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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Kappa Crucis: Mantendo Vivo o Espírito Heavy Rock

2º trabalho inspirado do grupo Kappa Crucis

Quem disse que só temos ótimas bandas que tocam pesadas, rápidas e bastante agressivas, desconhece o trabalho da Kappa Crucis, grupo paulista de Apiaí/SP, que desde os anos 90 tem feito um ótimo trabalho pelo Heavy Rock.

Após a estreia em 2009, a veterana banda lança "Rocks" em janeiro de 2014

Com apenas dois discos lançados, o muito bem recebido debut “Jewel Box” (confira matéria aqui) de 2009 e o recente “Rocks” (2014), o quarteto G. Fischer (vocal e guitarra), F. Dória (bateria e vocais), R. Tramontin (baixo e vocais) e A. Stefanovitch (teclados, sintetizadores, piano e vocais) mostra que o espírito anos 70/80 do Rock e do Heavy Metal básico pode ser mantido, mesmo nos tecnológicos e acelerados anos 2000.

Divulgando “Rocks”, o grupo trouxe um trabalho de muito bom gosto, orgânico, você percebe cada nota, sem soar barulhento, pelo contrário, com uma clareza sonora especial, mas procurando manter a simplicidade que poderíamos ter dos LPs (salvo as devidas proporções, claro).

A banda no primeiro dia de gravações de "Rocks"

Nota-se influência de Rock Progressivo, me vindo à mente Jethro Tull, especialmente em “Invisible Man”, uma das melhores das 10 faixas, num trabalho de ótimos dedilhados de guitarra e notas do baixo bem audíveis e encaixadas.

Entrevistamos a banda em 2012 (confira)
Momentos de destaque também em músicas como “Strange Soul” (com um riff pesado aliado ao teclado harmônico), “Mecathronic”, mostrando a versatilidade técnica do grupo; também merece menção “Between Night and Day”, com exatos 9 minutos de duração e puro Heavy Rock e Progresivo, e, por fim, “When the Legs are Wheels”, pronta para ouvir pegando a estrada (ótimos riffs!) e “The Braves and the Fools”, fechando como a faixa mais “rocker” do disco.

Gravado e produzido aqui no estúdio Ger Som e masterizado no Canadá por ninguém menos que produtor Jera Cravo (Virgil Donatti, T.J. Helmrich, Planet X, Dennis Chambers), “Rocks” segue a proposta evolutiva do grupo e cai como uma luva para os amantes do real Rock setentista. Impossível ouvir e não sentir saudades dessa época, mesmo para quem nem havia nascido. 

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Som do Darma

Ficha Técnica
Banda: Kappa Crucis
Álbum: Rocks
Ano: 2014 
País: Brasil
Tipo: Heavy Rock/Rock Progressivo

Formação
F. Dória (Bateria, Vocal de Harmonia)
G. Fischer (Guitarra, Vocal Principal)
R. Tramontin (Baixo, Vocal de apoio)
A. Stefanovitch (Teclados, Vocal de Apoio)



Tracklist
1- What Comes Down
2- Mecathronic
3- School Of Life
4- Invisible Man
5- Strange Soul
6- Flags And Lies
7- Nobody Knows
8- Between Night And Day
9- When The Legs Are Wheels
10 – The Braves And The Fools

Acesse e conheça mais sobre a banda

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Kappa Crucis Preparando o Sucessor da Caixa de Joias




Se o seu debut "Jewel Box" (2009) já deixava a gente impressionado com a qualidade desses quinteto paulista, o que podemos esperar de um novo trabalho? Afinal de contas, ai aumenta muito mais a pressão, porque a banda já é conhecida e tem que mostrar que não foi sorte de principiante. Pois bem, o desafio está lançado, e o Kappa Crucis vem preparando com muito afinco seu novo trabalho, de acordo como batera Fábio Dora:

"O disco representa uma evolução natural em comparação ao "Jewel Box", que é um orgulho para nós. Deixamos a criatividade nos levar, de forma a não forçar qualquer direcionamento musical, sem preocupação se está mais parecido com isso ou aquilo."

Dito isso a curiosidade só aumenta, resta saber que as faixas já estão batizadas e falta apenas batizar ao álbum que apresentará: "FlagsAnd Lies", "Strange Soul", "Invisible Man", "What Comes Down", "NobodyKnows", "Mecathronic", "Between Night And Day", "When The Legs Are Wheels", "The BravesAnd The Fools" e "School Of Life". 

Para matar uma pouco da curiosidade, os caras tocaram algumas faixas novas no show de abertura do Circa, (Circa é a banda de Billy Sherwood e Tony Kaye, ex-integrantes do Yes). É possível ver os vídeos no Youtube de  "Invisible Man", "What Comes Down", "Flags And Lies" e "Strange Soul". E pela qualidade das composições e só aguardar que vem coisa boa por ai. 

Kappa Crucis é:

Fábio Dora (bateria)
G. Fischer (guitarra e vocal)
R Tramontin (baixista)
A. Stefanovitch (teclado)

Texto: Luiz Harley
Edição/revisão: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Aproveite que está aqui e leia entrevista exclusiva com a banda clicando aqui.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Entrevista: Kappa Crucis, os Bons Tempos Voltaram


No site da banda está escrito: "A banda Kappa Crucis sempre acreditou no verdadeiro Classic Heavy Rock e vem vivendo longamente para tanto."

Uma bela apresentação para este grupo que foi formado no início dos anos 90, em Apiaí, interior paulista. Inicialmente tocando versões de Black Sabbath, Lynyrd Skynyrd, Uriah Heep, Allman Brothers e outros ícones do Classic Rock e Heavy Rock setentista, logo partiram para composições próprias, fiéis ao estilo que lhes inspirou.

Com um trabalho de qualidade e aclamado pelos fãs do estilo, a banda agora prepara o sucessor do elogiado "Jewel Box". O Road To Metal conversou com a Kappa Crucis, falando sobre sua proposta, sobre o futuro e outros assuntos, numa entrevista cheia da alma do bom e velho Classic Rock!

Road to Metal: Sendo uma banda com o estilo enraizado nos anos 70, vocês não temem que a proposta possa ser taxada por alguns “críticos” como datada? E sendo membros ativos da cena, o que vocês acham da cena rock nacional que está totalmente descaracterizada por pseudogrupos coloridos promovidos pela mídia?

G. Fischer – Sempre achamos que o mais importante é tocar aquilo que nos satisfaz e de certa forma até achamos legal esse lance de nadar contra a maré. Quanto a cena do rock nacional, acredito que o verdadeiro rock só exista no underground, pois o que rola na mídia é tão decepcionante que nem perco meu tempo para ouvir e opinar.

F. Dória – Não há o que temer. Fazemos nosso trabalho de forma natural e honesta conosco mesmos. É o que está em nossas veias. E gostamos de rock clássico, que é atemporal. Quanto ao rock nacional da mídia popular, também não acompanho, pois é apenas um produto enfiado olho, ouvido e garganta abaixo das pessoas.


RtM: Como foram os primórdios da banda? Foi fácil achar músicos com as mesmas influências?
                                                                                                                    
G. Fischer – No início éramos uma banda que tocava tributos a várias bandas clássicas de rock pesado. Depois começamos a desenvolver trabalho autoral. Vivemos numa cidade pequena que tem poucos roqueiros. Então a maioria de nós já se conhecia e tínhamos praticamente o mesmo gosto musical. Foi só uma questão de unirmos forças para dar o pontapé inicial para montar a banda.

F.Dória – Creio que todos nós começamos ouvindo rock clássico e pesado. Aliás, quando comecei a ouvir, o termo rock clássico nem existia. Quase tudo era heavy, hard ou algo do gênero. Fomos uma das primeiras bandas, talvez a primeira, a citar esse termo no país, numa forma de auxiliar as pessoas a entenderem nosso trabalho.


RtM:  O primeiro trabalho em estúdio da Kappa Crucis veio em 1997 com a demo “Algol – The         Demon Star”, porém o primeiro cd “Jewel Box” só veio em 2009. O que justificou essa demora tão grande? E ouvindo agora esse trabalho, existe algum ponto que vocês gostariam de ter modificado?

G. Fischer – São vários motivos. Mudanças de formação, adaptações, problemas pessoais, grana, tudo o que se possa imaginar. Quanto ao “Jewel Box”, obviamente sempre aparece alguma coisinha que achamos que poderíamos ter feito melhor como arranjos, performances, talvez espontaneidade. Mas não há encanação, pois é um registro de época.

F. Dória – Lançamos várias outras demos entre “Algol – The Demon Star” e o álbum de estréia. E não houve uma pressão do tipo: Precisamos lançar um álbum! Achamos que perseguíamos a formação e o momento certo e isso ocorreu. Agora, claro que não pretendemos demorar para dar prosseguimento a obra, pois com o lançamento do primeiro a responsabilidade aumenta em lançar o próximo.


Rtm: Focando agora um pouco mais no “Jewel Box”, a arte gráfica tem uma temática muito interessante. Poderiam nos explicar um pouco desse conceito?

G. Fischer – Basicamente queríamos uma ilustração que representasse toda a nossa jornada e a cara da banda. E tínhamos as capas dos demos como referência. Então, achamos que seria legal que a capa do álbum fizesse uma espécie de menção a cada uma das fases, o que resultou numa imagem viajante e psicodélica. Cada detalhe tem um significado, mas é meio complexo explicar cada um deles em poucas palavras.

F. Dória – Sim, em resumo, a capa conta parte de nossa história. E também dá ao observador uma possibilidade de viajar como quiser na interpretação.

Rtm: “Son Of Moonligth” é uma das mais belas baladas que eu já ouvi. Conte um pouco como foi a composição da mesma?

G. Fischer – “Son Of The Moonlight” foi composta há algum tempo. Eu tinha uma letra e uma certa estrutura melódica. Apresentei aos meus companheiros e logo finalizamos. Com o passar do tempo fomos aperfeiçoando-a até chegar no que está registrado em “Jewel Box”. Pelo fato de ser uma balada, muitas pessoas imaginam que é uma música romântica ou algo do tipo, mas na verdade ela é como um lamento ou súplica sobre as diversas dificuldades, perdas e incertezas da vida e a superação de tudo isso.

RtM: Todos na Kappa Crucis executam backing vocals, como fica sendo dividida essa função? Falando em voz, G. Fischer tem um timbre agradável e todo especial. Poderia nos contar um pouco como foram seus estudos e quais os cantores que te influenciam?

G. Fischer – Na maioria das vezes os backing agudos ficam a cargo de F.Dória, os graves com A. Stefanovitch e os intermediários ficam com R. Tramontin, tudo sempre respeitando o timbre natural de cada um. De um modo geral nós curtimos bandas que tem trabalho vocal como Queen, Uriah Heep, Kansas, etc. Nunca tive aula de canto. Minha professora foi a paixão pelo rock’n’roll. As influências pessoais são várias: Ian Gillan, Paul Rodgers, Rony Van Zant, Steve Walsh, David Byron, etc.


RtM: Vocês têm uma grande experiência em tocar em festivais, onde já se apresentaram com bandas, digamos, bem mais extremas. Já rolou algum stress por causa disso ou sempre vocês foram recebidos na boa?

G. Fischer – Na maioria dos festivais que participamos havia bandas de vários estilos do rock pesado. Talvez por isso nunca tivemos problemas. E sabemos onde nos meter.

F. Dória – Nunca percebi nenhuma animosidade do público ou das bandas. Até agora sempre fomos recebidos bem. Claro que o público as vezes se interessa mais e em outras ocasiões menos, tudo conforme o lugar, o horário do show e as outras bandas que compõem o cast.

Rtm: A Kappa Crucis faz um som que passeia pelo hard rock, o rock progressivo entre outras influências, entretanto mesmo tendo bandas de grande nível como o Tomada, King Bird entre outras, esse estilo ainda não é tão forte no nosso país. Para vocês a que se deve esse fato?

G. Fischer – Talvez porque o público da cena seja dominado por roqueiros mais novos. E é natural que eles queiram ouvir um som mais contemporâneo. Só que, a medida que eles forem amadurecendo, conhecerão o rock mais a fundo e verão que tem muita coisa boa lá atrás. Mas também acho que a mídia especializada deveria dar mais espaço para que isso aconteça.

F. Dória – É um processo natural. A maioria do público que se dispõe a ir em shows é mais jovem. Para haver um fortalecimento do estilo que você cita, não só a mídia especializada, mas os produtores de eventos e donos de estabelecimentos devem dar sua contribuição, abrindo espaço para as bandas. Isso pode despertar um interesse nas pessoas sobre estilos, história, raízes, etc, e consequentemente, levar a um entendimento mais abrangente e significativo sobre o rock e o que o cerca.


RtM: Vocês recentemente tocaram em Santa Catarina no Orquídea Festival. Como foi a experiência de tocar nesse festival e como esta a agenda para 2012?

G. Fischer – Foi muito legal, pois nunca tínhamos tocado lá. Parabenizamos e agradecemos de coração aos organizadores pela oportunidade. Grande noite! Quanto a agenda, tem aparecido algumas propostas de shows, mas nada oficial por enquanto. No momento a prioridade é finalizarmos a gravação do novo álbum. Mas sempre atentos a analisar propostas que pintarem.

RtM: Está vindo ai um álbum novo. O que vocês podem adiantar para os leitores do Road to metal acerca do mesmo?

G. Fischer - Já fizemos várias sessões de gravações e o que podemos adiantar é que o novo álbum trará o som característico da banda. Porém mais direto e com composições mais maduras, eu acho. Para quem gostou do “Jewel Box”, não vai se decepcionar. É o mais puro Heavy Rock!

F. Dória – Estamos trabalhando com muita vontade e dedicação para fazer um grande álbum.

RtM: Obrigado pela entrevista, estamos ansiosos para ouvir esse novo cd. Gostariam de deixar algum recado para os leitores do Road?

G. Fischer – Obrigado pelo espaço. Desejo aos leitores do Road To Metal muita paz, rock’n’roll e consciência.

F. Dória – Quero agradecer ao Road To Metal em meu nome e dos demais parceiros da banda Kappa Crucis pela oportunidade da conversa. Obrigado aos fãs e amigos pelo suporte. Paz, saúde e conhecimento.



Entrevista: Luiz Harley Caires
Edição: Caco Garcia




SITE OFICIAL

               Acompanhe no Youtube vídeos do Studio Report das gravações do novo álbum


                

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Clássicos Brasil: “Jewel Box” - Uma Jóia Ainda Pouco Conhecida


Em tempos que parece que a música vai se tornando cada vez mais plástica, sem emoção e se aproximando perigosamente dos simples bussines, é uma luz no fim do túnel bandas que honram suas raízes e fazem um som de responsa, que bebe nas boas fontes, mas mesmo assim conseguem criar um trabalho deveras original e muito bom. Por isso mesmo “Jewel Box” já é um clássico.

Formado em 91 em Apiaí/SP, a banda Kappa Crucis é composta por F. Dória (bateria e vocal), G. Fischer (vocal e guitarra), R. Tramontin (baixo) e A. Stefanovitch (teclados) e está na batalha a bastante tempo, mas nunca se renderam ao comercialismo, pelo contrário, nadando contra a maré seu som lembra as grandes bandas dos anos 70 e 80 pegando tudo de bom que formações como Deep Purple, Uriah Heep, Led Zepellin, Thin Lizzy, Lynyrd Skynyrd ofereceram ao mundo e colocando um toque pessoal e altas doses de bom gosto.


Se você gosta do velho e clássico Heavy Rock, não apenas pode conferir sem medo, mas deve!

Sabe aquele tipo de som que faz você viajar? Pois é exatamente essa sensação que temos, já que os músicos são virtuosos, mas não ficam em disputa para ver quem toca mais notas por segundo. O som é feito por quem conhece e toca com emoção,”apenas” isso.

O CD abre com a pulsante “Back to the Water’, e essa faixa ao lado de “A New Seed” deveriam vir com uma proibição de ser ouvida ao volante, porque mesmo sem perceber você meteria o pé no acelerador...

Já em faixas como "Parallel Lines", "Handcuffs" ou "Judgement” os teclados roubam a cena, lembrando muito o mestre Jon Lord (ex-Deep Purple), além de leves pitadas de Prog Metal que trazem um tempero todo especial para o CD.

Vale destacar também o belo timbre de voz de G. Fischer, mas arrisco dizer que a jóia principal dessa caixa (com perdão do trocadilho) é a faixa “Son of The Moonlight”, a balada do CD. O leitor do Road deve ter pensado “Harley, seu desgraçado, elogiando uma balada?!”. É, mas aqui não é uma simples música feita para menininhas, é uma canção com uma carga de emoções que arrepia e o melhor: acabou o CD e eu estava cantando essa melodia que não saiu da minha cabeça até agora.

Esse é um trabalho que consegue uma verdadeira proeza: unir o Hard Rock ao Metal mais extremo, tudo em prol da boa música.


Texto: Harley

Revisão/edição: Eduardo Cadore


Ficha Técnica

Banda: Kappa Crucis

Álbum: Jewel Box

Ano: 2009

País: Brasil

Tipo: Hard Rock/Heavy Rock

Selo: Atomic Cellar


Formação
G. Fischer (Vocal e Guitarra)
R. Tramontin (Baixo)
A. Stefanovitch (Teclados)
F. Dória (Bateria e Vocal)


Tracklist

01. Back To The Water
02. Merchant Of Illusions
03. Parallel Lines
04. Faces
05. Son Of The Moonlight
06. Handcuffs
07. Judgement
08. Beyond The Envy Torch
09.
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10. A New Seed

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Site oficial
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