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quarta-feira, 24 de julho de 2024

Cobertura de Show: Cobra Spell – 05/07/2024 – Jai Club (SP)

A Caveira Velha Produções, em parceria com a Som do Darma, teve a satisfação de realizar a primeira turnê do Cobra Spell, grupo estabelecido na Europa e composto exclusivamente por mulheres. Antes de dar início à série de shows pelo Brasil e América Latina, a banda realizou um encontro aberto ao público na loja London Calling, na Galeria do Rock, e concedeu entrevistas à imprensa no The Metal Bar, em Pinheiros.

A equipe do Road To Metal marcou presença no terceiro show da turnê, ocorrido em 05/07 (sexta-feira), na Jai Club. O evento contou com uma boa presença de público, que estava ansiosa pela estreia das talentosas musicistas na capital paulista. Além disso, a noite teve apresentações das brasileiras Vingança Suprema, Alefla e Wolfpire, que iniciaram suas performances de maneira pontual, com um ritmo acelerado e com problemas técnicos.

O Vingança Suprema foi a primeira subir no palco, trazendo toda sua influência do Speed e Thrash Metal. Infelizmente, não foi possível pegar o começo da apresentação da banda, composta por Alason Roar (vocal), Everton e Leandro Wild (guitarras), Rubão (baixo) e Luizão (bateria). Com letras em português, o repertório abordou os principais momentos dos vinte anos de trajetória, desde a primeira demo até o recente lançamento, "Real X Digital". Apesar do som ter prejudicado o show, os músicos não deixaram a peteca cair, demonstrando alegria – principalmente da parte do Rubão – por compartilhar o palco com excelentes artistas.

Logo em seguida, chegou a vez dos pindamonhangabenses do Alefla esquentar ainda mais a noite e atrair algumas pessoas que estavam do lado de fora. Também com duas décadas de atividade, a banda apresenta composições muito bem elaboradas, que combinam elementos do Power Metal mais contemporâneo com nuances progressivas. Assim como no primeiro show, os problemas no som persistiram, sendo difícil ouvir as guitarras do Renan Lucena e Alexandre Nascimento. Sobrou para a vocalista Fla Moorey, que cativou o público com sua bela voz e carisma em "Unbrekable", "Battle Field" e "End of the World".

Coube ao Wolfpire encerrar a trinca de bandas de abertura. Entre os três, foi a que casou uma leve atenção pelo visual e as músicas de seu até então primeiro trabalho, “Naughty and Hungry” (2017), que mescla a energia do Power Metal clássico com um pouco de Hard Rock. A qualidade do som melhorou um pouco, embora ainda tenha enfrentado problemas, principalmente com o microfone do vocalista Doug Muratore, que ficou inaudível em alguns momentos. Além das composições originais, o setlist incluiu covers poderosos de “Rebel Maniac” (Billy Idol) e “Here I Go Again” (Whitesnake), essa última dedicada a Carlos “Nenê” Monteiro, dono do Malta Rock Bar, que há um mês foi brutalmente assassinado em seu estabelecimento.


Finalmente, após um atraso que durou vinte minutos, o Cobra Spell assumiu o pequeno palco da Jai Club e resolveu todos os problemas que haviam ocorrido nos shows anteriores. As garotas conseguiram capturar toda a energia dos que aguardaram ansiosamente com seu Hard 'N Heavy explosivo logo nas primeiras nas primeiras músicas, executadas com maestria e eficiência. A banda também não economizou carisma e carinho durante o show, com destaque para a vocalista Kristina Vega, que, além de uma excelente cantora, demonstrou uma presença de palco magnética e uma beleza deslumbrante.

Sonia Anubis e a brasileira Noelle dos Anjos, dupla de guitarras, também se destacaram pelos incríveis riffs e solos, que balançaram intensamente a casa . A baixista Roxana Herrera – que captou toda a reação da plateia com o seu smartphone desde o início – e a baterista Hale Naphtha demonstraram um domínio rítmico preciso e envolvente.

As canções do full-length de estreia,"666", tomou conta do set-list, incluindo “The Devil Inside of Me”, a icônica “Satan Is a Woman”, “S.E.X”, “You’re a Cheater” e “Warrior From Hell”, que foram calorosamente recebidas, com todos entoando-as juntamente com a banda. Já dos EPs “Love Venom” e “Anthems of the Night”, foram selecionadas apenas Poison Bite, Accelerate e Addicted to the Night.


Em síntese, foi um show que ultrapassou as expectativas, marcado pela excelente harmonia, presença de palco e encanto de cada uma delas. A Cobra Spell vem demonstrando que estão se amadurecendo cada vez mais, revelando que pode chegar em patamares cada vez mais elevados e se consolidar como uma das principais bandas femininas ao lado de nomes do cenário atual como Burning Witches, Nervosa, Crÿpta, Thundermother, e diversas outras.


Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless / Leandro Almeida (Vingança Suprema)

 

Realização: Caveira Velha Produções / Som do Darma

Mídia Press: Som do Darma

 

Cobra Spell

The Devil Inside of Me

Satan Is a Woman

Bad Girl Crew

S.E.X.

Love Crime

You’re a Cheater

Poison Bite

Accelerate

Warrior From Hell

High on Love

***Encore***

Addicted to the Night

terça-feira, 5 de abril de 2016

Alefla: Seguindo Infinita Longevidade



O Metal Tradicional abriu subsídios para novos subgêneros dentro do Heavy Metal, deixando várias opções no momento de compor e arranjar músicas. Essa liberdade, dependendo da escolha de cada um, claro, ainda continua existindo atualmente, mantendo sempre a raiz da coisa como o alicerce principal. Banhados ao peso e à sublimes melodias, o Alefla (o nome da banda surgiu da junção das iniciais dos integrantes fundadores, Alexandre, Leandro e Flávia), quinteto de Pindamonhangaba (SP), traz isso tudo e muito mais no seu trabalho de estreia, “End Of The World”


Musicalmente, a banda conduz, sem medo, a paixão que tem pelo Metal Melódico, mas sem ficar preso a tradicionais clichês do gênero. A energia do Power Metal e a elegância do Prog Metal, “End Of The Time Word” nos dá um prazer redentor a cada audição, começando, primeiramente, pelo trabalho vocal, que faz hipnotizar os ouvidos com fascinantes harmonias da Fla Moorey. O instrumental, altamente carregado, não decepciona! A dupla de guitarras traz riffs impetuosos e solos vertiginosos que tomam conta, vigorosamente, de boa parte da obra com personalidade, incumbindo também toda a parte rítmica, sempre mandando ver no peso e na técnica.  


Não há do que se queixar da sonoridade, mas a produção e a mixagem do excelente produtor e musicista Tito Falaschi deixou o som da banda com uma atmosfera ainda melhor. Gravado no IMF Studios, de propriedade do mesmo e localizado no ABC Paulista, presenteou o grupo com timbragens pesadas e limpas, mostrando que foi um acerto a sua escolha para produzir o disco, por ser familiarizado com o estilo há muito tempo. A arte traz um ambiente póstero o qual vivenciamos através da excelente ilustração do grande João Duarte, que mais uma vez fez um trabalho primoroso.

Nas 11 faixas que preenchem o trabalho, podemos considerar jogo ganho para, objetividade e a preocupação foi, pelo jeito, o primordial alicerce para que a banda nos desse um grande e diversificado trabalho. 


Após uma climática introdução com “Beginning Of The End”, a banda já entra com a faca entre os dentes com “Watching Over Me”, mostrando que não estão pra brincadeiras esbanjando um peso abrasivo (prestem atenção nos riffs e na parte rítmica) e brandas melodias; um pouco mais ‘clean’, “Believe Now” engloba nuances que ora são mais melódicas e ora mais pesadas, aliando a vocais masculinos com uma ótima interpretação; a faixa-título, “End Of The World”, traz energias inspiradoras, destacando a combinação perfeita entre melodia e riffs ganchudos, não deixando o pescoço descansar em momento algum; “Battlefield” decifra a verdadeira atitude que o Power Metal imprime (os riffs rápidos dão a resposta), engajado também a um dueto de voz bem postado. 



“Seven Sign” mostra que a banda também se sai bem na parte técnica, referenciando refrãos de fácil assimilação (não esquecendo os backing-vocals) e alguns versos que ora soam mais sujos; “Hope To Live” traz momentos mais sublimes e formidáveis, dando o fim de forma aut^wntica e precisa com “Walking Throught the Night”.

Com certeza vamos ouvir falar muito do Alefla, pois, nesse primeiro trabalho, fomos convencidos de que qualidade eles tem sobra, o que acaba se tornando uma fonte preciosa para lançar futuros grandes trabalhos. Duvido que, após a primeira, você não vai querer repetir a dose. 


Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica

Banda: Alefla
Álbum: End Of The World

Ano: 2015
Estilo: Power Metal/Melodic Metal 
Gravadora: Ms Metal Records/Voice Music
Assessoria: Ms Metal Agency
 

Formação

Fla Moorey (vocal)
Renan Lucena (guitarra)
Alexandre Nascimento (guitarra, vocal)
Leandro Pimenta (baixo)
Paulo Ferreira (bateria)



Track-List

01. Beginning of the End
02. Watching Over Me
03. Believe Now
04. End of the World
05. Wind Blows... Time Flows
06. Battlefield
07. Seven Signs
08. Miracle
09. Hope to Live
10. Killing Sparrow
11. Eyes of the Soul
12. Walking Through the Night



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