley

Revisão: Eduardo “EddieHead” Cadore

Fotos: Divulgação e Myspace dos músicos

Ficha Técnica

Banda: Arch Enemy

Álbum: Khaos Legion

Ano: 2011

País: Suécia

Tipo: Death Metal Melódico


Formação

Angela Gossow (Vocal)

Michael Amott (Guitarra)

Christopher Amott (Guitarra)

Daniel Erlandsson (Bateria)

Sharlee D’Angelo (Baixo)


Tracklist
1 Khaos Overture (Instrumental)
2 Yesterday Is Dead and Gone
3 Bloodstained Cross
4 Under Black Flags We March
5 No Gods, No Masters
6 City of the Dead
7 Through the Eyes of a Raven
8 Cruelty Without Beauty
9 We Are a Godless Entity (Instrumental)
10 Cult of Chaos
11 Thorns in My Flesh
12 Turn to Dust (Instrumental)
13 Vengeance Is Mine
14 Secrets
15 The Zoo
16 Snow Bound (Acoustic)

Site oficial

www.archenemy.net

Vídeo clipe do single “Yesterday is dead and Gone”

http://www.youtube.com/watch?v=rRkc08_dR-0

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