Líderada por Beist e Dreught, Krake lança álbum |
Antes de mais nada, vou começar essa resenha com uma critica: o Black Metal norueguês há muito tempo vem me decepcionando, se tornando cada vez mais comercial e pop. O que antes era agressividade, atitudes extremas (não corretas, deixando bem claro) e música de qualidade foi perdendo espaço para muita maquiagem, muita moda e música que é bom foi ficando para segundo ou até terceiro plano.
Por fim, para não total desespero desse que vos escreve, ainda existem bandas que sabem fazer o velho e bom som nórdico, incorporando elementos sinfônicos, mas sem abrir mão da agressividade tão necessária ao estilo.E nessa escuridão venho destacar a banda Krake (“corvo”, em norueguês), que no seu primeiro lançamento “Conquering Death” apresenta uma sonoridade que há tempos vinha perdida nas terras nórdicas: o Black Metal Sinfônico sim, mas extremamente denso e sorumbático, o que atualmente é chamado de Depressive Black Metal, por mais que trabalhos seminários do Burzum e Darkthrone já utilizavam essa sonoridade anteriormente.
O que mais me chamou a atenção no artefato dos irmãos Beist (vocal) e Dreught (guitarras e todos os outros instrumentos) é o fato de que nenhum músico é virtuoso, então não enchem a música e a paciência do ouvinte com solos e riffs infinitos. Sabe aquela nostalgia de pegar aqueles álbuns antigos do Immortal e ver solos simples, mas marcantes? Pois é o que você vai encontrar aqui.
Destaque inicial para a parte gráfica! Quando observei a capa logo pensei: “conheço esse artista”. Bem, meu palpite estava certo, pois o autor da capa é Marcelo HVC, que no seu currículo tem capas de Borknagar, Mysteriiss e Dimmu Borgir, principalmente nesse último compare essa capa com a original do grupo do Shagrath, principalmente as cores utilizadas.
Banda comprovando a força do atual underground norueguês |
Já na temática é impossível não se empolgar com a pegada de “And a Colder Breed”, um bate cabeça infernal que quebra o clima lembrando os melhores momentos do Novembers Doom e Dimmu Borgir dos seus primórdios.
Partes mais arrastadas aparecem em “I Ly As Lyset” com uma linha de guitarra que é um achado. Impressionante ouvir essa melodia que consegue ser sorumbática e bela. “Victorious” apresenta aquele clima épico tão marcante nas bandas que executam esse estilo e “The Great Leviathan” vem destruindo tudo que encontra pela frente.
Então, caro leitor, se você é fã do Metal Negro e procura uma banda fiel as raízes, mas que não deixa de buscar novas tendências, ouça Krake e tenha certeza que esses caras estão indo rumo ao topo do underground europeu!
Texto: Luiz Harley
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Ficha Técnica
Banda: Krake
Álbum: Conquering Death
Ano: 2012
País: Noruega
Tipo: Black Metal /Depressive
Gravadora/selo: Indie Recordings
Formação
Beist (Vocal)
Dreught (Instrumentos)
Tracklist
01 A Muder of Crows
02 And a Colder Breed
03 Hearts Blood
04 Ed
05 The Great Leviathan
06 Beneath Black Waters
07 Victorious, I
08 The Gatekeeper
09 Snowfall
10 I Ly As Lyset
Conheça mais sobre a banda
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