quarta-feira, 25 de abril de 2012

Resenha de Shows: Massacre 2012 Mostra a Força do Metal Cristão


Dentro do período em que estive em Florianópolis, não tive muita oportunidade de conhecer a cena dessa linda capital de Santa Catarina.

Mas numa escapada, de última hora, pude conferir a 5º edição de um conceituado festival da cidade e região, o Massacre, que é organizado pelo grupo CMF (Christian Metal Force), que também possui representantes em São Paulo e, aqui no sul, tem Marcelo Lessa como uma das figuras líder.

Público chegou ao número de 400 pessoas (desculpem a falta de qualidade da imagem)
          
Vencendo certo desconforto (como o festival era numa igreja, não havia bebida de álcool e quase nenhuma opção de bebidas em geral ou lanches) e a total falta de pessoas conhecidas por perto, pude conferir algumas das 16 bandas que tocaram em São José, região metropolitana de Florianópolis, dia 17 de março.
            
Vale dar os parabéns pelo ótimo som que em poucos momentos apresentou problema (os mais prejudicados foram a galera da banda Dragon’s Cry) e pela ideia de colocar dois palcos em lados opostos do local, evitando aquela espera às vezes longa entre uma banda e a outra.

Landwork foi o grande destaque do Massacre V
            
Infelizmente, cheguei atrasado e sai antes do término. Também pudera, tantas bandas, mas para quem conferiu o evento que começou as 15 horas e foi acabar só à noite, não teve muito o que reclamar.
            
Phonica
No inicio do festival, tivemos predominância de bandas Metalcore, como a Rage of Ripsheep que, embora não me agrade (questão de gosto pessoal), agitou quem estava ali para ouvi-los e mostravam bastante energia em cima do palco, assim como 4 Words, banda cover do Bullet For My Valentine.

Do lado mais alternativo, tivemos a banda Phonica, formada por músicos de outras a bandas de Santa Catarina que, mesmo sendo a mais diferente do festival, também agradou o público que os ouvia, mesmo com uma sonoridade mais acessível e comercial.
            
Landwork
Particularmente (e me desculpem a rapaziada da banda), não consegui entender a proposta da banda Desfake, de Blumenau/SC que, numa tentativa frustrada de fazer um som pesadíssimo, beirou a tosquice, pelo menos nessa apresentação. Quem sabe o grupo consiga algum dia fazer algo de qualidade, na minha opinião, claro, já que sempre há quem goste.
            
Do Rio Grande do Sul, a banda Fermo levou seu Metalcore com efeitos eletrônicos curiosos. Em primeiro lugar, de cara o visual da banda não agrada os headbangers mais ou menos radicais e a sonoridade segue a mesma linha, porém, que é curioso um grupo como esse utilizar músicas eletrônicas entre as suas, deu um certo ar de ousadia e deu para ver que havia pessoas no festival aguardando a apresentação dos gaúchos que, após o Massacre, também e apresentaram em outro festival no mesmo dia, então, algum mérito essa gurizada tem.

Sendo honesto, a vontade era de abandonar o festival: o cansaço batia, não havia o que beber nem com quem bater papo (não sou de fazer amigos fácil, hehe), mas ainda dando chance para o Massacre me surpreender, eis que vejo a primeira banda que me fez mexer os cabelos: Landwork.

Dragon's Cry

A banda tem um som entre o Groove e o Thrash Metal, com um som moderno e sujo, nos moldes do que o HellYeah! tem feito. Realmente uma apresentação direta e marcante, que já me faz acompanhar a banda a partir do show. Nítido a honestidade do grupo em cima do palco, sem soar forçado (como algumas bandas que vi) ou falsificado.
            
Seguiu-se uma enxurrada de bons shows. No placo “principal” (era o maior, mas ambos tinham boa estrutura) subiu Stigmata, também de Santa Catarina. Legal quando uma banda surpreende positivamente. Embora a vocalista fosse linda, ao subir no palco com um estilo mais “alternativo”, podíamos até pensar que veríamos mais uma banda de Metalcore, mas a verdade é que o grupo desfilou o Death Metal Melódico no melhor estilo Arch Enemy (que, até pelo nome da banda, deve ser a maior influência). A mocinha urrava com qualidade, mesclando alguns vocais limpos e tendo uma postura no palco ora tímida, ora com muita energia.

Stigmata foi um dos destaques positivos do festival

No outro palco, sem delongas, a banda de Curitiba/PR Survive desfilou o Death Metal puro e cru que, mesmo com temática cristã e algum discurso entre as músicas, colocou muitos pescoços a rodopiar. Destaque para a música “Son of God” (uma das poucas que memorizei o nome em todo o festival): paulada na orelha, com riffs que qualquer amante de Deicide iria se arrepiar.

Era chegada a hora da Prophecy, banda do organizador Marcelo Lessa (bateria) que ficava entre o Death Metal e o Thrash Metal. O grupo era bastante esperado e não decepcionou, fechando o set que tinha músicas próprias e covers, com uma versão matadora de “Territory” (Sepultura).

Survive
O cansaço já estava grande, mas ainda restava energia e vontade de ver o show da Dragon’s Cry. A banda era a única de Power Metal. Infelizmente, das que assisti, foi a única que enfrentou sérios problemas de palco. Primeiro, e o pior, era o fato de que os teclados não estavam funcionando, o que deixou as músicas “pobres”, se comparados com as versões em estúdio. Em segundo, o palco que a banda tocou, que poderia ter sido no maior, especialmente por ter mais integrantes.
            
De qualquer modo, o grupo superou as dificuldades e se apresentou mesmo assim. Mas não temos como negar que a apresentação poderia ter sido bem melhor não fosse os problemas técnicos. 

Prophecy

A última banda que pude conferir foi a Hawthorn e, à exemplo de algumas das já citadas, fez um grande show e mostrou o poder de seu Black Metal Sinfônico, liderado pela bela e agressiva (em cima do palco) vocalista Amanda, o grupo trouxe uma atmosfera sombria, com direito à figurino de acordo com o som extremo do grupo. Um dos grandes destaques do festival.
Hawthorn

Depois disso, já estava na hora de ir embora e voltar para o hotel.
            
No saldo geral, Massacre V foi bastante interessante, apesar de diferenças logísticas que não estava acostumado (começar cedo, tantas bandas, quase nenhuma estrutura de bebidas e alimentação próxima). Sai com a sensação de que, finalmente, pude conhecer um pouco mais dessa cena liderada pela CMF. Saudações aos guerreiros que, independente da religião, levantam a bandeira do Metal em todo o Brasil.

Stay on the Road

Texto: Eduardo Cadore
Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Road to Metal (proibido uso sem autorização)

Cast de bandas
RAGE OF RIPSHEEP
4 WORDS
PHONICA
DESFAKE
FERMO
LANDWORK
STIGMATA
SURVIVE
PROPHECY
DRAGON'S CRY
HAWTHORN
NEVER DIE
DESERTOR
ANALISE TÁTICA
18 voutz

Confira dois vídeos das apresentações, sendo o primeiro produzido pela banda Hawthorn (obs: o segundo apresenta baixa qualidade, mas serve como registro)

Hawthorn (Official da banda)

Stigmata
video



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