terça-feira, 3 de junho de 2008

O Metal hoje no mundo: evolução ou modismo?

Hoje temos um mundo tomado pela mídia. Se antes era difícil encontramos o disco de uma banda, hoje encontramos raridades com qualidade digital, além de bandas que nem alcançaram grandes gravadoras, mas que podem ser escutadas em países onde nunca se imaginara que haveria headbangers.
Assim, hoje temos milhares de bandas lutando por um espaço na coleção de cds dos apreciadores do som, ou até mesmo com um lugar em seus mp3 players. Porém, uma questão que fica é para onde este estilo, que nasceu do rock and roll, tomou os ambientes underground e por muito tempo (inclusive hoje) sofreu preconceitos sem fundamentos, tem caminhado. Será que bandas tidas como New Metal (Korn, System of a Down, Linkin Park, etc.) seriam uma evolução ou apenas modismo? Será que seu som alternativo, bem diferente do que tínhamos como o “verdadeiro” metal, como Black Sabbath e Iron Maiden, estaria apenas tornando o termo “metal” mais abrangente, mais acessível às pessoas que não gostam do som de bandas clássicas como desses britânicos, ou seria uma forma nova de metal, um novo meio de se fazer metal e, de certa forma, uma revolução?
Essas são questões que talvez não pensamos. Porém, embora música seja música apenas, e gosto não se discuta, muitas são as discussões dos headbangers ditos verdadeiros condenando essa nova onda (principalmente vinda dos norte americanos), assim como estes acabam por defender uma renovação, como se outras bandas surgidas nos meados da década de 90 e século 21 não passassem de meras cópias.
Eu me considero um fã de Metal, e embora tenha o Heavy Metal “tradicional” como bandeira a qual defendo e escuto todos dias (sou um “Maindemaníaco”, escuto Black Sabbath e seus derivados), aprecio bandas como as que citei (exceto Linkin Park, a qual não consigo ver metal no seu som), e acredito que, longe de ser uma evolução, no sentido de ser melhor do que os mestres que o criaram e manteram ao longo dos anos, acredito que seja algo saudável. Mas, o que pode deixar as coisas complicadas é a popularização desse som por pessoas que, realmente, poucas informações têm desse estilo de música que há muito se tornara um estilo de vida. Assim, alguém que é fã de Korn pode sair por aí dizendo ser metaleiro, como se fosse a mesma coisa escutar essa banda e outras como Megadeth ou Slayer.
É interessante como estilos modistas, como os “emos”, têm se tornado algo à parte, sendo a imagem mais importante que o som que essa gurizada escuta. Digo isso pois fiquei surpreso em ver a quantia de pessoas que usava esse estilo estético no show do Iron Maiden no Download Festival de 2007. Sendo que muitos cantavam as letras, como os fãs aqueles de calça jeans, cabelo comprido e mal aparado, com camisetas com o Eddie estampado.
Cabe questionarmos a nós mesmos os nossos preconceitos: seria um som e um estilo de vida “novos” algo que poderia causar algum dano naqueles que estamos acostumados, que consideramos tradicionais?

Texto: EddieHead

Um comentário:

Noyes disse...

Na minha opinião, o que acontece é q cada época exige um estilo ou algo novo para servir como moral revolucionária ou algo do tipo. No caso do metal como nós conhecemos, acredito que tá ae há tanto tempo pela força com q ele entrou no cotidiano das pessoas, como o q faltava para aqueles q estavam de saco cheio do dia-à-dia normal. E acabou se tornando um estilo de vida pela qualidade dos sons e pelo entusiasmo dos músicos e apreciadores.
Bandas novas, estilos novos, sempre vão surgir por ae, numa garagem ou seja lá onde for. Mas o importante mesmo é a força com e elas interagem na sociedade, o papel q elas vão desempenhar.

Música é arte, atinge as pessoas e tem o poder de mudar as suas vidas e suas maneiras de enxergar o mundo.