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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

W.A.S.P.: "Dominator" - Peso, Melodia e Personalidade (Relançamento)


Abrindo uma série de relançamentos dos álbuns do W.A.S.P. (que agora possui contrato com o selo austríaco Napalm Records), inclusive alguns pela primeira vez em edição nacional,  a Shinigami Records, que já soltou no mercado "Golgotha" (leia matéria AQUI), o mais recente trabalho dos norte americanos, disponibiliza o ótimo "Dominator", lançado originalmente em 2007. Uma ótima oportunidade de adquirir o álbum em edição nacional, o que significa uma boa economia, além de também de apresentar e disponibilizar um material de qualidade a novos fãs.

"Dominator" é um álbum com conteúdo lírico forte,  ainda sob influência do terrível atentado do 11 de setembro, com críticas ao sistema político e ao imperialismo Norte Americano e as táticas de "bully" que impõe, além da decepção com os rumos tomados e arrogância do então presidente dos EUA, G. Bush, e alguns aliados, que sob a suposta intenção de combater e punir atos de terrorismo, acabaram gerando conflitos como a Guerra do Golfo, onde muitas coisas não foram bem claras, além de subjugar países menores e menos influentes (preste atenção na metafórica "Mercy", que abre o álbum).


Mas acima de tudo é um álbum com composições muito boas, apresentado aquele Heavy Metal que por vezes flerta com o Hard, com muita melodia e bons refrãos. É o W.A.S.P. que foi moldando-se a partir de "Headless Children", pois a partir de que Blackie Lawless começou a mudar sua forma de ver as coisas, um crescimento natural de qualquer ser humano (ou que pelo menos todos deveriam ter), e por consequência, a banda sendo uma extensão da personalidade de seu mentor, também evoluiu musicalmente.

O timbre peculiar da voz de Lawless, o coros e o Heavy Metal com músicas carregadas de melodias, refrãos marcantes, características marcantes do W.A.S.P. estão presentes, além de uma banda extremamente competente, e como Lawless mesmo diz, com os melhores músicos que o grupo teve desde seu início, sendo que dessa formação somente o baterista Mike Dupke recentemente se desligou por motivos pessoais. 


Peso e melodia é o que já se houve em "Mercy" (que comentei antes, onde Lawless fala sobre a questão de um grande país subjugar os menores), que começa com riffs "cavalares" e uma melodia marcante da guitarra, e assim que entra o vocal, já se reconhece que é W.A.S.P., algo que um seleto grupo pode dispor, a tal "personalidade"; "Long, Long Way to Go" traz crítica explícita à Bush e a guerra pelo petróleo, em uma música feroz, traduzindo o sentimento de Lawless, com grande trabalho de bateria de Dupke, além de solos matadores de Doug Blair, aliás, um detalhe marcante no álbum são os solos bem em destaque.

São nove faixas muito boas, mas destaco "The Burning Man", com trabalho muito bom nas melodias de guitarra, base cavalgada, arranjos de teclado (simulando um hammond) também aparecem, e além do refrão pra lá de pegajoso (sem falar nos "oh oh oh", perfeitos para cantar junto ao vivo), Blair destila mais um belo solo.


E o grande momento  "Heaven's Hung in Black", aquela típica Power Ballad que Lawless sabe fazer tão bem, dando a dramaticidade que o tema da letra precisa, onde ele pegou a ideia de um discurso do presidente Lincoln, onde ele fala sobre a batalha de Gettysburg, onde 10 mil homens foram mortos, e a frase "Surely tonight the heavens are hung in black" serviu de inspiração para Lawless criar a história sob a visão de um soldado durante a guerra no Iraque, em algum lugar entre a vida e a morte. Vale também mencionar a "Deal With the Devil", bem rock and Roll tradicional e com participação de Darrel Roberts (ex W.A.S.P. e Five Finger Death Punch) na guitarra, fechando o álbum de forma mais leve, depois de um álbum com conteúdo mais tenso.

Um álbum bem balanceado, forte, com peso e melodia, um trabalho muito consistente desta verdadeira instituição chamada W.A.S.P., comandada por Blackie Lawless, uma figura de destaque na história do Metal, sem dúvida. Se não tem o álbum, aproveite a oportunidade de adquiri-lo agora, ao novo fã, fique atento a estes relançamentos! 

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação


Banda: W.A.S.P.
Álbum: Dominator (2007) relançamento
País: Eua
Estilo: Heavy Metal
Produção: Blackie Lawless
Selo: Napalm Records/Shinigami Records


Banda:
Blackie Lawless: Vocais, Guitarra e teclados
Mike Duda: Baixo
Mike Dupke: Bateria
Doug Blair: Guitarra




Track List
1. Mercy
2. Long, Long Way To Go
3. Take Me Up
4. The Burning Man
5. Heaven's Hung In Black
6. Heaven's Blessed
7. Teacher
8. Heaven's Hung In Black (Reprise)
9. Deal With The Devil

domingo, 17 de janeiro de 2016

Chugun: Promissor Speed Thrash Israelita






Quando pensamos em Metal de Israel, imediatamente o nome de "Orphaned Land" vem à mente, mas há mais muito bons nomes trabalhando duro e fazendo um som cheio de qualidade por lá, e CHUGUN é uma das agradáveis ​​surpresas que você vai encontrar no cenário Metal de Israel.

A banda foi criada em 2010, em Tel Aviv, e apresenta em 2015, o álbum "Virus", sua estréia, e traz uma boa impressão com uma mistura competente do Old School Thrash/Death, direcionado principalmente para a velocidade e agressividade, mas com bons riffs e mudanças de ritmo.

"Brutal!", Esta foi a primeira palavra que me veio à cabeça assim que coloquei para ouvir "Virus". A mistura de Brutal Thrash e Death Metal entra rápida e cortante pelos ouvidos, literalmente não deixa pedra sobre pedra, um convite para o mosh e slam dancing.


Podemos ouvir riffs e bases típicas do Thrash tradicional, fundidos com batera e baixos extremamente rápidos, vocais berrados e guturais, despejando raiva, sem espaço para o ouvinte  tomar fôlego. Além do Thrash "Old School" podemos encontrar também algumas incursões de Modern Thrash em seu som.

Um dos destaques é a voz de Denise Jani Sivov, movendo-se magistralmente pelos vocais agressivos, gritados e guturais, e olha que, assim como eu, você pode nem perceber que é uma garota nos vocais se você não tiver essa informação, embora hoje termos várias cantoras no Metal Extremo, ela impressiona! Continue quebrando tudo Denise!


O tema principal de suas letras é misantropia, mas eles têm doses sarcasmo e senso de humor também (a faixa "Evil Whisky" e seu vídeo são um bom exemplo, dê uma espiada acessando o link logo mais no final da resenha). O título da canção apresenta a espécie humana como um vírus que infesta a terra! bem, você pode deduzir isso vendo a capa do CD, que é muito legal!

Uma boa estreia, Outro bom representante do metal israelense, e é fácil de indicar a todos os fãs de Metal Thrash. Referências? Bom, eu acho que Witchery, Devildriver, e talvez uma pitada de Arch Enemy possam lhe dar uma ideia do que você vai encontrar em "Virus".

Carlos Garcia


Banda: Chugun
Álbum: Virus (2015)
Rate: 8
País: Israel
Estilo: Speed Thrash
Label: Independente

Banda:
Denise Jani – Vocals
Timur Sizov – Guitars

Alexey Saprikin – Bass
Yahel Goldstein - Drums




Tracklist:
01.Virus
02.Unholy Warrior
03.Sadistic Rites
04.Martyr
05.Futile
06.Fume
07.Fall Of Mankind
08.Print In Blood
09.Evil Whiskey


 


Chugun: Speed and Agressive Promising Thrashers From Israel




When we think in Metal from Israel, immediately the name "Orphaned Land" comes to mind, but there are more very good names working hard and showing a sound full of quality, and CHUGUN is one of the pleasant surprises you will find in Israel's Metal scene. 

The band was created in 2010, in Tel Aviv, and presents in 2015 the album "Virus", their debut, that brings a good impression, with their competent mixing of Old School Thrash/Death, prioritizing the speed and aggressivity, but with good riffs and changes of tempo during the songs, with nice variations.


“Brutal!”, this was the first word that came into my head so I put to hear "Virus". The mix of Brutal Thrash and Death Metal cuts fast into your ears, and the group literally puts the walls down, an invitation to mosh and slam dancing. 




We can hear riffs and typical bases of Traditional Thrash, merged with extremely fast bass and drums. The screaming and gutural vocals, pouring anger, with no room for the listener to take a breath, as well we can find some inroads of  Modern Thrash in their sound too. 


One of the highlights is the voice of Denise Jani Sivov, moving masterfully by aggressive, screaming and the guttural vocals, even you can not realize that is a girl on vocals if you do not have this information in hands. Nowadays we have several female singers in Extreme Metal, but the girls still causing amazing impressions.  Still "kicking ass" Denise!!



The main theme of their lyrics is misanthropy, but they have doses os sarcasm and sense of humor too (the song "Evil Whiskey" is a good example). The title song presents the human kind as a virus that infests the earth! well, you can bet this seeing the CD cover, wich is very cool!


A good debut, Another good representative name of the Israeli Metal, and is easy to indicate to all Thrash Metal fans. References? Well, I think Devildriver, Witchery and a bit of Arch Enemy can give you a ideia of what you can find in “Virus”.

Texto: Carlos Garcia

Band: Chugun
Album: Virus (2015)
Rate: 8
Country: Israel
Style: Speed Thrash
Label: Independent


Band:
Denise Jani – Vocals
Timur Sizov – Guitars

Alexey Saprikin – Bass
Yahel Goldstein - Drums



Tracklist:
01.Virus
02.Unholy Warrior
03.Sadistic Rites
04.Martyr
05.Futile
06.Fume
07.Fall Of Mankind
08.Print In Blood
09.Evil Whiskey