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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Entrevista - Vlad V: Quatro Décadas de Rock & Roll



 


O Vlad V é uma banda de hard rock progressivo fundada em Blumenau (SC) em 1986. Liderado pelo multi-instrumentista Jean Carlo, o grupo é considerado um dos pioneiros e a banda de rock autoral mais antiga em atividade no estado de Santa Catarina.

Com letras em português e uma fusão de Hard e Classic Rock/ Progressivo, Blues, Folk e MPB, o Vlav V apresenta uma personalidade musical marcante. 

Mesmo com diversas alterações na formação, a identidade musical e resiliência da banda se manteve através dos anos, sempre com a liderança e talento de Jean a frente.

Com uma formação consolidada como trio desde o início de 2024, quando Seco Mafra (baixo e backing vocals) e Clifton Macnamara (bateria) - músicos que cresceram acompanhando os passos do Vlad V - juntam-se a Jean Carlo para uma nova fase, e continuar a escrever capítulos importantes dessa história.

Completando 40 anos de história, o Vlad V prepara novidades, enquanto segue na estrada, seu habitat natural, e levará ainda muita música produzida com alma aos fãs!

Conversamos com a banda, para falar um pouquinho sobre essa história e os planos futuros.



RtM: A banda Vlad V já tem uma trajetória consolidada no cenário catarinense e no sul do país. Como vocês definem a identidade musical do grupo desde a formação até os dias atuais?
Jean Carlo: O Vlad carrega uma identidade forte ligada ao hard rock, ao rock clássico e ao progressivo, mas também dialoga com a MPB. Somos bem ecléticos. As letras fazem parte desse contexto, assim como a nossa sonoridade característica. Em mais de 30 anos de trajetória, construímos uma marca própria, que começa pelo próprio nome da banda.


RtM: O nome "Vlad V" carrega uma carga simbólica forte. Qual o significado por trás do nome da banda e como ele se conecta com a proposta artística da banda?
Jean Carlo: Na minha adolescência, encontrei uma revista com histórias do Drácula, e havia ali um príncipe da Valáquia chamado Vlad. Achei o nome muito legal para uma banda de heavy metal. 

Acabou que fomos tocar em um festival e ainda estávamos sem nome, então adotamos Vlad. No fim, viramos uma banda de hard progressivo com nome de banda de heavy metal.


RtM: O que representa para vocês o álbum de estreia da banda, “Vlad V” (1993)? Certamente sentimentos, muitos diferentes, mas para o Jean, que é o fundador e único remanescente, tem um significado mais profundo e pessoal. Inclusive há o detalhe no selo do LP, que está escrito “Jean Carlo”, e nunca tive oportunidade de perguntar antes: o Vlad nasceu como um projeto solo?
Jean Carlo: O álbum de 1993 é, na verdade, um disco solo, por isso aparece apenas o nome Jean Carlo nos créditos. Depois de uma breve estada em São Paulo, voltamos para Santa Catarina e a banda se desfez. 

Como as composições e o nome da banda eram meus, resolvi gravar um primeiro disco com músicos de estúdio, para deixar o caminho preparado para uma nova formação, que viria no trabalho seguinte.


RtM: E vamos falando um pouco mais sobre a história do Vlad V, como o também clássico segundo álbum, a “Espada e o Dragão” (1997), que tem essa aura mais épica, com temas medievais, mas claro, ainda sim com músicas poéticas e que falam de sentimentos humanos. Gostaria que vocês comentassem um pouco sobre ele.
Jean Carlo:  O “Espada e o Dragão” foi meticulosamente planejado antes da gravação com a nova formação da banda. Essa nova formação estava afiada e com muita vontade de registrar aquele trabalho naquele momento. 

É um álbum muito importante para a carreira do Vlad, com grandes composições que se tornaram clássicos na trajetória da banda.


RtM: Um álbum que adoro demais é o “Viagens Acústicas”, que deixa mais nítido esse lado folk, intimista e poético da banda. Gostaria que comentasse sobre esse trabalho, que também rendeu apresentações especiais.
Jean Carlo: “Viagens Acústicas” surgiu em uma fase em que eu estava me dedicando mais à flauta e aos violões. Naturalmente, o trabalho veio com uma pegada mais suave, voltada para o folk e a MPB.


RtM: Quebrando um hiato, pois desde 2017 o Vlad V não lançava uma música inédita, tivemos em 2025 a primeira amostra do que virá por aí com a atual formação, o single “O Tempo Cansou de Esperar”, que traz as características marcantes da banda, e soando revigoradas. Gostaria que vocês comentasse sobre essa canção.
Jean Carlo: “O Tempo Cansou de Esperar” é uma canção que resume bem as pretensões da banda. Ela começa com elementos de música clássica na introdução, com vocais melódicos, e vai evoluindo até se transformar em um hard rock poderoso. É, de certa forma, um retrato da característica do Vlad.


RtM: E para vocês, Clifton e Seco. Como foi o processo de integração à Vlad V? O que mais chamou a atenção de vocês na proposta da banda e como se deu essa conexão musical?
Clifton: Foi um processo bem natural na verdade. Nós já conhecíamos o Jean há muito tempo. Já éramos fãs e frequentávamos os shows do Vlad. 

Eu até já havia promovido um show deles em um dos festivais que organizo. Mais tarde nós passamos a tocar juntos no formato “Máquina Seca & Jean Carlo”.

A Máquina Seca é um projeto paralelo que eu tenho com o Seco há mais de dez anos. Então juntamos forças com o Jean e fizemos vários shows há alguns anos atrás. Tocamos alguns covers e também canções do Vlad. Foi meio que um pré Vlad com essa formação. 

O projeto deu uma esfriada e há cerca de dois anos acabamos entrando pro Vlad. E hoje aqui estamos! Muito felizes e honrados em fazer parte dessa lendária banda que sempre nos influenciou e nos marcou na nossa trajetória musical. 


RtM: Vocês chegaram trazendo novas influências para o som da Vlad V? Como têm contribuído criativamente nos novos projetos e o que o público pode esperar dessa nova fase?
Seco: Nossas influências são muito parecidas: todos gostamos do bom rock progressivo dos anos 70. Nas novas composições participamos ativamente em todas as partes do processo, afinal somos uma banda e é importante ter características individuais de cada integrante nas canções. O público pode esperar o Vlad V voltando às suas raízes nessa nova fase!


RtM: Como vocês avaliam o papel das plataformas digitais na difusão da música da Vlad V? O que mudou na relação com o público desde a ascensão dessas tecnologias?
Jean Carlo: O maior problema é a grande mídia, como rádio e TV, que muitas vezes ignora a boa música. Somando isso às dificuldades de um país subdesenvolvido, temos um pacote completo de desafios. Mas o rock alivia tudo isso, então nem pensamos em parar.


Entrevista: Caco Garcia 
Fotos: Divulgação 









quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Indira Castillo (Malvada): “Mais do que a sonoridade, o que nos define é a mensagem.”

Por Paula Butter 

A cantora Indira Castillo, conhecida por uma trajetória de mais de uma década transitando entre Blues, Jazz e Rock, vive um momento de consolidação à frente da Malvada, banda feminina que se firmou como um dos nomes mais expressivos do Hard Rock nacional dos últimos anos. Desde que assumiu os vocais em 2023, Indira passou a integrar também o processo criativo de produção e composição, muito presente no trabalho mais recente do grupo, lançado pela gravadora italiana Frontiers Music, que reforça ainda mais a identidade musical e o posicionamento artístico da banda.

Em entrevista à Road to Metal, a artista fala sobre os desafios da transição, a construção de uma identidade vocal dentro do Hard Rock, os cuidados com a voz, o trabalho visual no palco, a participação no Bangers Open Air 2026, a turnê europeia em fevereiro e seus planos para o futuro.

Paula Butter: Você já tem uma longa carreira na música, sendo que já passou por gêneros como Blues, Jazz, Soul e Rock. Como foi assumir os vocais da Malvada em 2023 e quais foram os maiores desafios dessa transição?

Indira Castillo: Toda entrada em um projeto novo exige adaptação, principalmente quando a proposta tem uma pegada diferente. Era algo próximo do que eu fazia, mas ainda assim tinha particularidades. E eu já cheguei em um momento de produção de álbum, então entramos direto no processo criativo e de composição. Isso foi muito positivo, porque cada uma conseguiu trazer referências próprias para o som. Algumas coisas são muito intrínsecas em nós. No meu caso, por exemplo, na voz não foi algo totalmente “intencional”, do tipo “vou deixar mais rock and roll”, o instrumental já pedia isso por ser Hard Rock. Foi muito intuitivo, muito gostoso, e essa fase de produção foi rápida.

Edu Lawless / @edulawless

Paula Butter: Além da banda, você também atua como mentora e preparadora vocal. Como esse conhecimento técnico impacta suas performances no palco e no estúdio?

Indira Castillo: Eu brinco que isso nos deixa mais autocríticos, porque da mesma forma que a gente orienta alguém, também se auto analisa. Mas isso é bom: você vai ajustando o que precisa ser ajustado. A gente não para de aprender. Cada show ensina algo sobre você mesma. Você percebe pela reação do público quando canta do jeito que queria, intencionalmente, e entende o que consegue fazer. E quando não está no melhor dia, também percebe. Mesmo depois de mais de 10 anos cantando, sinto que cada show traz um aprendizado novo.

Paula Butter: A Malvada sempre teve uma identidade forte dentro do rock nacional. O que define a banda hoje, em termos de som, discurso e postura artística?

Indira Castillo: Antes até do som, eu diria que é a mensagem. É como a gente quer se posicionar na sociedade e como isso pode ser transformador, especialmente em um contexto em que a mulher ainda enfrenta dificuldades sociais constantes. Esse é o grande propósito por trás de tudo. A música é o meio para desenvolver isso, seja nas letras, seja no peso do som também. Existe aquela máxima que a gente já ouviu muitas vezes, com homens dizendo: “Elas não vão tocar tão pesado”, “Não vão tocar tão bem…”. Então tudo isso está no que fazemos. A sonoridade define, sim, mas mais do que isso, a mensagem por trás de tudo.

Edu Lawless / @edulawless

Paula Butter: O álbum mais recente traz letras em inglês e português e uma mensagem bem direta. Agora vocês estarão no Bangers Open Air 2026. Como foi receber esse convite e o que o público pode esperar do setlist?

Indira Castillo: A expectativa é enorme! Nós estamos muito animadas, porque vieram novidades na banda, não só o convite para o Bangers, mas outras coisas que deixaram tudo muito próximo, mais vivo. Isso nos empolga a construir um show cada vez melhor. Para o Bangers, a ideia é levar músicas do álbum mais novo e também do primeiro, mas direcionando o público para a trajetória da banda. Eu acredito muito em apresentar a banda por completo: tudo o que ela foi e tudo o que ela é hoje. Mostrar desde as primeiras músicas, a transição e as faixas novas em inglês e português, porque isso define muito o momento atual.

Paula Butter: Em fevereiro vocês partem para uma turnê europeia. O que você já pode adiantar?

Indira Castillo: Antes eu não podia falar, agora eu posso! (Entusiasmada) É uma honra, a gente vai abrir para o Michael Schenker, e eu tenho certeza de que vai ser uma experiência única para muitas de nós. Algumas já foram para fora, outras não. E agora é diferente, porque estamos levando nosso som autoral, em português e em inglês. É muita gratidão. Na Europa, a gente vai dar um foco maior nas músicas em inglês também por uma questão de comunicação com o público, e porque isso conversa com o som do álbum. A ideia é levar um show bem próximo do que faremos no Bangers. Vamos passar pela Alemanha, França e Países Baixos, entre outras datas.

Paula Butter: Como você concilia shows, mentorias e aulas. Quais cuidados você mantém para preservar a voz, especialmente com viagens e mudanças de clima?

Indira Castillo: Sempre aparece uma novidade, um “remedinho”, uma coisa nova, mas eu acredito muito no básico, que é descanso. Dormir bastante e descansar a voz. Cuidar da voz antes de show e gravação, e fazer aquecimentos e pré-aquecimentos direcionados ao objetivo. Vai ser sempre um desafio, mas o básico funciona: se alimentar bem, se hidratar muito, dormir e dar descanso para a voz.

Paula Butter: A presença de palco e a identidade visual da Malvada são marcantes. Como vocês pensam toda essa produção, figurino, maquiagem, estética, e ainda lidam com o calor e a correria de palco?

Indira Castillo: A gente aprende muito com a experiência, vê o que funciona e o que não funciona. Às vezes uma maquiagem, por exemplo, pode atrapalhar na hora, mas existem técnicas. Antes de trabalhar com música eu também trabalhava com maquiagem, então aprendi algumas coisas que ajudam, e ajudam as meninas também. Em termos de visual, a gente tenta manter uma identidade geral, se a paleta de cores é preta e vermelha, por exemplo, todo mundo conversa com isso. Isso cria identidade visual e comunica melhor! A gente brinca com isso nos clipes e vídeos. Inclusive “Veneno” foi totalmente verde, outros trabalhos foram vermelho e preto… . A gente gosta de explorar essa parte visual.

Edu Lawless / @edulawless

Paula Butter: E sobre sua carreira fora da banda, existem planos para material solo em 2026?

Indira Castillo: Sim! Estou desenvolvendo novamente um material solo, com uma linguagem um pouco diferente da Malvada. Provavelmente isso ganha continuidade depois da turnê, porque agora a atenção está toda voltada para esse momento. Mas eu vou retomar, provavelmente com um EP. Vamos ver.

Paula Butter: Para finalizar, qual conselho você daria para mulheres que tentam ganhar espaço no Metal e no Rock, ainda em um mercado ainda muito masculino?

Indira Castillo: Vou tentar falar sem parecer “Papo de coach”, mas o que eu sinto, vivendo isso, vendendo mentorias e shows, é que a persistência precisa ser diária. Aquele “Vocês vão me ouvir” tem que ser uma tecla batida o tempo todo. Seja com material, com vídeos, com presença. Muita gente vê a rede social como um inimigo, mas ela pode trabalhar a favor, é uma ferramenta gratuita para marcar nosso nome, nossa imagem e nossa presença na música. Então o clássico é esse: Não desistam! Persistam até dar certo.

Edu Lawless / @edulawless

Paula Butter: Recado ao público e aos fãs:

Indira Castillo: “Estão todos convidados para os shows! Agradeço o espaço da Road to Metal. Espero ver todos vocês em breve, seja no Bangers, ou na turnê lá fora, seja aqui em São Paulo e em outros estados. A gente se encontra.”

Em tempo, o show da banda no festival Bangers Open Air 2026, será no dia 24 de Abril, no Memorial da América Latina em São Paulo. E ainda, entre fevereiro e março de 2026 a Malvada será a banda de abertura da turnê europeia “My Years With UFO”, liderada pelo lendário guitarrista Michael Schenker, ícone do rock mundial e ex-integrante do UFO e Scorpions. 

Os shows passarão pela Alemanha, Holanda e França, com apresentações em casas e teatros renomados da cena europeia. A participação da Malvada como opening act da turnê mundial marca um passo decisivo na consolidação internacional da banda.

Datas confirmadas da turnê:

18.02.2026 – Plauen (DE), Festhalle

19.02.2026 – Bremen (DE), Modernes

20.02.2026 – Oberhausen (DE), Turbinenhalle II

22.02.2026 – Hamburg (DE), Große Freiheit 36

23.02.2026 – Cologne (DE), Kantine

24.02.2026 – Tilburg (NL), 013

26.02.2026 – Heerlen (NL), Parkstad Limburg Theater

27.02.2026 – Paris (FR), Le Trianon

28.02.2026 – Amneville (FR), Seven Casino

01.03.2026 – Ingolstadt (DE), Eventhalle Westpark


domingo, 13 de julho de 2025

Hard Power no Divina Comédia: O Retorno dos Gigantes!

 

 
Meus queridos, queridas e querides! Que momento, que momento! Há algumas semanas atrás tive o prazer de cobrir fotograficamente o show de uma das bandas que desde 2024 está se destacando no cenário do Hard Rock nacional, Hard Power! O evento aconteceu no Divina Comédia, no dia 27/06, aquecendo uma noite fria do inverno gaúcho com muito Hard, Heavy e Classic Rock.

Hard Power & Lamarquez aqueceram a gelada noite do dia 27/06


Na abertura tivemos a grata surpresa LAMARQUEZ, banda formada pelos irmãos Douglas e Agatha Marques (Ba Dum Tssss), na guitarra e vocais e baixo e vocais, respectivamente, juntamente a Beto Brum (Adoro pessoas que os nomes e sobrenomes começam com a mesma letra) na guitarra solo e Lucas Farias na bateria. 



E me permitam falar, na verdade escrever, que banda, que puta banda FODA! Com instrumentos de peso, vocais graves rasgados, técnica impecável, a Lamarquez para este protótipo de redator jornalístico que vós escreve, possui uma qualidade musical próxima ao pessoal da Hard Power. 



Focados em músicas próprias em português, a banda não deixa absolutamente nada a desejar para quem gosta de um som autoral, técnico e pesado. Também fazem alguns poucos covers de músicas reconhecidas mundialmente no cenário rock e hard (power) rock, além de apresentarem uma performance sensacional! 



E kudos para o entrosamento dos irmãos! Se apoiam, se levantam e torcem um pelo outro! Meus queridos, queridas e querides, que, novamente, PUTA BANDA FODA DO CARALHO! Pelo o que vim e principalmente ouvi, a gurizada da Lamarquez tem tudo para ser reconhecida e dominar o cenário nacional! Cheers mate’s!   









Depois da enérgica abertura da Lamarquez, chegava a vez da dona da festa tomar o palco! Vamos lá!



A HARD POWER é composta por músicos renomados na cena, como dois integrantes da nossa querida banda Hangar, o vocalista Michael Polchowicz e o guitarrista Cristiano Wortmann, que também tocou na banda Zerodoze, o baixista Rafael Yadek e o baterista Lucas Rodrigues, ambos ex-Gueppardo (abraços queridos!), fizeram um show simplesmente espetacular no Divina Comédia há algumas semanas atrás, onde a banda demonstrou, e provou, que os grandes nunca morrem, se reinventam! 


Com diversos covers de músicas clássicas do rock e hard rock internacional, e músicas de repertório próprio a Hard Power vem para dar uma nova roupagem ao hard rock nacional e mostrar não somente para o Brasil, mas para o mundo, que o Hard Rock “never dies”, apenas se reformula e mostra o seu poder (trocadilho nem tão não intencional assim...) para os fãs do gênero! 


O público presente na Casa do Rock Porto Alegrense, Divina Comédia, pode ouvir e comprovar que, tanto os originais do Hangar quanto os outros integrantes,  uniram-se para criar um Hard Rock/Heavy Metal que une influências das antigas com mais atuais, aliando técnica e experiência, resultando em música de alta qualidade! 


O público vibrou com os vários clássicos que a banda apresentou, destacando "Perfect Strangers" (que inclusive figurava no repertório do Hangar), "I Want to Break Free" e "Highway to Hell", que contou com a participação de Igor Hessel (Cartel da Cevada) nos vocais junto com Mike. 


É incrível a desenvoltura com que os músicos passeiam por esses diversos clássicos, trazendo versões com seu toque pessoal, e o vocalista Mike Polchowicz interpreta com propriedade hinos imortalizados por monstros como Freddie Mercury, Dio, Ian Gilan, entre outros. 


Cristiano Wortmann sempre é um show a parte, com sua técnica apurada e vibração no palco, e foi tão explosivo que até o ampli de guitarra queimou 🔥 E teve de ser trocado, o que encurtou um pouco o set.


E é claro, destaque  para as músicas do debut da Hard Power, algumas já na ponta da língua do público, como "Crawling in The Dust" e "Some Dreams".





Uma grande noite onde o público saiu satisfeito, e a Hard Power mostrou que está aí para buscar cravar seu nome no cenário, poder de fogo e talento não faltam.

Texto e Fotos: Vinny Vanoni 
Edição e Revisão: Caco Garcia 

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segunda-feira, 19 de maio de 2025

Arde Rock: Hard Rock e Rock & Roll Inclusivo

 


“Seja com limitações, até onde você pode chegar?”

Com essa chamada a Arde Rock lançou seu o vídeo para a música “Encontrar as Respostas” - que está no seu mais recente álbum, “Seguir em Frente” - e não por acaso o clipe foi disponibilizado no dia 02/04, dia nacional de conscientização sobre o autismo.

Seguindo a característica marcante da banda em construir letras com mensagens positivas e de superação, usando experiências pessoais e da vivência do dia a dia, “Encontrar as Respostas” em seu enredo conta uma história em que o personagem, mesmo com suas dificuldades e limitações, vai perseguindo o seu sonho, buscando se encaixar. 


Todos temos algum tipo de dificuldade ou limitação, alguns mais que os outros, temos nossas lutas internas, e creio que cada um verá algo de si na história que se passa no vídeo,ou pelo menos lembrará de alguém próximo. 

A metáfora da máscara que o personagem usa, ficou bem interessante, e deixa a abertura para interpretações. Pode ser uma proteção que ele criou ao seu redor, e a busca ainda da sua identidade e onde se encaixa no mundo. 

Ele está procurando respostas, e chegamos então ao que diz a letra da música, e destaco aqui o refrão “Atos são fatos e falam à alma, para encontrar as respostas é preciso ter calma.” 


De comunicação simples, fala a todos, e sem ultrapassar aquela barreira que leva a “positividade tóxica” que muitos incorrem, a Arde Rock procura levar mensagens e energia positiva e renovadora através da música, que é uma das melhores terapias que existem. 

A banda também já é conhecida pelo trabalho que faz nas escolas, levando a música e profissionais da saúde para falar sobre questões importantes de bem estar mental e inclusão social.

Música é remédio para a alma, e na bula não tem contra indicações. Use Rock & Roll e Arde Rock sem moderação! (Bom, de volume talvez, dependendo da ocasião hahahaha).

Confira o vídeo no canal do YouTube da Arde Rock, lembrando também que os três álbuns da banda estão nas principais plataformas.



“Arde Rock desde 2008 levando o VELHO ROCK, criando motivos para que todos tenham ALGO A ZELAR e inspirando pessoas a SEGUIR EM FRENTE.”

Texto: Caco Garcia 
Fotos: Divulgação e Arquivo da banda 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Entrevista: Connecting Pieces - Hard Rock e Temas Ligados ao Horror

 

- Rafael, grande satisfação ter este papo contigo. Como andam as atividades da CONNECTING PIECES?

O prazer é meu!! O Connecting Pieces lançou recentemente a música Falling Down, seu primeiro single com a nova formação, que conta com o Leandro Caçoilo nos vocais. Em paralelo continuamos trabalhando na divulgação do álbum Your Soul Dies First, que ganhou sua versão física no segundo semestre deste ano.


- Como está sendo a aceitação do novo álbum, “Your Soul Dies First”?

A melhor possível ! O trabalho foi extremamente bem recebido tanto no Brasil quanto no Exterior. Temos tido um feedback que evidencia a evolução da banda, caminhando para um estilo próprio, um pouco mais pesado e sombrio, sem deixar de lado as raízes AOR e Hard Rock do primeiro álbum.


- O Single “Falling Down” foi lançado já com o seu novo vocalista, Leandro Caçoilo. Como se deu a entrada dele na banda? Como este material vem sendo recebido? 

A recepção foi surpreendente. A música é uma composição minha e trata-se de algo autobiográfico. É impressionante como você pode ir a lugares obscuros dentro da sua cabeça quando não cuida da sua saúde mental. 

A interpretação do Leandro foi a peça que faltava para transmitir essa sensação ao ouvinte. Conheço o Leandro há algum tempo, fizemos alguns shows com o Journey Cover no qual eu tocava, tive aulas de técnica vocal com ele, portanto o convite para que ele fizesse parte do Connecting Pieces foi algo natural.


- “Spank Wire” eu gostei muito. O que você pode nos falar sobre ela e sua veia de Rock Clássico?

Spank Wire é uma grande composição do Thiago Cicilini ! É um típico Hard Rock, bem sacana, com muita lascívia! Quem é fã do Hard Rock oitentista certamente vai se deliciar com esta música. Todos nós temos nossas raízes musicais calcadas no Rock e Metal Clássicos. 

Obviamente com o passar do tempo vamos assimilando novas referências e adquirindo novos gostos, mas é impossível tirar aquilo que está tão enraizado desde que somos moleques.


- A versão em CD de “Your Soul Dies First” ficou excelente, e nela ainda temos o EP “Reconnecting” como bônus. Como você enxerga a importância deste formato para uma banda underground?

Num mundo cada vez mais virtual creio que a mídia física traz o fã mais para perto da banda. É uma experiência sensorial completamente diferente. 

Na mídia física vc tem o tato, vc tem o olfato, vc tem a visão e, finalmente, vc tem a audição. Pegar o CD, abri-lo, sentir o cheiro do material novo, ler o encarte, ver as fotos e ouvir o material com uma qualidade muito superior, é algo que fez parte da vida de muita gente e é algo que as novas gerações estão começando a apreciar. O CD materializa a banda, torna palpável, torna verdadeira, isso não tem preço.


- Como foi que surgiu a ideia para a concepção de “Reconnecting”? Foi complicada a tarefa de escolher a track list?

Foi extremamente divertido gravar este álbum ! Com a entrada do Carlos Alfano e do Thiago Cicilini precisávamos de material novo para apresentar a nova formação. Começamos pela regravação das músicas Army Of Viruses e Zombie Tsunami, que também ganharam vídeo clipes. 

Em seguida fomos pensando em algo inusitado, que fugisse do óbvio, para mostrar que o Connecting Pieces era único, que não tinha medo de inovar e de escancarar as referências musicais dos integrantes fora do Metal. Foi assim que fomos apresentando idéias e chegamos nas músicas e versões que estão no álbum. É algo que eu faria novamente com todo prazer !

 

- João Duarte assinou a arte da capa de “Your Soul Dies First”, e o resultado ficou matador, porém um tanto quanto pesado para uma banda de Hard Rock. Essa foi a real intenção de vocês?

A intenção, desde o início, foi chocar. Mas não de uma maneira simplista, chocar somente por chocar. A capa tem um simbolismo e ao mesmo tempo uma mensagem. 

Ela segue um tema que abordamos desde o clipe da música Zombie Tsunami, que pode ser encontrado em nossa página do YouTube. Trata-se de uma crítica ao tempo que as pessoas perdem presas aos seus dispositivos eletrônicos enquanto o mundo real está esvaziado e a vida está escorrendo entre nossos dedos. 

Na capa temos o personagem com um celular em mãos tendo seu cérebro corroído por uma armadilha feita de celulares, tablets e afins. 

O Visual foi baseado nos pôsteres promocionais da série “Jogos Mortais” (SAW). Your Soul Dies First e retrata estas pessoas, que só se mantém vivas com seus aparelhos em mãos, enquanto sua alma vai se apequenando cada vez mais. Podemos fazer uma analogia de que a tecnologia é o novo demônio e que a maioria das pessoas já vendeu sua alma para ele.

- “Your Soul Dies First” tem canções que se baseiam na série “Jogos Mortais”. Você é fã de filmes de horror? Quais outras franquias você poderia indicar para os nossos leitores que amam este gênero?

Sou um grande fã do gênero ! Consumo filmes de Terror quase que diariamente ! Com a enorme popularização do gênero nos últimos tempos temos muita coisa descartável hoje em dia, mas ainda temos excelentes produções mais atuais. 

Em se tratando de franquias é complicado uma constante na qualidade dos filmes, mas sou um grande entusiasta das franquias clássicas Halloween, Michael Myers encheria o Jason de porrada (risos), A Hora do Pesadelo, Sexta Feira 13, os filmes sobre Zumbis de George Romero, Evil Dead, Hellraiser (a versão da música do Motorhead é MUITO MELHOR que a do Ozzy, julguem-me, risos), a mais recente Invocação do Mal, as franquias derivadas de filmes japoneses como O Chamado e O Grito, Jogos Mortais (Claro!). 

Uma trilogia atual que eu gostei bastante foi Rua do Medo da Netflix .... enfim, tem muita coisa boa se você tiver paciência para garimpar.


- Um novo álbum já está sendo escrito? Leandro terá participação ativa nele, Rafael?

Sim, estamos em fase de pré produção de um novo álbum. O Leandro permanece firme e forte nessa empreitada. Estamos realmente empolgados com o rumo que as novas músicas estão tomando. Este novo trabalho será o retrato da evolução que a Banda vem tendo, caminhando em direção a um estilo próprio, e temos certeza que o público e a crítica irão adorar o resultado !


- Rafael, ficamos imensamente gratos por apoiar o nosso trabalho na Road to Metal. Agora este espaço é inteiramente seu, para suas considerações finais...

O apoio é mútuo, vocês não sabem o quanto é importante este espaço para que as bandas nacionais possam apresentar seu trabalho. O Connecting Pieces tem muita lenha para queimar e 2025 será um ano repleto de novidades. Os fãs podem esperar por muita coisa boa. Mal podemos esperar para encontrar a todos nos palcos por aí !

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Entrevista: Alternative Sound

Edição Final/Revisão: Carlos Garcia