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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Entrevista: Ecliptyka – Revelação de 2011 Colhendo Bons Frutos



O ano de 2011 foi um marco para a banda paulista Ecliptyka. Isso porque além de marcar o lançamento do primeiro trabalho completo, o aclamado “A Tale of Decadence”, a banda, que já possui alguns anos de trajetória, pode, finalmente, mostrar-se mais ao público, usando bastante as redes sociais e arrebatando fãs mesmo fora do país (não à toa prepara turnê norte-americana para este ano).

Também conseguiram o feito de produzir um dos melhores vídeo clipes do ano, para o single “We Are the Same”, que até o momento já alcançou a expressiva marca de 240 mil visualizações (apenas no link oficial) no site Youtube.

Formado por Helena Martins nos vocais, Hélio Vaselic e Guilherme Bollini nas guitarras, Eric Zambonini no baixo e Tiago Catala na bateria, a banda ainda colhe frutos do trabalho de estreia, com shows agendados e turnê internacional, mas sempre com o foco e preocupação no futuro, seja o da banda, ou do próprio planeta Terra, cuja temática apresentada traz uma preocupação ambiental genuína e pertinente.

Quem conversou com a gente foi a bela e talentosa Helena Martins. Além de falar como foi o processo de criação do primeiro disco, fala sobre a temática e preocupação ambiental, o fato de cantar numa banda de Heavy Metal e a dificuldade de rotular o som do grupo, além de muito mais, como os planos de novo disco e participações especiais.

Confira com exclusividade, só aqui. o/

Road to Metal: “A Tale of Decadence” (2011) é o primeiro registro completo em estúdio da banda. Como foram os preparativos para as canções que compõem o disco e quando o trabalho saiu, estava da forma como vocês imaginaram?

Helena Martins
Helena: Levamos um tempo a mais para finalizar as composições de “A Tale of Decadence’’ devido a problemas de formação da banda. As primeiras músicas foram escritas logo depois que lançamos a demo "The First Petal Falls’’, mas só fomos terminar todas meses antes de entrar em estúdio para gravá-las, que aconteceu em fevereiro de 2010. O resultado superou nossas expectativas! Imaginávamos algo com mais qualidade, mas não tão sólido e consistente como saiu. Ficamos muito felizes com o resultado final!

RtM: Podemos dizer que houve uma evolução imensa na banda desde seu primeiro EP até o lançamento do vídeo clipe oficial, primeiro da carreira, “We Are the Same”. Qual a sensação e o que vocês podem dizer esse processo todo de uma banda com uma demo, até uma das bandas mais lembradas de 2011, agora com um disco e vídeo na praça?

Helena: A sensação é realmente de trabalho cumprido. O que mais almejávamos era sermos reconhecidos, e nosso esforço valeu a pena! Conseguimos chamar a atenção da mídia e do público, formamos um nome no meio... agora é só manter o ritmo e continuar para cima!

Debut album da banda
RtM: Algumas bandas na cena brasileira estão indo na contramão daquele movimento em que, quase que obrigatoriamente, as bandas que possuíam vocalistas femininas pendiam para o Metal Sinfônico ou Gothic Metal, com vocais líricos e tudo o mais. Sabemos que isso já é algo saturado e bandas como Shadowside e Ecliptyka mostram que há mais que se pode mostrar. Esse seria um motivo pela banda optar por um vocal mais direcionado como o seu, Helena, ou foi algo sem premeditação?

Helena: Quando eu entrei para a Ecliptyka, em 2001, confesso que fiquei um pouco confusa em como eu deveria cantar. Estávamos no comecinho, e demoramos um pouco para achar nossa identidade musical. Comigo não foi diferente. Naquela época, eram poucas referências que tínhamos de banda de metal com vocal feminino, e as que existiam, eram, em sua maioria, bandas góticas. Tentei seguir essa linha lírica por um curto período de tempo, mas logo vi que não iria funcionar (risos). Resolvi cantar com um estilo mais natural, mas sempre visando potência e qualidade. Começamos a ver que esse sim seria um caminho melhor a ser seguido, pois seríamos uma banda única, com um estilo próprio, juntamente, claro, com os elementos instrumentais.

Uma das participações especiais: Danilo Herbert (Mindflow) ao lado de Helena em show

RtM: Aliado à qualidade das composições, a banda também contou com duas ótimas participações especiais, o vocalista Marcelo Carvalho (Hateful) e Danilo Herbert (Mindflow). Como a banda chegou nesses dois nomes e há planos já de novas participações em futuras canções?

Helena: O Marcelo é nosso amigo há bastante tempo. Nós e o Hateful tocamos diversas vezes juntos, estávamos sempre na mesma batalha por reconhecimento e espaço.  E sempre admiramos a qualidade do trabalho dele na banda, tanto como vocalista quanto guitarrista. Ele foi a primeira pessoa que pensamos em convidar para fazer uma participação no CD, e ele topou na mesma hora! Com o Danilo não foi muito diferente...  Nós conhecíamos o trabalho do Mindflow há bastante tempo,  e (creio que) em 2006 tocamos juntos pela primeira vez! Na época, não tínhamos nem a demo ainda, e posso dizer que eles foram uma fonte importantíssima de inspiração para nós, tanto pela qualidade do trabalho deles quanto pelo profissionalismo e integridade de cada um.  Durante o tempo, fomos sempre “trocando figurinhas’’ e eles sempre nos ajudaram muito. Não tínhamos dúvida que queríamos o Danilo no nosso CD! Quando fizemos o convite a ele, rolou alguns desencontros e quase que a participação dele não aconteceu... Mas de última hora conseguimos conversar com ele e ele topou!Estamos pensando em outras participações para o próximo cd sim, mas não temos nenhum plano concreto ainda. Vamos deixar isso como elemento surpresa (risos).

Banda ao vivo
RtM: Embora possa ser considerada apenas Heavy Metal, a Ecliptyka mescla elementos do Thrash e até mesmo Metalcore, em certos trechos. Como a banda vê essa questão de rótulos e a liberdade maior atualmente de caminhar por vários estilos de Metal?

Helena: Nós não nos preocupamos muito com rótulos. Muita gente tenta dar um nome pro nosso estilo de som, mas a questão é que é muito difícil fazê-lo, até mesmo para nós. Então o que fazemos é simplesmente deixar a galera avaliar ouvindo o som. Creio que a tendência musical atual, não apenas dentro do Metal, seja mesclar estilos. Pois se pararmos pra analisar bem, todos os estilos musicais vêm de outros que os antecederam. A idéia de se inovar seria realmente absorver os elementos que o agrada mais nos estilos, x, y e z e fazer algo coeso com eles! "Simples" assim (rs). 

Helena Martins, uma das jovens e novas musas do Metal brasileiro

RtM: Além de um disco completo, 2011 marcou uma série de shows para divulgação do mesmo. Porém, a banda ainda está um pouco limitada à São Paulo. Será que outras regiões como sul e nordeste poderão em 2012 conferir a banda ao vivo? O que está faltando para isso?

Helena: O que mais desejamos atualmente é tocar em regiões diferentes das do estado de São Paulo. Entramos em contato com algumas produtoras de fora, mas a questão que nos barra sempre condições financeiras. São raros os eventos e produções que têm dinheiro para trazer uma banda de fora do estado. Ficamos sempre muito tristes com isso, pois o que mais queríamos agora seria espalhar nosso nome pelo nosso país com uma turnê nacional de divulgação do nosso álbum. Mas sempre nos deparamos com esse problema e raramente achamos uma solução para ele.

Banda deseja fazer turnê nacional. Atenção produtores de fora de São Paulo!

RtM: Ainda sobre shows, a banda conquistou maior visibilidade sendo o grupo de abertura de shows de bandas como Delain e até mesmo a musa Tarja Turunen. Desnecessário perguntar como foi a receptividade desse público, mas vocês podem nos contar um pouco, e também às bandas que estão começando, qual a importância e sensação de dividir o palco com nomes conceituados internacionalmente?

Eric Zambonini
Helena: Foi tudo maravilhoso! Esses shows nos abriram portas importantíssimas, e conseguimos atingir um público muito maior! Ser banda de abertura nunca é uma tarefa muito fácil... muitas das pessoas que estão ali só querem ver a banda principal e ponto. Não estão nem aí se há alguma outra banda batalhando por um espacinho no meio. É compreensível, na verdade. Costumo falar que, de modo geral, quem está no público não tem o dever de saber se aquela banda de abertura batalhou para estar ali, se passou por ‘’perrengues’’, etc. Eles querem ter uma noite bacana, com som bom e de qualidade. E é o que tentamos passar para eles: o nosso melhor, sempre! Se alguém ali não curtir, paciência... é normal, gosto é gosto. É óbvio que não agradaremos a todos, isso é impossível. Nem bandas grandes e tradicionais agradam a todos... Mas sentimos que esses shows valeram muito a pena para a Ecliptyka!  Conquistamos diversos novos fãs e ótimas resenhas!

RtM: “We Are the Same” já está chegando aos 250 mil acessos no Youtube. O vídeo se destaca pela ótima produção (por Bruno Vargas e dirigido por Guilherme De Lucca) e temática, aliás, temática presente nas letras da banda, que tratam sobre a relação do homem com o planeta Terra de forma insustentável. Quem trabalha nessa parte de composição dos temas e qual a ideia por trás disso, seria um reflexo das preocupações mais que pertinentes acerca do destino da nossa natureza e dos seres vivos? (Assista o vídeo no fim da matéria).

Gravação do clipe "We Are the Same" (Valinhos/SP)
Helena: O tema desse nosso álbum surgiu de um consenso entre todos nós da banda. Queríamos ter um cd temático e esse tema é o mais explícito hoje em dia. Além disso, esse assunto é algo que sempre nos incomodou muito, por isso seria algo fácil de se escrever. Eu sou bióloga, vegetariana e amante da natureza! Eu me deliciei com esse tema na hora de escrever as letras (risos)! Nós temos como objetivo da banda passar um conteúdo com nossas letras. E essa negligência do ser humano com a natureza e com os outros seres vivos é burra e simplesmente inaceitável. Nós fazemos parte do mundo... não faz sentido virarmos as costas pra tudo que está acontecendo e fingir que nossos atos não terão conseqüências.

RtM: “Splendid Cradle” é uma canção seminal, até deixo a sugestão de ser o segundo vídeo do grupo, hehe. Mas é a sua versão em português, “Berço Esplêndido” que surpreende. Aqui sempre valorizamos as canções na língua portuguesa, por acreditar que é possível fazer Heavy Metal na língua natal sem soar deslocado, como muitos pensam. Como a banda chegou a idéia de gravar uma música em português, mantendo inclusive a participação do Danilo (Mindflow) também nessa versão?

Helena: Essa idéia surgiu de um festival do qual queríamos participar, mas teríamos que ter pelo menos uma música em português, pois era um festival que visava incentivar música brasileira. Começamos a cogitar como ficaria alguma das nossas músicas em português e vimos que em Splendid Cradle ficaria realmente bom, também pelo fato da letra falar sobre problemas que temos em nosso país. Por algum tempo ficamos relutantes em colocar Berço Esplêndido no cd, pois não sabíamos qual seria a reação do público. Fizemos uma ‘’pesquisa de mercado’’ bem rápida, e vimos que poderia dar certo! E quando conversamos com o Danilo sobre ele gravar Splendid Cradle, ele adorou a idéia de fazer parte da versão em português também! Não pensamos duas vezes.

RtM: Vocês já possuem um show agendado para fevereiro. Como anda a agenda para o restante do ano? Podemos esperar uma banda dedicada aos palcos ou já preparando um novo disco, sucessor de “A Tale of Decadence”?

Helena: Estamos com poucos shows marcado para este por enquanto, e na verdade, o plano é manter o ritmo mais ou menos desse jeito, pois estamos nos dedicando a novos projetos! Um deles é sim o álbum sucessor de “A Tale of Decadence’’. Já estamos trabalhando nas composições novas e esse é um processo árduo e trabalhoso. Estamos também nos dedicando à turnê americana que acontecerá em julho.

Banda já trabalha em novo disco

RtM: Queremos agradecer pela conversa. Esperamos que 2012 seja um ano de muito sucesso e trabalho para a banda. Podem utilizar este espaço que é de vocês.

Helena: Nós é que agradecemos pela oportunidade! Ficamos sempre muito felizes de poder disseminar nossas idéias pro público. 2012 será um ano de muita batalha para a Ecliptyka, sempre com muito suor e paixão pelo o que fazemos. Gostaria muito de agradecer todos os nossos fãs e amigos que têm nos apoiado nessa jornada, e têm tornado tudo tão divertido, prazeroso e recompensante! Sem vocês com certeza não teríamos conquistado metade do que conquistamos até agora. Muito obrigada!

Entrevista: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação, Henrique (www.zhp.com.br) e Rafael Blanco

Acesse os links abaixo e conheça mais sobre essa revelação do Metal nacional

Email para contato: contact@ecliptyka.com

Assista "We Are the Same"

Leia a matéria sobre o álbum aqui.

Compre "A Tale of Decadence" via Die Hard clicando aqui.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011: Os Melhores Vídeos Clipes Mostrando a Qualidade do Metal Brasileiro

É inegável: a banda que possui um vídeo clipe bem feito, baseado em uma música com certo aspecto comercial (ótimas melodias e refrão grudento), se destaca mais do que aquelas que ou não optam por essa forma de divulgação, ou realmente não possuem ainda a estrutura necessária e o apoio para tanto.

Dentro do nosso país, durante o ano de 2011, várias foram as bandas que lançaram vídeos promocionais, geralmente promovendo seus discos mais recentes e, dessa forma, chegamos ao final de 2011 com grandes produções brazucas e das principais bandas do gênero.

A lista é imensa e convido a todos a irem até o final.



Podemos começar comentando o vídeo “Shoot Me Down”, da banda Hibria. Saiu para divulgar seu terceiro álbum, “Blind Ride” (2011), sucesso absoluto no Japão e aqui já configura entre os melhores discos do ano nas principais listas da mídia especializada.

A banda já lançara outros vídeos oficiais, mas é com este citado que vemos que o Heavy Metal dos caras não precisa de muitas firulas. Com uma produção bastante eficiente, não tivemos dessa vez um enredo. É a banda em cima de um palco, pura e simplesmente detonando com seu Metal. Soco na cara!



Mas houve também quem optou por lançar canções mais calmas, com certo apelo comercial, como no caso do Hangar e do Almah. O primeiro lançou a inesperada “Haunted By Your Ghosts” para divulgar seu CD de acústicas (“Acoustic, But Plugged In!”) que é um dos mais vendidos do ano, sem dúvidas. A música inédita (que ficou por muitos dias no top do nosso player) traz a faceta mais calma (afinal, acústica!) da banda e arrematou muitas pessoas que não conheciam o som do grupo liderado por Aquiles Preister (ex-Angra). Além de ser uma bela canção, o vídeo clipe (dirigido pelo Daniel Piquê) é simples, mas cercado de uma aura de novidade. Ponto para a banda que teve sua melhor cartada do ano.



Já o Almah foi mais longe. Dividiu-se em um vídeo mais “porrada”, com a grande “Trace of Trait” (Falaschi raivoso!) e a balada nostálgica “Late Night in 85’” (ambas de seu novo disco “Motion”), esta mais recente, mostrando a faceta mais melódica dessa banda que há dois álbuns deixou de ser apenas o projeto do vocalista do Angra (e até quando ostentará esse título?) para se tornar um dos grandes nomes dessa safra de Prog/Power Metal. Há muita lenha para queimar nesse baita time! Vale lembrar que a música fala do próprio Edu Falaschi e de seu pai que morreu no final de 1985.




Do lado mais pesado, tivemos o Torture Squad detonando com “Holiday in Abu Ghraib” (do disco "AEquilibrium") que à exemplo de sua música, é direta e empolgante, não precisando de grandes efeitos. É para bangear ligado no monitor.


De Brasília vieram grandes bandas dos últimos anos. Dentre elas a Dynahead é uma das que mais tem investido em divulgação visual, tanto na parte gráfica dos discos e fotos promocionais, quanto em seus vídeos. Do novo trabalho “Youniverse” (2011), a banda tirou dois vídeos: um quase curta-metragem ao som de “Circles” (produção do faz-tudo Caio Duarte) e o mais “pegada” com “Eventide”, dentro da temática do novo disco e ficou genial.




Voltando ao Thrash Metal, tivemos uma enxurrada de grandes vídeos. Da lendária banda Korzus, “I Am Your God” saiu este ano, mesmo sendo um som do perfeito “Discipline of Hate” (2010). E como não basta apenas ótimos riffs, o vídeo trata de um problema muito sério: violência contra a mulher. Isso mostra que o Metal brasileiro tem conteúdo sério.

Das terras gaúchas, a Sacrario quebrou tudo com “God Against God”, num vídeo que, não podia ser diferente, é simples mas bem gravado, sendo a canção muito bem escolhida. Uma das grandes pedradas do álbum “Stigma of Desilusion” (2010).



Ainda do Rio Grande do Sul, talvez a maior banda de Thrash do estado já com seus mais de 25 anos de carreira, Distraught, também presenteou o mundo com seu Thrash raivoso e qualificado no vídeo para a viciante “Hellucinations”, do marcante “Unnatural Display of Art” (2009). A banda caprichou nos efeitos visuais mais que merecidos depois de tantos anos de luta.




Subindo um pouco, voltando à São Paulo, o estado nos brindou com grandes clipes de grandes bandas, como Shadowside, Suprema, Shaman e Ecliptyka (que está estreando mas já arrancando admiração dos headbangers mais ligados), que não mediram esforços para mostrar a todos que é possível, sim, termos também qualidade na divulgação através de vídeos promocionais.




Shadowside dispensa maiores apresentações. Mas caso você ainda não conheça a banda da linda Dani Nolden, que sabe cantar como ninguém (confira entrevista com a vocalista aqui), apresentando junto aos demais integrantes uma sonoridade calcada no Heavy Metal (esqueça as passagens líricas), uma boa pedida é conferir o vídeo de “Angel With Horns”, do novo e aclamadíssimo álbum “Inner Monster Out” (2011).

Das novas bandas, Suprema irá te surpreender. Numa época em que montar uma banda de Prog Metal não é mais novidade, os paulistanos conseguiram colocar um peso absurdo, beirando o Thrash, mas com melodia (que refrão!) e com um vocal forte de Pedro Nascimento e os riffs do grande Douglas Jens, junto à dupla que completa o time, dão mostra do que será seu debut “Traumatic Scenes”, que será lançado em breve.



Figura carimbada quando o assunto é qualidade de áudio e vídeo, o Shaman segue divulgando seu 4º disco de estúdio “Origins” (2010), bem recebido pelos fãs e críticas quando de seu lançamento e, após dois belos vídeos clipes com “Finally Home” e “Ego (Part I & II)”, muitos que não estavam aceitando a nova fase e formação da banda (apenas o Ricardo Confessori continua desde o início), especialmente os vocais mais amenos e melódicos de Tiago Bianchi, precisaram tirar o chapéu para essas duas belas produções.



Por fim, já tendo me estendido demais, não pode ficar de fora o clipe “We Are the Same” (do debut "A Tale of Decadence") dos santistas Ecliptyka. É digno de nota a preocupação da banda com o destino do planeta Terra, da vida como um todo. Mesclando elementos de várias vertentes, no vídeo, que é o primeiro da banda, a postura política da banda fica bastante clara e o peso instrumental e do convidado especial Marcelo Carvalho se une perfeitamente com o vocal de Helena Martins, bastante melódico. A banda escolheu uma das melhores do CD e caprichou também, num dos melhores vídeos nacionais do ano.




Se você chegou até o final, é porque sabe valorizar o que de melhor temos no Metal brasileiro. Muitas outras bandas poderiam ser citadas e terem seus vídeos destacados aqui, mas com certeza as que mais marcaram este redator neste ano de 2011 estão aí com seus respectivos e de alta qualidade vídeo clipes. Deixe comentário falando de mais alguns que não tenham aparecido aqui. Valeu e um feliz 2012!

Stay on the Road

Texto: Eduardo Cadore

Agradecimentos: aos meus colegas de equipe que me ajudaram a "lembrar" dos grandes vídeos do ano.


Veja os demais vídeos citados no texto.

Dynahead - Circles 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Com a Faca e o Queijo na Mão: Ecliptyka

Grupo paulista é um dos destaques da cena nacional este ano

Muitas bandas surgem no Metal mundial a cada dia, mas poucas se destacam com originalidade, outras se destacam seguindo uma cena que está em bastante evidência, e acabam fazendo um bom trabalho, embora não revolucionário.

É o caso da banda brasileira Ecliptyka, surgida em Jundiaí/SP no ano de 1999, embora apenas em 2002, com a chegada da vocalista Helena Martins, o grupo pode começar suas composições próprias, que é o que nos interessa.

Então, anos de estrada a banda já tem e quase uma década depois pode lançar seu debut álbum, “A Tale of Decadence” (2011), tendo no time além a bela Helena, os guitarristas Guilherme Bollini (namorado de Helena) e Hélio Valisc, o baixista Eric Zambonini e o batera Tiago Catala.

Dentro da cena mundial de se fazer um Heavy Metal com levadas sinfônicas, mas moderno, lembrando sonoridades como Lacuna Coil misturadas com algo pesado e agressivo, como o Metalcore, fazem da banda um prato cheio para quem quer melodia, vocais guturais (de responsabilidade do guitarrista Guilherme Bollini) e para quem curte bandas como Epica na fase mais pesada, The Agonist (inclusive os brasileiros abriram show do grupo aqui), ReVamp e Amaranthe.


Banda lança disco no Japão e prepara turnê nos EUA em 2012

Mas em relação a “A Tale of Decadence”, como disse no inicio do texto, não é nada revolucionário. Talvez a banda estivesse apenas interessada em fazer um disco de Metal pesado e grudento, mesmo que soe como várias outras bandas por aí. E foram felizes nessa opção, já que sendo o primeiro disco completo, talvez ousar muito não lhes colocaria no patamar que já estão alcançando, já que tem nova turnê internacional já agendada e seu debut foi lançado no Japão (principal porta de entrada das bandas brasileiras mundo afora).

Entendam bem, Ecliptyka é uma baita banda. “A Tale of Decadence” é um dos discos nacionais do ano que mais tenho escutado, mostrando que a banda está no caminho certo, mas ainda precisa se encontrar na sua própria sonoridade. Músicos competentes ela tem sobrando. Só conferir os ótimos solos e riffs grudentos dos guitarristas Bollini e Valisc, a cozinha eficiente de Zambonini e Catala, e os vocais dentro do padrão que o gênero pede, com a Helena Martins comandando.

Embora a primeira música de trabalho seja “We Are the Same” (com vídeo clipe quase pronto) contando com Marcelo Carvalho (Hateful) nos vocais, é “Fight Back” que te conquista na primeira audição (não a toa que colocamos essa no nosso player do blog), “Dead Eyes” mostra exatamente a proposta geral do disco: melodia (que bela voz de Helena), guitarras que sabem a medida entre riffs rápidos e passagens harmoniosas, além de passagens mais agressivas e quebras de ritmo.

Outras canções que se destacam estão “Hate” (começo mais pesado do disco), “Unnatural Evolution” e “Berço Esplêndido”, que é a versão em português da canção “Splendid Cradle”, contando com a participação nos vocais de Danilo Herbert (Mindflow) nos vocais. Versão essa que ficou muito legal na língua natal, mostrando que dá para se fazer Heavy Metal em português.

Obviamente, em se tratando de um disco com belos vocais femininos, temos que destacar as belas canções “I’ve Had Everything” e “Eyes Closed”, com show de Helena Martins, com teclados dando o clima de uma linda canção.


A banda ao vivo na abertura do show do The Agonist em São Paulo este ano

Ecliptyka mostra que no meio de tantas ótimas bandas brasileiras surgindo todos os anos, possui o potencial para se tornar uma das referências, quase na cola da Shadowside (salvo as devidas proporções), e que com turnê programada nos EUA para o ano que vem, além do disco rodando no Japão, é possível que a vejamos lá fora antes de valorizarmos aqui, aliás, algo que infelizmente ainda acontece.


Texto: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação e Mariana Janeiro


Ficha Técnica

Banda: Ecliptyka

Álbum: A Tale of Decadence

Ano: 2011

País: Brasil

Tipo: Heavy Metal/Metal Sinfônico/Power Metal

Selo: Die Hard Records



Formação
Helena Martins (Vocal)
Guilherme Bollini (Guitarra e Voz)
Helio Valisc (Guitarra)
Eric Zambonini (Baixo)
Tiago Catalá (Bateria)


Tracklist

01. The Age Of Decadence
02. We Are The Same
03. Splendid Cradle
04. Fight Back
05. Dead Eyes
06. Echoes From War
07. Hate
08. Why Should They Pay?
09. Look at Yourself
10. I've Had Everything
11. Unnatural Evolution
12. Eyes Closed
13.
Berço Esplêndido (faixa bônus)


Acesse e conheça a banda

Site oficial

Myspace

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Assista We Are the Same ao vivo aqui.

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